Eu consigo lembrar quase que com perfeição como tudo aconteceu,mas não me culpem caso percebam algum erro,nunca tive boa memória

Sempre fui muito querida por todos,ou seria pena? afinal me conhecem desde pequena,a pobre órfã,sem pai,e que a mãe largou no mundo,deixada sozinha aos 13,apenas com a herança do avô, um documento de emancipação,e um retrado do pai.

Triste eu sei,vivo desde aquele ano me sustentando com o dinheiro vindo da prefeitura, sendo emancipada não tive direito a ir para nenhum orfanato. não que eu quisesse.

meu avô, Jonas mocar,viveu e morreu por uma biblioteca,a unica em três bairros,o povo dessa cidade vive perfeitamente sem muitas delas.Quando eu era criança,me lembro de correr entre as estantes fantasiada dos meus personagens favoritos,tempos depois cair na cama e esperar que meu vô lê-se algo para mim.

a biblioteca sempre tinha sido meu lugar favorito,passava mais tempo lá do que em minha própria casa,onde meus pais discutiam sem parar,não entendia na época o por que daquilo.

A morte do vovô abalou á todos,as portas da biblioteca se fecharam, e só foram abertas anos mais tarde por mim,após a morte de meu pai e sumiço da minha mão, tomei o posto de Jonas, cuidando da unica coisa que me restou.Eu estava checando uma pilha de livros,quando meu assistente leo sentou na cadeira ao meu lado

—Cass,precisamos conversar

— sobre o que?- coloquei a pilha de lado e me virei para ele, leo trabalhava comigo a 2 anos, era a unica pessoa que meu orçamento conseguiu pagar

—olha, adoro trabalhar aqui,os livros são a minha paixão, você é uma ótima amiga,e chefe, mas, bem o salário já não esta dando para meu próprio sustendo.

Suspirei,sabia que isso iria acontecer em algum momento, não havia que eu pudesse fazer

—você tem esse direito- olhei para meu relógio- assim que seu turno terminar,recolha suas coisa,e entregue as chaves de volta pra mim

Nossa conversa parou ai, nem mais uma palavra, leo fez o que eu mandei, e já estava noite quando fechei a biblioteca,apaguei as luzes e andei até o fundo de uma fileira de estantes,lá havia uma porta que dava para minha"casa"

Era um comodo,com uma pequena cozinha,meu quarto, e um banheiro,nada muito extravagante,em cima de minha cama, nas paredes brancas estavam colados diversos posteres,pinturas e desenhos,eu tinha uma mesa em que mantinha meu computador pessoal também.

após comer uma coisa rápida, me preparei e fui dormir, eu tenho um sono tão pesado quanto uma rocha, nada me acorda, embora naquela noite tive insonia, revirei na cama durante um tempo, até desistir, não voltaria a dormir tão cedo

preparei um chá. mexi por um tempo em meu computador, então decidi pegar um livro para ler, calcei um par de chinelos, e caminhei no escuro até o interruptor, mas antes que pudesse acender as luzes ouvi vozes vindo de uma das fileiras.

Notas finais
a/n :não sei nada sobre o processo de emancipação,considerem uma licença literária
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.