A Volta Da Cerejeira.
17 Designada
Notas iniciais
Estava morrendo de saudades de vocês e de postar a fic, vocês não tem ideia de como tem sido esses últimos dias, enfim...sem mais delongas capitulo novo.
Boa Leitura
No Capitulo Anterior
–- Está bem – Virei os olhos em sinal de reprovação, dei um leve beijo em Sasuke e entrei sendo seguida por Kakashi e Tsunade, Jiraya entrou por ultimo fechando à porta a chave e logo sentou a mesa em minha frente já falando.
–- Então vamos aos negócios!
...
–- Vamos aos negócios meu lindo – Disse sorrindo e me jogando na cadeira – O que deseja mestre!
–- Pare de brincadeiras Sakura, o assunto é serio! – Jiraya disse nervosamente, decidi que estava na hora de mudar de tom também.
–- Você quer que eu fique como Jiraya? – Perguntei friamente -- Tensa, preocupada, morrendo pelos cantos só porque a coisa é séria? – Bufei e logo apoiei meus cotovelos em sua grande mesa – A coisa é sempre séria, então diga logo. – Minha voz saiu mais dura do que pude controlar e logo vi Jiraya arrumar-se na cadeira e iniciar seu discurso.
–- Primeiro, eu e Kakashi hoje cedo fomos atrás dos agentes que sabiam da cor de cabelos de sua mãe, nenhum deles tem qualquer envolvimento com o Orochimaru, analisamos ficha por ficha e fomos pessoalmente conversar com cada um que continua vivo, afinal você sabe o que aconteceu com muito agentes daquela época.
–- Sei sim – Respondi baixando os olhos, lembranças tristes assolavam todas as vezes que me lembrava daqueles incidentes envolvendo a Hyuuga.
–- Eram poucos, mas nos certificamos que nenhum deles tem qualquer ligação com o transformista do Orochimaru e sua serva Kabuto – Concluiu Kakashi em tom descontraído.
–- Ótimo – Disse pensativa – Mas pensemos nisso depois, muitas informações. Vamos agora à missão.
–- Fale logo Jiraya, a menina precisa partir – Tsunade cutucou o marido.
–- Preciso que você vá a um deposito Sakura, lá você encontrara uma quadrilha de traficantes de entorpecentes, pelo que sei não são muitos – Jiraya levantou-se pegando uma pasta transparente em mãos – Mas o chefe deles estará hoje por lá.
–- Onde fica? – Perguntei diretamente
–- Em Konoha, vocês voltaram para casa imediatamente, se aprontaram e às 18h saíram em missão oficial, eu e os demais sairemos daqui depois de vocês.
–- Certo! – Suspirei voltando a me esparramar na cadeira – Apenas isso?
–- Aqui está à ficha do chefe deles, velho conhecido de vocês – Me entregou a pasta, quando olhei a foto um sorriso satisfeito surgiu em meus lábios.
–- Não acredito que nos encontraremos novamente – Sorri e mostrei a Kakashi que sorriu comigo – Shino, Shino, me aguarde meu bem, que dessa vez andando você não sai! – Me levantei com a pasta ainda em mãos e sai da sala rapidamente, precisava arrumar minhas coisas para partir. Já estava nas escadarias quando ouvi Jiraya andar rapidamente e chamar meu nome, todos estavam na sala e olharam para nossa conversa que se estendia além das paredes do escritório – Pois não?
–- Sua missão é matar todos! – Disse friamente
–- Com prazer Jiraya-sama – Sorri maldosamente e vi Ino e Hinata arregalarem os olhos juntamente com os outros que não estavam acostumados a esse tipo de comportamento, afinal eu era uma assassina experiente e eles ainda estavam apenas ingressando nesse mundo tão perigoso.
...
Ouvi uma batida na porta e logo pedi para que entrasse, arrumava minha mochila e procurava minhas chaves do carro e óculos escuros para poder partir rumo a Konoha.
–- Oi – Disse em um tom baixo
–- Oi
–- E ai? – Perguntou sem graça
–- O que foi Sasuke? – Olhei para ele que me olhava desconfiadamente
–- A missão é perigosa? – Baixou os olhos e eu sorri
–- Está preocupado Sasuke? – Me aproximei dele – Hey, não fique preocupado comigo!
–- Me prometa que ficara bem Sakura! – Ele me olhava com tanto amor e ternura que mesmo não tendo certeza de nada me obriguei a prometer que ficaria bem.
–- Eu prometo Uchiha! – Sorri e lhe abracei – Não precisa se preocupar comigo amor, é uma missão simples do tipo que realizo constantemente!
–- Está bem – Ele levou uma das mãos a meu pescoço e arrumou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha, depois selou seus lábios nos meus carinhosamente – Eu te amo está bem?
–- Eu também te amo – Sorri e voltei a beija-lo, fomos andando pelo quarto e assim que eu pude sentir a porta abri a maçaneta bruscamente e o joguei para fora, ele me olhou confuso e eu apenas sorri – Agora Uchiha, eu sou uma agente em missão designada então não posso ter distrações, nos vemos amanha. – Fechei a porta e voltei a arrumar minhas coisas, ainda pude ouvir resmungar algo com Tsunade que passava no corredor e logo bater a porta do quarto.
...
–- Estou sendo claro Sakura? – Jiraya repetia pela milésima vez minha missão, há exatamente 10 minutos eu havia descido pronta para ir embora e estava ainda com a bolsa no ombro e Tsunade e o Ero não ficavam quietos. – Sakura, me ouviu?
–- Jiraya, eu sei o que fazer! – Todos que estavam na sala nos olhavam divertidamente – Invadir, matar e blá blá blá nada de novo. Posso ir agora? – Minha voz saiu suplicante
–- Pode – Ele suspirou – Nenhum deles... – O interrompi enquanto já andava para a garagem
–- Deve sair vivo, eu sei e acredite, faz tempo que não mato ninguém, estou na vontade de puxar um gatilho – Sorri e voltei a andar ainda ouvindo alguns cochichos surpresos, não podia ser hipócrita em falar que matar bandido não me dava prazer.
–- Pronta? – Kakashi perguntou assim que entrou no carro a meu lado
–- Pra que?
–- Pra rever o chato do Shino oras – Kakashi fez careta – Ele que te deu uma cicatriz grande ai no abdômen.
–- Aquele filho a puta – Bufei – Vivo ele não sai daquele galpão, nem que pra isso eu tenha que sair morta! – Meu ódio pelo esquisito do Shino era mortal, ele havia me atacado pelas costas em um dia que eu estava assistindo um jogo de beisebol nos EUA. Minha primeira cicatriz, meu primeiro tiro e o primeiro alvo que eu não tive nem chance de matar. – Ele vai ver que não se ataca pelas costas!
Sai acelerando o máximo que podia da casa de praia, já passava das 15h20 da tarde e eu precisava fazer um caminho de 1h30 em apenas 40 minutos, desafio aceito é desafio cumprido, cheguei à garagem em Konoha as 16h01.
–- Um minuto de atraso – Kakashi disse enquanto sai do carro rindo.
–- Não amola Kakashi – Sorri e comecei a andar para a entrada da casa – Vamos nos arrumar, quero duas pistolas, três cartuchos, uma metralhadora semiautomática e duas correntes de munição 145 grains.
–- Exigente não? – Ele me seguia pelo corredor que ligava a cozinha carregando apenas uma mochila – Nos encontramos aqui em baixo para conferir armamento às 17h45 em ponto.
–- Em ponto! – Sorrimos e logo subimos as escadas indo cada um para seu quarto.
Entrei no quarto e lancei a mochila sobre a cama, me espreguicei e puxei uma mala preta com um pequeno broche de uma águia prateada e imponente, abri a mala lentamente e avistei meu uniforme, o recolhi e o vesti sentindo seu peso, não físico, mas emocional. Todas as vezes que eu vestia aquele manto que eu classificava como sagrado não fazia a mínima ideia se chegaria a tira-lo, mas eu havia me acostumado com aquela sensação, com aquela responsabilidade e atualmente eu sentia orgulho quando o vestia.
Coloquei a regata preta, o short e o coturno, sentei na penteadeira e peguei minhas maquiagens e logo já estava pronta, era uma tradição, eu sempre fazia os olhos e a boca fortes em tons de preto e vermelho, assim o medo e a surpresa causados na vitima eram sempre maiores, pelo menos era o que parecia. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e a franja foi presa com grampos em um estilo mais rock star. Coloquei a fivela de armas na perna e na cintura, coloquei uma pequena adaga no coturno e uma proteção cobrindo o peito.
Suspirei me olhando no espelho me vendo vestida pela milionésima vez daquele modo e a cada dia eu gostava mais do que via. Ouvi barulhos de pessoas chegando a casa e percebi que já estava quase na hora de sair, antes me encaminhei a minha mesa, segurei os óculos escuros e coloquei no pescoço uma corrente com um crucifixo que pertencera a minha mãe, fiz uma oração silenciosa e sorri para meu reflexo, talvez eu não o visse nunca mais. Sai do quarto e desci lentamente as escadas me encontrando no caminho com Kakashi que vestia-se todo de preto também com uma corrente semelhante a minha, carregava uma grande mala de carrinho com provavelmente nossas armas.
Chegamos ao andar de baixo e todas as conversas cessaram, eu admitia pra quem perguntasse, existiam duas Sakuras, aquela que era sorridente e espontânea, que fazia piadas e levava tudo na brincadeira. E aquela que era seria e concentrada, que matava sem pudores e não tinha o mínimo de pena de nada nem de ninguém.
Senti os olhos pesarem sobre mim e sorri de canto dando uma pequena volta tirando alguns sorrisos.
–- E ai, gostaram do meu uniforme? – Os meninos olhavam luxuriosamente, coisa que era comum, pois era um uniforme sexy demais para o fim ao qual ele servia, sorri maliciosamente para Sasuke que me olhava e ignorei os demais – Kakashi, vamos ao armamento – Disse me desprendendo dos belos olhos negros do meu moreno. Aqueles que estavam sentados no sofá logo se debruçaram a frente para olhar a mala ser aberta, Tsunade e Jiraya mantinham-se a frente conferindo cada objeto.
Eu os pegava firmemente e conferia cada detalhe e logo os colocava preso ao corpo, pistolas, projeteis, facas e uma pequena bomba de gás lacrimogêneo que foi fixado no coturno. Kakashi fazia o mesmo, porém a quantidade de armas era reduzida e de menos potencia já que as minhas eram feitas especialmente para mim, todas encomendadas pela Akatsuki.
Assim que terminei de arrumar os que deviam ser afivelados abaixei e tire da bolsa o meu meninão, minha semiautomática, ela foi do meu pai e eu sempre a carregava comigo, no seu cabo existia a sobrenome “Haruno” cravado em ouro 24 quilates, ela sempre fora útil e sempre me dera sorte.
–- Acho que está tudo aqui não é? – Kakashi disse conferindo todos os armamentos – Podemos ir?
–- Podemos – Disse seriamente colocando os óculos escuros – Cinco minutos para as 18h, hora de sair.
–- Vamos então – Kakashi colocou os óculos escuros também e a mascara subiu cobrindo-lhe a boca e o nariz – Missão...
–- Exterminar Shino Aburame
–- Objetivo...
–- Fechar o deposito de distribuição de drogas – Sorri e puxei a alavanca destravando a metralhadora – E vingança também conta! – Kakashi sorriu cúmplice e logo completou
–- Vamos mandar algumas almas imundas para o inferno Sakura – Sorri e tocamos as mãos enquanto os amigos de Naruto olhavam atônitos para nós, mas eu não podia fazer nada, era assim que eu encarava as coisas, ser uma atiradora implicava em muitas coisas, uma delas era gostar de matar, e outra era não ter medo de morrer.
–- Vamos mandar alguns infelizes para os quintos – Me virei e pedi a benção a Tsunade que me olhava preocupada – Me abençoe shishou – Abaixei a cabeça e senti sua mão sobre meu ombro.
–- Que Kami te proteja minha menina, e a você também Kakashi – Ela sorriu tristemente, a ultima vez que eu sai em uma missão em Konoha eu tinha 14 anos e havia sido uma coisa simples demais, sem assassinatos. Todos nos acompanharam até a garagem aonde eu entrei em uma Lambouguine Preta e Kakashi em um Pouche da mesma cor.
–- Vamos rodar Kakashi! – Coloquei a mão pra fora apontando com o dedo a saída e logo nossos motores vibraram, ainda pude dar um ultimo sorriso a todos que estavam ali fora e logo saímos, deixando tudo para trás.
...
–- É aqui! – Saímos dos carros cautelosamente e já nos arrastávamos atrás de caixotes – Está vendo os homens do Shino – Apontou para algumas sombras que se moviam por ali.
–- Miseráveis – Apontei para uns que carregavam algumas mulheres aparentemente dopadas nos braços – Por isso Shino está aqui, ele veio buscar as mulheres para o trafico, desgraçado!
–- Eu vou pela frente – Disse seguindo para uns caixotes a uns 3 metros de mim, o local era silencioso, ele me olhou e levou dois dedos a frente dos próprios olhos e logo apontou os dois para uma guarita, depois fez o mesmo movimento e apontou para dois parados na entrada.
Coloquei a metralhadora no chão e soltei as duas pistolas da minha cintura, em seguida prendi a arma que estava no chão em minhas costas, olhei para ele e segurei firmemente as arma, ele já estava em posse das outras duas. Eu apontei para os dois de cima e ele para os dois de baixo, com uma mira impecável atingimos os quatro no mesmo momento, por sorte os que estavam na guarita não despencaram, apenas caíram para frente sendo segurados pelo parapeito, os outros dois caíram no chão e logo eu e Kakashi os puxamos para trás dos caixotes, pegamos suas armas e avançamos.
Com os silenciadores nas armas podíamos matar qualquer um sem sermos ouvidos, seguimos adiante matando todos que estivessem em nosso caminho e logo estávamos na porta do depósito, olhamos para dentro e a visão era aterrorizadora. Pudemos ver diversas caixas com prováveis drogas, as mais comuns sendo o êxtase e no fundo do local pude ver três jaulas enormes, deduzi que seriam daquele modelo que prendem ursos ou leões nos circos, e lá dentro haviam mulheres desacordadas e amontoadas, prontas para serem vendidas como serventes ou escravas sexuais em países árabes e africanos.
Aquilo tudo seria transferido em um caminhão de transporte de cavalos que geralmente eram sujos e fédidos, chegando ao porto seria passado para um navio próprio para o trafico, com documentação em dia e tudo o que era preciso para navegar em qualquer lugar do mundo. Muitas mulheres chegavam mortas, outras eram assassinadas por não terem condições de serem vendidas, mas uma coisa era certa, dentro dos navios todas sem exceções eram abusadas e maltratadas sem qualquer pudor. Esses traficantes eram milionários e podiam tudo, tendo poder sobre todos aqueles que eles desejassem.
–- Atacamos quando? – Perguntou Kakashi
–- Deixe-me contar – Disse seria e meus olhos começaram a passar por cada homem ali presente – 23 homens, fora o Shino que está ali em cima – Apontei com a cabeça – 24 no total sendo que já matamos 16, podem surgir mais, então ataque tem que ser rápido e preciso.
–- Certo!
–- Você me da cobertura a cinco passos a minha direita, quando chegarmos ao meio, quero você recuado sete passos a minha esquerda, e para avançar ao Shino você estará dois passos a minha frente sendo um passo para a direita para não impedir meu campo periférico para atirar.
–- Está certo – Kakashi era perigoso quando se tratava do serviço, ele tinha aquela personalidade às vezes infantil e engraçada, falava demais, principalmente coisas que não devia, mas quando se tratava do serviço ele era um ótimo companheiro – Em caso de ferimento?
–- Continue avançando – Sorri – A não ser que seja uma bala no coração ou na cabeça, mas tente desviar, faça seu melhor.
–- Tome cuidado – Me orientou enquanto destrava as pistolas, fiz o mesmo -- Vamos nessa então? – Eu sabia que ele sorria excitado por baixo da mascara, era assim que ficávamos antes de uma missão.
–- Vamos – Nos olhamos e sorrimos, estava na hora, íamos invadir o galpão e por Kami, que corresse tudo bem!
Notas finais
Pessoal, vocês não tem noção de como senti falta de postar no Nyah!
Devo desculpas a todos pela minha falta de tempo, mas acreditem eu fiquei de sexta feira até domingo acordada sem qualquer descanso fazendo trabalhos, depois tive que passar a madrugada de terça e quarta estudando pras provas e hoje finalmente vou poder dormir uma noite inteira haha' acreditem, estou cansada e preciso de férias!
Mas enfim, eu espero que vocês não tenham me abandonado, agradeço ao carinho de todas vocês que me desejaram melhoras e digo, com muita dificuldade me curei do resfriado e agora preciso apenas de descanso kkkk'
Estou postando hoje, porque graças a Kami é feriado *-*, minhas aulas terminam em breve então juro que vou recompensar essa minha displicência okay.
Beeijos e até mais!
P.S: Será que é muita audácia da minha parte pedir uma recomendação? haha'
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