Rodaram muitos quilômetros até acharem o lugar perfeito, não era uma mansão igual a do Rio de Janeiro, mas mesmo assim, era suficientemente grande, com três suítes e um grande quintal, Renê sorria só de imaginar o quarto do bebê decorado e Isa correndo pelo quintal junto com o irmãozinho ou irmãzinha. O bairro era de classe média e ficava pertinho da praia, Renê sabia que Helena não gostava de luxos, mas a casa era tão perfeita que ele torcia para que ela não se importasse com o valor da localidade.

Leandro: Cara, eu juro, essa é a ultima casa que vou visitar hoje. — falou impaciente.

Renê: Essa é a casa perfeita, vou falar com o corretor de imóveis e fazer o depósito ainda hoje.

Luiza: isso é o que eu chamo de ter dinheiro. — Ela pontuou analisando a grande sala de estar que consistia em paredes de cores frias, com alguns quadros, alguns móveis e uma escada de madeira que levava aos quartos, era tudo rústico com uma pitada de refinamento. — Eu como amiga da Helena, apoio a compra.

Vitória: Eu também apoio, imagina as festas que podemos fazer nessa casa. — falou dando pulinhos e gritinhos de exaltação, como se fosse uma criança que acaba de ganhar um doce.

Letícia: Vai com calma que a casa não é sua. — comentou rindo da atitude da amiga. — Mas apoio a compra também. – Falou sentando no chão e as outras meninas fizeram o mesmo.

Leandro: Uma pergunta, os móveis já vêm junto? Esse é o lugar mais chique que já entrei. — questionou e se jogou no sofá.

Renê: Não — Renê soltou uma risada que soou quase como uma gargalhada — Os móveis são apenas pra mostruário.

Luiza: Pelo preço que essa casa deve custar deveria vir ate com uma Ferrari dentro. — Assim que falou sentiu o cotovelo de Letícia a cutucando.

Letícia: Para de ser indelicada. — Falou se referindo a Luiza-. Mas enfim, qual é o seu plano?

Renê: Nada demais. — falou se sentando no sofá também. — vou comprar a casa hoje e decorar ela de um jeito especial amanhã cedo, para que eu finalmente possa pedir a Helena em casamento.

Os amigos de Helena abriram a boca sem expelir nenhum som, estavam extremamente surpresos.

Renê: Por que tanta surpresa? Sou tão péssimo assim? — Ele deu um pequeno sorriso para encobrir o desconforto que sentiu.

Leandro: Não Renê, a gente sabe que você é uma pessoa com as melhores intenções possíveis, mas esse é um grande passo, principalmente depois do que aconteceu. — Ponderou e todos na sala balançaram a cabeça positivamente, concordando com o comentário.

Renê: A traição foi um erro gigante, mas eu sinto que isso meio que já foi superado, entende? E por mais que ela não aceite o pedido, eu me mudo pra cá só pra ficar perto dela.

De repente um medo inesperado lhe invadiu o peito, medo de tudo estar sendo em vão, afinal, Helena nunca deixou claro se o havia perdoado ou não, tudo era uma grande suposição, mas seu coração quebrava em mil pedaços só de imaginar Helena dizendo “não” ao seu pedido.

Renê: Enfim, gente, vamos mudar de assunto. – Falou ao perceber todos lhe encarando, sentiu um nó se formando na garganta e respirou fundo na tentativa de desfazê-lo. – Amanhã cedo venho aqui pra decorar a casa pro meu plano e vocês. — Apontou para todos. – vão me ajudar nisso.

Renê explicou tudo e todos prestaram atenção, tudo tinha que sair perfeito. Após trocarem algumas ideias, Leandro deixou as meninas em suas devidas residências e por último, se dirigiu para voltar para a casa de Helena, já que era preciso deixar Renê. Renê já estava tão habituado com a cidade que passou o caminho todo apenas admirando a paisagem e sorriu ao lembrar-se da surpresa que estava preparando, em breve, tudo mudaria.