A Winter's Tale

2 O Preludio da Guerra


Por mais que a guerra havia acabado, soldados imperiais se mantinham escondidos em Skyrim a comando do império, e por causa disso, Ulfric Stormcloak se mateve bastante ocupado nos últimos cinco anos caçando os espiões do império. Em Windhelm Ulfric Stormcloak e seu fiel braço direito Galmar cuidaram do governo e da segurança de Skyrim desde a expulsão do império, mas para Ulfric, apenas conquistar a terra não é o suficiente para declarar Skyrim livre, para Ulfric ainda falta mais um passo a ser percorrido para a total liberdade de Skyrim.

– O que devemos fazer Grande Rei Ulfric? Parece que essa onda de espiões não tem fim! – Diz Galmar.

– Não sei, é completamente inútil tentar enfrentar um inimigo que não vemos, eles podem ser qualquer um lá fora, ou até mesmo aqui dentro, na minha opinião a liberdade de Skyrim ainda não foi conquistada – diz Ulfric.

– Como assim? – diz Galmar – expulsamos os cães imperiais de volta para Cyrodiil, estamos livres, Skyrim é livre!

– Não Galmar, Skyrim está sendo usada, olhe la fora, Skyrim está longe de ser o que idealizamos como o paraíso para os Nords, estamos com medo, por mais que não queiramos admitir, Skyrim está com medo de ser invadida novamente – diz Ulfric.

– E o que pretende fazer? – diz Galmar

– Não é obvio? Skyrim está mergulhada no medo por que não é governada livremente por seus filhos e filhas, NÓS os Nords! – Ulfric se levanta do Trono – eu irei transformar essa terra em nosso paraíso, se tornará a utopia de Tamriel! – diz Ulfric elevando sua voz.

– Não acha que devemos falar com alguém antes? – diz Galmar.

– Quem? O dovahkiin? – pergunta Ulfric encarando Galmar – lembre se bem Galmar a quem você deve sua lealdade, a mim, ou a um Nord que preferiu seguir o caminho da magia do que ajudar o próprio país!?

– A você Grande Rei Ulfric Stormcloak – responde Galmar abaixando sua cabeça.

– Bom! Traga-me o escrivão, irei enviar uma carta para cada Jarl de Skyrim, não deixarei que os espiões se safem, tenho uma solução para nossos problemas, mas é algo que deve ser discutido com os outros Jarls, inclusive Elisif, ela tem se mostrado fiel a Skyrim desde que conquistamos Solitude.

– Sim senhor meu rei!

As cartas foram escritas, e os melhores entregadores de Eastmarch foram recrutados para entregar as oito cartas, cartas que requisitavam que todos os Jarls se reunissem em quatro dias em Whiterun, por ser o Hold mais próximo para todos, e para o Jarl Vignar White-mane, Jarl de Whiterun, foi requisitado que o terraço onde o dragão Numinex havia sido capturado fosse preparado para receber os nove Jarls, foi também descrito nas cartas que o Jarl deveria levar um guarda-costas e o mago da corte para a reunião.

– O Rei Ulfric está requisitando que nosso prestigiado hold seja preparado para receber a maior reunião de Jarls desde sua eleição como Grande Rei de Skyrim – diz Vignar para seu administrador – chame os Companions, uma reunião dessas requer a mais alta segurança, todos os governantes de Skyrim estarão reunidos.

– Sim senhor! – diz Brill, que havia se tornado o administrador de Whiterun depois que Vignar subiu ao poder.

Já em Winterhold, o Jarl Korir achou estranho um detalhe na carta, não era um detalhe a mais e sim um a menos, na carta oficial, carimbada com o timbre oficial de Ulfric, detalha especificamente os Jarls Sorli, Thongvor, Dengeir, Vignar, Skald, Laila, Elisif e ele mesmo, Korir, mas não citava nada sobre Sarkhan, ou até mesmo algum representante do colégio.

–Não acha estranho Brelyna, o nome do Arquimago Sarkhan não é citado no documento oficial do rei? – pergunta Korir para sua maga da corte ao mostrar-lhe a carta.

–Estranho é pouco, principalmente vindo de Ulfric que sempre colocou os costumes dos Nords acima de qualquer lei – responde Brelyna.

–Qual será o significado disso? – pergunta o Jarl de Winterhold.

–Ou não é algo tão emergencial a ponto de chamar o dovahkiin, ou então é algo que Ulfric saiba que Sarkhan irá discordar, e por isso não o quer lá – responde Brelyna.

–Se fosse a cinco anos atrás eu concordaria totalmente com Ulfric, antigamente minha mentalidade era que qualquer um que se vinculasse a magia não tinha direito de se meter na politica dos Nords, por sermos uma raça de guerreiros honrados – diz Korir – mas depois de tudo que o Arquimago Sarkhan fez, reconstruindo não só seu colégio mas também trazendo esperança para nossa cidade ajudando na reconstrução do Hold, acho que ele tem mais do que o direito de estar lá.

–Se quiser eu posso informa-lo senhor – diz Malur, o dunmer administrador de Winterhold.

–Não acho uma boa ideia, se Ulfric o quer fora e nós o ajudarmos a entrar nessa reunião, só faria Ulfric se virar contra nós – diz Korir – além do mais, acredito que o Arquimago tem seus próprios meios de descobrir sobre esta reunião.

Já em Solitude a noticia não foi tão bem recebida pela Jarl Elisif.

– Cinco anos evitando esse homem, cinco anos fingindo que eu nunca abaixei a cabeça quando ele invadiu a minha cidade – diz Elisif colocando a mão na testa de frustração.

– Não precisamos ir se não quiser – dis Sybille a maga da corte de Solitude, que também não suporta Ulfric Stormcloak.

–Não, se não formos Ulfric vai ficar insuportável e poderá até vir aqui em Solitude para dar um de seus discursos, prefiro atura-lo lá, longe da minha cidade.

– Então irei preparar a carruagem milady – conclui Sybille ao se curvar para a antiga rainha de Skyrim.

Já nos demais Holds, os seus respectivos Jarls se sentiram honrados e curiosos para saber qual seria a primeira revelação do Rei Stormcloak e se prepararam para partir em viagem.

Enquanto os Jarls se preparavam para sua gloriosa reunião, a classe de Onmund já se encontrava em Labyrinthian, de fato, já estavam no labirinto de Shalidor tentando chegar ao final, Lokh já estava frustrado por já ter voltado para o começo umas cinco vezes, Keleth havia desistido a horas, e a jovem Skall Frigga estava quase socando a parede de raiva.

– Maldito lugar, quem diabos construiria um labirinto desses? É tão obvio o caminho, não tem curvas, não é praticamente uma linha reta, e ainda por que... POR QUE não consigo chegar no final?! – desabava Lokh frustrado com o fracasso

– O mestre Telvanni falou sobre esse lugar – diz Frigga – esse labirinto foi erguido para treinar antigos Arquimagos, e seu intuito era justamente forçar a mente do desafiante ao máximo, não creio que nos mandaram para cá no primeiro dia de aula – diz frigga ao sentar próximo a fogueira.

– Eu não sei por que vocês se estressaram tanto – diz Keleth – é obvio que o Arquimago nos mandou para cá para nós vermos que estamos longe de ser poderosos e sábios, como imaginávamos que éramos – supõe o jovem Altmer – jogada inteligente para acalmar nossa arrogância, tenho que admitir.

– NÃO! Eu jamais desistirei de atravessar esse labirinto, eu quero esfregar na cara de todos daquele colégio que eu aceitei o desafio do Arquimago e sai vitorioso! – berra Lokh enquanto sai correndo novamente para a entrada do labirinto.

Enquanto isso Onmund apenas observava e bebia seu Mead aconchegado pelo seu saco de dormir e a fogueira crepitante, pois haviam montado acampamento na entrada do labirinto.

– Mesmo que nosso objetivo não tenha sido bem sucedido, eu tenho que admitir, é divertido ver o dunmer perdendo a cabeça por causa do labirinto – diz Frigga rindo enquanto bebia seu Ale.

– Concordo, quando será que ele irar desistir? – diz Keleth – aposto 10 septims que ele fica ai até amanha de manha.

– Você conseguiu uma aposta jovem aprendiz! – diz Onmund se divertindo com a cena toda.

A noite passou, cheia de risadas, bebida e cantoria, Onmund mostrou que seu talento com magia é quase tão ruim quanto seu talento como bardo, mas ele animou bastante a turma, mantendo-os animados até a hora de dormir, bom, todos menos um Lokh que realmente virou a noite tentando desvendar o segredo do labirinto de Shalidor e não conseguiu.

O sol nasce, são aproximadamente nove horas da manha quando Onmund acorda e começa a arrumar suas coisas para voltar para o colégio, afinal eles ficaram la por dois dias, e já estava na hora de retornar e contar como foi a viagem para todos do colégio, Onmund estava ansioso.

– Ué, cadê Lokh? – pergunta Frigga ao se levantar

– Deve ter dormido dentro do labirinto – responde Onmund, já mandei Keleth ir busca-lo, espero que ele não se perca. Agora comece a arrumar suas coisas, hoje vai cair uma nevasca por esses lados devemos voltar o quanto antes para Winterhold.

Keleth volta carregando Lokh que estava dormindo como uma pedra, nada o acordava, deve literalmente ter virado a noite tentando chegar ao final, e a que tudo indica, fracassou.

A turma de Onmund começa a jornada de volta, uma jornada de aproximadamente 10 horas a pé, entretanto, como estavam carregando Lokh, demoraria algumas horas a mais. Depois de duas horas de viagem Onmund avistou um grupo de pessoas se movendo em sua direção, também observou que estavam usando uniformes azuis com capacete e escudo com o símbolo de Windhelm, era uma patrulha de Stormcloaks que deveria estar vasculhando por remanescentes imperiais na região, bom, era isso que ele pensava, até ser abordado pela patrulha.

– Alto –diz o soldado- somos enviados de Ulfric Stormcloak – mostra um documento oficial com o timbre de Ulfric para Onmund – fomos ordenados a levar esses dois conosco.

– Esses dois? Que dois? – responde Onmund.

– O Altmer e o Dunmer – responde outro soldado – fomos ordenados a usar a força se necessário para leva-los, esperamos a sua colaboração.

– Não deixarei que os leve são meus alunos, eles são cidadãos de Winterhold e residentes do Colégio, vocês não tem direito! – diz Onmund levantando sua voz e preparando para conjurar magias de destruição em ambas as mãos.

– É uma ordem direta do Grande Rei Ulfric Stormcloak – diz um dos soldados ao desembainhar a espada.

– Não importa se é rei ou imperador, ninguém meche com os meus alunos – diz Onmund lançando uma bola de fogo dupla no primeiro guarda, o queimando na região do peito e o nocauteando.

Os soldados eram muitos, sete, mas eram apenas soldados, Sarkhan havia treinado Onmund nos últimos 5 anos então para Onmund, os movimentos ataques e táticas dos soldados Stormcloaks eram bem previsíveis o que facilitava para que ele não tivesse tanta desvantagem no combate.

– Corram! Frigga saia daqui Keleth vá junto com ela e leve Lokh com vocês! – grita Onmund conjurando um Atronach de fogo para ajuda-lo em batalha

Os aprendizes saíram correndo, mas alguns dos soldados foram atrás, mas logo foram barrados por runas de fogo conjuradas por Onmund, Dois soldados atacaram Onmund de frente, dois foram para cima do Atronach e os outros dois restantes se posicionaram para flanquear, estratégia típica de combate militar, Onmund ativou sua Pele de Ferro o que foi mais do que o suficiente para segurar a lamina das duas espadas Stormcloaks que atacaram de frente.

O Atronach se distanciou e começou a atirar bolas de fogo nos Soldados, o que foi o suficiente para matar um dos Stormcloaks e alejar outro, impedindo que o mesmo conseguisse andar. Por mais que fossem apenas soldados, estavam preparados para enfrentar magos de Winterhold, afinal, foram pra isso que foram enviados.

Um dos soldados chamou a atenção do Atronach o aproximando de Onmund, enquanto o outro que se preparou para flanquear, não o fez, ao invés disso, puxou seu arco e mirou na cabeça do Atronach, algumas flechadas foram o suficiente para faze-lo explodir, e o fizeram explodir ao lado de Onmund, o arremessando longe e o deixando inconsciente.

Após derrotar Onmund e deixa-lo inconsciente na neve, os dois soldados restantes foram atrás dos aprendizes, e os conseguiram rastrear graças as pegadas que deixaram na neve, encontraram Keleth tentando carregar Lokh na encosta de um rio, mas nem um sinal de Frigga, ela havia sumido dali.

– Agora você vem comigo seu Altmer miserável – grita o soldado stormcloak se aproximando com a sua espada em mãos, até ser acertado por um raio de gelo que o acerta na perna... e o congela no chão.

O outro soldado que estava logo atrás correu para cima de Keleth e o empurrou no rio, que ao cair na agua soltou Lokh, o que foi o suficiente para que o soldado remanescente pegasse Lokh desmaiado e fugisse.

Frigga então se revelou, desativando sua magia de invisibilidade e pulou na agua para ajudar Keleth, e foi bem sucedida, mas não conseguiu resgatar Lokh. Ao olhar para traz percebeu que o Stormcloak que havia sido congelado também havia ido embora, e que Lokh não estava mais la.

Frigga tirou Keleth da agua, usou a magia chamas para esquenta-lo e uma vez que ele se levantou ambos os aprendizes correram de volta para Onmund, o procurando, até que o encontraram quase morto, desmaiado na neve coberto em sangue.