A Volta - La Madrasta
7 capítulo sétimo - O Amigo
Notas iniciais
Já era fim de tarde e os dois ainda estavam na sala, totalmente nús no sofá abraçados e aos beijos e carícias, faziam juras de amor, agora estavam juntos nada ia separar os dois, felizes por ter os filhos juntos agora restava provar a inocência de ambos.
Maria: só queria saber como estão as coisas com nossos amigos?
Por muito tempo esperou os amigos visita lá na cadeira, mas isso nunca aconteceu nenhuma carta nem nada do tipo.
Estevão: eu só quero nossos filhos — desviou do assunto — o que eu mais queria era a Bia com a gente — deslizava os dedos nos braços dela sentia a pele delicada dá mulher — quero nossa menina mais nova junto dá gente.
Maria: ela preferiu Aruba, mas ainda espero que troque de ideia e venha pra gente — seu coração de mãe pedia a filha perto, mas respeitava a decisão dá filha.
Estevão: quando vamos falar dá Bia prós meninos? — beijava o ombro dela com carinho — digo isso porque são irmãos e tem o direito de viverem juntos.
Maria: eu penso que em breve ela já vai está com a gente... vamos nós acomodar na mansão, os meninos ainda estão se acostumando com o fato dos pais estarem vivos — estava preocupada com a reação dos filhos mais velhos.
Estevão: temos que arrumar a sala, deixei uma bagunça — buscou a boca dela e lhe deu um beijo apaixonado desfrutando dos lábios de sua esposa, se separou com um sorriso bobo olhando ela — apesar de que aqui tá uma delícia com você.
Maria: se aconchega mais nele — ta tão bom aqui amor — falou manhosa — não quero sair daqui.
Estevão: mais eu to apertado nesse sofá — falou com certo desconforto — vamos lá amor.
Maria: você é um grandão mesmo — se esfregou mais no corpo dele e levanta — já falei que você está um gostoso meu grandão — sai de perto dele rebolando pra provocar Estevão e vai vestir a roupa.
Estevão: pega a roupa e se veste — vamos arrumar isso agora.
Entre beijos e amassos os dois arrumaram tudo em dez minutos, eles já estavam prontos pra sair quando um homem entra na sala e olha os dois com espanto e medo como se tivesse visto um fantasma.
Estevão: Demétrio? — se aproxima quando vê ele pálido — tudo bem?
Demétrio: vocês estão mortos? — respira fundo e olha Maria — isso só pode ser um sonho.
Maria: como assim estamos mortos? — estranhou o comentário, já que achava que os amigos sabiam dá prisão — você está louco.
Estevão: ele tá de brincadeira, pra infelicidade de alguns estamos mais vivos que nunca — o olha e sorri.
Maria: Estevão ele não tá bem — olha o amigo pálido — acho que isso não é brincadeira meu amor.
Demétrio: isso só pode ser um sonho — toca em Maria e acaba desmaiando de nervoso.
Maria: ESTEVÃO... — olha assustada.
Estevão: coloca Demétrio no sofá — ele já vai acordar.
Maria: e se não acordar? E porque teve esse susto? — agora tudo tinha se tornado confuso.
Estevão: ele vai acordar amor, relaxa — por dentro estava com um pouco de medo pelo amigo.
Demétrio: abre o olho — eu agora tive um sonho... — olha os dois na sua frente e se assusta — mas o que estão fazendo aqui?
Estevão: trabalhando... E o que você tá fazendo aqui? — foi simples e direto.
Demétrio: Alba e Carmen nos falaram que vocês estavam mortos — os olhou ofegante, aquilo que ele estava surreal de mais para ele — um acidente de carro em Aruba, foi fatal.
Maria: por isso nunca recebemos uma visita deles — olha Estevão séria.
Demétrio: visita? Mas porque? O que aconteceu? — o nervosismo estava misturado a confusão.
Maria: ele não sabe de nada mesmo Estevão — toca a mão do marido com carinho.
Demétrio: não sei o que? — os olhou confuso — do que estão falando?
Maria: do que aconteceu em Aruba Demétrio — suspirou.
Estevão: do que minhas tias fizeram comigo e com a Maria.
Demétrio: Alba e Carmen apenas nos informou do acidente, nunca consegui localizar a cova dos dois, só únicos que encontrei foi Adalberto e Montserrat então eu tive que voltar — levantou e se explicava gesticulando.
Maria: nossa história é bem mais complexa Demétrio é melhor sentar pra escutar.
Ele senta e escuta toda a historia e como aconteceu tudo aquilo com eles, a viagem e como foi parar no quarto de Patrícia que já estava morta a confusão na prisão dos dois a pena jurídica que ambos receberam, a verdadeira realidade desses vinte anos ate a liberdade de ambos.
Demétrio: aquelas bruxas velhas miseráveis — estava com raiva, tudo que os amigos passaram e ele não pode ajudar — elas deviam estar queimando no inferno.
Estevão: não vamos mais falar daquelas mulheres — ele estava com medo de não conseguir conversar com as tias sem ter uma crise.
Demétrio: onde estão vivendo? os garotos já sabem de tudo?
Maria: estamos na mansão e sim, nossos filhos já sabem de tudo, eles aceitaram muito bem graças a Deus.
Demétrio: mas não aceitar pais como vocês seria quase impossível.
Estevão: apesar de nosso passado ser um pouco turbulento nossos filhos nos aceitaram de todo coração e isso da força pra mim e para Maria de provar nossa inocência.
Demétrio: mas eu estou aqui pró que der e vinher, vocês são meus amigos, ajudarei a descobrir quem é o verdadeiro assassino.
Maria: obrigado, provar nossa inocência vai ser o mais importante por agora.
Demétrio: e eu vou ajudar, já falei, nem precisam pedir — sorri mais aliviado — nem imaginava em rever vocês.
Maria: você sempre foi um grande amigo dá família — olhou Estevão e sorriu carinhosamente — vamos meu amor? Demétrio espero não perder o contato meu amigo — abraçou Demétrio.
Estevão: vamos manter contato, vou precisar de ajuda na empresa — aperta a mão dele e lhe dá dois tapinhas nas costas.
Demétrio: claro que ajudo, foi bom ver vocês novamente — sorriu agradecido e sai da sala deixando o casal a sós.
Maria: vamos ter que explicar que estamos vivos pra muita gente meu grandão — se aproximou dele e segurou ele pela gravata, descendo o rosto dele pra perto do dela — já viu que somos mortos vivos?
Estevão: somos — dá um beijo rápido nela — mas eu amo minha mulher morta viva — segura a cintura dela juntando seus corpos — você tem planos pra amanhã? Eu quero te ver de biquíni — beijou um lado do pescoço dela e depois beijou o outro lado alternando até que termina com um beijo na boca de tirar o fôlego.
Continua...
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