A babá do meu tio

2 Primeiro (des)encontro


Notas iniciais
desculpem os erros '3'

Sasuke estacionou em frente o portão da garagem e verificou o garoto pela trigésima vez. Notando que ainda cochilava, desceu do carro, pegou a mala do outro lado e respirou fundo antes de abrir a porta detrás.

— Izuchi. — chamou baixinho — Izuchi? — de novo — Izuchi?! — arregalou os olhos, assustado ao não ter nenhuma resposta. Rapidamente se esticou sobre o banco e colocou dois dedos a baixo do nariz e ficou quieto — Argh. — resmungou aliviado sentindo a respiração do menor.

— Hun? — o garotinho murmurou, estreitando os olhinhos. Se mexeu e o encarou, acordando — Tio?

— Eh, finalmente. — disse tirando o cinto dele e acenou — Vem, chegamos.

Izuchi bocejou agarrado ao lençol azul claro, o seguiu com dificuldade, se arrastando pelo banco, esticou os bracinhos quando chegou a ponta. Sasuke o pegou com as duas mãos e o colocou no chão, ajudando a descer, fechou a porta. Parou por um momento, o observando.

O menor ajeitou as alças da mini-mochila e olhou ao redor, analisando o novo ambiente. Primeiro encarou a casa, era grande, a entrada era diferente da dele, haviam várias outras casas ao redor, eram parecidas. Mas foi quando ele deu os dois primeiros passos que as coisas pareceram mudar.

Ele olhou para os próprios pés e o gramado meio molhado que agora ele pisava.

— Plantas? — Sasuke ergueu uma das sobrancelhas ao ouvi-lo sussurrar — Uaw.

Como se estivesse em um filme, Sasuke viu tudo ficar em câmara lenta e em exatos três segundos o inesperado aconteceu. Izuchi correu pelo jardim rápido o suficiente para que nem se tentasse, pudesse pega-lo.

— AAAAAAAHHH! — ele gritava enquanto corria para todos os lados, abrindo os bracinhos.

Chocado demais com a cena, Sasuke continuou parado, sem reação.

— O que está fazendo? — perguntou ao vê-lo rodar em círculos, feliz demais para só aquilo — Você nunca viu grama antes? — continuou, mesmo sendo ignorado pela criança.

O garoto caiu sentado e passou as mãozinhas pelo verde do chão.

— A babá nunca me deixa brincar lá em casa. — respondeu depois de algum tempo e olhou para o outro, rindo.

O sorriso dele era tão largo que os olhinhos se fechavam em uma curva, Sasuke não pôde evitar sorrir levemente também.

— Não se preocupe, vou deixar você brincar ai sempre que vier aqui em casa. — comentou pegando a mala e começando a andar pelo caminho com piso, na lateral, até a entrada da casa. Colocou a senha na tranca e abriu a grande porta de madeira, entrando com a mala.

Tirou o terno e jogou em cima do sofá, afrouxou a gravata, foi até a cozinha, mordeu o lábio com raiva e pegou o celular em cima da mesa. O ligou e foi direto para o contato de Itachi, ligando.

— Eu não acredito nisso. — exclamou ao ouvir a operadora dizer que estava desligado.

Ligou de novo, de novo, e mais uma vez, outra e na sexta resolveu lugar para Izumi.

Recebeu o mesmo aviso.

— Puto. — xingou abrindo as mensagens e vendo a que o irmão enviou cinquenta minutos atrás.

"Nem tente ligar, está tudo desligado. Boa sorte, sabe que te amo muito e admiro sua paciência certo?
Verifique o e-mail.
—ItaUchi"

— Ele só pode estar querendo morrer.

— WOW! — o grito vindo do lado de fora fez Sasuke jogar o celular em algum lugar e correr para lá. Encontrou um Izuchi caído de cara no chão. De forma rápida o agarrou e o puxou para cima, verificando.

— Escorreguei. — ele murmurou passando as mãos pelo rosto sujo de terra — Doeu.

— Vou precisar de ajuda...

—&- Três horas depois -

Sasuke passou a mão pelo cabelo, já completamente bagunçado e fez uma careta para o estranho desenho. Izuchi estava sentando ao lado, rodeado de almofadas e nem piscava assistindo.

Depois de algum tempo correndo e explorando a casa ele só sossegou quando ligou a tv.

Desistindo de tentar entender o por que daquilo o deixar tão quieto, jogou a cabeça para trás e colocou um dos braços sobre o rosto. O garoto puxou o pai na aparência, porém era tão energético quanto a mãe. Estava acabado só naquele tempo.

A camisa social estava amassada e as mangas dobradas até os cotovelos, os pés descalços e a gravata tinha perdido em algum lugar.

O som da campainha o despertou, desabotoou dois botões com um suspiro e se levantou, indo atender. Abriu a porta.


— Hun? — murmurou mal humorado.

A mulher ergueu as sobrancelhas dando um passo para trás, surpresa. Soltou o ar pela boca, vendo as tatuagens que iam dos braços até o pescoço. Ergueu a cabeça para olha-lo e deu outro passo.

Sasuke estreitou os olhos, também a analisando. Ela era baixinha, estava de boné, uma blusa larga e uma calça que estranhamente só ia até os joelhos.

— Você é Sasuke Uchiha? — ele sentiu um arrepio na nuca ao ouvir a voz dela.

— Sou.

— Eu sou Sakura Haruno e Naruto me pediu para vir aqui. — ela disse levantando o rosto, o que o possibilitou vê-la melhor, os olhos eram verdes claríssimos e de alguns forma, ela lhe passou uma esquisita sensação.

— Naruto? Você é a babá?

— Babá? — ela repetiu, pensativa — Podemos dizer que sim. — assentiu.

— Olha, na verdade, já dei um jeito. — Sasuke disse, fechando a porta — Não precisa mais, obrigado por vir.

— TIOOO!

— Um?

— Merda. — ele correu para dentro e olhou ao redor, encontrou o sobrinho em pé no corrimão da escada, já que era feito de madeira e era grosso — Izuchi, desça daí. É perigoso. — acenou.

— Estou com medo.

— Tudo bem, é só descer...

O garotinho tentou se agachar, mas acabou escorregando e voou.

— PEGA ELE! — Sasuke por reflexo correu e conseguiu pega-lo antes de chegar ao chão.

— Boa tio. — Izuchi disse fazendo um 'legal' com a mão, nos braços de Sasuke.

— Isso é o que você chama de dar um jeito? — a voz feminina fizeram os dois se voltarem a pessoa parada na entrada da sala.

— O que está fazendo aqui?

— Vendo um desastre.

— Como você entr-

— Tio estou com fome. — Izuchi o interrompeu, fazendo uma careta.

— O que? Ele ainda não comeu?! Você sabia que já são quase uma da tarde? — ela exclamou. Sakura começou a andar pela casa, passou a alça da bolsa pela cabeça e a jogou no sofá.

Foi pelo o caminho que pareceu ser o da cozinha e arfou, ao realmente ser. Foi até a geladeira. Sasuke a seguiu com Izuchi nos braços, incrédulo.

— Hoje todos deram pra bancar os loucos pra cima de mim? — falou com raiva — O que você está fazendo?! Não mexa em nada! Saia daqui agora! — ordenou.

Ela o ignorou, andando pela cozinha, pegou uma das facas e a tauba de madeira, começando a cortar os vegetais.

— Eu estou falando com você! — ele agarrou o braço dela com força, a parando.

Ela tirou o boné da cabeça e o olhou, séria.

— Assim que eu terminar algo pra ele comer, eu saio. — puxou o próprio braço, brusca e pegou os longos cabelos cor de rosa, prendendo-os de forma improvisada — Idiota.

Sasuke bufou a encarando e foi até a mesa, pegou o celular e ligou para Naruto. Izuchi se ajeitou no colo dele e se apoiou no largo ombro, olhando para a mulher de costas.

— Venha tirar essa mulher daqui agora. — disse entre dentes.

"- Hey Sasuke... mulher?"

— A babá. — disse fechando os olhos, tentando manter a calma.

"- Ah, a Sakura? Tirá-la? O que houve?"

— Invadiu minha casa e agora está na minha cozinha bancando a dona.

"- Hahaha ela realmente tem marra! Hahaha"

— Do que merda você está rindo?!

"- Coloque no viva voz."

— Naruto.

"- Vou dar um jeito certo? Coloque no viva voz."

Sasuke jogou o celular sobre a mesa e colocou na opção que o outro pediu.

"- Hey Sakura, Sasuke, estão os dois me ouvindo?"

— Sim. — ambos responderam juntos. Ele a olhou de escanteio quando ela se virou e colocou as mãos na cintura, encarando o celular.

"- Bom, Sasuke, esta é a Sakura e Sakura, este é o Sasuke. Não sei o que aconteceu antes, mas vamos fingir que se conheceram agora ok?"

Ela bufou e olhou para Sasuke, que revidou o olhar, sério.

"- Ok, adoro quando não respondem. Sasuke, você precisa de ajuda certo? Foi o que me disse..."

— Não mais.

"- Até parece, não julgue Sakura pela aparência, ela é alguém responsável, é minha amiga íntima e cuidou do meu próprio filho."

— Vamos esquecer Naruto, ele já me irritou o suficiente. — ela quem disse.

"- Nananinanão! Nós temos um combinado! E você é a única que pode ajudar esse estressado agora, vai mesmo deixar a criança sozinha com ele?"

Sakura desviou a atenção para Izuchi, que sorriu para ela, simpático. Como se estivesse em um complô com Naruto.

"- Imagino que não. Se dêem bem por hoje, amanhã você vai atrás de alguém Sasuke. Hoje é domingo cara, não tem mais ninguém. Amo os dois, nós vemos depois Saku e Sasu."

Disse o loiro que desligou logo em seguida, deixando os dois adultos se encarando de forma apática.

— Só por hoje? — ela falou primeiro e estendeu a mão, em um cumprimento.

Sasuke mordeu o lábio inferior e passou mais alguns segundos em silêncio, analisando as íris que nem sequer tremiam ao olha-lo.

— Sakula? — Izuchi fez uma careta ao tentar pronunciar o nome dela.

— Sa-ku-ra. — Sasuke disse separadamente e aceitou a mão — Só por hoje.

— Hun. — e voltou-se a bancada.

— Posso perguntar de novo o que está fazendo?

— O almoço. — respondeu de costas — Você tem um avental? — o olhou por cima do ombro.

— Não.

— Como alguém não tem um avental em casa?

— É obrigatório? — ele questionou, irônico. Colocou Izuchi no chão e apontou para a sala — Não faça nada perigoso novamente, vá assistir tv.

— Não faço, mas não quero assistir. — o garotinho negou com a cabeça e em passos lentos, foi até Sakura, ficando ao lado dela — Quem é você?

— Sakura, sua babá por hoje. — ela sorriu para ele, ainda cozinhando — Qual o seu nome?

— Izuchi, é a mistura dos nomes do meu pai e da minha mãe, Izumi e Itachi.

— Entendo, quantos anos você tem?

— Três. — mostrou com os dedinhos.

Sasuke passou a mão pelos cabelos os observando, em uma mania, e saiu da cozinha. Se sentou no sofá e desligou a televisão. Massageou a cabeça. Aquele dia estava agitado demais.

Todos esses anos achou que cuidar da empresa era complicado, mas o que mais queria agora era voltar pra lá e trabalhar. Era menos difícil que lidar com tudo aquilo.

Se levantou e voltou a cozinha, afinal não podia deixar a maluca sozinha com Izuchi e um fogão. Agora o sobrinho estava sentado em uma das banquetes do balcão, segurando uma cenoura descascada e crua. Enquanto ela pegava mais coisas na geladeira.

— Vocês tem alergia a algo?

Sasuke se sentou ao lado do garotinho e apoiou o queixo na mão, ainda desconfiado em relação a ela.

— Alergia? Você sabe de algo Izuchi? — o menor balançou a cabeça, negando. Ele estava concentrado em tentar tirar um pedaço do vegetal com os dentes.

— Não sabe? Que espécie de tio é você?

— Do tipo que o viu pela última vez quando ele nasceu. — retrucou. Girou no banco, se esticou e pegou o celular — Ele pode comer de tudo, não tem alergia a nada comestível. — disse ao ler o detalhado e longo e-mail de Izumi.

— Certo, e você? — ela perguntou, se virando para ele.

— Nada que esteja na geladeira.

— Sério, você não tem a mínima experiência com crianças não é? O que faria quando ele dissesse que estava com fome? — colocou o cabelo que se soltava atrás da orelha.

— Provavelmente pediria algo, uma sopa? Crianças comem essas coisas. — murmurou dando de ombros.

— Sopa? Você não vê os dentes dele? Ele já pode comer quase qualquer coisa. — automaticamente ele olhou para o sobrinho, que mastigava a cenoura, entretido — Onde ficam os temperos?

Sasuke indicou o armário perto dela, no topo.

— Eu não alcanço, pegue o sal, orégano, alho e pimenta.

— O alho está na geladeira. — disse se levantando e indo até lá, pegando o que ela pediu.

— Alho com casca?

— Sim.

— Alho com casca na geladeira, mais outra novidade. — ela resmungou com uma careta.

— O quê? Vai realmente implicar com tudo? Se estiver incomodada pode sair, sabe onde fica a porta não é? — ele colocou as coisas na pia, onde ela limpava a carne, e a encarou de perto.

— Se vai me encher a paciência, saia da cozinha. — Sakura estreitou as íris verdes e se voltou a ele, deixando os rostos próximos.

— A cozinha é minha.

— Diga isso quando você souber onde guardar o alho. — ela puxou o sal para perto e franziu o senho, ao vê-lo — Você tem sal grosso?

— Sal grosso? E este é o que? — apontou.

— Sal fino.

— E tem diferença? Sal é sal.

— Eu vou te esganar. — ela resmungou se voltando para ele novamente — Como alguém pode ser tão ignorante? Desisto. Vamos fazer compras. — Sakura lavou as mãos e deixou a carne dentro de uma vasilha — Vai ficar descongelando enquanto isso.

— Eh? O que diabos está inventando agora? — Sasuke perguntou a observando. Ela pegou Izuchi no colo e seguiu para fora da cozinha.

— Você tem um carro não é? Vamos, pegue as chaves. — ela pegou a bolsa em cima do sofá e acenou indo para fora — Ah, e é melhor você se ajeitar, está parecendo um sem teto.

— Devolva meu sobrinho!

— Anda logo, está faltando um monte de coisas e Izuchi está com fome.

— Só vamos pedir logo a sopa!

— NÃO VAMOS COMER SOPA NO ALMOÇO! — ela gritou já do lado de fora.

— Aish, ela é louca.

—&-

Sasuke passou a mão pelo rosto. Não sabia como exatamente aquilo tinha acontecido, mas ele estava segurando um carrinho em um supermercado agora. Sakura andava de um lado a outro o fazendo a seguir enquanto Izuchi se divertia com tudo aquilo, dentro do carrinho.

Devia saber que se a ajuda vinha de Naruto, era melhor nem ter.

Parado com o corpo apoiado sobre o grande objeto, ele viu Izuchi beber um daqueles suquinhos de caixinha muito bem sentado. Sakura deu para ele alegando que o almoço demoraria e que não podia deixa-lo com fome até lá.

Entediado ele a olhou. Ela estava analisando os iogurtes. Notou que sempre que ela colocava alguma coisa no carrinho, perguntava ou ela mesma verificava a validade. Cuidadosamente.

Os longos cabelos dela, que só agora que via, cor de rosa caiam até a cintura, lisos. Mesmo sendo estranho, aquilo parecia combinar com ela. Assim como os olhos verdes que estavam irritados o tempo inteiro. Todavia ela parecia mais calma agora, assim como ele mesmo também estava.

— Tio, quantos anos você tem? — a voz infantil soou, chamando a atenção dele.

— Vinte e cinco.

— Meu pai tem trinta, então... — o garoto encarou os dedinhos, como se calculasse — Você é mais velho. — concluiu.

— Na verdade não, seu pai é mais velho cinco anos. — Sasuke mostrou a mão aberta — Ele é meu irmão mais velho.

— Irmão?

— Sim, nós temos o mesmo sangue e fomos criados juntos, é alguém que está sempre por perto. — explicou.

— Então Mino é meu irmão?

— Quem é Mino?

— Como era mesmo? Ele é um la... bra... dor... lavrador!

— Um agricultor? — perguntou confuso.

— É la-bra-dor. — Sakura corrigiu ao se aproximar deles — É o cachorro. — explicou.

— Como você sabe?

Sakura o olhou em silêncio e balançou a cabeça em negação. Voltou às prateleiras.

— Essa tampinha. — resmungou ao ser ignorado.

— Tampinha? — Izuchi repetiu.

— É, tampa de garrafa, tampinha. — apontou para o iogurte, mudando de assunto — Você ouve tudo não é?

— Mamãe diz que tenho ótimos ouvidos.

— Estou vendo.

Izuchi deu risada, se segurou nas laterais do carrinho e ficou de pé. Andando com cuidado até o lado que o tio estava, colocou uma das mãos ao lado da boca, como se contasse um segredo.

— Tio, me empurra.

— Por que está sussurrando?

O pequeno apontou para Sakura, que estava distraída. Sasuke olhou na direção e entendeu.

— Empurra vai.

— Não, você pode cair.

— Por favorzinho, papai sempre faz isso quando saímos.

— Itachi?

— Vai, por favorzinho. — Izuchi juntou as duas mãos, pedindo.

— Tudo bem, só um pouquinho. — cedeu — Mas você vai ter que se sentar e se segurar.

— Sim senhor. — com rapidez ele fez o que pediu, se agarrando as brechas do metal com os dedinhos.

— Está firme? — perguntou a girar o carrinho na direção do corredor, se esticou para ver se tinha no caminho e segurou com força.

Sasuke começou a andar, aumentando a velocidade o suficiente para que estivesse correndo que chegou ao fim do corredor. Eles deram a volta e fizeram o mesmo.

Sakura olhou ao redor os procurando, seguiu a direção das gargalhadas infantis e parou, os observou ir de um lado a outro. Sasuke sorria empurrando o carrinho com o pequeno enquanto ele ria, adorando.

Ela abriu a boca, mas nada saiu. Coçou a nuca, se sentindo uma intrusa naquele momento.

— Até que ele não é tão ruim assim... — olhou para o pacote de bolachas que estava nas mãos e resolveu que os deixaria ter aquele momento. Entrou em outro corredor ficando fora da vista deles.

— Ok, chega, estou cansado. — Sasuke disse, começando a andar devagar, respirando fundo.

— Boa tio! — Izuchi mostrou a mão em outro 'legal', ainda dando risada.

— Sério, quem ensinou isso a você? — riu vendo-o fazer aquilo pela segunda vez no dia.

— Papai.

— Já imaginava.

Sasuke foi até onde estavam antes e franziu o senho ao não vê-la mais ali. Mordeu o lábio andando mais. Ela tinha ido embora? Depois de tudo? Ele continuou até a ala se congelados e soltou o ar pela boca, aliviado ao reconhecer os cabelos cor de rosa.

Foi até ela, parando o carrinho ao lado.

— Por que não avisou que ia sair? — perguntou, a rodeando e indo ao outro lado dela.

— Vocês estavam se divertindo, não quis atrapalhar isso. — respondeu — Aqui. — entregou o pacote, ele colocou ao lado de Izuchi, que estava distraído cutucando as linguiças na embalagem.

— Pensei que tinha ido embora.

— Bem que você queria não é? — ela o olhou, sorrindo — Não vou ainda, primeiro tenho que mostrar a você o que é um almoço de verdade.

Sasuke cruzou os braços e ergueu uma das sobrancelhas.

— Por que esse complexo com comida? Nós fez sair de casa e vir a um supermercado em um domingo.

— Complexo? Ah, talvez seja por que eu trabalho com isso, é um hábito sair pra comprar ingredientes quando acabam.

— Trabalha com isso? Você não é babá? — questionou, curioso.

— Eu lá tenho cara de quem leva isso como profissão? É só um hobby. Trabalho como Chef em um restaurante. — respondeu pegando mais alguma coisa.

— Chef?

— Dúvida? Então venha ao restaurante Senju's qualquer dia, estarei na cozinha. — Sakura colocou o cabelo atrás da orelha e o deu uma cotovelada, divertida.

— Senju's? Acho que já ouvi falar.

— Claro que já, é bem popular. — fez um bico, orgulhosa.

— É, talvez.

— Tia Sakura, eu posso ir também? — Izuchi perguntou, do outro lado, no carrinho.

— Claro, farei um pranto especial pra você.

— Sério? Vou levar a mamãe e o papai também então, serão meus convidados.

— Tudo bem, darei um desconto a vocês. Só não leve o Mino, ele não vai poder entrar.

— Ceeerto. — concordou decepcionado — Depois faça um lugar pra ele também ok?

— Ok. — ela sinalizou com uma das mãos, concordando.

— Fome. — Sasuke reclamou alisando a barriga com uma careta.

— Você também? Acho que já pegamos tudo, vamos para o caixa. — ela disse pegando o carrinho dessa vez e levando Izuchi, que se mexeu dentro, indo para perto dela.

— Tiaaa. — comemorou.

Sasuke arfou incrédulo ao ser trocado em poucos segundos e os observou. Sakura conversava com Izuchi, se afastando. Aquela já parecia ser uma cena comum.

Quem diria que haviam se conhecido a quase duas horas? Era como se ela tivesse um ímã especial para com o garoto. Colocou as mãos nos bolsos da calça e os seguiu.

— Ela não é tão ruim assim afinal...

Notas finais
iai meus lindos?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.