A Voz da Revolução!

1 Capítulo Único - A Voz da Revolução!


Notas iniciais
Hello my loves, quanto tempo não?
Na madrugada passada esvrevi esse texto/discurso, e não sei... quis publicar porque gostei do resultado e espero que vocês gostem também.
Comentários são bem vindos.

Eu queria ser a voz da revolução.

Queria andar em passos lentos e completamente seguros no meio de uma multidão, com a cabeça erguida. Subiria em algo alto o suficiente para ficar visível a todos, e ditaria lindamente um discurso, alto e claro. Vocês me escutariam, e talvez até entendessem...

Eu quero que vocês entendam e respeitem o que eu tenho a dizer, a concordância não é necessária. Mas isso já deixou de ser sobre o que eu quero.

Entendam que as coisas só vão melhorar se vocês melhorarem, que só vão te ouvir quando você parar de gritar. Que vocês não são melhores do que ninguém, mas que podem e devem melhorar a cada dia, que vocês devem dar aquilo que querem receber. Se amem primeiro antes de almejarem amar alguém, e vivam tudo o que há pra viver... pode ser numa balada ou debaixo dos lençóis, façam do jeito que quiserem, mas por favor não machuquem ninguém no meio disso.

Ensine o que der para ensinar. Aprenda o que der para aprender.

Estejam em paz antes de desejar a paz.

E quando tudo estiver finalmente bem, quando vocês estiverem realmente bem – sinto muito, isso pode demorar – façam o bem a alguém que não esta num bom dia, saibam que um sorriso... pode sim mudar o dia de uma pessoa, o seu dia, ou o meu. Mas não se obriguem a ficar sempre bem, fiquem nas suas bolhas de raiva e rancor quando precisarem, e tentem não infectar os outros com esses sentimentos, vocês sabem que não são bons pra vocês, e também sabem que não existe razão alguma para sem bom para eles.

Eu queria ser a voz da revolução, pois tenho muito a dizer, tenho muito a ensinar.

Mas a realidade é outra, eu estou aqui, andando mais rápido do que deveria no meio dessa multidão, minha cabeça está baixa pois as luzes me cegam e não sinto vontade de olhar ninguém, sem contar que ando meio claustrofóbica. As pessoas estão gritando umas com as outras em discordância, e esse lugar por si só, não é silencioso. Sinto que se eu subir em algo alto, ainda não irão me ver, tenho um metro e meio de altura e ainda não sou muito importante para ser tão respeitada a ponto de vocês pararem de falar assim que notassem minha presença.

Sinto que assim que abrir a minha boca, minha voz saíra tremida e muito baixa, porque pra ajudar ainda existe essa timidez que não sai de mim. E quem perceber vai rir da minha cara, e vai chamar fulano e ciclano para rir junto. Não sei de um discurso que eu tenha escrito e depois não tenha amassado e jogado fora.

Parece pessimismo, mas é só a verdade.

Ainda estou no meio dessa multidão e ainda me sinto um tanto claustrofóbica, sei que existem outros como eu nessa mesma multidão, que se encontram nessa mesma situação. Mas nós não podemos sair agora, precisamos ficar mais um pouco – ou talvez muito – enfim... apenas precisamos.

Então por enquanto... estou fazendo a minha parte, comigo mesma e com aqueles que eu amo, as vezes tenho recaídas, mas não demoro muito para ficar de pé novamente.

Eu não posso mudar o mundo todo, mas eu estou mudando o meu mundo, parece pouco mas basta, parece egoísta... mas basta.

Existem muitas vozes mudas como a minha por ai.

Eu sou a voz da revolução, só não fui ouvida ainda.

Ou melhor,

Por enquanto...

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Sinto saudades, mas sinceramente não sei quando minha Long ficará pronta...
Enfim, see you soon, beijos da pequena *3*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!