A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão

5 Capítulo 4 - Cuspindo Areia


Notas iniciais
Meninas esse capítulo está recheado de confusões, mas esse é so o começo!
Boa leitura

Hoje, eu havia acordado animada, com uma idéia que provavelmente a Caroline ia amar.

Fui para a escola mais cedo pois não queria correr o risco de chegar atrasada novamente.

Chegando lá, vi a tribo dos sem cérebro sentados debaixo de uma árvore. Todos riam e interagiam mas Michael parecia distante, como se só seu corpo estivesse presente ali enquanto seus pensamentos vagavam.

Olhando o grupo, percebi que minha mãe havia pedido para que eu entregasse um papel a Jeremy, o que significava que eu teria que fazer contato com a tribo inimiga.

A passos lentos e calmos, fui me aproximando da árvore em que eles confraternizavam e o medo se apossou de mim.

Certamente eu seria alvo de chacotas na frente do anjinho.

Assim que parei em frente ao grupo, eles pararam de falar e me olharam como se eu fosse um E.T.

– O que essa coisa faz aqui? — Mandy, a ruiva que Chris paquerava fez a pergunta, me olhando com nojo.

Michael me olhava um pouco curioso por me ver ali.

– Jeremy, mamãe pediu para lhe entregar isso. — Obriguei a minha voz a sair direito e graças aos céus ela me obedeceu.

Jeremy me olhou com repulsa e eu coloquei o bilhete em sua mão.

– Vocês dois são irmãos? — Anjinho perguntou alternando olhares entre eu e Jeremy.

– Somos, infelizmente. — Jeremy respondeu enquanto meus olhos enchiam-se de lágrimas.

– É uma pena que pense assim, querido irmão. — Michael olhou-me com pena e eu saí dali correndo enquanto William, Mandy, Daniel, Rafael, Paul e Stacy debochavam de mim.

– Ever, Ever! Espera! — Caroline corria atrás de mim então parei para que ela pudesse me alcançar.

– O que houve? porque está chorando? — Caroline encostou seu dedo em meu rosto, limpando a lágrima que caíra.

– Foi só o Jeremy e seu grupinho. — Dei de ombros.

– Esse seu irmão está merecendo uns bons tapas. — Disse Carol irada.

– Ele também precisa de uma garota de verdade! — Disse Chris entrando na conversa.

Automaticamente, lembrei-me da idéia que tive hoje de manhã e uma faísca de esperança logo acendeu meu coração.

– Eu tive uma idéia. Carol, você já está apaixonada pelo boiola do meu irmão a quase 3 anos mas você nunca tentou conquistá-lo então, tomei a liberdade de criar o projeto "Conquistando Jeremy". — Eu estava entusiasmada.

– Eu apoio a idéia! — Vibrou Chris.

– Mas eu não sou popular... — Carol se lamentara.

– E daí? Ele não precisa de uma garota popular e sim especial. Topa ou não topa? — Minha frase a fez refletir por alguns segundos.

– Tá, eu topo! Só não faça com que eu me arrependa disso!

– Não se arrependerá! — Começamos a andar em direção ao prédio do colégio.

– O projeto começa nesse fim de semana assim que eu conseguir entrar na banda do meu irmão. — Falei esperançosa.

– Banda? Como assim? — Chris franziu o cenho.Tratei de explicar aos dois sobre a banda que o Jeremy ia montar, no quanto eu sonho em ser a vocalista e no quanto eu estava esperançosa para que isso acontecesse.

– Amiga, não querendo te desanimar mas eu acho melhor você não ter tanta certeza de que o Jeremy te deixará entrar pra banda não... — Alertou Caroline.

– É mesmo Ever. O cara nem liga pra você. Quer apostar quanto que os integrantes da banda serão seus amigos descerebrados? — Completou Chris.

– Eu sei disso gente! Mas pensar positivo ajuda bastante. — Abri meu armário e peguei meu livro de geografia.

Depois, fomos para a sala de aula, termos aula de geografia.A professora tagarelava irritantemente e eu só não havia dormido ainda porque a professora provavelmente chamaria a minha atenção.

Como eu não estava prestando atenção na aula, olhei para anjinho, que agora se encontrava sentado na primeira carteira da fileira do meio.

Sua expressão doce e calma deu a entender que ele realmente prestava atenção na tectonia das placas, o que me fez fitá-lo incrédula e o inesperado aconteceu:

Como se ele pudesse perceber que alguém o olhava, Michael olhou na minha direção e ao invés de eu desviar o olhar, continuei encarando-o. Seu olhar firme me prendia de uma forma que nem eu mesma poderia explicar. senti um frio na barriga e minhas pernas ficaram trêmulas.

Logo, o sinal bateu, nos despertando.

Michael arrumou suas coisas e saiu da sala provavelmente indo se encontrar com seu grupinho descerebrado.

Suspirei enquanto guardava meus pertences e rumava até a porta, esperando Caroline e Chris no corredor.

Assim que os dois saíram, Caroline me fitou curiosamente e pegou em meu braço.

– O que foi aquilo na sala amiga? — Caroline sorriu maliciosamente e eu corei envergonhada.

– Na... nada. — Gaguejei.

Legal, agora ela sabia que eu estava mentindo.

– Nem vem que não tem Ever! Eu e Caroline vimos você e o novato bonitão do Michael Salvatore se encarando. — Chris me fitava ansioso por respostas.

– Eu... eu não sei! Só... nos olhamos! — Abaixei a cabeça. Era bem provável eu estar mais vermelha do que um pimentão.

– Foi bem mais do que um simples olhar. — Disse Carol.

– BEM MAIS! — Enfatizou Chris e eu quase morri de tanta vergonha.

– Não precisa ficar com vergonha, Ever. Sei que está doida pra mandar ver! — Chris deu um sorriso safado e Caroline deu um tapa em sua nuca.

– Para com isso Chris! — Ralhou Caroline.

– Isso doeu. — Chris fez uma careta dramática digna de oscar.


Depois disso, descobrimos que a escola inteira seria liberada cedo então, eu, Carol e Chris estávamos na entrada da escola pensando no que poderíamos fazer pois ninguém estava disposto a ir pra casa cedo. Pensativos, vimos o grupo de descerebrados passarem por nós então, Chris começou a saltitar feito uma gazela.


– Já está se revelando Chris? — Debochou Caroline e eu explodi em uma estrondosa gargalhada e Chris tratou logo de nos fuzilar com o olhar.

– Não é nada disso, é que eu tive uma idéia.

– Que idéia? — Perguntei curiosa.

– Porque não seguimos os sem cérebro? — Chris sugeriu.

– Não sei não... não me parece uma boa idéia... — Eu disse isso mas a minha cabeça praticamente gritava para que eu e meus amigos seguíssemos os bonecos humanos.

– Também não acho uma boa idéia. — Concordou Caroline.

– Ah qualé galera? Sei que vocês estão doidinhas para segui-los. Vai ser divertido e beneficiará a todos nós. Andem, antes que percamos eles de vista! — Chris disse apressado, olhando-os saírem para a rua.

– E se eles forem passear de carro? — Indagou Caroline.

– Não vão não! Os carros deles ainda estão estacionados. — Chris apontou para os carrões que estavam parados nas vagas. Com certeza eram os carros mais caros e descolados de todo o colégio.

– Tá, vamos mas temos que ser discretos. — Alertei-os.


Saímos da escola a passos apressados, ficando em uma distância razoável do grupinho que ria e zoava.

Michael era o mais quieto. Hora ou outra ele soltava uma risada e percebi que a Mandy dava em cima dele descaradamente, despertando a fúria de Chris. Mandy era muito atrevida. Em alguns momentos, a vi apalpando a bunda de Michael que tirava a mão dela educadamente dali.

– LARGA ELE! — Chris grunhiu e de imediato nos escondemos atrás de um carro pois o grunhido foi audível e os descerebrados pararam de caminhar e olharam para trás.

Eu e Caroline olhamos mortalmente para Chris enquanto permanecíamos agaixados atrás do carro.

A tribo dos sem cérebro falaram umas coisas mas não consegui entender nada.

Esperamos eles se afastarem para saírmos de trás carro e continuarmos seguindo-os.

– Porque fez isso Chris? Ficou louco? — Perguntou Carol irada.

– Porque eu não aguentei ver a Mandy dando em cima do cabelos de macarrão parafuso! — Chris estava magoado.

– Controle seus ciúmes, eles quase nos flagraram, imagina a humilhação! — Falei irritada.

Chris abaixou a cabeça murmurando um "desculpe".


(...)


Depois de tanto seguirmos, o grupo descerebrado se divertia na praia. Todos corriam e brincavam exceto Michael. Ele era bem fechado e pensativo. Eu e meus amigos espionávamos o grupo atrás de uma pedra média, estávamos tentando arquitetar um plano para sairmos dali sem sermos notados. Vê-los brincando e se divertindo era entediante.


– Queria ver sangue. — Murmurou Chris entediado, olhando suas unhas.


Agora, os descerebrados estavam sentados em uma roda e Michael ria feito um porco. Cheguei a cogitar a possibilidade dele ser bipolar.

– Porque não alugou um filme de terror então? — Perguntou Carol enquanto olhava admirada para o meu irmão.

– Caroline, tem um bicho na sua perna. — Apontei para o bichinho e Caroline fez uma cara tão assustada que pensei que ela teria um A.V.C.

– Não grite por favor... — Pedi, temendo ser descoberta.

– AAAAAAAAH TIRAAA! — Tarde demais.

Caroline começou a dar tapas no bicho que havia pousado em sua perna. Ela começou a chacoalhar o corpo desesperada e sem querer, ela me empurrou e consequentemente, empurrei Chris.

Caímos de cara no chão e eu só cuspia areia, engasgada.

Só quando fiquei de joelhos foi que eu percebi que os descerebrados nos olhavam incrédulos, inclusive Michael, que pela primeira vez me olhou como se eu tivesse problemas mentais.

Ainda cuspindo areia, eu só pude pensar em uma coisa:

FERROU!


Notas finais
E agora como eles vão explicar o que aconteceu na praia?
Qual vai ser a reação do Michael e dos outros?
Mistérios#
Deixem reviews meninas próximo capítulo sairá na sexta ok?
Beeijos