A Volta - La Madrasta

4 capítulo terceiro - Os irmãos San Roman


A empresa estava na ruína e a falência já era certa se não houvesse alguém para ajudar Heitor a gerir o negócio que o pai deixou para ele e os irmãos e que as tias fizeram questão de deixar para lá e quase faliram as empresas San Roman, os irmãos não suportavam mas discutir com as tias todos os dias e uma medida drástica foi tomada por Heitor o irmão mais velho.

Heitor: gritava — você nos odeia e tudo por causa dos nossos pais, o que fizeram?

Alba: se casaram e tiveram três filhos e os deixaram órfãos para eu e Carmen criar.

Heitor: não temos culpa se eles morreram.

Alba: você Heitor é como a sua mãe, insuportável e Estrela é ainda pior, mas Ângelo é o mais intragável por ser uma mistura de ambos.

Heitor: odeia tanto meu pai, mesmo ele sendo seu sobrinho?

Alba: o odeio, por ele ter sido um insolente e ter deixado a família para se casar com aquela cachorra da sua mãe.

Heitor: não fale da minha mãe sua velha vagabunda — levanta o braço como se fosse bater nela, mas logo abaixa.

Alba: ia bater em mim idiota?

Heitor: até ia... mas não vale a pena — olha a escada e vai ajudar os irmãos — me dá isso Estrela que deve estar bem pesado.

Estrela: valeu maninho — sorri docemente — você e ela tavam brigando?

Heitor: sim Estrela — fala triste — nos odeia e não vou continuar aqui, vamos pra nossa antiga casa.

Angelo: vinha logo atrás para ao escutar o irmão falar isso e vai logo questionando — e porque vamos para lá? Podíamos alugar um apartamento pequeno pra gente.

Heitor: porque a casa fica perto das empresas e eu não ia ter grana suficiente pra alugar um apartamento no centro.

Estrela: vamos ter que arrumar toda a casa que deve ta um lixo.

Angelo: mas eu não queria ir, só que também não vou ficar separado de vocês.

Heitor: então vamos lá, a mansão San Roman nos espera pra uma faxina geral e pra morar de vez — sorri e olha os irmãos — eu tive aquele sonho com os nossos pais e eles pediam pra proteger vocês de todos os perigos.

Estrela: eu queria lembrar deles, mas não temos fotos porque aquelas bruxas mandaram queimar tudo.

Angelo: eles morreram tão longe que não conseguimos nem visitar o túmulo deles.

Heitor: ta tudo dando errado pra gente, e parece que com o tempo só piora.

Estrela: não vamos nos dar por vencidos.

X: pra onde pensam que vão os nojentinhos?

Heitor: suspira — era do o que faltava.

Estrela: o que quer? — estava ao lado de Heitor.

Angelo: o que você quer Carmem? — serio encarando a tia — vamos sair desse inferno.

Carmen: dá uma gargalhada debochada — isso pra mim é a melhor notícia que vocês me dão em anos.

Angelo: você é tão amarga, sua mal amada velha sem coração, sua bruxa — falou com raiva.

Carmen: aí, eu estou tão magoada meus sobrinhos — fala fingida.

Heitor: vamos lá gente — foi saindo com os irmãos.

Carmen: vocês vão pra lama e vão clamar por ajuda, nojentinhos San Roman.

Angelo: eu vou voltar pra socar essa sua cara de velha enrugada — vai pra cima da tia.

Heitor: Angelo não faz isso — segura o irmão — ela não merece que você faça isso.

Estrela: vamos meninos — olha assustada pra eles.

Angelo: vamos Estrela — dá uma última olhada na tia.

Carmen: adeus, até nunca mais seus entulhos San Roman — dá uma gargalhada.

Os irmãos saem e pegam um táxi, os irmãos mais novos estranharam o fato de estarem indo de táxi, não entendiam já que Heitor tinha um bom carro.

Angelo: porque estamos indo de táxi Heitor?

Heitor: tive que vender o carro pra tirar a gente daquele lugar — abaixa a cabeça se sentindo derrotado.

Angelo: você vendeu seu carro? Mas você amava ele.

Estrela: era o seu xodó meu irmão — falou surpresa.

Heitor: mais vocês são meus irmãos, minha maior responsabilidade.

Estrela: abraça o irmão chorando — você é o melhor, nossos pais sentiriam muito orgulho de você.

Angelo: sentiria mesmo irmãozão — abraça Heitor.

Estrela: vamos ter que fazer a faxina do século sozinhos — rir — mas tudo isso é melhor que ficar com aquelas velhas bruxas.

Angelo: com certeza Estrela — fala rindo.

Heitor: vocês são de mais — rindo junto aos irmãos.

Chegando na mansão se depararam com uma casa fantasma cheia de lixo e folhas e muita poeira, teriam tanto trabalho. A casa estava totalmente revirada como se alguém tivesse procurado algo e não tivesse achado ou se achou levou consigo.

Heitor: vamos começar com os quartos?

Angelo: é melhor mesmo.

Estrela: caramba, isso tá muito punk meninos.

Heitor: vamos lá gente.

A faxina foi cansativa e trabalhosa, no fim do dia os irmãos estavam no sofá um por cima do outro cansados e sem força.

Estrela: me fala que tem algo pra comer nessa casa...

Angelo: Heitor?

Heitor: nada meus amores, vamos ter que sair e comprar.

Estrela: mais ta chovendo, como vai ser agora?

Angelo: vai derreter maninha — fala rindo.

Heitor: esperamos a chuva diminuir pra irmos comprar algo pra comer.

Estrela: me dá uma tristeza de viver sozinha sem nossos pais — falou triste.

Heitor: se nossas tias fossem pessoas boas não sentiríamos tanta falta dos nossos pais.

Angel: bondade não existe no dicionário daquelas bruxas velhas.

Heitor: verdade Angelo e o pior é que nem sabemos o que aconteceu no passado.

Estrela: você sabe e elas não deixam de falar, que a culpa foi dá nossa mãe.

Heitor: isso é mentira delas, vocês não caíram nisso né.

X: entra na mansão — quem são vocês? — olha os três irmãos.

Y: amor aqui não mudou nada — entrando logo atrás dele olha os garotos e para — vocês são?

Heitor: eu sou Heitor San Roman e esses são meus irmãos, Estrela e Angelo.

X: eu sou Estevão San Roman e essa é minha esposa Maria, donos dessa mansão.

Maria: vocês são filhos de Adalberto e Montserrat? — falou com a voz embargada.

Angelo: sim, mas como vocês são os donos?

Estrela: foram aquelas bruxas velhas que venderam e que nunca falaram.

Estevão: bruxas velhas? De quem falam?

Heitor: Alba e Carmen San Roman — falou entre dentes.

Continua...