A batalha final
3 Capítulo 3 - Encrencas a dobrar
Notas iniciais
A Batalha Final
Capitulo 3 – Encrenca a dobrar
— Pronto, finalmente tudo certo, localização posta, estou chegando Matt.
— Oh oh. - Falou Matt assustado.— Rápido Tai, rápido. Por favor rápido.
— Porque? Matt? Matt? Alô, Matt, alô, ALÔ. Droga.
Tai chegou na pista e acelerou ao máximo o seu carro na direção do amigo, já passava de meia noite e Matt estava sozinho no meio do nada e Tai não pode deixar de ficar preocupado com o que poderia estar acontecendo com ele. Enquanto acelerava Tai procurava no carro sem tirar os olhos da estrada um enorme cassetete que costuma ficar em baixo do banco para ocasiões como essa que ele estava se metendo. Ao encontrar o cassetete Tai o colocou em cima do banco do passageiro segundos antes de avistar uma figura correndo a pé na direção contrária da pista.
— TAIIIIIIIIIIIII. — Gritou uma criatura com uma guitarra nas costas e um pequeno amplificador na mão no meio da estrada.
— É o Matt? — Perguntou-se Tai desacelerando o carro.— Será?
— TAIIIIIIIII.
— É o Matt. — Confirmou Tai parando o carro perto do amigo para esse entrar.
— Acelera, acelera, acelera. - Gritava Matt enquanto jogava o amplificador e a guitarra na parte de trás do carro e pulava para o banco da frente.
— AIII, que é isso na minha bunda? — Reclamou Matt que tinha sentado em cima do cassetete de Tai.
— É o meu cassetete que eu trago para emergências.
— Eu não quero saber o que você faz com isso nas suas horas vagas só acelere esse carro por favor.
— Estou confuso. Do que exatamente estamos fugindo? - Perguntou Tai, porém assim que acabou de fazer a pergunta ouviu uma voz feminina gritando melodiosamente.
— MaAaaAAaaTTTTT.
— AAAAAAA. — Gritou Matt se encolhendo assustado.— Acelera Tai, acelera.
Tai não acelerou e ficou observado até que viu uma sombra de uma garota correndo na direção do carro dele.
— Você estava fugindo de uma garota? — Perguntou Tai confuso.
Garota? Aquilo é um demônio disfarçado. Acelera Tai, por favor. — Falava Matt cada vez mais apavorado vendo a garota se aproximar.
— MAATTTT QUERIDO NÃO FUJA. - Gritava a garota já bem perto do carro.
— Querido? — Pergunto Tai rindo olhando para Matt.— Você não quer me explicar?
— Tai, ela está se aproximando, acelera a merda dessa carro, ela está chegando.
— MATTTTT
— AAAAA TAAIIIIII ACELERAAAAA
Tai acelerou meio que no reflexo com o grito de Matt que rapidamente começou a se acalmar a ver pelo retrovisor a figura da moça se distanciando.
— Vai me explicar agora ou não? — Perguntou Tai morrendo de curiosidade.
— Prefiro não comentar.
Depois disso Tai ficou em silêncio para esperar Matt se recuperar, pois o amigo ainda olhava assustado para os lados quando ouvia qualquer barulho. Depois de um tempo Tai não aguentou e voltou a falar.
— Ah, Qual é, você me deve uma, eu vim te buscar no fim do mundo... Ei pera ai... O que você estava fazendo ali? Porque não estava com a sua banda.
— Divergência musical. - Falou Matt mais calmo.
— Sério, tenso.
— Poxa, tenso é pouco. — Disse Matt lembrando-se dos acontecimentos de algumas horas atrás.— Ontem de noite a gente abriu o show para nada mais nada menos que Kõji Wada que tem um grande hit internacional chamado Butterfly, e depois que a gente saiu do palco, ele veio até a nossa banda e falou. “Parabéns, vocês mandaram muito bem, as vossas músicas serão um sucesso um dia.”
— Sério, que loucura. — Falou Tai animado.— Eu conheço essa música Butterfly, eu tenho ela em algum desses Cd´s que tá perdido pelo carro.
— Então, depois que ele falou isso um diretor chegou e fez uma proposta BEM ALTA para a banda nós próximos dois anos fazer vários shows cantando músicas covers e eu sou o vocalista e líder da banda e de prontidão disse não.
— Ah! Entendo, o restante da banda não gostou porque queriam aceitar.
— Exato, começaram a falar o monte de merda como o fato de eu já ter casa e não precisar pagar aluguel, não ser casado e nem ter filho e não ter nenhuma responsabilidade desse estilo né, porém poh Kõji Wada praticamente nos deu a sua bênção e os caras pulam fora, começamos a discutir no carro e a última coisa que eu me lembro foi eu ter pedido para eles pararem o carro que eu já não aguentava mais.
— Nossa meu, sinto muito. Agora falando sério. Você não vai falar pra mim daquela menina correndo atrás de você? — Perguntou Tai sorrindo de orelha a orelha morrendo de curiosidade.— Por favor.
— Não tem muito que falar. Ela é uma fã LOUCA, completamente pirada, onde eu vou ela vai atrás, ela está em todos os shows, todas as sessões de autógrafos.
— Meu Deus. Isso que dá ser bonito e a cara de uma banda.
— Cara, isso não tem nada a ver, a menina é pirada. Teve um show que ela estava na primeira fila balançando uma samba-canção minha.
— Pera ai! Você já dormiu com ela?
— Claro que não, a menina é louca. — Falou Matt perplexo com a pergunta.
— Então como você sabe que o samba-canção era seu.
— O que? Eu não sei. — Começou a gaguejar e ficar vermelho Matt.— Era muito parecida.
— Para com isso, não era sua nada, você que queria que fosse sua.
— Claro que não, ela é louca e aquela era a minha samba-canção.
— COMO VOCÊ SABE? — Falou ligeiramente mais alto Tai.
— SABENDO CARAMBA. — Respondeu Matt falando um pouco mais alto que Tai.
— ISSO É RIDíCULO NÃO ERA SUA. — Dizia Tai, novamente um pouco mais alto que Matt.
— ERA SIM.
— CO-MO, VO-CÊ, SA-BE,
— ERA PERSONALIZADA CARAMBA, SATISFEITO, ERA ÚNICA.
Depois que Matt revelou que essa informação um enorme silêncio pairou no carro, porém Matt sabia que Tai estava calado somente porque estava pensando em alguma coisa para dizer. Depois de alguns segundo que pareceram horas e horas para Matt, Tai falou.
— Personalizada né.
— Sim – Falou bem baixo Matt.
— Tipo, com fotos suas?
— Não. Ok, ok, fotos do T.K.? — Perguntou olhando para Matt.
— NÃO, ISSO É NOJENTO, PORQUE RAIO IRIA USAR A CARA DO MEU IRMÃOZINHO NO MEU SACO.
— Não sei, nada mais me surpreende, o que é que tinha então
Matt falou o que tinha porém suficientemente baixo para Tai não ouvir.
— O quê? Não deu para ouvir? Ta vendo, você fala baixo, depois eu coloco informação errada na Carla e vou parar lá na casa do chapéu. — Falou Tai fazendo clara referência ao epísodio que aconteceu mais cedo onde colocou número errado no GPS.
— Carla. - Disse Matt fazendo uma careta. — você deu nome para o seu GPS.
— Sim, claro, ela me acompanha em todos os lugares que eu vou, é a única mulher que não grita comigo e a única que eu consigo ganhar uma discussão.
— Uma verdadeira amiga que você chamou a pouco tempo de VACA.
— Porque eu pensei que ela estava tirando uma da minha cara, agora não muda de assunto e me diz logo de quem é o rosto que você carrega nesse seu traseiro fedorento.
Novamente Matt respondeu a pergunta do amigo porém baixo de mais.
— Fala DIREITO CARAMBA.
— OK, OK EU FALO, É O GABUMON.
— Quem?
— Gabumon. Ok.
Novamente um enorme silêncio pairou no carro e Matt sabia que dessa vez seria pior, era como contar o tempo que falta para uma bomba relógio estourar. Depois de alguns segundo Tai começou a desacelerar o carro e a parar no acostamento.
— O que você está fazendo?
— Só um segundo por favor. — Falou Tai muito vermelho.
Assim que parou o carro Tai não aguentou.
— HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.
Tai teve um ataque de riso que só parou quando um outro carro parou na frente e dentro dele saiu a fã louca de Matt que ficou imobilizada olhando para o carro de Tai como se estivesse esperando o melhor momento para atacar.
— Matt, começo a acreditar que ela é louca. Porém o rosto dela me parece é familiar.
— Ela é louca Tai, acelera.
— Espera, talvez ela queira devolver sua cueca de Gabumon.
A fã de Matt continuava parada e quando finalmente deu um passo para frente Tai saiu disparado com o carro.
Rapidamente ela entrou na carro e saiu atrás do carro de Tai.
— Mano, ela está perseguindo a gente. — Falou Tai rindo para Matt enquanto acelerava o carro.
— Não pare por nada Tai. — Uns três minutos depois Tai falou.
— Mano eu já estou a uns 130Km/h eu sei que tá de madrugada e quase não tem carro, porém não me sinto confortável andando tão rápido. — Falou Tai um pouco assustado.
— Ok, vou resolver isso agora. — Falou Matt pegando o celular.
— Você vai chamar a policia?
— Melhor. — Falou Matt.
— Alô. — Falou uma voz meio rouca devido ao sono.
— Matt? DAVIS A LOUCA DA SUA IRMÃ ESTÁ ME PERSEGUINDO.
— Ah, não, de novo não.
— De novo sim. E pior de carro, eu estou no carro do Tai a 130 por hora e ela atrás de mim como se fosse um filme.
— Nossa, a gente vai ter que internar essa menina, pode deixar vou tentar resolver. — Falou Davis desligando o celular.
— Eu sabia que eu conhecia essa menina, é a irmã mais velha e doida do Davis a Jun.
— Surpresa né, quem diria que o Davis é o normal da família.
Logo após que Matt desligou o celular um som conhecido e que todos que dirigem temem foi ouvido por Tai e Matt.
— Pronto. A polícia. Era o que faltava. — Falava Matt desanimado.
Enquanto os dois carros que estavam em alta velocidade encostavam para serem abordado havia dois rapazes que provavelmente iriam ter que chamar a polícia para se manter a salvo da fúria de uma certa menina se essa acordasse.
— Ken, começo a achar que isso não é uma boa ideia.
— Cody, essa ideia nunca foi boa, porém estamos de férias, temos que aproveitar.
— Exatamente, morto não iremos aproveitar nada. E é exatamente isso que seremos se ela acordar. Homens mortos.
— Calma relaxa e faz pouco barulho, ela está exausta.
Os dois amigos foram o mais calado possível, na verdade pareciam ninjas se deslocando o único som era do coração do Cody que batia numa velocidade absurda. Finalmente os dois chegaram a tenda de Yolei que era apenas 5 a 10 passos da deles porém parecia que tinha levado uma eternidade.
— Pega o celular e já liga na câmera Cody para não perdermos tempo. Nossa o Davis vai morrer de rir.
— E nós morrer de verdade. — Falou Cody enquanto ligava a câmera do celular.
Ken sorrateiramente pegou o zíper pelo lado de dentro e começou sem fazer o menor barulho a abrir a tenda de Yolei. Cody ficou surpreendido com as habilidades do amigo e percebeu que mesmo com o seu treino de Kendo não teria sido capaz de fazer aquilo tão perfeitamente como Ken e apostava que isso era antigas habilidades da época em que ele era imperador digimon.
Com um golpe rápido Ken abriu o que restava da tenda e entrou seguido por Cody que entregou a câmera na mão de Ken. A primeira coisa que Ken reparou foi que Yolei estava usando uma camisola de alças.
Ken segurou a câmera e chegou perto de Yolei o suficiente para a câmera pegar o rosto dela que dormia como uma pedra.
— Tira logo a foto. - Falou bem baixinho Cody.
Porém Ken estava paralisado, segurando o celular tremendo boquiaberto olhando para parte do peito de Yolei que estava a mostra da alça da camisola. Cody não percebeu e se moveu lentamente e silenciosamente para a posição de Ken e retirou o celular da mão dele.
— Droga, ideia dele e eu que tenho que fazer tudo. — Falou Cody se posicionando para enquadrar o melhor ângulo para a fotografia.
Finalmente Cody arranjou a melhor posição.
— CLICK — Cody havia esquecido de tirar o som da câmera que fez um enorme ruído, tirando Ken do transe causado pelo peito de Yolei e pior, acordando Yolei.
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