A Volta de Gioca
1 Gioca Voltou
Notas iniciais
Depois de se despedir de Gioca, Manigold volta para o santuário com Albafica. Anos se passam e Gioca cresce e vira uma moça linda e leve uma vida honesta como prometeu a Manigold.
Gioca muda seu nome, para começar sua nova vida.
— Agora que consegui a máscara, só falta reencontrar Manigold. Mas onde será que fica o Santuário?
Gioca voltou para Veneza, e por lá descobriu como chegar no santuário.
Na Grécia ela se instalou em uma pensão para poder descansar da viagem. Curiosa ela perguntou sobre o Cavaleiro de Câncer.
— Moça, sabe como eu posso encontrar o senhor Marigold?
— Não. Ele vive no santuário e nós não podemos ir até lá — A mulher responde.
— Obrigada.
Decepcionada Gióca pensa em desistir.
— Ei garota, talvez eu possa te ajudar. Como você se chama? — Uma voz chama a atenção de Gioca.
— Me chamo... Hanae — Gioca diz outro nome, para que parecesse mais com ela — E você?
— Me chamo Temari.
— Como você pode me ajudar, Temari?
— Eles passam aqui em Rodório de vez em quando.
— E como vamos falar com ele?
— Posso te apresentar à ele. Venha, vamos passear um pouco — Elas começam a andar — O que exatamente você quer com o Manigold?
— O conheci anos atrás e prometi que voltariamos a nos ver quando eu conseguir se a máscara. — Gioca responde.
— E que máscara é essa? — Temari começa a investigar.
— Nada demais. Algo de família. Como vai me ajudar com o Manigold?
— Sou a noiva dele?
— N-noiva dele? — Gioca pergunta desapontada — E como o conheceu?
— Através da minha irmã. Foi amor a primeira vista. Seu jeito alegre me cativou. Olha ele ali! — Ela apontou para ele — Manigold!
— Olá, Temari — Disse Manigold — Como está?
— Estou bem, meu amor. Como se sente a poucos dias do casamento?
— Estou... Err... Quem é essa com você? — Ele muda de assunto.
— Ela é a Hanae. A conheci aqui perto. Ela estava te procurando.
— Sério? — Manigold pergunta com um olhar curioso para Gioca — Eu te conheço de algum lugar, Hanae?
— Não se lembra de mim, Manigold? — Gioca pergunta triste.
— Deveria? — Ele responde com outra pergunta.
— Não! Err... Eu tenho que ir, tchau — Gioca sai triste achando que Manigold havia se esquecido de sua promessa.
— Quem era ela, Temari? — Manigold havia ficado intrigado com a bela moça de cabelos escuros.
— Não sei. Acabei de a conhecer. Pelo menos sei que ela não quer te tirar de mim — Temari abraça Manigold e lhe dá um beijo.
Gioca estava chorando, talvez aquela promessa de Manigold a tenha feito ter esperanças de algo.
Ela caminhava sem nem perceber por onde ia, quando esbarra em alguém.
— Cuidado! Você pode se machucar — Disse uma voz conhecida.
— Albafica! — Disse Gioca feliz por ver o cavaleiro.
— Gioca?! — Ele diz surpreso — Como nos encontrou?
— Eu disse que nos veríamos de novo — Ela sorri tentando disfarçar as lágrimas de minutos antes.
— Porque estava chorando? — Ele pergunta intrigado ao notar a tristeza dela.
— Não foi nada.
— Você viu o Manigold?
— Sim. Mas ele não se lembrou de mim.
— Sério? Isso explica muita coisa, então.
— Quando ele casa? — Ela estava curiosa.
— Em poucos dias.
— Como foi isso?
— Em uma noite, ela havia ido a uma festa do vilarejo com a irmã, e foi nesse dia que pegaram os dois aos beijos, e disseram que ele a desonrou e teriam de casar. Ele nega isso, mas não podemos fazer nada.
— E porque ela mentiria com isso?
— Porque desde muito nova, ela tinha obsessão pelo Manigold.
— Pobre Manigold — Ela diz com pena dele.
— Lá vem ele — Albafica alerta.
— Vejo que já conheceu a Hanae, Albafica — Diz Manigold ao se aproximar.
— Hanae? — Albafica pergunta confuso, entendendo logo em seguida — Ah, sim. Claro!
— Porque está triste, Gioca? — Manigold pergunta deixando a morena surpresa.
— V-você se lembrou? — Ela pergunta.
— Claro! Nunca me esqueci. Me desculpe pela Temari. Sei que prometi namorar com você, mas tive problemas...
— Eu já soube. E aliás, você não acha que eu namoraria você, né?
— Claro que não! — Ele diz sorrindo.
— Grr... Como você é irritante, não sei como ela te aguenta.
— Porque sou um amor, claro! — Ele responde ainda zombando dela.
— Eu vou descansar. Adeus, Manigold. — Gioca diz se retirando, mas Manigold a segura pelo braço.
— Eu jamais me esquecerei do que te prometi, Gioca. Sei que um dia dará certo.
— Não diga bobagens!
— Você está muito linda — Ele diz e logo ela vai embora.
Ao chegar na pensão onde havia se hospedado, dá de cara com quem menos queria, Temari.
— O que você quer com o Manigold? — Ela pergunta brava.
— Ele é meu amigo.
— Ele me deixou sozinha pra ir atrás de você. Quem é você, Hanae?
— Amiga do Manigold. Agora chega de interrogatório.
— Se você tiver algum interesse no Manigold, pode esquecer, porque ele já é meu — Temari avisa.
— Se eu o quisesse, já o teria. Agora me deixe em paz, Temari — Gioca diz e vai para seu quarto.
— Isso não vai ficar assim. Vou destruir essa tal.
Continua...
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