Notas iniciais
Mil anos depois, alguns dias atrás alguém comentou e me fez ver que eu quero saber o fim desse trem. Bom espero que eu não seja a única. Bejim!!!

Assim ficaram em silêncio por bom tempo. Até que escutaram um barulho do lado de fora da sala de Estevão.

Como quem acaba de dispertar-se de transe e se dá conta da situação em que esta Maria se vira para Estevão e diz:

— Meu Deus Estevão, o que acabamos de fazer?

— Nada que nunca tenhamos feito antes, essa sala é uma grande testemunha da nossa história de amor, caso você não se lembre, essa não é a primeira vez que isso acontece. — Diz ele apaixonado.

— Deus por que eu fiz isso? — Pergunta Maria retoricamente.

— É isso o que acontece entre casal que se ama! — Diz Estevão se aproximando de Maria, que se vestia naquele momento.

— Caso você não se lembre, fazem duas décadas que não somos mais um casal! — Disse Maria que naquele momento já estava completamente vestida.

— Nos olhos de Deus nos sempre seremos um casal!

— Para de brincadeira Estevão!

— E quem disse que estou brincando. — Disse ele chegando mais perto dela.

— Não faz isso! — Diz Maria com os olhos marejados. — Eu… Você e casado, o que eu fiz foi prestar o papel de sua amante, um papel que eu desprezo e que eu não posso e não quero me submeter a ser, é um papel tão desagradável e pequeno que eu jamais vou me prestar a cumprir, por ninguém! — Diz Maria ainda chorando.

— Maria… — Diz Estevão tentado se aproximar dela.

— Estevão, não me toque, nem se aproxime de mim!

—Mas Maria...

Ela não esperou ele dizer o que quer seja que Estevão iria dizer e retirou da sala dele se dizer nada.

Maria sai da sala de Estevão desolada, e quem quer que seja que havia feito o barulho que ela escutou enquanto ela e Estevão estavão juntos na sala dele, já tinha saído, pois quando ela saiu a empresa estava tão vazia quanto estava quando ela chegou. É quando ela finalmente se encontrará fora daquele lugar, ela pediu por um táxi que a levou para o seu hotel de onde ela não saiu pelo resto do dia. A dor pelo erro que ela cometerá era muito grande, tão grande que ela não compreendia como o deixou acontecer.

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Depois que Maria saiu Estevão não conseguia apagar de si a felicidade de haver estado com Maria novamente, e não entendia a reação de Maria depois de algo tão maravilhoso. Ele entendia que ela não gostava do fato dele estar casado com Ana Rosa, e esperava que Maria ja estivesse mais calma, mas a verdade é que ele não enxergava Ana Rosa como sua esposa, e por esse motivo nunca, jamais Maria seria vista por ele como só uma amante. Então assim que o dia de trabalho acabou ele foi vê-la.

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Quando Maria abriu a porta, ela esperava todo mundo do mundo, menos que Estevão estivesse ali naquele momento.

— O que você faz aqui? — Disse Maria assim que o vê.

— Como assim o que eu passo aqui, sou eu Maria, Estevão!

— Eu sei que é você, e por isso que eu quero que você vá embora! — Diz Maria com lágrimas começando a brotar em seus olhos, fazendo Estevão notar pelas primeira vez seus olhos inchados.

— O que aconteceu meu amor? — Diz Estevão chegando perto dela.

— Não chega perto de mim não Estevão, só vai embora, por favor sai daqui!

— Como assim? — Pergunta ele já fechando a porta atrás de si. — Nós precisamos conversar!

— Não nós não precisamos conversar, o que eu preciso é que você vá embora!

— Maria eu sei que você ficou chateada depois, mas foi tão maravilhoso o que aconteceu hoje entre nós você faz ideia da falta que eu sentia de ter você em meus braços!

— Para com isso o que aconteceu hoje foi um erro que não vai se repitir!

— Um erro, o que aconteceu entre nós não foi um erro, eu te amo, eu te amo e sei que você também me ama, eu te conheço Maria, se você não me amasse você não teria se entregado a mim, a nós daquela forma.

— E de que serve todo esse amor que você diz que sente, quando você é casado com uma mulher que não sou eu, tem um filho que… Nós ainda éramos casados quando você teve o Ângelo que nem quem é, ou o que aconteceu com a mãe eu sei, sua esposa está grávida, você me abandou por 20 anos, você me matou e substituiu, você não acreditou em mim no momento que eu mais precisava que você o fizesse, e agora você quer o quê? Que eu seja sua amante, você quer que eu dessa a esse nível, eu já estou no nível em que meus filhos pensão que eu sou prima deles e filha da Alba. E eu vou fazer isso por quê? pra quê? Pra ficar com um homem que não confia em mim, e em quem eu não confio? Eu acho que não né! Então só esquece o que aconteceu hoje, colocar pra trás e fingir que nunca existiu!

— Eu nunca vou me esquecer, ou fingir que isso nunca aconteceu, Maria eu sei que eu errei e muitos com você, e que o que eu estou pedindo…

— Então não passa Estevão! Você não quer esquecer, ou fingir que não aconteceu, não existe nada que eu possa fazer pra mudar isso. É desde de que você não converse nem comigo nem com ninguém sobre o que aconteceu essa manhã, não vai mudar em nada pra mim você se esquecer ou não, e desde que você entenda que nunca mais vai acontecer, que você entenda que nunca mais vai me tocar, ta tudo ótimo pra mim. Agora por favor vai embora! Me deixe em paz!- Fala Maria com a voz um pouco alterada.

— Maria…

— Vai embora antes que eu chame os seguranças!

— Tudo bem, mas eu ainda vou falar com você sobre isso, eu não vou desistir assim tão fácil, não de novo!

— Tchau Estevão! — E assim para a paz de Maria ele finalmente saiu.

Quando amanheceu o novo dia Maria ainda se sentia muito culpada pelo ocorrido da manhã anterior, e ela sabia que aquela culpa não iria ir embora facilmente, mas ela também sabia que ficar trancada em um quarto de hotel tão pouco ajudaria em algo, e sabendo que era sua intenção passar o resto de sua vida no México, ela decidiu que já estava na hora dela encontrar seu novo lar. Então ela se informou, e naquela tarde sairia para se encontrar com um agente mobiliário para encontrar sua nova casa.

Eram 13:00 horas quando Maria saia do hotel para se encontrar com o agente mobiliário, e como se aquele fosse um tipo de punição quando entrou no elevador se encontra com Geraldo Salgado.

— Maria, como sempre, linda! — Diz ele assim que a vê.

Ela usava uma calça de couro preto, uma blusa de mangas até o cotovelo creme, um colar de prata que ela havia feito, um salto vermelho, no seu rosto maquiagem não muito pesada com um batom nude, com seus cabelos soltos, com uma bolsa também preta não muito grande.

— Boa tarde! — Diz ela um tanto seca.

— Não sei se estou certo, mas eu tenho a impressão de que você não gosta muito de mim! — Diz ele tentando ser engraçado.

— Eu não o conheço! — Respondi ela sem muito interessante.

— Quer dizer que se você me conhecer, vai gostar de mim?

— Essa é uma pergunta que não posso responder.

— Uma vez que essa pergunta estiver com sua devida resposta, que será sim, você gosta de mim, você aceitaria sair pra jantar comigo? — Pergunta ele com um sorriso no rosto.

— Não! — Quando a conversa chegou ao fim eles já estavam na frente do hotel. — Agora se você me der licença eu tenho um compromisso.

E assim ela entrar em um táxi e vai em direção ao seu encontro com o agente mobiliário.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.