A Volta dos Combo Niños

9 Capítulo 9 - Uma difícil decisão


Notas iniciais
Aqui está pessoal, espero que gostem:

Era um belo dia em Nova Nitza, três anos antes dos acontecimentos atuais. Os Combo Niños estavam treinando no salão de treino, antes de começar a aula. Serio estava lutando contra o Paco e a Pilar contra a Azul, enquanto Grinto tocava seu berimbau e o Cabeça Velha pulava nos atabaques.

— Muito bem crianças. A aula de vocês já vai começar, é melhor vocês subirem agora. – Disse o Grinto aos quatro.

— Serio, você não vêm? – Azul perguntou ao Serio, que não estava seguindo para o centro do salão de treino.

— Pode ir na frente, ainda tenho que pegar as minhas coisas. – Disse o Serio sorrindo para a Azul.

— Certo, mas não se atrase. – Disse a Azul se aproximando do Serio, depois os dois se beijaram e a Azul e o Paco seguiram até o centro do salão de treino e os dois foram transportados.

— Parece que você e a Azul estão cada dia mais próximos. – Disse a Pilar ao Serio, que estava pegando sua mochila no chão.

— É verdade. Cada dia que se passa, desde o dia que nós derrotamos o Destroctos, eu e a Azul ficamos cada vez mais próximos. – Disse o Serio colocando a mochila nas costas.

— E pensar que precisou que o mundo quase acabasse para vocês dois ficarem juntos. – Disse a Pilar pensativa.

— É verdade. – Disse o Serio rindo. – Agora é melhor corrermos antes que o sinal toque.

Depois o Serio e a Pilar seguiram até o centro do salão de treino e foram transportados.

Mudando de cena:

Diadoro e Gómez estavam na cobertura do Diadoro, pensativos no que fazer.

— Gómez! Precisamos de alguém que me ajude a virar prefeito logo. Já estou ficando impaciente! – Diadoro exclamava irritado, enquanto Gómez permanecia pensativo. – Sempre que tentamos fazer alguma coisa, o povo gosta cada vez mais daquela prefeita. Queria fazer com que todos esquecessem que agora ela que é a prefeita de Nova Nitza.

— É isso! – Gómez exclamou. – Sei de alguém que pode fazer isso. E também sei onde ele está. Vamos!

Então os dois correram para fora do apartamento.

Mudando de cena:

Enquanto isso, os Combo Niños estavam na aula de artes. Cada um pintando um quadro.

— Crianças. – Disse a senhorita Soledad chamando a atenção de todos os alunos. – Eu gostaria de avisar que hoje nós temos um visitante. O senhor Ronello.

Nesse momento a senhorita Soledad abriu a porta da sala e um homem de estatura média, pele branca, cabelo preto, usando óculos, entrou na sala.

— Eu conheço esse cara. É o diretor de uma escola de artes famosa na França. – Disse o Serio em voz baixa para os outros.

— Olá crianças. Estou aqui para ver a aula de arte de vocês, e ver as obras de arte que vocês fazem por aqui. Se me permitirem é claro. – Disse o senhor Ronello para a classe.

— Claro que sim. Fique a vontade. – Disse a senhorita Soledad ao senhor Ronello, que começou a andar pela sala, olhando as pinturas dos alunos. Depois de algum tempo, ele passou perto da mesa do Serio e olhou para a pintura dele. Assim que olhou, o senhor Ronello se assustou. – Senhorita Soledad!

— Sim? – Perguntou a senhorita Soledad assustada com a expressão do senhor Ronello.

— Poderia levar a mim e a esse garoto até a sala do diretor? – Perguntou o senhor Ronello apontando para o Serio.

— O Serio? Mas por quê? – Perguntou a senhorita Soledad curiosa com o que estava acontecendo.

— Prefiro falar sobre isso na sala do diretor. – Disse o senhor Ronello pegando o quadro do Serio.

— Bem, a aula está quase no fim então... Crianças, já podem sair para o recreio. – Disse a senhorita Soledad para a sala, então todos saíram, enquanto o Serio, a senhorita Soledad e o senhor Ronello seguiam em direção a sala do diretor.

Assim que os três entraram na sala do diretor, Paco, Pilar e Azul se aproximaram da porta e tentaram escutar do lado de fora o que estava acontecendo.

— Posso saber o motivo de vocês estarem aqui?! – Perguntou o diretor Bronca irritado.

— Diretor Bronca. Estou aqui para falar sobre esse aluno. – Disse o senhor Ronello ao diretor Bronca.

— O que ele fez?! – Perguntou o diretor Bronca irritado, olhando diretamente para o Serio, que estava confuso, mas com um pouco de medo do diretor Bronca.

— Olhe para isso. – Disse o senhor Ronello, mostrando o quadro do Serio para o diretor Bronca.

— É um quadro com uma pintura. – Disse o diretor Bronca enquanto olhava para o quadro.

— Uma pintura?! É uma obra de arte! – Exclamou o senhor Ronello e depois se aproximou do Serio. – Garoto. Por acaso você gosta de artes?

— Gosto. – Serio respondeu sorrindo, mas ainda um pouco confuso sobre o que estava acontecendo.

— Qual tipo de arte você gosta mais? – O senhor Ronello continuou a fazer perguntas.

— Vários tipos. Pintura, poesias, musica... – Serio respondeu sem entender o motivo das perguntas.

— Por acaso você já ouviu falar da minha escola? – Perguntou o senhor Ronello sorrindo.

— Já. É uma das melhores escolas de artes do mundo. – Serio respondeu ao senhor Ronello.

— Então você provavelmente também sabe que na minha escola estudamos praticamente todos os tipos de arte. – Disse o senhor Ronello ainda sorrindo.

— Sim. Já vi muitas coisas sobre essa escola. – Disse o Serio para o senhor Ronello.

— Que bom. Porque eu quero que você vá para lá. – Disse o senhor Ronello, assustando o Serio, a senhorita Soledad, o diretor Bronca, e os três que estavam ouvindo atrás da porta.

— Mas essa escola é na França. – Disse o Serio confuso com o que estava acontecendo.

— Exatamente. Estou te oferecendo uma bolsa de estudos integral para a minha escola. – Disse o senhor Ronello sorrindo.

— Ei! Não pode fazer propostas como essa assim sem me consultar! E se eu não aprovar? – Perguntou o diretor Bronca ao senhor Ronello.

— Se ele for para a minha escola, posso fazer com que a sua escola seja reconhecida internacionalmente. – O senhor Ronello propôs ao diretor Bronca.

— Nesse caso, está aprovado. – Disse o diretor Bronca sorrindo.

— Espere, mas a minha família, meus amigos, não sei se posso decidir assim de uma hora para outra. – Disse o Serio confuso.

— Calma garoto. Não precisa responder agora. Vou te dar um tempo para você falar com seus parentes e decidir. E amanhã, se for possível, você me diz qual é a sua decisão. – O senhor Ronello explicou para o Serio. – Entendido? Agora pode ir.

Depois disso, Serio saiu da sala do diretor, fechou a porta e depois olhou em volta e viu que o corredor estava vazio.

— Já podem sair. Estão todos dentro da sala do diretor Bronca. – Disse o Serio e, de repente o Paco, a Pilar e a Azul saíram de onde estavam escondidos e se aproximaram.

— Será que nós ouvimos direito? – Pilar perguntou enquanto os três se aproximavam do Serio.

— Você vai para a França? – Paco perguntou preocupado.

— Eu não sei. O senhor Ronello me deu um tempo para pensar e falar com a minha família. – Disse o Serio um pouco cabisbaixo.

— E o que você pretende fazer? – Azul perguntou calmamente ao Serio, colocando a mão no ombro dele.

— Eu não sei. Apenas preciso... Pensar um pouco. – Disse o Serio, andando cabisbaixo, se afastando dos outros.

Mudando de cena:

Durante a noite, Diadoro e Gómez estavam andando dentro de uma caverna, até chegarem perto de uma pedra bem grande que estava presa na parede da caverna.

— Aqui está! O Amnezium! – Gómez exclamou apontando para a pedra, enquanto Diadoro apenas olhava sem entender.

— E o que ele faz? – Diadoro perguntou desconfiado.

— Ele faz as pessoas se esquecerem. O poder dele é tirar a lembrança das pessoas, literalmente. Infelizmente ele apenas faz isso com uma pessoa de cada vez, mas se colocarmos ele em uma das minhas invenções, poderemos usá-lo para fazer com que todas as pessoas de Nova Nitza se esqueçam que você já deixou de ser o prefeito. – Gómez explicou ao Diadoro.

— Isso sim é um bom plano. Gómez! Pode soltá-lo! – Disse o Diadoro ao Gómez, que ouvindo isso, pegou uma de suas invenções, que tinha o formato de uma furadeira.

Então Gómez apertou um botão na sua invenção, e a furadeira começou a girar, até que, de repente um laser saiu da ponta e atingiu a pedra, quebrando-a.

De repente saiu de dentro da pedra uma criatura, verde, com garras afiadas nos pés, os dedos das mãos eram redondos, possuía vários círculos nos olhos e era um pouco mais alto que o Diadoro e o Gómez.

— Olá senhor Amnezium. – Disse o Diadoro se aproximando do Amnezium. – Estou precisando dos seus serviços.

— E por que eu deveria te ajudar? – Amnezium perguntou enquanto se alongava.

— Porque eu te soltei! – Diadoro exclamou irritado.

— Certo. E o que você quer que eu faça? – Amnezium perguntou parecendo desanimado.

— Gómez. Explique para ele. – Disse o Diadoro ao Gómez, que se aproximou do Amnezium.

— Queremos que você use seu poder para fazer com que todos se esqueçam que o Diadoro deixou de ser prefeito. – Disse o Gómez, contando o plano ao Amnezium.

— Sinto muito, mas meu poder apenas funciona em uma pessoa de cada vez. Será um pouco difícil usar em tanta gente. – Disse o Amnezium, ainda parecendo desanimado.

— É por isso que eu criei uma invenção que vai espalhar seu poder, te possibilitando fazer com que todos se esqueçam de uma só vez que o Diadoro não é mais prefeito. – Gómez explicou alegremente ao Amnezium.

— É mesmo? – Amnezium perguntou pensativo e depois começou a sorrir. – Tudo bem. Agora vamos até a sua invenção.

Mudando de cena:

Na manhã seguinte, Grinto estava na biblioteca, arrumando os livros nas estantes, até que ele vê o Serio sentado em uma cadeira, cabisbaixo e pensativo.

— O que está fazendo por aqui, Serio? Ainda não está na hora do treinamento começar. – Disse o Grinto se aproximando do Serio.

— É que eu precisava de um lugar para pensar. Desde que eu falei das novidades com a minha família, todos os meus parentes ficam discutindo sobre o que é melhor. E com tudo isso na minha cabeça, eu não consegui dormir direito, então resolvi vir para cá para poder pensar direito. – Serio explicou ao Grinto.

— E o que você quer fazer? – Grinto perguntou enquanto se apoiava em uma estante.

— Eu sinceramente não sei. Essa escola pode ser uma grande chance para mim, mas como eu posso deixar Nova Nitza? Os Combo Niños precisam de mim, quer dizer, se nós quatro não estivermos juntos, como vamos nos transformar? E eu também não sei se posso ficar longe por tanto tempo da minha família, de todos os meus amigos da escola, de você, do Cabeça Velha, do Paco, da Pilar e... Da Azul. – Disse o Serio ainda mais cabisbaixo. – O que você acha que eu devo fazer?

— Não sei se eu sou a melhor pessoa para você perguntar isso. Não seria a mesma coisa aplicar a mim o que está sendo aplicado a você. Não acha? Eu acho. – Disse o Grinto se aproximando do Serio. – Serio, tudo isso que você falou é verdade, mas agora você deve ver os seus motivos para ir e seus motivos para ficar, e ver quais são os que mais importam para você.

— Obrigado mestre Grinto. – Disse o Serio sorrindo.

De repente, Paco, Pilar e Azul entram na biblioteca.

— Oi Serio. Tudo bem? – Pilar perguntou enquanto os três se aproximavam do Serio e do Grinto.

— Tudo. – Disse o Serio sorrindo para os três.

— Se sente melhor? – Azul perguntou carinhosamente, se aproximando mais do Serio.

— Estou sim. – Serio respondeu, também carinhosamente.

— Já decidiu o que vai fazer? – Paco perguntou ao Serio.

— Ainda não, mas acho que estou prestes a decidir. – Disse o Serio sorrindo confiantemente.

— Saiba que, o que quer que você decida, estaremos te apoiando. – Disse a Azul sorrindo, aproximando o rosto do Serio e os dois se beijaram.

De repente o berimbau do Grinto, que estava apoiado na mesa dele começou a tocar sozinho.

— Parece que tem alguma coisa errada. É melhor vocês verem o que está acontecendo. – Disse o Grinto para os quatro, que concordaram e seguiram em direção ao centro da cidade.

Mudando de cena:

Enquanto isso, Diadoro, Gómez e o Amnezium estavam na cobertura onde o Diadoro morava, onde estava a invenção do Gómez, que era uma máquina enorme.

— Então essa é a tal invenção? – Amnezium perguntou, olhando firmemente para a invenção.

— Sim. Ela vai ampliar seus poderes para você poder fazer com que todos os habitantes de Nova Nitza se esqueçam de que o Diadoro não é mais o prefeito. – Gómez explicou ao Amnezium.

— E como funciona? – Amnezium perguntou curioso.

— Tudo o que você precisa fazer, é colocar o capacete que está do lado da invenção na sua cabeça e usar seus poderes. – Gómez explicou, mostrando o capacete ao Amnezium.

— Obrigado por me explicar. – Disse o Amnezium colocando a mão no ombro do Gómez. De repente, Amnezium segura o Gómez pelo ombro, com força e o joga na direção do Diadoro, fazendo com que o Gómez o atingisse e os dois fossem jogados para trás, caindo na ponta da cobertura.

— O que está fazendo?! – Diadoro perguntou assustado.

— Realmente você seria um péssimo prefeito. Colocar todas essas pessoas em perigo para você conseguir um titulo de habitante “superior”, me demonstra o porquê de você não ser mais o prefeito. – Disse o Amnezium pegando o capacete.

— O que você vai fazer? – Gómez perguntou assustado com o que poderia acontecer.

— Por acaso você sabe como o meu poder funciona realmente? – Amnezium perguntou, deixando o Gómez um pouco confuso. – Eu não retiro as lembranças das pessoas, eu as absorvo, me alimento das lembranças de cada pessoa, e assim que eu absorver todas as lembranças de todas as pessoas desse lugar, serei invencível. E assim que eu retirar qualquer lembrança dessas pessoas, que possa fazê-las tentar me enfrentar, eu poderei dominar esse lugar sem nenhum problema.

— Parado! – Paco exclamou e os quatro apareceram encima da cobertura do Diadoro.

— Cuidado pessoal, o Amnezium pode tirar qualquer lembrança de nós. – Disse a Azul, olhando para o seu rastreador.

— Amnezium. Está na hora de você voltar para o seu mundo. – Disse o Paco ao Amnezium.

— Não obrigado. Prefiro ficar por aqui. – Disse o Amnezium prestes a colocar o capacete, mas de repente Paco o atinge com um chute, jogando-o para trás, fazendo com que o Amnezium soltasse o capacete, que caiu no chão.

— Não o deixem pegar o capacete. Se ele usar vai tirar todas as lembranças de todas as pessoas da cidade. – Gómez alertou os quatro, que viram o capacete caído no chão, entre eles e o Amnezium, e viram que o Amnezium estava pronto para pegá-lo.

Assim que o Amnezium tentou pegar o capacete, Paco pulou na frente, pegando o capacete.

— Pilar! Pega! – Paco exclamou, jogando o capacete para a Pilar, que o pegou. Mas assim que a Pilar pegou o capacete, ela viu o Amnezium se aproximando rapidamente dela.

— Azul! Pega! – Pilar exclamou, jogando o capacete para a Azul.

— Serio! Pega! – Azul exclamou, jogando o capacete para o Serio.

Assim que o Serio pegou o capacete, o Amnezium se irritou e olhou firmemente na direção do Serio, até que, de repente, saiu um laser dos olhos dele, na direção do Serio, que se abaixou rapidamente, conseguindo desviar.

— Isso já é outra novidade. – Disse o Gómez ao ver o Amnezium atirando laser pelos olhos.

— Não pensem que absorver lembranças é a única coisa que eu sei fazer. – Disse o Amnezium sorrindo cruelmente, então ele começou a atirar laser na direção dos quatro, que desviaram, pulando para os lados.

— Precisamos tocar no símbolo do totem dele para podermos nos transformar. – Disse o Paco para os quatro, que continuaram a desviar do laser.

Enquanto os quatro desviavam, um jogava o capacete para o outro, para chamar a atenção do Amnezium enquanto eles procuravam pelo símbolo do totem, até que a Pilar viu o símbolo do totem da Azul na nuca do Amnezium.

— Azul. Na nuca dele. É o seu símbolo do totem. Vamos distraí-lo para você. – Disse a Pilar para a Azul enquanto os quatro continuavam desviando.

Ouvindo isso, Azul corre na direção do Amnezium, vendo que os outros o estavam distraindo. Assim que a Azul se aproxima bastante do Amnezium, ela pula na nuca dele e consegue tocar no símbolo do totem.

— Totem tocar, transformar! – Azul exclamou ao tocar no símbolo do totem, e os quatro se transformaram.

— O que? – Amnezium perguntou assustado ao ver os quatro transformados. – Você! – Disse o Amnezium irritado, olhando para a Azul, então ele pula na direção dela e se segura nela, fazendo com que os dois fossem jogados de cima da cobertura do Diadoro, mas Azul, conseguia voa aos poucos, mas também caia aos poucos por causa do Amnezium, que estava se segurando nela. – Por sua causa, agora vocês se transformaram e o meu plano está ameaçado. Então, por causa disso, agora você vai me ajudar a ficar mais forte.

— O que? – Azul perguntou assustada. De repente Amnezium coloca as mãos dos lados da cabeça dela e os dedos dele se grudam e depois ele aproxima o rosto da Azul, olhando firmemente nos olhos dela.

— Vou absorver suas lembranças para ficar mais forte, e vou começar por algumas das mais importantes. – Disse o Amnezium, fazendo com que os círculos nos olhos dele começassem a girar, enquanto ele olhava fixamente nos olhos da Azul.

Nesse momento, Pilar estava se segurando com os pés em uma ponta da cobertura do Diadoro, e se segurando com as mãos em outra ponta. Paco estava puxando ela para trás e Serio estava na frente dela. Assim que o Paco a soltou, Pilar jogou o Serio na direção da Azul e do Amnezium e, assim que o Serio se aproximou bastante, ele atinge o Amnezium com um chute, fazendo-o soltar a Azul e jogando-o para longe.

Depois Serio segura a Azul, que estava atordoada, e os dois começaram a cair em direção ao chão, mas assim que se aproximaram do chão, Serio, vendo um prédio bem perto deles, usou as garras de uma de suas mãos na parede do prédio, diminuindo a velocidade deles, até que chegaram ao chão.

— Tudo bem, Azul? – Serio perguntou a Azul, que estava conseguindo ficar de pé.

— Estou sim. Obrigada Serio. – Disse a Azul sorrindo para o Serio.

— Rápido pessoal, temos que aproveitar enquanto o Amnezium está caído no chão. – Disse o Paco enquanto ele e a Pilar desciam pelos prédios, até chegarem onde o Serio e a Azul estavam.

Então os quatro bateram com força no chão e se prepararam.

— Combo Niños, grande explosão! – Os quatro exclamaram e atingiram o Amnezium com a grande explosão e o prenderam no capacete da invenção do Gómez, que estava na cobertura. Depois disso, os quatro voltaram ao normal.

— Tudo bem com você, Azul? – Paco perguntou para a Azul, um pouco preocupado.

— Tudo. – Azul respondeu calmamente.

— Você deixou o seu namorado muito preocupado. – Disse a Pilar sorrindo para a Azul.

— Namorado? – Azul perguntou parecendo confusa.

— É. O Serio. – Disse a Pilar não entendendo a confusão da Azul.

— Do que está falando? O Serio não é o meu namorado. – Disse a Azul deixando os quatro um pouco assustados.

Ao ouvir isso, Pilar começa a se lembrar do poder do Amnezium.

— Azul. Por acaso você se lembra de enfrentarmos o Destroctos e tudo que aconteceu ultimamente? – Pilar perguntou curiosa.

— Claro que me lembro. – Azul respondeu sem entender a pergunta da Pilar.

— E você não se lembra de nada que possa ter acontecido entre você e o Serio? – Pilar continuou a perguntar.

— Como assim? O Serio e eu somos apenas grandes amigos. – Azul perguntou confusa.

— Paco. É melhor você e a Azul irem pegar o portal onde o Amnezium foi preso. Depois eu e o Serio alcançamos vocês. – Disse a Pilar para o Paco, que concordou e ele e a Azul seguiram em direção a cobertura do Diadoro.

— O que está acontecendo? – Serio perguntou para a Pilar.

— O Amnezium usou o poder dele na Azul, fazendo com que ela se esquecesse de que vocês dois começaram a namorar. – Pilar explicou ao Serio.

— O que?! Mas... E agora? – Serio perguntou assustado.

— Primeiro vamos levar o portal até o mestre Grinto, depois resolvemos isso, tudo bem? – Pilar propôs ao Serio, que concordou e depois os dois seguiram até a cobertura do Diadoro.

Chegando lá, os quatro procuraram pelo capacete.

— Estão procurando por isso? – Gómez perguntou, se aproximando dos quatro, com o capacete nas mãos, com o Diadoro logo ao lado.

— Talvez o Amnezium tenha razão. – Disse o Diadoro, chamando a atenção dos Combo Niños. – Talvez eu não seja um bom prefeito para essa cidade. Acho que já está na hora de parar de por em risco a vida do povo de Nova Nitza, sem contar que sempre que tentamos algo, eu e o Gómez acabamos sendo afetados de alguma forma por causa disso.

— E o que você pretende fazer? – Paco perguntou curioso.

— Acho que vou aproveitar o dinheiro que eu ainda tenho e vou viajar pelo mundo. Vou procurar algum lugar em que eu possa ser aceito sem precisar colocar vidas em risco. – Disse o Diadoro para os quatro.

— E eu também vou. Talvez eu encontre algum lugar onde eu possa fazer invenções mais úteis. – Disse o Gómez para os quatro.

— Bem... Boa sorte então. – Disse a Pilar sorrindo.

— E para ter certeza... – Disse o Paco andando na direção da invenção que o Gómez tinha feito para o Amnezium e atingindo-a com um chute, estragando um pedaço dela, fazendo com que ela parasse de funcionar.

Depois disso os quatro seguiram em direção ao salão de treino.

Mudando de cena:

Os quatro estavam no salão de treino se alongando, mas Serio estava em um canto pensativo, então Pilar se aproximou dele.

— Você contou para a Azul? – Pilar perguntou ao Serio.

— Não. – Serio respondeu cabisbaixo.

— Por que não? – Pilar perguntou preocupada.

— Você se lembra que tudo isso entre a Azul e eu aconteceu enquanto o mundo estava quase no fim. Certo? – Serio perguntou para a Pilar.

— Certo. – Pilar respondeu sem entender muito bem.

— E se a Azul apenas começou a sentir tudo isso por mim, pelo mundo estar quase acabando? – Disse o Serio para a Pilar, que não entendeu muito bem. – Deu para ver que em uma situação comum, a Azul apenas me vê como um amigo, mas foi necessário que ocorresse uma situação de desespero e medo para que ela começasse a sentir algo por mim. E se agora, que isso não está acontecendo, ela não aceitar ser a minha namorada. Eu fiquei tão feliz quando nós dois começamos a namorar, que eu fico com medo de tentar dessa vez e ela não aceitar, seria muito doloroso para mim.

— Mas você precisa tentar. – Disse a Pilar para o Serio, que continuou cabisbaixo.

— Já sei o que fazer. – Disse o Serio se levantando e seguindo até o centro do salão de treino. – Pessoal. Eu já tomei uma decisão. – Disse o Serio chamando a atenção de todos no salão de treino. – Eu vou para a França.

Nesse momento, ao ouvirem isso, todos ficaram surpresos, depois o Grinto se aproximou do Serio.

— Serio. Tem certeza disso? – Grinto perguntou curioso.

— Tenho. Agora não preciso mais me preocupar com a cidade, nem com os Combo Niños, já que o Diadoro e o Gómez não vão mais estar aqui para causar problemas. E agora não vão ser um problema para a Azul se eu for embora. – Serio explicou em voz baixa para o Grinto.

— Se essa é a sua decisão... Boa sorte. – Disse o Grinto sorrindo para o Serio, que sorriu de volta.

Mudando de cena:

No dia seguinte, no aeroporto, os cinco estavam lá para se despedir do Serio.

-Boa viagem, Serio. Assim que você voltar, se prepare para tomar uma surra, pois eu vou estar bem mais forte. – Disse o Paco apertando firmemente a mão do Serio, que apertou de volta, também firmemente.

— Vamos ver. – Disse o Serio sorrindo para o Paco.

— Boa viagem, Serio. Boa sorte na França. – Disse a Pilar abraçando o Serio, que abraçou de volta.

— Obrigado Pilar. Cuide para que o Paco não faça nenhuma besteira enquanto eu estiver fora. – Disse o Serio sorrindo para a Pilar, que sorriu de volta.

— Boa viagem, Serio. Lembre-se de tudo que eu te ensinei. E divirta-se. – Disse o Grinto bagunçando o cabelo do Serio.

— Obrigado mestre Grinto. – Disse o Serio sorrindo para o Grinto.

— Tome cuidado por lá. Não que eu esteja preocupado. – Disse o Cabeça Velha escondido em uma sacola que estava presa no bastão do Grinto.

— Pode deixar Cabeça Velha. – Disse o Serio sorrindo para o Cabeça Velha, que tentava não demonstra preocupação.

— Boa viajem Serio. Aproveite bastante a viagem. – Disse a Azul abraçando o Serio, que abraçou de volta enquanto uma lagrima corria por seus olhos.

— Obrigado Azul. Tome cuidado por aqui. – Disse o Serio sorrindo para a Azul, que sorriu de volta, também com uma lagrima correndo por seus olhos.

Depois disso, Serio entrou no avião e seguiu em direção a França, onde ficou por três anos.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Postarei o próximo capítulo até o dia 25 ou até as duas da manhã (no máximo) do dia 26. Até lá ;)