Era ela,

Dançando,

Se arrastando,

Ecoando pelo lugar.

Era ela,

Amando,

Conquistando,

Fazendo o mundo parar.

Era assim que ela fazia,

Sorria, chorava.

O povo imitava

E a voz hipnotizava.

E a menina, dona dela,

Nem bonita, nem feia,

Tornava-se bela

Aos olhos da plateia.

Mas quando parava

Era esquecida,

O mundo acordava,

Seguia-se a vida.

Enquanto a menina, solitária,

Ficava num canto escondida.

Era atração temporária,

Facilmente esquecida.

Por isso, voltava a cantar,

A voz vinha tímida, vinha mansinha,

Mas o povo não deixava de se encantar

E a menina já não estava sozinha.

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