A Volta de Kratos
16 Capítulo 15 - A Cidade de Dis e a Heresia
Notas iniciais
Kratos arrebentou o muro da Cidade de Dis.
A cidade entrara em um caos súbito, Kratos não podia culpá-los, pois choviam blocos de pedra pela cidade, esmagando qualquer um na hora, uma nuvem de poeira encobria parte das ruas, impedindo qualquer um de enxergar a morte que vinda de Phylegas.
Infelizmente, ainda havia aqueles que podiam combater, os demônios que empunhavam cajados arremessavam fogo e esferas douradas e negras, os demônios e mortos-vivos que portavam arcos e mosquetes, alguns até utilizando armas mais modernas, como revólveres, rifles Winchester, e alguns manejando até mesmo armas automáticas da segunda guerra mundial.
Mas nada disso atingia o grupo enquanto se movimentavam com velocidade, até que Phylegas bateu a cabeça numa torre negra e caiu ao solo, nocauteado.
Kratos, Dante e Vergil, sem demora, desceram do Phylegas e correram, a montanha de demônios e almas gritando em pânico e caos os camuflava, mas três mortos-vivos arqueiros, portando arcos com flechas com a energia vermelha explosiva na ponta, bastante conhecida por Kratos, pois havia levado dúzias dessas flechas inúmeras vezes, os arqueiros fizeram mira.
Kratos simplesmente apontou para o telhado onde estavam e invocou o Relâmpago Infernal, detonando-o e fazendo os arqueiros caírem dentro da casa de pedra negra.
Dois Shades avançaram, Dante decepou um com um golpe poderoso, e o outro foi separado em dois com um arco para cima da Foice.
Então continuaram assim, Kratos nem mirava nos adversários, os demônios e almas se matavam, então Kratos simplesmente movia as Lâminas no seu padrão, esquerda, direita, esquerda, direita.
Cada movimento era uma morte, e Kratos absorvia a força vital delas, fazendo ficar mais rápido, forte e mais curado.
Dante girava a Foice e a Cruz, lançando descargas de energia azul e cortando inimigos, entranhas e sangue se espalhavam pelo chão, o cheiro de carne podre e sangue empesteava o ar, e por onde passavam, uma pilha de corpos e cadáveres se amontoava.
Eles passavam por tumbas e caixões em chamas, em pessoas sendo eternamente queimadas presas pelos pés por correntes, penduradas no teto como lustres, seus gritos de agonia rachavam o tímpano de Kratos.
Vergil disse:
– Esse é o Sexto Círculo do Inferno: A Heresia. Aqui ficam os pagãos e hereges, os sacerdotes das trevas podem continuar louvando seu deus das trevas aqui.
Então, foram avistados por três criaturas, demônios quase humano, exceto pela pele roxa e olhos completamente amarelos e serem mais magros do que o normal, vestiam mantos vermelhos e um chapéu de mago vermelho, e manejavam um cajado de madeira onde emanava energia púrpura, e na ponta do cajado, residia um crânio de um bode.
Vergil disse:
– Esses são os pagãos, que louvavam os Deuses Antigos.
Kratos perguntou:
– Como Rá, Zeus e Loki?
Vergil disse:
– Não, a não ser se eles desrespeitaram a religião cristã ou evangélica, nesse caso, eles param aqui, se respeitaram, eles vão para o Elísio, ou o equivalente do céu ou inferno.
Kratos perguntou:
– Então, mas que Deuses Antigos são esses?
Vergil disse com um ar sombrio:
– São entidades imortais e poderosas, mas não temos tempo para isso agora, explicar isso demora demais.
Os demônios já arremessavam esferas de energia, mas Dante bloqueava, e Kratos então avançou.
Um movimento das Lâminas esculpiu um “U” no pescoço do Pagão, fazendo sangue esguichar e ele cair, gorgolejando e agonizante.
Os outros ficaram espantados com a ousadia de Kratos, e Kratos agarrou as costas do Pagão mais próximo de si, e levou à barriga da criatura contra a Lâmina repetida vezes, girou a Lâmina e deixou as entranhas da criatura cair.
Quando Kratos deixou o corpo morto da criatura cair no solo, mas então o outro Pagão arremessou uma esfera de energia que atingiu a barriga de Kratos e detonou.
O cheiro de carne queimada infestou o ar, e Kratos foi arremessado e bateu as costas numa pilastra de obsidiana, a rachando.
Então Kratos pôs-se de pé com dificuldade, mas Dante já havia ceifado a vida do outro Pagão.
Logo, Kratos viu-se atacado por mais cinco criaturas, três legionários mortos-vivos e demônios esquelético usando mantos vermelhos, e empunhavam cajados com crânios, Vergil disse:
– Cuidado com o Herege, ele não é tão ágil quanto o Pagão, mas são mais fortes em questão de magias, sendo imune á elas.
Então os Hereges ergueram os cajados, e fizeram escudos de energia ao redor de todos, Dante arremessou um raio de três cruzes grandes contra os legionários mortos-vivos, mas não sentiram nada.
Kratos quase riu de desprezo, eles achavam que Kratos PRESCISAVA de magia para matá-los!
Então ele transformou as Lâminas nos Nemean Cestus e os abateu no chão com brutalidade, as pedras se elevaram cada vez mais, até se elevarem nos pés dos oponentes, eles subiram num silêncio perplexo e caíram com gritos de horror.
As criaturas se abateram no chão, um Herege e um legionário quebraram os pescoços, outro legionário quebrou a cabeça, e o restante quebrou todos os ossos do corpo, e o último Herege só quebrou o braço.
Mas um segundo depois, Kratos já estava sobre ele, e os levou ambos os Nemean Cestus, cada qual para cada lado da cabeça do Herege, estourando-a.
Logo, Kratos trocou os Nemean Cestus pelas Lâminas ao ver a outra sala.
Soldados mortos-vivos fortemente armados, minotauros, sátiros, Hereges, Pagãos, Shades e seres semelhantes á Shades, mas que utilizavam uma armadura enferrujada de bronze, Claymores e estavam em chamas patrulhavam o local.
Então Kratos e Dante entraram.
Dante utilizou aquele feitiço dele que corria rapidamente e deixava o gelo atrás dele, três Pagãos miraram nele com seus cajados, mas Dante girou, e no meio do ar, fez a mão brilhar com energia amarela, e Kratos ficou chocado ao ver que ele conseguiu jogar as cruzes douradas como as shurikens, e soube que aquele homem também adquiria os poderes dos inimigos derrotados.
As três cruzes atingiram os Pagãos no pescoço, eles gorgolejaram e caíram no solo, agonizantes e sofrendo de uma morte lenta.
Kratos girava as Lâminas, quebrando pescoços com as correntes, abrindo gargantas, decepando inimigos, revelando entranhas ao solo, até que no final, só restava cadáveres.
Kratos e Dante nem pareciam cansados, pelo contrário: O abate os fortalecia, e os deixava cada vez mais fortes e perigosos.
Então foram para o centro do lugar, e viram que uma estátua que se assemelhava á um minotauro empunhando um machado, e Vergil disse:
– Ele era somente chifres, mas sem cérebro.
Então Kratos reconheceu que minotauro era aquele.
Era O Minotauro, o verdadeiro, que Teseu havia matado no labirinto de Creta.
Kratos murmurou:
– Como?
Vergil respondeu:
– Lúcifer tem na posse dele todas as almas e coisas do Inferno, e desde que o Minotauro morreu, ele o controla.
Então Kratos começou á estudar a coisa.
A estátua segurava um machado, e na parede perto dele, havia uma corrente, que segurava uma ponte levadiça que os levariam para o outro lado.
Então Dante e Kratos se entreolharam e assentiram, sabiam o que devia ser feito.
Dante jogou a Foice, que atingiu a corrente duramente e a cortou com um estalido desagradável.
A ponte baixou, conectando ambos os lugares, e Kratos jogou a Lâmina, a corrente desta amarrou-se na Foice e a puxou de volta, e Kratos á entregou para Dante.
Então seguiram o caminho, e acabaram em um lugar plano de pedra imenso, com o céu vermelho com nuvens negras acima.
Kratos franziu a testa e perguntou:
– Onde estamos?
Vergil disse:
– Estamos em Dis, onde o Rei do Lugar reside.
Kratos perguntou:
– Quem é ele?
Uma voz horrível disse:
– Sou eu.
Kratos se virou na direção da voz, e avistou um ser dentro de uma cúpula de vidro, ele parecia um cérebro, mas tinha olhos negros e uma boca cruel com dentes afiados, dos vasos sanguíneos sangue escorria, mas não chegava á ser um fluxo, a cúpula era acoplada em meia-dúzia de pernas de metal, e no centro dela, uma metralhadora Gatling estava presa, de oito canos.
Kratos perguntou:
– Quem é você?
A criatura respondeu:
– Sou Spider Mastermind! Melhor prestarem as honras á mim ou morrerão!
Kratos disse friamente:
– Então venha me fazer te respeitar.
O Mastermindo começou á girar os canos da arma.
Então Kratos gritou:
– CUIDADO!
E empurrou Dante para detrás de uma pedra, e Kratos o seguiu, e então o solo onde estavam foi criavado de balas, onde tinham buracos para representar onde as balas haviam atingido.
Kratos rolou e evocou um Relâmpago Infernal, e o disparou, onde atingiu a parte metálica do Mastermindo, o raio arqueou e detonou, jogando o Mastermindo em um dos blocos de pedra, que se partiu ao sentir as pesadas partes metálicas o atingir.
O Mastermindo ergueu-se resmungando, e recebeu três cruzes douradas na fresta que conectava as pernas metálicas na cúpula, o Mastermind gritou de dor e ódio, e disparou inúmeras vezes.
Se Dante não tivesse a ombreira, o seu braço teria sido arrancado pela potência do impacto das balas, mas mesmo assim, Dante caiu no solo, e rolou deitado para a segurança da rocha.
O Mastermind começou á andar rapidamente para as pedras, e quando chegou lá, não encontrou nem Dante, nem Kratos.
Pois eles haviam saltado, Kratos com os Nemean Cestus, e Dante num golpe áereo da Foice.
Kratos atingiu os Nemean Cestus duramente na cúpula, e atingiu o cérebro, que era surpreendentemente duro, mas que certamente foi ferido, e Dante atravessou a Foice no cérebro.
O Mastermind gritou, e girou rapidamente, lançando ambos para as paredes, e quando atingiram-nas, a parede rachou, e eles se sentiram imobilizados pela dor.
O Mastermind disse:
– Nossa, que indecisão... Quem eu mato primeiro?
Então decidiu virar-se para Dante, e sorriu cruelmente, Dante achou que ia morrer.
Mas então, uma coisa aconteceu.
O Mastermind não pôde ver o míssil que cruzava os céus e atingiu-o duramente nas costas, e meio segundo depois, explodiu.
O Mastermind caiu no chão, de "joelhos" da perna mecanizada, e então ergueu-se, e se virou, perguntando:
– Mas que diabos...
Então recebeu um jato de plasma verde bem na cara, que se expandiu e detonou, e viu então a figura.
Era um homem de cabelos castanhos-escuro, íris castanhas, um colete de aço verde, calças militares negras e botas verdes, e utilizava luvas negras.
Mastermind arregalou os olhos e disse:
– Doomguy...
O homem continuou em silêncio e disparou mais uma esfera verde, que detonou-se na cara do Mastermindo, que recuou, realmente ferido, o Mastermind entrou em pânico e disse:
– Por favor, pare, e eu posso recompensá-lo...
Mas recebeu outro jato da armade aço, que quando Kratos viu, de uma tecnologia futura, a arma parecia um rifle pesado de aço, cheio de circuitos.
Então o Mastermind caiu no chão, certamente agonizante.
Ele olhou para o Doomguy que se aproximava dele e pediu:
– Piedade...
Doomguy disse enquanto trocava o rifle, que trazia do lado dele escrito: BFG 9000, por uma Shotgun Ithaca 37:
– Você não teve piedade da minha tropa, por isso, piedade não será concedida á você.
Ele mirou bem e estourou o cérebro com um disparo da Shotgun.
Kratos e Dante levantaram-se, e Doomguy olhou-os, e Vergil se materializou, Doomguy recuou assustado, com a Shotgun preparada e perguntou:
– Quem são vocês?
Dante disse:
– Meu nome é Dante Alighieri, ele é Kratos, e esse é Vergil.
O homem empalideceu e disse:
– O Fantasma da Esparta e o Homem que Matou a Morte e o poeta romano?
Dante assentiu e Doomguy murmurou:
– Meu Deus.
Ele guardou a Shotgun e disse:
– Meu nome é John Clayton, conhecido como Doomguy.
Kratos assentiu e disse:
– Certo John, o que faz aqui?
John ia dizer algo, mas então franziu a testa e perguntou:
– Estão sentindo esse tremor?
Dante e Kratos perguntaram em uníssono:
– Que tremor?
Então sentiram algo tremer, e viu o solo começar á rachar, e Dante gritou:
– CUIDADO!
Mas foi tarde demais, o solo rachou e abriu-se, formando uma imensa cratera que engolia parte da cidade de Dis, e viram que a rachadura partia de Phylegas, que caíra junto, certamente ele era pesado demais para a cidade ter aguentado.
E Kratos, Dante e Doomguy caíram junto.
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