A aventura de Alex
1 Capítulo 1
Eu me chamo Alex tenho dezesseis anos e tenho cabelos ruivos, moro com meus pais e sou filha única. Em um belo dia quando eu estava saindo de casa para ir pra escola de repente no meio do caminho surge uma buraco negro enorme bem embaixo dos meus pés e sou sugada por ele e perco a consciência.
Acordei com a cabeça doendo e a luz do sol no meu rosto, olhei ao meu redor e vi que estava em uma floresta.
Espera aí floresta!
Como eu estou em uma floresta? Meu Deus!
Estava sentada olhando em volta, será que tem algum animal selvagem?Me levantei e resolvi que iria para algum lugar, qual lugar? Eu não sei, talvez um abrigo ou alguém a última coisa que eu podia fazer agora era me desesperar, respirei fundo e fui andando na direção que parecia levar para fora da floresta, até uma espécie de campo aberto.
Andei por alguns minutos e cheguei no que parecia o fim da floresta e o começo de um campo de mata baixa e muitas flores, o lugar era lindo e muito perfumado e eu consegui enxergar um pequeno riacho nas proximidades, tinha algumas galinhas, vacas e ovelhas espalhadas. Era possível ver bem no horizonte umas casas, ainda bem, poderia pedir ajuda e informações de onde estou, espero que as pessoas lá sejam boas.
Caminhei por um tempo considerável e o sol não estava tão quente mas ainda sim transpirei um pouco, ainda bem que tenho uma garrafa de água na minha mochila, já estava relativamente perto do meu destino quando vir um senhor que parecia estar cuidando de uma plantação, fui me aproximando com calma e acenei, ele não me viu, fui para mais perto e chamei.
"Olá senhor, poderia me dar alguma informação ou ajuda?"
Assim que o homem se virou na minha direção, eu tomei um susto com sua aparência, seu rosto tinha um nariz enorme e caído para baixo, as sobrancelhas eram muito grossas e tinha monocelha, a testa e a cabeça era alongadas para cima, tinha a pele branca porém bronzeada provavelmente pelo sol, careca, olhos grandes e redondos na cor verde e o seu rosto era enrugado e muito grande. Sua aparência tinha algo a mais que eu não sabia dizer o que, mas não parecia humano, ele pelo menos não parecia ameaçador.
O senhor assim que olhou para mim arregalou os olhos de susto, parecia com medo e sem saber como reagir.
"Oi, tudo bem, o senhor poderia me ajudar se não for incomodo? Por favor não fique só me encarando"
O homem apontou o dedo pra mim e disse de maneira uma pouco travada.
"Hu ma no"
Eu olhei em volta um pouco assustada e depois ele gritou e eu me assustei.
"HUMANO!"
De repente apareceu outros dois homens muito parecidos com este na minha frente com apenas algumas pequenas diferenças físicas, eles pararam bem do lado do primeiro e me olharam e começaram a falar entre si em uma linguagem que eu não conheço.
Será que fui teletransportada para outro país? E ainda por cima para uma região isolada onde São Judas perdeu as botas, eu só me ferro mesmo, estou no meio do nada com um monte de gente estranha. Um dos homens saiu correndo para o vilarejo, os outros dois apenas ficaram me olhando, eu já estava com medo mas não tinha pra onde ir, eu precisava encontrar uma forma de chegar até alguma autoridade e informar minha situação que eu era de outro país e estava perdida.
O homem voltou acompanhado dessa vez por vários outros muito parecidos com ele, quase clones, era difícil diferenciar e também tinham crianças.
Que lugar é esse? o vilarejo dos clones? Agora que reparei que eles todos estavam vestindo túnicas marrons com alguns adereços que os diferenciavam. Havia um homem em específico no centro vindo na minha direção, vestido um pano na cor roxa do cima da sua túnica.
Ele olhou para mim e pareceu sinalizar para eu me acalmar e tentou se comunicar comigo por gestos, ele estava tentando dizer pra mim acompanhá-lo e ficar calma. Acabei acompanhando aquele senhor, fui confiando, desconfiada, eu estava sem opções, ali ou sozinha no meio do nada, espero não virar o jantar deles.
Ele me levou até uma construção de pedra que ficava no centro da vila e os curiosos ficavam nos acompanhando e no nosso entorno cochichando e conversando, virei literalmente o centro das atenções, eu sei que pessoas de regiões muito isoladas tendem a ser bastante distantes em relação a estrangeiros e até mesmo preconceituosos mas eles olhavam para mim como se eu fosse uma alienígena.
O ancião, vou chamar ele assim, ele parece ser velho, todo mundo tem cara de velho aqui até às crianças mas alguns pareciam realmente mais acabados do que outros e esse senhor é um deles. Ele abriu o portão do 'castelinho' e me convidou para entrar, entrei e ele fechou a porta, lá dentro tinha três outro deles usando a mesma roupa roxa do ancião. Ok eu vou ser sacrificada para algum dos deuses deles. Socorro!
Um deles pegou uma cadeira e a levou até mim e fez um gesto indicado que eu me sentasse, ok eu vou morrer. O ancião foi até uma mesa e começou a mexer em alguma coisa e depois de algum tempo um cheiro estranho surgiu.
Os outros três estavam de olho em mim, credo. Quando ele pareceu terminar sei lá o'que ele se virou para mim com um copo e se aproximou e apontou pra mim beber, eu não aceitei lógico, então eles estavam indicando que iria me forçar e eu que estou presa em lugar estranho com gente estranha não tive escolha e bebi o troço, tinha um brilho azul e um gosto horrível mas tive que engolir, o gosto daquilo era estranhamente doce e ruim, depois disso com certeza vou ser sacrificada.
Se passou algum tempo e nada, eles se sentaram e pareciam estar esperando algo. Depois de um espaço de tempo extremamente desconfortável o ancião veio até mim e disse:
"Você entende o que digo?"
Eu olhei para ele perplexa, eu compreendi perfeitamente sua língua. Me arrisquei a falar:
"Sim eu entendo, não sei como, mas onde eu estou?"
"Eu te dei uma porção para que você possa entender nossa linguagem, você está na nossa vila."
"Vila? Mas que vila?"
"Bom não tem um nome específico mas você veio da onde? O seu tipo e muito raro de se ver" ele disse.
Ok, Estou em pânico interno, como assim meu "tipo" e raro de se ver é onde eu estou. Eu questionei:
"Como assim meu meu tipo e raro de se ver?"
"Você sabe é humana, humanos são muito raros"
"O senhor está brincando comigo?"
"Não, porque brincaria?"
Eles pareciam todos muitos sérios como se aquilo fosse a realidade. Meu Deus e se realmente e verdade? Como vou voltar para casa, minha família minha vida?
"Humano você parece muito assustado, não fique com medo não vamos fazer nada com você, não somos monstros"
"Ta"
Só disse isso não tinha mais nada a dizer estou em choque, eles estão falando sobre me dar alguma profissão ou algo assim mas não estou dando atenção, estou paralisada, eu tinha percebido que eles tinham traços bem diferentes mas não imagina que não eram humanos, bom é isso que tudo indica já que eu sou a chamada de humano aqui.
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