A Winter's Tale

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá, meu nome é Bunny Nyaan (OOOH, like, ninguém viu ali em cima perto do título :o), aka, Cueia, Mihye, Bunnyzinha, nada, etc. Se tu me conhece (o que eu acho muito difícil), me abrace e me deixe te amar, se tu não me conhece e tá aque pra ler e deixar um reviewzin, me abrace e me deixe te amar.
Tu deve gostar dessa fic no começo, mas no final já não tenho muita certeza :v Até porque eu não pensei em nada bom para ele. Mesmo assim, peço que deixe seu reviewzin, não me xingue muito pelo restinho de aborto que ficou o fim e diga pra sua mamãe que você a ama.

21 de dezembro. Dia que a estação mais fria e, ainda assim, a mais calorosa, tinha seu início.

Por enquanto, não havia sinal de neve como nos dias que sua memória trazia de volta, mas o frio se fazia presente e todos ao redor demonstravam sentir isso usando roupas pesadas.

Cruzou os braços e apertou fortemente soltando um longo suspiro em seguida, vendo a fumaça branca se formar a sua frente. As pernas que pareciam estarem congeladas começaram a se movimentar com intenção de levá-lo ao lugar aonde queria e não queria estar.

Sua mente trazia imagens daqueles dias felizes de inverno que custariam a voltar. Aqueles dias frios, porém aconchegantes, quando podia, depois de um dia curto de trabalho, chegar em casa e se jogar nos braços da amada para assistir algum filme bobo de comédia, dizer palavras carinhosas, tomar um chocolate quente – com alguns marshmallows, o que não podia faltar – feito pelas delicadas mãos da mesma. Essas mesmas mãos lhe acariciavam o rosto e os cabelos naturalmente bagunçados. Depois de um dia inteiro de friagem, a pele macia e quente da mulher que vivia por, roçava na sua. Essa era a parte confortável de todos os seus dias de inverno.

Não colocava por último os banhos quentes de banheira que tomavam juntos muitas vezes, brincando com a espuma feito duas crianças, porém, crianças sem inocência alguma. E a luta para sair de lá e enfrentar o frio em seguida? Lembrar-se dessa parte lhe dava uma pequena vontade rir.

E quando um novo membro se juntara à família? Mais um para carregar o sobrenome de Fernandes. Um pequeno cãozinho encontrado na rua, sem raça, algo misturado mesmo, pelo que parecia não era querido por ninguém, mas tinha que ser ela para juntar mais um ao seu enorme coração. Não gostou de início, primeiro de tudo porque o animalzinho parecia ter muito ciúme da dona e sempre que ele queria suas mimadas diárias, alguém tinha que se intrometer. Mas ao longo dos dias, viu o quão importante era aquele cão – nomeado Bolinho por ela – para os mesmos.

O inverno deles não era só aquilo. Incontáveis abraços, beijos podiam ser somados, cada um com uma história diferente, pois cada momento para eles era especial, até mesmo as brigas e pirraças que sempre vinham da parte estressada dela. Houve uma vez quando ela fora visitá-lo no trabalho, pois saíra com pressa e esquecera a marmita. Até então ela não conhecia sua chefe, não sabia o quão... “amostrada” ela era. Pleno inverno, mesmo com o frio que fazia dentro do escritório, suas pernas e colo eram o que se destacava ali. Nem citou para a esposa que havia uma mulher que dava em cima dele no trabalho. Se fosse à frente de todos não seria tão ruim, mas era em sua sala. Só ele e ela. Foi o dia em que mais se sentiu mal em toda sua vida. Foi o dia em que teve que ver os olhos castanhos mudarem de esperançosos para tristes. Foi o dia em que viu sua marmita, que fora feita com tanto amor e dedicação, cair no chão. Foi o dia em que correu o máximo que pôde para alcançar aquela mulher e abraçá-la por trás, sem dar-lhe explicações, apenas dizendo que a amava e que era a única que fazia seu coração bater por algo. Claro que usou as filmagens que a câmera em sua sala capturou para mostrar que sua chefe fazia isso todos os dias e ele a rejeitava.

E como todo esse amor começou? Graças ao interesse dela por pessoas introvertidas. Ele gostava de ser daquele jeito, sozinho, sem precisar depender de alguém para algo. Isso lhe atrapalhava algumas vezes, mas era sua forma de viver e todas elas têm algum empecilho. Bem, esse era o dele.

Num dia como todos os outros, sentado em seu lugar habitual durante o intervalo, — o fundo da escola onde era repleto de árvores, a tinta da parede era desgasta e a grama mal aparada, um frio lascado cortava ali – sua tranquilidade fora interrompida por um flash. Não foi falta de tentar ignorar, porém os flashes não cessaram. Veio mais um, mais outro, outro novamente. Olhou para o autor daquilo reconhecendo de imediato. Estatura mediana, olhos castanhos que mostravam sarcasmo e seus cabelos... Incrivelmente escarlates. Nunca dirigiu uma palavra sequer a ela, mas era bem observador e sabia muito bem quem era a tal ruiva e como era. Todos sabiam, diziam que ela era uma maluca que saía tirando foto de qualquer objeto, que desenhava criaturas estranhas e, vira e mexe, estava escrevendo algo em um caderno. Aparentemente as pessoas não gostavam dela, de sua personalidade, sempre dizendo tudo o que pensava. Mas, ao contrário dele, ela possuía uma amiga. E lá estava ela, tirando fotos sua. Motivo? Ele não queria fazer esforço para descobrir, mas uma das razões por andar sozinho era que ele não queria ser incomodado.

“Muito belo.” Foi o que ela disse depois de tirar mais uma foto. E a sua primeira atitude foi corar e depois tomar a câmera dela e apagar todas as fotos enquanto ela tentava pegar seu pertence de volta e o xingava. Depois desse dia, tudo o que para ele era idiota e exigia esforço ganhou um sentido, desde que estivesse ao lado dela. Andando e conversando com ela diariamente – e sem querer, pois se esbarravam com frequência, daí vinha as provocações e, sem perceberem, já conversavam como dois amigos que se conheciam há tempos e fora desse jeito – que pôde perceber o quão diferente eram os rumores sobre ela de quem ela realmente era. Apenas uma adolescente que, como a maioria, gostava de coisas fofas, romances, mas ela tinha algo a mais e isso era o que importava. Ao contrário das outras, era bem mais sonhadora, tinha seu próprio mundo, explorava as nunca imaginadas coisas, escrevia histórias de todos os tipos, desenhava os personagens criados, fotografava coisas bobas para redesenhá-las depois, observá-las minimamente. Fora o seu amor por teatro e literatura antiga. Que garota maravilhosa que haviam lhe trazido.

Parecia que havia sido ontem o dia em que se declarara. Fora em uma época um tanto difícil. Uma grande oportunidade apareceu para o pai da mesma, quem era responsável por ela. Ter de se mover para outro país fora um baque para ambos os lados. A vida dela estava ali e tinha de ser deixada para trás e a vida dele era ela.

Todos – sendo esses os poucos amigos que fizeram ao longo dos dois anos de colegial – foram na sua festa de despedida, porque para eles não poderia haver tristeza e mais, não era um fim, apenas um pause para o lado da garota, menos ele. Ele não pensava daquele jeito. Embora tivesse mais amigos não queria ficar sem ela. O que mais lhe perturbava era que estavam combinando de ir a um festival típico da cidade no qual acontece de oito em oito anos, a frequência que a especial chuva de meteoros acontecia e era vista dali, todos se reuniam naquela noite para ver. Ele era o mais animado com aquilo e quem lhes dera a oportunidade de ir? Ela. E agora ela estaria ocupada demais se preparando para deixá-los.

Naquele dia, foi de madrugada na casa dela, escalou o muro e bateu em sua janela sem medo de ser escutado. Era inverno. Assim que viu uma mão desembaçando hesitantemente o vidro, sentiu-se tremer e, em seguida, seu coração partir. Nunca tinha visto os olhos de sua amiga tão inchados. Ela, que parecia ser tão forte e destemida, também sentia aquela dor. Talvez pior que ele, pois a dele era tão egoísta. Ao ver a janela se abrir, sua primeira reação foi juntar seu corpo, que não usava roupas apropriadas para o clima, ao quente e trêmulo dela. Aquela fora a noite em que, não secou, mas acolheu as lágrimas e, pouco depois, trouxe um sorriso ao convidá-la para “escapar” e acompanhá-lo no festival da noite seguinte.

Depois de toda a complicação veio as declarações, as promessas, o primeiro beijo... Aquilo tudo se fez a mais aconchegante noite de inverno.

Ela voltou depois de três meses quando o pai de sua amada se cansou daquilo. Dizia ser explorado demais para pouco. E, tinha que admitir, nunca ficara tão feliz pelo fracasso de alguém. Aqueles meses pareceram uma eternidade, mas comparado a dois anos não era nada.

Foi enfim, no inverno que tudo começou. Claro que o amor deles sempre fora bem mais duradouro que isso. Na verdade, a cada estação era diferente, a cada estação ela possuía uma forma especial de retirar o mau humor que seu trabalho lhe causava, mas a do inverno... Ah, a do inverno era especial.

Percebeu que, em meio a todas essas lembranças, suas pernas haviam parado de trabalhar. Sorria infantilmente no meio da rua. A vida conjunta daqueles dois sempre tivera empecilhos. Nenhum deles era fácil, tudo o que faziam era se unir para vencê-los. Não seria diferente dessa vez. Seria mais árduo? Totalmente. Mas a felicidade deles ainda estaria lá, esperando para ser agarrada com força depois de uma batalha.

Antes que notasse, já estava correndo na direção que antes caminhava com o mais alto nível de esmorecimento possível. O pé derrapou no asfalto. O frio já não lhe era mais um incômodo. O único importuno no instante era seu coração que não palpitava só pela corrida de poucos segundos atrás, mas também pela angustia que tentava esconder. Mais um pequeno aperto lhe veio ao ler o que as enormes letras da placa diziam.

Adentrou ao enorme portão. Não foi necessária uma caminhada muito grande até o prédio. As portas automáticas se abriram. Não parou dessa vez. Sabia que enrolar só traria mais sofrimento e não só para ele.

Pôde sentir a mudança de temperatura. Porém, o frio do lado de fora era mais aconchegante do que aquele clima pesado ali instalado.

Sem coragem de enfrentar a grande fila da bancada, foi se infiltrando silenciosamente pelos corredores até alcançar um elevador que lhe levou ao andar desejado. Sabia o número da sala. Tudo dali ficara gravado em sua mente.

Parou em frente a porta olhando a gravura dos algarismos. Pousou a mão na maçaneta girando-a vagarosamente. Não queria acordar sua amada caso ela estivesse adormecida.

Um quarto onde a cor predominante era branca, aparelhos que se encontravam desligados, cortinas finas que não oscilavam, cabelos escarlates que se movimentaram meramente com o virar de pescoço da mulher recostada à cabeceira da cama. Lábios secos que sorriram juntamente com seus olhos castanhos. Com dificuldade e pausadamente, essa boca pronunciou algo.

— Eu... pensei que não viria... Jellal...

Sem dar qualquer resposta, andou até a cama abraçando o corpo que se encontrava tão frágil. Sabia que ela não corresponderia ao toque, sabia o quanto ela queria, mas não era capaz. Ela nem mesmo podia senti-lo. Afastou-se um pouco, encostando-a devagar de volta aos travesseiros. Podia ver alguns arranhões em seu rosto. Seus olhos estavam um pouco inchados. Não precisaria de tempo para adivinhar o motivo.

Acontecera há uma semana. Erza Fernandes, sua esposa há cinco anos, sofreu um acidente. Ela é escritora e desenhista, trabalha em casa. Pela falta de material, saiu de sua residência, como já de costume. Não havia neve, não havia frio. Atravessando uma rua que costumava ser calma, fora inesperadamente atingida por um caminhão. A notícia veio tarde demais para ele. Ela não iria morrer, mas não seria mais capaz de mexer nada do pescoço para baixo, além de dificuldades para comer e falar. Porém, a nova vida que crescia em si já não ganharia outra vez.

Ao pensar nisso, seu mundo pareceu desabar. O que aconteceria? E os planos futuros? E a vida deles? Todas essas perguntas ainda não tinham sido respondidas e nem seriam. Iria depender apenas dele.

Juntou seus lábios ao dela apenas por alguns segundos fitando-a nos intensos olhos logo em seguida percebendo que era mesmo um idiota. Vendo aquele sorriso demonstrante de uma mistura de felicidade, alívio e tristeza, não sabia como sua mente foi capaz de cogitar algo tão abominável como desistir daquela mulher que, durante grande parte de sua vida, lhe trouxera tanta alegria. Imaginava o quão destruída ela deveria estar por dentro, não por causa de si, mas pelo pedacinho de gente que viria dali a sete meses. Erza nascera novamente, isso significava uma nova chance,o começo de algo novo para ambos, onde deveriam se tornar maiores e mais fortes do que uma vez foram, “o mundo inteiro é cheio de sofrimento, mas também cheio de superações disso.” E o conto deles seria mais um a ser acrescentado.

Notas finais
O fim ficou meio vago e não foi o que eu esperava? Sim. Mas fazer o quê? Já foi né, já era. :v E o que tá entre parenteses ali é uma citação que eu achei pela internet aew :v
E se eu lhes disser que o cachorro morreu? Ele morreu.
Eu tenho uma fic onde o Jellal é um nekin muito tesudo e carente, ela tá parada desde... Não sei, acho que fevereiro o3o Por aew, maaas... Agora eu já to melhorzinha nos estudos, minhas provas acabaram por enquanto, então estou a continuá-la. Se interessar a tu, dê uma passadinha feliz lá =U=
Beijo pra quem quiser õ/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.