A Winter's Tale
6 Meu Irmão
Notas iniciais
Enquanto Sarkhan se retirou para confrontar com Ulfric Stormcloak em Whiterun, Enthil ficou encarregado de entregar um bilhete para Karliah, a atual líder dos Nightingale, mais do que imediatamente. Por sorte, Karliah estava nas proximidades de Windhelm, pois estava espionando os passos dos Stormcloaks e ao se encontrarem, Enthil pediu para falar sobre um assunto sério com a dunmer, obviamente os dois foram para um local afastado da cidade, encontraram um acampamento de bandidos nas proximidades e ali ficaram, já que todos os bandidos haviam sido mortos pela patrulha.
– Karliah eu tenho um pedido de um velho amigo nosso – diz Enthil.
– O que houve? Sarkhan não consegue se virar sozinho? – responde a dunmer.
– Ele está ocupado ultimamente, tome – diz Enthil entregando a carta para Karliah.
– Hmm, como sempre eu estou a um passo a frente dele, Sarkhan me pediu para encontrar o local aonde os Stormcloaks estão exilando os elfos, bom, eu já encontrei – diz Karliah amaçando o pedaço de pergaminho.
– Karliah, o que houve? Você não me parece bem
– Esse maldito Ulfric, ele ordenou que seus soldados invadissem Riften, invadiu a Ragged Flagon, e prendeu todos os bandidos, os poucos que se viraram contra os soldados foram exterminados.
– Não pode ser... quer dizer que a guilda dos ladrões esta....
– Extinta! — conclui Karliah – Apenas eu sobrevivi, pois estava no santuário dos Nightingales, mas os outros, até Brynjolf, foram levados pelos Stormcloaks.
– Karliah, precisamos saber para onde os levaram! – diz Enthil – não tenho tempo a perder aqui conversando, por favor me dê esta informação, depois Sarkhan se entende com você em relação ao seu pagamento.
– Helgen, eles foram levados para Helgen – diz Karliah
– Helgen ? não havia sido destruída?! Ninguém pisa lá a anos!
– Exato! Isso faz de Helgen o local ideal para cometer atrocidades, ninguém para atrapalhar – diz Karliah num tom fúnebre – de fato, eles improvisaram as instalações subterrâneas de Helgen, gaiolas, jaulas, tudo que eles precisavam já estavam lá, eles só precisavam levar algumas coisas... e claro.. prisioneiros – conclui Karliah – me faça um favor, quando vir Sarkhan diga a ele que o preço dessa informação é a cabeça de Ulfric Stormcloak na ponta de uma lança!
– Pode deixar – diz Enthil se retirando do local e pegando seu cavalo para voltar para Winterhold – Quando tudo tiver terminado nos veremos de novo, e eu espero que seja numa situação mais agradável.
Enthil saiu de Eastmarch em direção a Winterhold, e enquanto ele e Karliah se comunicavam, J’zargo estava pegando todas as poções, gemas e pergaminhos mágicos, tudo que ele precisava para partir em sua missão.
– Mestre J’zargo! – diz Frigga – nós vamos com você, não somos inúteis, não somos crianças!
– J’zargo não é pai nem mãe de ninguém pra dizer o que fazer, mas precisamos de magos aqui em Winterhold para proteger o colégio, ordens do Arquimago – responde J’zargo
– Você não entendeu homem-gato, nós vamos e ponto final – diz Lokh, que já havia acordado e já estava a par da situação, conforme seus colegas Keleth e Frigga explicaram – mesmo que não aceite, iremos segui-lo, então é bom ir se acostumando com a ideia.
– Lokh tem razão J’zargo – diz Keleth – deixe seu esquadrão aqui protegendo Winterhold, leve nós três, te garanto que seremos de extrema ajuda!
– J’zargo não acha uma boa ideia.
– O objetivo é fazer uma operação furtiva certo? – pergunta Lokh – teremos mais chance de sucesso se formos em um numero menor de pessoas.
– Humm – J’zargo para um pouco pra pensar – o dunmer dorminhoco tem um ponto, muito bem, irei ordenar que o meu esquadrão fique, mas é bom vocês não me atrapalharem.
Cerca de duas horas se passaram e Enthil entra pelos portões do colégio sem folego, estava muito apressado para informar J’zargo das noticias, ao encontra-lo logo informou o local, Helgen, e também informou que a segurança do lado de fora era pesada, não seria possível um grupo de amadores entrar escondidos.
– Teremos que arrumar outro jeito de entrar em Helgen, não poderemos entrar de um jeito furtivo – diz Keleth.
– Eu tenho uma ideia – diz Lokh atravessando a ponte e indo até a cidade de Winterhold, ao chegar la, entrou no alojamento do Jarl.
– O que está fazendo!? –pergunta Frigga.
– Stormcloaks vigiavam essa cidade, não tem um quartel, então, eles se reuniam em algum lugar do castelo do Jarl – explica Lokh – logo, deve ter alguma couraça dos Stormcloaks aqui – ao concluir sua frase, Lokh visualiza um uniforme Stormcloak na prateleira da sala de guerra do castelo.
– Ta, mas o que iremos fazer com isso?! – pergunta Frigga sem entender nada.
– Deve caber em você, tome vista – e Lokh joga o uniforme nas mãos de Frigga.
– Por que eu tenho que vestir isso?
– Não é obvio? Só entraremos lá se nos deixarem, logo, vamos disfarçados de prisioneiros.
– Humm pode dar certo! – diz Keleth que havia seguido Lokh junto com Frigga e J’zargo.
– Então, a jovenzinha Nord irá interpretar o Soldado Stormcloak e J’zargo, Keleth e o dunmer dorminhoco seremos os prisioneiros, inteligente!
Frigga botou a couraça e o capacete, o Dunmer o Altmer e o Khajiit trocaram suas túnicas por roupas de cidadãos comuns, esconderam seus uniformes em uma algibeira que ficou em posse da Nord Frigga.
Ao terminarem de se caracterizar, J’zargo avistou a carruagem que costumava transportar pessoas de Hold para Hold, entretanto estava sem o cavalo, provavelmente o cavalo devia ter fugido, pois a carruagem estava abandonada. Por sorte, Enthil havia vindo de cavalo, um cavalo que ele.. “se apropriou usando métodos não politizados”.
J’zargo e Frigga montaram a carruagem enquanto Keleth e Lokh pegaram o cavalo e o amarraram nela, estava tudo pronto! Antes de continuar, J’zargo voltou para o colégio e subiu correndo as escadas do Hall dos Elementos até os aposentos do Arquimago, chegando lá J’zargo deixou um livro encima da mesa de encantamentos do Sarkhan, um livro que aparentava ser um tomo de magia de destruição, J’zargo não fez mais nada, apenas voltou para fora do colégio onde ele Keleth e Lokh foram amarrados pelos pulsos e amordaçados, Frigga sentou-se na direção da carruagem e foi guiando-a seguindo pelas estradas de Skyrim rumando para Helgen.
Durante a viagem, não houve imprevistos, Frigga estava com um uniforme oficial dos Stormcloaks, e ainda estava carregando prisioneiros, nenhuma suspeita em potencial vinha desta situação. Horas se passaram, e então rumaram para Helgen, que estava a cerca de dez horas de viagem.
Enquanto o grupo de magos se movia pelas sombras até chegar em Helgen, o confronto entre o Rei e o Dovahkiin estava apenas começando.
– Você não pode me desafiar Dragonborn, você não é digno, apenas um Jarl de Skyrim pode desafiar o Grande Rei, e você não é um! – diz Ulfric segurando seu machado – você esqueceu aonde é o seu lugar.
– E você esqueceu quem realmente ganhou a guerra Ulfric! – rebate Sarkhan imediatamente.
Ulfric ficou furioso com a provocação de Sarkhan e ordenou que os guardas que se situavam no terraço atacassem o Arquimago.
– Meus irmãos, minha briga não é com vocês, mas se vocês não abaixarem suas armas imediatamente nunca mais verão suas famílias – diz Sarkhan – DECIDAM! – e então se posicionou preparando-se para o combate.
– Matem o, e me tragam a cabeça desse traidor! – diz Ulfric.
Dentre os dez soldados ali presentes, apenas Ralof abaixou sua arma para Sarkhan, não o atacando. Os outros nove investiram em direção do Arquimago, e quando suas laminas estavam a menos de vinte centímetros do dragonborn...
– Tiid Klo Ul (slow time)! – diz Sarkhan, desaparecendo em menos de um segundo depois e aparecendo atrás de Ulfric – Seus guardas são muito lentos pra me pegar Rei Urso!
Ulfric não se manifestou, apenas girou seu corpo para traz com a lâmina de seu machado em direção ao pescoço de Sarkhan, mas antes que pudesse alcança-lo...
– Feim (become ethereal) – Sarkhan se torna um fantasma e o machado de Ulfric passa direto por seu pescoço, logo após Sarkhan pula para traz para ganhar impulso e volta a sua forma material– vou estrear essa magia com você Ulfric! – Sarkhan prepara para conjurar suas duas espadas magicas, mas algo estava diferente, o vórtice de energia que gera a invocação normalmente é roxo com preto, mas os de Sarkhan estavam vermelhos com preto.
E finalmente Sarkhan as invoca, suas laminas de fogo místico, similares a uma espada magica invocada, mas de cor vermelho sangue e com chamas intensas em toda a extensão da lamina.
O dovahkiin com medo de por todo o castelo abaixo não usou nenhum shout com poder de destruição, usa apenas o seu parar tempo “Tiid Klo Ul” mais uma vez, e durante quinze segundos normais Sarkhan teve tempo para retalhar os nove guardas, que entraram em combustão antes mesmo de caírem ao chão.
Ulfric então finalmente sentiu o medo, mas acima disso ficou extremamente surpreso, nunca havia duvidado das habilidades de batalha de Sarkhan, mas mesmo na guerra pela independência de Skyrim nunca havia visto o dragonborn usar seus Shouts com tanta proficiência.
– Você não é o único que sabe usar o Thu'um aqui Dragonborn – Ulfric pega folego e então entra na batalha – Wuld Na! (Whirlwind Sprint) – usando apenas duas palavras do poder de seu shout, em menos de um segundo Ulfric percorre metade do terraço e atinge Sarkhan com a lamina de seu machado, que por um descuido não conseguiu defender apropriadamente.
– Droga! me descuidei demais – diz Sarkhan botando a mão na costela do lado esquerdo, que havia sido cortada pela lamina do machado de Ulfric – parece que você também andou praticando o seu Thu’um.
– Por mais que fosse além das minhas expectativas enfrentar você Dovahkiin, jamais foi além da minha imaginação – responde Ulfric, mas antes que Sarkhan pudesse reagir — ... Wuld! (Whirlwind Sprint) – e então Ulfric avança novamente, mas dessa vez, como estava usando apenas uma palavra do poder, Sarkhan conseguiu enxergar a tempo.
– Tiid! – o Dovahkiin desacelera o tempo usando apenas a primeira palavra do poder, pois sabia que não teria tempo de usar todas as três antes de ser dilacerado pelo golpe de Ulfric, desviando da investida do Rei por pouco.
Sarkhan não baixa mais a guarda, no momento em que Ulfric desacelera de sua investida Sarkhan usa outro shout – Iiss Slen Nus (Ice Form) – e solta uma baforada de gelo que congela Ulfric até o pescoço.
– Eu ganhei Ulfric, desista de seu trono e eu não matarei você – diz Sarkhan
– Eu desistir?! Jamais! Se me matar aqui, um dia nos encontraremos novamente nos campos de Sovngarde meu amigo, e lá eu terei a minha vingança – diz Ulfric.
– Não Ulfric, se você não aceitar que errou e desistir você não vai para Sovngarde, eu não permitirei – diz Sarkhan com muita calma enquanto se desloca para frente do Ulfric.
– Não permitirá? Você é um mero mortal, ir para Sovngarde é um direito meu como nord! Um direito dado por Shor! Você não tem poder para impedir a vontade de um deus! – diz Ulfric
– Não, não tenho, mas eu já estive lá, eu lutei contra Tsun, eu conheci Ysgramor, eu lutei ao lado dos Dragonborns do passado, mas você não merece essa honra depois do que você fez com Skyrim e seu povo Ulfric – diz Sarkhan com um olhar de tristeza no rosto, ao levantar uma gema das almas negra e vazia e mostra-la para o rei.
– O que irá fazer com isso?! – pergunta Ulfric com medo.
– O único jeito de impedir que você vá para Sovngarde é te enviando para outro lugar – e então Sarkhan usa seu shout mais maligno — Rii Vaaz Zol (Soul Tear)!
Os gritos de dor vindos de Ulfric foram tão altos que toda Dragonsreach escutou, o outrora Grande Rei de Skyrim sentia sua pele derretendo enquanto umas espécies veias negras se espalhavam por seu corpo congelado.
– O que você fez comigo?! – grita Ulfric em desespero.
– Te dei uma passagem só de ida para Soul Cairn, e que Durnehviir tenha piedade de sua alma pelo resto da eternidade.
Ulfric então da seu grito final de agonia e cai morto, momentos depois de sua morte as veias negras desaparecem e seu corpo permanece intacto, porém, sem alma, frio, e morto. Os outros Jarls não acreditavam no que viram ali, Rolaf estava pasmo e Galmar caiu de joelhos perante o rei, Sarkhan tentou conversar com ele, disse que sua honra como general do rei jamais havia sido manchada, afinal, um soldado deve fazer o que lhe é mandado.
Sarkhan então levanta sua mão, a qual segurava a gema que havia absorvido a alma de Ulfric Stormcloak e com muita dor no seu coração a quebra em pedaços usando o fogo de sua magia, Ulfric Stormcloak havia sido enviado para o purgatório aonde sofreria pelo resto da eternidade por todas as atrocidades que havia feito.
Com lagrima nos olhos depois de matar quem um dia foi um de seus melhores amigos, Sarkhan se agacha pegando o machado de Ulfric e enquanto olha para o cadáver do rei diz:
– Adeus meu irmão.
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