A Volta dos invocadores.
7 Capítulo 7: confusões na entrada.
Por sorte os movimentos na areia diminuíram, eu acho que deve ter sido apenas algum tipo de besta do deserto, nada que uma mulher como Vi não pudesse resolver. Vi inclusive estava bem confiante depois de matarmos Gnar.
–Então bolinhos, já estamos chegando ao nosso destino, queria que Caitlyn estivesse com a gente-Vi diz e olha pra cima- Sinto saudade dela as vezes.
–O que aconteceu com ela?-Pergunto curioso.
–Se juntou aos caçadores de cabeça depois da evolução, é tipo uma força tarefa afim de matar as bestas de Viktor com tecnologia.-Jack disse.
Logo me lembrei do pacote de skins caçadores de cabeça, cinco campeões no total, todos eles pareciam armados até os dentes, se fosse verdade que os campeões estivessem assim atualmente estou confiante de que eles poderão acabar com uma guerra de um jeito simples.
–Tô me lembrando sim-Digo.
–Chegamos-Vi diz parando o Hummer na frente de uma casa no deserto muito pequenina.
Eu e Jack saímos lado a lado seguindo Vi enquanto essa adentrava a casinha logo abrindo a porta.
A casa estava vazia e possuía apenas um cômodo, na parede algo similar ao bumerangue de Sivir, quando Vi o girou ele abriu a porta secreta no chão dando agora a visão de uma escadaria que ia até onde meus olhos não mais alcançavam, andamos para o fundo onde tochas com chamas verdes iluminavam os símbolos shurimanes, símbolos idênticos a de cobras e outros animais.
Chegamos então a uma porta que estava com marcas de garras e golpes de espada e outras armas brancas, Vi então gritou.
–Ankai! Tia Vi tá aqui! -Ela batia no portão.
Uma voz então falou no fundo.
–Não vou chamar de tia uma mulher que parece ter minha idade, tenha santa paciência pra te aturar coroa!-Uma voz de garota respondeu.
O portão se abriu mostrando uma garota de aparentemente 16 anos e uma fúria vermelha em seu olhar, tinha cabelos pretos azulados e tinha a pele branca, uma expressão que lembrava um leão olhando sua presa.
–O que quer aqui e por quê trouxe os escoteiros aí-A garota gesticulou pra mim e Jack.
–Não chame de escoteiros duas pessoas que tem a capacidade de fazer você engolir suas palavras.-Jack disse com um sorriso cínico.
–Isso me soou como um desafio-Ankai olha pro garoto com um tom de irritação.
–Calem a boca os dois-Vi disse.
–Meu nome é Marck prazer em conhecê-la também- Eu disse depois.
–Não me responderam ainda o que querem- Disse ela me ignorando.
Vi olhou pra mim rindo e depois se dirigiu a Ankai sorrindo.
–Queremos que nos guie por Shurima até uma certa coordenada. De lá a gente se vira.-Vi disse dando de ombros.
–E se eu não quiser?-Ankai disse.
Bom meus amigos, eu acho que se eu tivesse uma lista do que eu acho extremamente importante pra sobrevivência em runeterra um tópico inteiro se dedicaria a Vi, regra número um no convívio com ela, nunca deboche dela. A mulher é louca, um exemplo? O olhar que ela acaba de dar para a menina shurimane. Acho que esse tipo de olhar entorta até o mais durão dos marinheiros.
–Se não quiser... eu te dou de comer pros meus meninos aqui.-Ela sai da frente da menina mostrando a mim e a Jack, que por acaso estava muito sério pro meu gosto.
De repente saquei o que Vi queria que eu fizesse, depois da minha última recaída ela me disse que iria desenvolver esse meu ''tom de ameaça'' pra poder passar mais medo, já que eu era um adolescente sem noção de poder o máximo que eu podia fazer era manter pessoas afastadas e quem sabe ganhar umas boas gargalhadas com as reações delas.
Nesse momento Ankai olhou pra minha cara e eu a olhei com meus olhos vidrados olhando-a num verme brilhante.
–Ajuda logo a das manoplas senão eu vou brincar com você até fazer um nó de ''escoteiro'' nas suas tripas.-Disse com um sorriso psicopata no rosto.
Depois que eu disse isso a garota ficou parada e pálida ao mesmo tempo, como se tivesse se lembrado de algo.
–Esse por acaso é Thresh?-Ela perguntou.
–Relacionado com o ceifador mas nem ele sabe como.-Jack disse.
Ela me encarou e então disse:
–Interessante... acho que vou guiar vocês... por curiosidade é claro.
–Muito bem, agora estamos nos entendendo.-Eu disse desdenhoso, queria aproveitar a vantagem que acabei de descobrir ter em convencer pessoas.
–Não fique se achando por isso... vou chamar dois dos meus homens e iremos começar o trajeto, até lá podem ficar por aqui, a casa tem quartos confortáveis.
Saindo de nosso caminho entramos na casa, um lugar muito velho de fato, parecia uma mistura de ruínas antigas com um quarto de adolescente, posters de bandas de rock e alguns quadros abstratos, uma dos posters era da banda pentakill.
Seguimos até uma escadaria ampla dando em um corredor com alguns quartos com placas de animais, chacais, lagartos cobras e outros animais do deserto.
–Podem ficar por aqui por enquanto, espero que descansem bem ppra logo logo seguirmos viagem.
–Pode deixar docinho.-Vi disse pra Ankai.
Bufando e saindo de vista Ankai nos deixou por lá sozinhos.
Depois de conversarmos e muito conversarmos sobre o que faríamos depois dali acabamos indo dormir, deitei no quarto e me esforcei muito pra ir dormir, depois de apagar porém estava longe de descansar tranquilo, três motivos, eu estava num quarto que mais parecia um quarto dentro de uma pirâmide, o local era frio porém abafado o que me fazia pensar que iria sufocar lá dentro, e terceiro? Uma garota de 16 anos estava em cima de mim com uma faca encostada em meu pescoço e com uma expressão fria no olhar.
Me olhando com os olhos esbugalhados falou:
–Acho que está na sua hora de dormir.-Ela disse.
–Por quê me mataria?-Disse calmo.
–Como assim por quê? Você tem Thresh dentro de você, acha que eu devia fazer o que?
–Tirar essa faca da minha goela já seria uma coisa muito boa a se fazer, em seguida me deixar dormir em paz.
–Thresh matou muitos shurimanes garoto, muitos de toda a runeterra, matar você trará paz aos que ele matou.-A garota me olhou séria.
–Fazer isso é como matar o filho de um assassino.-A encaro.-Tira essa faca do meu pescoço agora.
–Me convença, vai usa a vozinha assustadora idiota.-Ela disse agora vermelha.
–Eu não preciso usar magia pra fazer uma garota largar uma faca.-Eu disse sem hesitação e ainda com um olhar tranquilo.
–E do que precisa? Sua correntinha? Thresh? Você é apenas um garoto.
Eu acho que minha vontade de dormir misturada com a irritação de estar sendo ameaçado por alguém que acabara de conhecer que me fez fazer isso, desviei a faca do meu pescoço girando o braço da garota a colocando sentada no meu colo de costas pra mim com a faca em seu pescoço.
–Me deixa... dormir...-Sussurro no ouvido dela a fazendo tremer.
–Não vai ficar assim, não vai mesmo.
Eu então me levantei a girando pra mim jogando a faca pra longe. A garota observou minha reação com espanto.
–Se você quer um pedido de desculpas aqui está.-A encaro com um olhar sólido-Me desculpe por dizimar sua população e destruir algumas coisas.
–Isso não é o suficiente.-Ela disse.
Como ela não parava de falar, tinha que arranjar um jeito de calar a boca dela antes que eu perdesse uma bela noite de sono.
A puxando mais pra perto de mim a segurando pela cintura a beijei.
Pra mim aquele gesto não significou mais do que a intenção de fazer ela ir embora com nojo ou qualquer coisa do gênero, ninguém iria beijar um nerd que não fazia nada além de jogar em casa com os amigos. Mas acabou que o feitiço se virou contra o feiticeiro, a menina me encarou com um sorriso e falou corada:
–Isso... foi bom... quer dizer... um bom começo pra um pedido de desculpas.-Ela saiu do quarto me deixando enfim sozinho pra ir dormir.
Me deitando na cama enfim falei:
–Eu acho que ou fui muito louco ou muito bom. Vou pela primeira.-Eu disse e então fui dormir.
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