A Volta de Go Mi Nam
15 Uma decisão sábia ou irresponsável?
Notas iniciais
Go Mi Nam caiu-se no chão após Shin Woo o soltar. Ele estava envergonhado por bater em Tae Kyung, querendo ou não, ele só queria ajudá-lo a tomar uma decisão correta. Shin Woo agachou-se em frente a ele para ver se o machucado em seu rosto havia sido forte.
Mi Nyu correu para amparar o irmão. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas estava preocupada com Go Mi Nam e correu para perto dele. Jeremy estava parado em frente a eles, como uma estátua, seu olhar era curioso ao mesmo tempo que também preocupado.
–Go Mi Nam! — chamou Jeremy, enquanto se aproximava dele. — Por que você quer sair da banda? E justo agora? É mesmo por causa da Yoo He Yi?
Ele respirou fundo. Seu olhar que estava distante, caído e por um lado parecia estar sentindo muita dor, fixou-se agora nele.
–Por que vocês não me contaram... que a aquela mulher que eu odeio é a mãe do Tae Kyung? A amante do nosso pai Mi Nyu? — ela arregalou os olhos, não só ela, mas todos ali estavam espantados. — Você Mi Nyu, teve contato com essa mulher por todo esse tempo e escondeu de mim, por quê?
–Eu... Oppa!
–Eu não quero ouvir. Se eu não posso confiar em você, em quem mais eu vou poder confiar?
–Quando... — começou Shin Woo — quando você descobriu?
–O empresário Ma me contou ontem à noite, após eu dizer para ele que ia sair da banda — ele respirou fundo. Não queria levantar aquele assunto novamente, era doloroso. Tudo o que ele queria era chorar pela morte de seus pais, mas seu orgulho sempre fora mais forte e preferia que as pessoas ao seu redor o visse sorrindo e não chorando. — A história de seguir a Yoo He Yi seria apenas a desculpa que eu ia usar. Eu sei que não preciso sair da banda para isso, mas a verdade é que eu entrei aqui pela minha mãe. E depois de tudo o que aconteceu e você passou — olhou serio para a irmã. Os olhos dele começaram a se encher de lágrimas, sem que ele percebesse. Enquanto os dela já as derramava há um longo tempo — vocês só precisavam me dizer. Eu já tenho dezoito anos, já posso entender isso.
–Você foi lá falar com ela? — perguntou ela sentando-se ao lado do irmão que já deixava suas lágrimas mancharem o chão.
–Fui. Eu estou com raiva de mim mesmo porque... eu não consigo odiá-la mais. Aquela mulher destruiu a nossa vida, mas ela me procurou pra contar toda a verdade.
–Oppa, eu fico feliz que você não esteja guardando esse ódio no seu coração. O que importa agora é sermos todos felizes.
Ele sorriu para irmã, quase como um pedido de socorro. Ele ignorou essa dor desde que descobriu que sua mãe estava morta. Agora seu coração queimava e a única coisa que ele conseguiu fazer, foi levar suas mãos aos seus olhos e cobrir as lágrimas que teimavam em cair como se seu coração estivesse sangrando. Mi Nyu, arrancou as mãos, de seu rosto e passou seus braços em volta do pescoço e encostou seu corpo no dele. Aquele abraço foi dado para salvar Go Mi Nam. Ela sabia exatamente que dor era aquela.
Go Mi Nam aceitou aquele abraço quente e demorado. Shin Woo e Jeremy ficaram parados sem saber o que fazer, somente os observando. Ele de repente limpou suas lágrimas, e levantou-se de uma vez, ajudando a irmã em seguida. Aquilo havia sido confortante e guardar aqueles sentimentos por tanto tempo, estavam o matando.
–Bom gente — ele sorria, parecia feliz. — Ah para de chorar Mi Nyu! — ele abaixou-se para tocar no cabelo dela e percebeu que haviam novamente poucas diferenças entre eles e que os roxos e cicatrizes do acidente não existiam mais. — Por que a gente não se diverte um pouco?
–Go Mi Nam você tem problemas, não é garoto? — comentou Shin Woo bagunçando o cabelo dele, fingindo estar irritado.
–Você vai mesmo sair da banda? — perguntou Jeremy preocupado, ignorando tudo ao seu redor. — O que Tae Kyung estava falando de quebra de contrato?
–Bom, quando eu entrei... quer dizer quando a Mi Nyu entrou no A.N.Jell ela assinou um contrato que dizia que eu deveria ficar na banda por dez anos até o contrato ser invalidado. Mas como só tem seis meses que eu estou na banda, se eu sair agora, vou ter que pagar uma multa de 286 milhões de won (aproximadamente 800 mil reais).
–Quê? — gritou Jeremy assustado. — E mesmo assim você quer sair?
–É o preço que eu tenho que pagar. Eu queria um tempo longe para organizar meus pensamentos, mas o presidente se recusou a me dar esse tempo, porque a gente vai continuar a turnê no mês que vem.
–E você vai sair assim? E se você se arrepender? — perguntou Shin Woo com a voz branda e calma.
–Pelo menos vamos ser amigos. A banda... serão boas memórias dela.
–E não existe nenhuma outra forma de você pensar e ficar na banda?
–Não tem como eu estar em dois lugares ao mesmo tempo.
–Tem certeza? — comentou Shin Woo jogando verde, olhando diretamente para Mi Nyu.
–Bom — Go Mi Nam e Jeremy entenderam a mensagem. Mi Nyu estava ficando confusa com a situação — isso só seria possível se houvesse alguém para ficar no meu lugar.
–Pena que eu não conheço ninguém — comentou Jeremy.
–Se houvesse alguém.
–Eu sei o que vocês estão fazendo! — gritou nervosa. — Não vai funcionar!
–Mi Nyu, quando você vai tirar esse gesso?
–Amanhã, mas... — inflou as bochechas e disse apertando os olhos — eu não posso ficar mais no seu lugar Oppa! É muito difícil para mim. Você é um garoto.
–É verdade — ele virou-se de costas e com uma voz dramaticamente falsa, e disse: — eu espero que você me apoie quando eu estiver separando lixo para pagar a minha dívida...
–Está bem! — aceitou ainda confusa se realmente deveria fazer isso. — Mas eu não quero ficar tanto tempo como da última vez.
Ele sorriu animado. Embora ainda estivesse vermelho e com o rosto molhado, era evidente que ele estava feliz. Ele envolveu seus braços em volta da cintura dela e abraçou-lhe forte. E após dar-lhe um peteleco na testa de Mi Nyu, ele disse empolgado:
–Corte o seu cabelo mais curto que mês que vem eu estou de volta — soltou-a rapidamente e correu em direção as escadas. Os outros conseguiram pará-lo com apenas algumas palavras:
–Para onde você vai?
–Para os Estados Unidos, aonde mais vocês acham?
Ele saiu correndo para o seu quarto, em seguida. Todos presumiram que ele já foi fazer suas malas. Estava realmente empolgado com o que viria pela frente. Ela voltaria a se passar por seu irmão novamente. Embora sentisse estranha em se passar por um homem, se seu irmão não tivesse lhe dado aquela situação antes, ela não teria conhecido o amor e não teria memórias tão boas como teve ao lado daqueles rapazes. E no fundo, esperava ter, no futuro, lembranças boas com Yoo He Yi também.
–Mi Nyu! Ele tem problemas? — perguntou Jeremy preocupado. Ela sorriu e respondeu:
–Não se preocupe, é apenas o jeito do Oppa. Ele nunca revela esse outro lado dele que vocês viram agora. Ele teve que ficar assim desde a época do orfanato para me defender. Espero que ele fique bem nesse tempo longe, que ele se encontre como eu me encontrei.
–Acho que ele tomou a decisão certa. Está na hora da gente encerrar esse capitulo e virar a página — comentou Shin Woo com seu olhar sábio.
Tae Kyung chegou logo em seguida. Encontrou os três na cozinha tomando chá. Seu rosto ainda estava machucado, mas ele havia limpado seus ferimentos em algum lugar. Ele queria conversar com Go Mi Nam, sobre a briga. Estava sério e com algumas folhas de papel nas mãos. Ele foi direto para o quarto do rapaz. Entrou sem bater. O garoto estava deitado na cama com o fone de ouvido. Ainda não havia sequer se preocupado com seus ferimentos.
–Go Mi Nam! — foi em direção a ele e jogou as folhas sobre a cama. — Por que você não me contou que você foi falar com a minha mãe?
–Porque eu fui atacado assim que cheguei — fechou os olhos para aproveitar a música.
–O que ela disse para você?
–Nada demais, somente o que ela deveria ter dito há um longo tempo.
–Eu... eu não vim aqui te incomodar, só vim trazer isso aqui para você — apontou para as folhas. Go Mi Nam levantou-se curioso. Assim que olhou o que era, ficou assustado.
–Você! Como você conseguiu isso?
–A minha mãe tinha guardado com ela. Espero que isso te ajude a decidir o que realmente quer. Se você sair do A.N.Jell, pelo menos você tem isso com você.
Tae Kyung preparou-se para sair do quarto, quando Go Mi Nam o chamou, levantando o tronco e permanecendo sentado:
–Tae Kyung! Me desculpe por te socar! Eu...
–Não se preocupe. Eu te entendo. Eu estava furioso e, você confuso com essa história. E pensando bem, eu também faria o mesmo se você ofendesse a Mi Nyu na minha frente...
Os dois sorriram ao mesmo tempo. Go Mi Nam levantou-se, ainda com as folhas em suas mãos. E estendendo sua mão, ele disse com um olhar sincero:
–Então, está tudo bem entre nós?
–Sim. Contanto que você não resolva aprontar de novo.
Apertaram ambas as mãos com um olhar sincero um para o outro. Alguém de repente bateu à porta e entrou em seguida. Era Mi Nyu preocupada com eles. Tae Kyung resolveu ir ao banheiro por um instante e já que no quarto de Go Mi Nam havia um, não hesitou em ir lá.
–Vocês brigaram de novo, não é?
–Claro que não! — respondeu com um belo sorriso.
–O que é isso Oppa?
–São as músicas que o nosso pai escreveu.
Ela pegou com delicadeza as folhas e olhou admirada, eram todas manuscritas e aquela letra era realmente a de seu pai. Embora pequena, ela havia guardado um poema consigo a vida inteira com a letra dele.
–Você tem certeza que foi o papai que fez essas músicas? Eles me disseram que as músicas dele se perderam.
–Dessas eu me lembro e é a letra dele também. Mas essas sobraram porque fui eu que pedi para aquela mulher guardar, quando ela foi nos visitar no orfanato pela última vez.
–Oppa, eu espero que você volte feliz dos Estados Unidos. Estou torcendo por você. Ela vai dizer sim — ela cruzou os dedos e sorriu. Os olhos dela brilhavam.
–Você é tão fofa! Você acha que vai ficar bem no meu lugar?
–Eu...
–Como é? — perguntou Tae Kyung com os olhos arregalados, agora era ele quem estava furioso. — Você vai deixá-la no seu lugar? De novo? Você pirou?
–Hyung acho melhor você se acalmar, é só por um tempo e...
Go Mi Nam saiu correndo, jogando todas as folhas sobre os dois, com a intenção de ganhar tempo. Tae Kyung tentou correr atrás dele, mas Mi Nyu o segurou. Ele irritado virou-se para ela e disse:
–Dá para acreditar em uma coisa dessas? Ele é mesmo um irresponsável.
–Tae Kyung deixa eu ficar no lugar do Oppa!
–Você está maluca? É arriscado. Quer acabar com a carreira dele de vez?
Ela inflou as bochechas como fazia e olhou para ele com os olhos levantados. Aquela pose era fofa e ele não conseguia manter sua pose de durão. Passou a língua por baixo dos lábios, elevando-os, fazendo uma espécie de bico.
–Pelo menos assim eu não vou ficar o mês todo longe de vocês... de você!
Ele não conseguiu manter-se firme e sorriu, mas ainda não concordava com a ideia.
–Por que você sempre faz isso comigo?
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