A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão
32 Capítulo 31 - Festa da Terceira Idade
Notas iniciais
Desculpem pela minha mega demora. Eu estava super cansada, minha semana foi cheia e as horas passam muito rápido. E eu queria escrever algo caprichado para vocês. Tentarei não demorar tanto. Uma coisa é certa: NUNCA vou abandonar essa fic gente e não demoro mais do que 3 semanas pra atualizar então fiquem tranquilas quanto a isso.
Quero agradecer a linda da Mah s2 pela recomendação que recebi *----------* Obrigada diva!
Esse capítulo está meio light, meio tenso e meio romântico tbm.
Espero que gostem!
Tenham todos uma boa leitura!
OBS: SE QUISEREM, PONHAM PARA TOCAR A MUSICA STARLIGHT DA TAYLOR SWIFT QUANDO A TRADUÇÃO DA MUSICA APARECER EM ITÁLICO!
- Que história é essa de disfarce? — Já havia amanhecido e eu não tinha pregado o olho a noite inteira.
Meus pais acordaram a mim e ao meu irmão cedinho, para conversar conosco. Michael e Alfonso contaram a eles toda a história do disfarce sem omitir nada.
- Jeremy não quis me deixar entrar na banda dele! — Eu fuzilava meu irmão com olhos, pois tinham nos colocado sentados um de frente para o outro.
- Eu estou muito decepcionado com vocês. Jeremy, nunca pensei que você excluísse sua irmã dessa forma e Ever, nunca pensei que você fosse ser capaz de enganar tantas pessoas apenas para entrar numa banda. — Nós dois abaixamos a cabeça ao mesmo tempo ao vermos o olhar severo de mamãe e papai.
Depois de toda aquela confusão, os descerebrados ligaram para Jeremy dizendo que não queriam mais participar da banda, agora que sabiam que eu era uma farsante. Eu estava com tanta raiva deles, principalmente da Mandy, da Stacy e do Daniel, que a vontade que eu tenho é de esganar todos eles até a morte. Não me importava mais se a banda havia acabado. Meu sonho de ser cantora não será apagado por causa disso. Não mesmo.
- Os dois estão de castigo até que façam as pazes e resolvam suas diferenças. — Mamãe disse, decidida.
- Não vamos nos resolver nem hoje e nem nunca! — Minha voz estava carregada de desprezo. Jeremy nem se pronunciou.
- Acho melhor se resolverem. Ficarão de castigo por muito tempo se isso não acontecer. — Meus pais se retiraram da sala, deixando Jeremy e eu sozinhos.
- Nunca pensei que você pudesse ser a Claire. — Jeremy disse com a voz baixa.
- Não me dirija a palavra! Você é o pior irmão mais velho do mundo! Você tem noção do quanto me fez sofrer? Tem? Isso não se faz, Jeremy! Praticamente você e seus amigos faziam bullying comigo e tudo porque eu não era popular. A única coisa que eu queria era que me desse uma chance, que me ouvisse cantar e nem isso você fez! Sabe o quanto foi difícil para mim passar a maior parte da minha vida me esquivando do próprio irmão? Provavelmente você não sabe! — Uma lágrima caiu do meu olho e eu a limpei com as costas da mão, morrendo de raiva.
— Agora eu sei. — Pela primeira vez na minha vida, eu vi Jeremy chorando por minha causa. Ele se levantou do sofá que estava sentado e ficou parado por um tempo, me encarando. — Não fui um bom irmão para você e acredite, nunca pensei que isso te afetasse tanto. Ontem a noite, eu parei para pensar sobre tudo e eu vi que estava errado sobre muitas coisas. — Mais lágrimas caíram dos nossos olhos.
- Deixe para lá. Não precisa se sentir pressionado para me pedir desculpas. Não quero ouvir suas palavras falsas.
- Não são palavras falsas, Ever. Eu sinto muito por ter te deixado por todos esses anos e ter te excluído. Me desculpe pelas humilhações e pelas lágrimas que você derramou por minha causa. Eu me sinto um monstro! Nem a história do disfarce chega perto de tudo o que eu fiz. — Ele falou, exasperado.
- Está desculpado, Jeremy. Mas não precisa agir como meu irmão mais velho. Sei que a popularidade é... importante para você.
- Não ouviu nada do que eu disse, Ever? Céus! Eu amo você, pirralha! Não tinha me dado conta antes, mas eu sinto a sua falta. Me perdoa por tudo o que eu fiz, por ter te deixado... eu nunca mais farei algo parecido com você. Estou abrindo mão da minha popularidade e dos meus amigos para recuperar a sua confiança. Quem for meu amigo de verdade, aceitará você como aceitaram Caroline. — Eu não sabia se podia acreditar nele. Se ele estivesse falando aquilo da boca pra fora? — Se você não quiser, eu vou entender. De verdade. Só queria que soubesse que mesmo não demonstrando, você é muito especial para mim. — Levantei o rosto naquele momento, sentindo a emoção dominar todos os meus sentidos. Meu irmão parecia estar sendo sincero e acreditar nele parecia ser a coisa certa a se fazer.
- Eu senti sua falta, Jer. — Dei alguns passos exitantes para a frente. — Você me fez sofrer muito mas... eu amo você e sou capaz de te perdoar apenas por sentir sinceridade em suas palavras. — Um soluço escapou pela minha garganta e quando percebi, Jeremy me esmagava em um abraço apertado.
Um abraço que demonstrava saudade, perdão, amor fraternal... todos os sentimentos que experimentávamos vieram a tona naquele momento.
- Eu te amo Jer. — Murmurei, ainda abraçada ao meu irmão.
- Me perdoa, Ever. Eu também te amo, pirralha. — Sorri em meio as lágrimas ao ouvir o apelido que Jeremy me chamava quando éramos pequenos.
- Eu já perdoei, bobão. — Ele também riu, se inclinando para beijar a minha testa.
- Que tal tomarmos um sorvete, como nos velhos tempos? — Enxuguei as lágrimas e continuei sorrindo, principalmente depois do que meu irmão sugeriu.
- Eu adoraria. Mas você paga! — Ele revirou os olhos e riu logo em seguida.
- Sorte sua eu ter economizado dinheiro! — Nós dois rimos, saindo de casa logo em seguida.
Eu sabia que os meus pais estavam em algum lugar da casa, olhando para nós dois com um sorriso satisfeito no rosto.
[...]
Alguns dias depois...
- Feliz aniversário, pirralha! — Jeremy gritou, pulando na minha cama, me acordando e deixando-me assustada.
- Que susto, garoto! — Fingindo estar brava, fiz uma carranca que logo se desmanchou ao ver o rosto sorridente do meu irmão.
- Você é muito assustada! — Reclamou, se inclinando para me dar um abraço. — Eu ia esperar para dar o seu presente depois, mas eu mudei de idéia. — Sentei em cima de minhas pernas e Jeremy se ajoelhou na cama, ficando de frente para mim. Meu irmão mais velho segurava uma caixa média e embrulhada com um lindo papel de presente.
- Não precisava se incomodar, Jer...
- Na verdade, precisava sim. — Discordou, entregando o embrulho para mim. Abri o papel de presente com cuidado para não rasgar, vendo uma linda caixa rosa de madeira toda decorada.
- Caroline e o Chris me ajudaram com esse presente. — Eu sorri quando abri a caixa, deparando-me com uma foto minha com Jeremy de quando éramos menores. Fazíamos careta para foto e nossas mãos permaneciam sujas de terra.
A caixa estava repleta de fotos da minha infância com Jeremy, Jack e meus pais e também cheia de fotos recentes, com meus amigos. Me deparei com uma foto minha abraçada com o Michael e soltei um suspiro apaixonado, sorrindo feito uma boba.
Quase morri de tanto rir ao ver uma foto minha com Chris, Caroline e Yuri. Fazíamos caretas exageradas para a foto.
- Nossa Jeremy, eu amei o presente! — Abracei fortemente meu irmão.
- Depois, você pode tirar mais fotos e as que mais gostar, você coloca dentro da caixa. — Juntei as fotos e as coloquei dentro da caixa novamente.
- Eu farei isso. Obrigada Jer. — Tudo estava começando a se encaixar. Jeremy e eu estávamos nos tratando bem e eu não podia estar mais feliz por isso.
- Agora vamos lá para baixo. Nossos pais e Jack querem falar com você antes de começarem a decorar a casa para a festa dupla de aniversário. — Jeremy revirou os olhos e eu ri, me levantando da cama.
Meus pais juntamente com o pai do Michael (meu sogro), iriam fazer uma festa dupla para que eu e Michael comemorássemos nosso aniversário.
Claro que poucas pessoas foram convidadas para o evento. Nenhum descerebrado viria a festa além do Jeremy. Brincadeirinha, Jeremy não é mais um sem cérebro. Ontem, na escola, ele os ignorou e passou o recreio todinho dando atenção a mim, a Caroline e aos meus amigos. Minha melhor amiga estava achando que ele iria brigar com ela, por ter me acobertado quando fingia ser a Claire Collins mas ele não brigou. Apenas pediu desculpas para a namorada. Eles são muito fofos, fato.
Já Mandy e Stacy estão morrendo de medo de mim. E de raiva também, já que o planinho delas de destruir meu namoro, minha reputação e o namoro de Caroline não deu certo. A única coisa boa no que elas duas fizeram junto com Daniel foi minha reconciliação com Jeremy. Se não fosse por eles, talvez, eu ainda estivesse com as coisas entaladas na minha garganta e ele estaria achando que tudo entre nós estava "bem."
Eu ainda vou me vingar daquelas duas. Esperarei elas esquecerem do acontecimento. Quando elas menos esperarem, eu darei o bote. Me vingarei delas no estilo Claire Collins de ser.
Daniel passou quase a semana toda querendo falar comigo mas eu o ignorei. Michael até discutiu com ele por causa disso. Os dois não são mais tão amigos como antigamente e isso me preocupa.
Eu e Jeremy descemos juntos as escadas, encontrando papai, mamãe e Jack com alguns enfeites de aniversário na mão.
- PARABÉNS. — Gritaram juntos assim que me viram. Mamãe bateu uma foto minha esquecendo-se de tirar o flash da câmera, o que me fez apertar os olhos fortemente. Para piorar, eu ainda estava de pijama e toda descabelada. Aquela foto deve ter saído perfeita (sintam a ironia).
Meus pais e Jack me deram um abraço apertado e eu sorri, com o carinho.
Mamãe havia me dado um notebook de presente e papai, uma câmera digital novinha que minha mãe usava para tirar foto de tudo o que ela via pela frente. Jack me deu fones de ouvido bem mais potentes do que o que eu usava e eu o agradeci eternamente pelo presente.
O telefone não parava de tocar. Meus amigos já haviam me ligado e Michael só tinha me mandado uma SMS bem estranha até agora, que dizia:
Hey, feliz aniversário para nós.
Nos vemos na festa.
Amo você.
E eu respondi:
Feliz aniversário, anjo.
Você está bem? Aconteceu alguma coisa?
Me liga.
Ah, eu também te amo.
Mas até agora ele não havia me respondido. E eu odiava todo aquele silêncio.
[...]
A festa de aniversário já havia começado e nem sinal do meu namorado. Os convidados não paravam de chegar e eu estava começando a ficar nervosa. Cadê Alfonso com seu filho?
A porta se abriu e Caroline, Chris, Yuri, Serena e Selena entraram e vieram correndo em minha direção, abraçando-me todos ao mesmo tempo.
- Feliz aniversário! — Gritaram juntos.
- Colocamos seu presente na caixa lá na frente. — Serena disse.
- Minha mãe é cafona! Essas coisas são típicas de festas infantis. — Revirei os olhos e meus amigos riram da minha frase.
- Cadê o Michael? — Chris perguntou.
- Boa pergunta! — Mais uma vez, eles riram mas minha cara não deveria ser das melhores naquele momento porque Caroline olhou-me preocupada e sibilou:
- Fique calma, amiga. — Eu sorri, balançando a cabeça positivamente várias vezes.
- Ever, tem um cara te chamando aí fora. — Jack anunciou e meu coração acelerou, pensando que pudesse ser Michael querendo me pregar uma peça.
Saí correndo de casa e tive vontade de voltar quando vi Daniel parado na varanda.
- O que você veio fazer aqui? — O tratei rudemente. Daniel suspirou, olhando-me chateado.
- Vim lhe desejar feliz aniversário e te pedir desculpas. — Bati o pé no chão, impaciente.
- Se é só isso, você já pode se retirar. — Apontei com a cabeça para a rua mas Daniel nem se moveu.
- Eu realmente estou arrependido do que fiz, Ever. No começo, eu queria te desmascarar a qualquer custo, mas depois que eu vi o quanto você é especial, fiquei receoso. Se eu pudesse voltar atrás, consertaria tudo. — Ele tentou se aproximar de mim mas o impedi.
- Mas você não pode. Olha Daniel, eu estou muito chateada com você. Preciso de um tempo para pensar. Quando eu estiver melhor, conversamos ok? — Ele assentiu parecendo um pouco mais aliviado.
- Ao menos posso lhe dar um abraço de feliz aniversário? — Eu ia dizer não, mas a carinha de Daniel suplicante me fez ceder. Abri os braços lentamente, sentindo os braços de Danny rodearem meu corpo.
Nos soltamos rapidamente e sem ao menos perceber, Daniel colocou uma pulseira de prata repleta de pingentes pequenos de estrela em meu braço.
- Mas o que...
- Esse é o meu presente de aniversário. Aproveite a festa, Ever. — Ele sorriu, afagando meu rosto antes de se afastar. Pelo mesmo lugar que Daniel saíra, Michael entrou minutos depois, acompanhado de Alfonso.
Meu namorado parecia cada vez mais abatido a medida em que ele se aproximava e eu logo percebi que alguma coisa estava errada.
- Feliz aniversário, Ever! — Alfonso me abraçou. — Vou colocar seu presente lá dentro. — Então ele já sabia da caixa dos presentes...
- Obrigada, Alfonso. — Ele meneou a cabeça para a frente antes de entrar em minha casa.
Michael estava tão... diferente. Não deixava de estar lindo, mas seu semblante mostrava-se claramente que ele não estava bem.
- Você está bem, amor? — Michael não respondeu a minha pergunta. Ao invés disso, ele preferiu me abraçar apertado, sem dizer uma só palavra. Eu retribuí o gesto, confusa. Anjinho me apertou cada vez mais contra o seu corpo, como se em algum momento alguém pudesse me arrancar de seus braços. — O que aconteceu? — Ele encostou o queixo em meu ombro, permanecendo em silêncio.
- Eu só estou meio tonto, mas estou bem, não se preocupe. — Algo estava errado. Eu sabia que estava e Michael não queria me contar.
- Tem haver com a leucemia? — Me afastei apenas o suficiente para olhar seu rosto.
- Não vamos nos preocupar com isso essa noite. — O sorriso que ele deu não chegou aos seus olhos e eu continuei olhando-o com uma preocupação evidente. — Vem, vamos entrar. — Demos as mãos enquanto entrávamos em minha casa.
Os convidados de Michael foram cumprimentá-lo e ele me apresentou aos seus familiares como sua namorada. Eu sentia muita vergonha, mas os familiares do Michael pareciam gostar de mim, assim como os meus parentes pareciam gostar dele.
Deixei um pouco a preocupação de lado quando vi que Michael parecia melhor e até um pouco corado. Fiquei vigiando-o de longe, vendo-o conversar animadamente com Chris e Yuri.
Vendo que eu estava sozinha, Michael veio em minha direção, caminhando de um jeito extremamente gracioso.
- Tenho que lhe dar o seu presente. — Eu disse, puxando-o pela mão e levando-o para o meu quarto.
- Que presente é esse que tem que ser dado no seu quarto? — Em sua voz tinha uma nota de malícia que me fez rir.
- Eu o deixei aqui, seu bobão! — Me virei para pegar o presente, mas Michael me puxou pela mão com uma força descomunal, fazendo meu rosto bater de leve em seu peito.
Anjinho levantou meu rosto e sorriu torto antes de me beijar. Nossas línguas se encontraram na mesma hora, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar. Envolvi seu pescoço com meus braços e senti as mãos de Michael dedilhando minha cintura lentamente. Sorrimos no meio do beijo antes de separarmos nossos lábios e encostarmos nossas testas, ofegantes.
- Agora eu posso pegar o seu presente? — Nós dois rimos e Michael me soltou e assim, pude pegar o presente dele que estava dentro do meu armário. — Espero que você goste. — Entreguei meu presente para ele que sorriu antes de pegá-lo da minha mão e desembrulhá-lho com cuidado.
Eu tinha comprado para ele uma caixa cheia de novos jogos para seu video-game e cordas de aço para seu violão, pois ele havia comentado comigo que estava precisando.
- Uou, Ever! Não precisava disso tudo, sério! Eu amei o presente! — Empolgado, Michael ficou olhando para os jogos com os olhos brilhando.
- Eu fico feliz que você tenha gostado. — Ele afagou meus cabelos e me deu um outro abraço, totalmente carinhoso.
- Agora é a hora do meu presente, franjinha. — Em suas mãos, havia um embrulho simples e macio. Coberta de curiosidade, abri o presente com uma veracidade incrível e surtei quando vi seu conteúdo.
Havia ali dentro duas camisas da banda Paramore. Uma preta e outra branca, e logo lembrei-me daquelas camisetas. Eu as vi no dia em que fui com Michael, Caroline, Chris e Yuri no shopping, para montar o visual Claire Collins. Lembro-me perfeitamente quando entramos na loja de roupas e surtei ao ver a camiseta preta, implorando para que Michael a levasse mas ele foi rude e não quis comprar.
- Lembra dessas camisetas? — Afirmei com a cabeça. — Fiquei com um remorsso horrível por não ter deixado você levar a camisa.
- Foi um dos melhores presentes que eu recebi, sério! — Eu disse, empolgada.
- Quem disse que acabou?
- Não acabaram os presentes? — Michael fez que não com a cabeça, retirando uma caixinha azul e de veludo do bolso que continha uma aliança grossa de prata.
- Permita-me. — Dei uma risada quando Michael pegou em minha mão delicadamente antes de colocar a aliança em meu dedo. Foi nessa hora que percebi que havia uma idêntica em seu dedo.
- Que linda, anjinho. Eu amei! — Sorri abertamente, olhando a aliança que reluzia em meu dedo e fiquei na ponta dos pés, depositando um beijo suave em Michael.
- Aí estão vocês! — Nos separamos assustados com a interrupção de Jeremy. — Estão chamando para cantar o parabéns.
Descemos as escadas acompanhados de Jeremy, vendo que todos já estavam posicionados em frente à mesa do bolo.
Aquele foi o parabéns mais inusitado da minha vida.
[...]
A festa de aniversário parecia estar longe de acabar. A enorme sala de minha casa estava repleta de pessoas que dançavam as músicas tocadas pelo Dj. Observei meus amigos dançando e se divertindo. Caroline no maior love com Jeremy, Chris do mesmo jeito com Serena e Yuri com Selena. Será que esses dois últimos iriam virar casais?
Até meus tios e primos dançavam como se não houvesse amanhã!
Eu disse minha nossa, que música maravilhosa
Foi a melhor noite, jamais esqueceria como ele se moveu
Todo o lugar estava vestido elegantemente, e nós dançávamos, dançávamos
Como se fôssemos feitos da luz das estrelas.
Como se fôssemos feitos da luz de estrelas.
- Que tal darmos uma volta? — Sugeriu anjinho.
- E sair da festa? — Arregalei os olhos com aquela idéia.
- Nem vão notar que fugimos. Nossos pais estão muito preocupados em dançar para se lembrarem que existimos. — Eu ri, vendo meus pais e Alfonso dançando desengonçados ao som de Crazy Love da Beyoncé.
Deixei que Michael me conduzisse para onde ele quisesse me levar.
- Aonde vamos?
- Você verá. — Porque eu tinha a impressão de que Michael já tinha tudo planejado em sua mente?
Depois de andarmos algumas quadras, paramos em frente a um casarão todo iluminado e com uma decoração impecável. Li a placa que estava pregada na parede em voz alta:
- Festa da terceira idade. — Virei-em para Michael incrédula. — Isso é sério?
- Claro! — Disse ele, empolgado.
- Se você ainda não percebeu, não fomos convidados. — Bufei, irritada.
- Não precisamos de convites. — Deu de ombros.
- Mas precisamos de uma bengala e dentaduras. Por acaso você tem? — Ele riu. — Se ainda não percebeu, não fazemos parte do grupo da terceira idade. Não ainda.
- Para de ser chata e vamos logo. — Ele puxou meu braço, rebocando-me para dentro, já que a porta estava aberta.
Entramos no local, olhando cada detalhe admirados. O lugar era divino, amplo, espaçoso e com ótima iluminação.
Eu conheci Bobby no cais, verão de 45
Me buscou tarde da noite pela janela
Nós tínhamos 17 anos e éramos loucos, correndo loucamente
Não lembro que música estava tocando quando ele entrou
A noite em que fomos de penetra numa festa do clube de iate
Fingindo ser uma duquesa e um príncipe
As várias pilastras brancas que haviam em lugares estratégicos estavam todas decoradas com luzinhas verdes e um arco feito de balões brancos enfeitava a entrada da pista de dança, onde alguns velhinhos dançavam ao som de uma música dos anos 80 que eu conhecia.
Michael sorriu abertamente para mim e pegou em meu braço, levando-me para a pista de dança. Alguns idosos nos olhavam com curiosidade.
Eu sorri para Michael, transbordando felicidade em ter seus braços envolvendo meu corpo e me conduzindo pelo salão com graciosidade e leveza. Nossos olhares permaneciam presos um no outro e pude sentir que nossos corações estavam conectados naquele momento.
Uma música da Taylor Swift começou a tocar e trocamos de pares. Um senhor robusto de 60 anos acabou sendo meu novo par e Michael acabou dançando com o que parecia ser a esposa dele. Uma senhora baixinha e que parecia ser simpática.
Eu disse minha nossa, que música maravilhosa
Foi a melhor noite, jamais esqueceria como ele se moveu
Todo o lugar estava vestido elegantemente, e nós dançávamos, dançávamos
Como se fôssemos feitos da luz das estrelas.
Como se fôssemos feitos da luz de estrelas.
- Vocês não parecem fazer parte da terceira idade. — Disse ele, de forma simpática e alternando olhares entre Michael e eu.
- Meu namorado e eu estamos comemorando nosso aniversário de 17 anos juntos. Fazemos aniversário no mesmo dia. — Comentei, e o senhor fez uma cara de surpresa.
- Puxa, que coincidência! Mas porque decidiram vir para cá? — Perguntou, curioso.
- Queríamos fazer algo diferente. — Dei de ombros.
- Querida, aqui com um monte de velhos vocês terão sorte se não saírem resmungando. — Nós dois demos altas gargalhadas nessa hora. — Ele gosta de você. — Acrescentou, apontando na direção de Michael.
- Como sabe?
- Ele estava olhando para você com o mesmo olhar que faço para a minha esposa todos os dias. — Ele suspirou, olhando para a senhora com um lindo olhar apaixonado.
- Eu queria tanto que Michael e eu ficássemos juntos para sempre... sabe aquele papo de "Que a morte nos separe?" Eu sinto que nunca vou amar outra pessoa como eu o amo. — Agora foi a minha vez de olhar para o Michael. Percebendo que eu o olhava, ele sorriu e meu coração disparou.
- Você tem que querer, querida. E se o amor de vocês for verdadeiro como eu acho que é, vai durar muito. — Nós dois sorrimos um para o outro. Os mais velhos tinham uma sabedoria incrível. — Lute por ele. Não desista do que sente por este rapaz. Seja forte! — Assenti, sentindo força naquelas palavras e me apegando fielmente a elas.
Ele disse "Olhe pra você, se preocupando demais com coisas que não pode mudar
Você passará toda a sua vida cantando músicas tristes se continuar
pensando dessa forma"
Ele estava tentando pular pedras no oceano dizendo pra mim
Você não vê a luz das estrelas, luz das estrelas?
Você não sonha coisas impossíveis?
- Eu lutarei! — Falei, decidida.
- É assim que se fala! — Michael e a esposa do senhor se aproximaram.
- Desculpem interromper. — A senhora disse. — Sou Ana Jones e se ele não tiver se apresentado ainda, este é meu marido e se chama Edward Jones.
- Sou Ever Williams e esse é meu namorado, Michael Salvatore. — Eles se cumprimentaram.
- Ah e feliz aniversário para vocês. — Edward disse e sua esposa sorriu docemente para nós.
- Vou deixar vocês aproveitarem. Se não nos vermos novamente, desejo que sejam muito felizes. — Ana tinha um jeito gentil e amável de ser.
- Obrigado. Vocês também! — Michael agradeceu enquanto nos despedíamos.
O casal de idosos mais legal que já conheci depois dos meus avós saiu da pista de dança e observamos eles se afastarem antes de voltarmos a dançar a música animada que tocava.
Começamos a pular no ritmo da música e eu balançava meu vestido de um lado para o outro enquanto Michael me olhava de um jeito charmoso.
Ele me puxou pela mão, rodando-me várias e várias vezes. Na última rodada, Michael me puxou em direção ao seu corpo, beijando-me sem aviso prévio e apertando meu corpo contra o seu com uma intensidade incrível e que me deixara arrepiada.
Apertei seus cabelos com minhas mãos enquanto entrelaçava a minha língua na dele. Nos separamos um pouco e continuamos dançando pela pista de dança.
Tipo, minha nossa, que música maravilhosa
Foi a melhor noite, jamais esqueceria como ele se moveu
Todo o lugar estava vestido elegantemente, e nós dançávamos, dançávamos
Como se fôssemos feitos da luz das estrelas.
Como se fôssemos feitos da luz de estrelas.
Nós sorríamos como crianças, felizes por tudo o que estava acontecendo conosco naquela noite.
Pensei nas palavras do Sr. Edward, sentindo que em algum momento difícil de minha vida, eu me lembraria delas e elas me ajudariam. Eu apostava que Ana também o tivesse ensinado algo que Michael colocaria em prática algum dia.
Era como se Deus tivesse colocado aquele casal em nossas vidas, para nos ensinar algo que só faria sentido futuramente.
Ooh ooh ele está falando coisas loucas
Ooh ooh dançando comigo
Ooh ooh nós poderíamos nos casar
Ter dez filhos e ensiná-los a sonhar
- Eu amo você. — Murmurei olhando para Michael intensamente.
- Eu também te amo. Muito. — Ele respondeu, depositando um selinho em minha boca.
Aquela com certeza tinha sido a melhor noite de toda a minha vida.
Minha nossa, que música maravilhosa
Foi a melhor noite, jamais esqueceria como ele se moveu
Todo o lugar estava vestido elegantemente, e nós dançávamos, dançávamos
Como se fôssemos feitos da luz das estrelas.
Como se fôssemos feitos da luz das estrelas.
Como se fôssemos feitos da luz das estrelas.
Como se sonhássemos coisas impossíveis
Como a luz das estrelas, a luz das estrelas
Como se sonhássemos coisas impossíveis
Você não vê a luz das estrelas, a luz das estrelas
Você não sonha coisas impossíveis
[...]
Acordei sentindo um grande aperto em meu peito que só se intensificava a medida que os minutos iam passando.
Um alarme praticamente apitava dentro da minha cabeça e o primeiro nome que veio em minha mente foi:
Michael.
Pulei da cama e peguei meu celular, discando seu número rapidamente. Um toque, dois toques, três... caixa postal.
Tentei mais uma vez.
Nada.
Minhas mãos tremiam e a sensação ruim não me largava.
Tirei meu pijama rapidamente, sem nem parar para escolher alguma peça de roupa, pegando a primeira roupa que via pela frente e passei pelos meus pais correndo como um foguete.
- Vou até a casa do Michael. — Avisei, sem esperar uma resposta.
- Não volte tarde, mocinha. — Advertiu-me papai.
Fui correndo até a casa de Michael e toquei a campainha várias e várias vezes. A senhora que morava na casa ao lado, viu meu desespero e chegou perto de mim.
- Uma ambulância passou aqui mais cedo, levando o garoto que mora aqui do lado desmaiado. O pai foi com ele, coitadinho. Estava desesperado. — Minha respiração falhou e meu coração aflito só pensava no pior. A imagem de um Michael desacordado em cima de uma maca fez meu estômago se embrulhar de desespero.
- Desmaiado? — A senhora confirmou e eu saí correndo para o ponto de ônibus, agradecendo a senhora antes. Eu tinha uma idéia de qual hospital Michael estava e eu pedia desesperadamente para que ele estivesse bem.
Peguei o ônibus e liguei para meus pais, avisando-os sobre o Michael. Eles ficaram super preocupados.
Assim que cheguei no hospial, avistei Alfonso conversando com um médico.
- Alfonso! — Falei, ofegante.
- Ever! O que faz aqui?
- Como o Michael está? — Ignorei sua pergunta.
- Ele já acordou mas está um pouco fraco.
- Eu posso vê-lo? — Alfonso olhou para o médico, pedindo permissão com o olhar. Ele concedeu minha entrada com uma aceno positivo de cabeça.
- Pode sim.
Entrei no quarto e me deparei com um Michael totalmente pálido.
Suas pálpebras permaneciam cerradas mas eu sabia que ele estava acordado, pois eu via lágrimas molharem suas bochechas.
- Michael... — Ele abriu os olhos, fitando-me surpreso.
- O que faz aqui, Ever? — Michael perguntou, com a voz fraca. Meu coração se apertou tanto que pensei que ele fosse explodir.
- Acordei com uma sensação ruim e seu nome não saía da minha mente. Te liguei mas você não atendeu daí fui até sua casa e...
- Você não devia estar aqui. — Me interrompeu bruscamente.
- E porque não? — Coloquei as mãos na cintura, irritada.
- Porque eu não quero que voce me veja assim. — Olhei para ele indignada.
- Michael...
- Saia, por favor.
- Mas...
- Saia!
- Eu não vou sair! Você é meu namorado e meu dever é estar do seu lado independente da situação. Seja ela boa ou ruim. — Fui andando até sua cama e sentei na cadeira que estava ao seu lado e segurei em sua mão. Anjinho começou a chorar e eu senti uma vontade imensa de fazer o mesmo.
Me levantei da cadeira e encostei minha testa na dele, acariciando sua
bochecha.
- Eu não vou te deixar, Michael. Eu amo você e não se abandona quem se ama. — Ele abriu os olhos marejados, encarando-me com tristeza.
Eu tinha certeza de que ele estava escondendo algo de mim. Talvez nem tivesse tanto a ver com a doença que ele tinha. Talvez, fosse algo mais grave. Mas não era a hora de exigir respostas. Ele havia passado mal e se eu tocasse nesse assunto, talvez seu estado pudesse piorar.
- Eu amo você, Ever. Nunca se esqueça disso ouviu bem? — Michael levou as mãos até a minha nuca, apertando-a fortemente.
- Eu não vou me esquecer. — Respondi prontamente.
- Me prometa. Prometa que não vai esquecer que o que eu sinto por você é real. Prometa que nunca terá dúvidas sobre o que eu sinto, independente do que acontecer daqui para frente. — Algo naquele olhar me fez estremecer. Eu estava tão preocupada... gostaria tanto que Michael me contasse o que estava acontecendo...
- Eu prometo Michael. Eu também te amo. Não vou me esquecer nunca disso. — Rocei meu nariz no dele, tentando sorrir e passar-lhe confiança.
Ficamos assim por um bom tempo. Meus pensamentos envolvendo Michael com uma preocupação evidente misturada com desespero. A sensação ruim aos poucos ia embora, mas o pressentimento ruim de que o que Michael esconde é mais grave do que eu penso, fez com que o medo me deixasse totalmente imóvel.
Eu não tinha dúvidas do que Michael sentia por mim e estava disposta a enfrentar com ele e por ele todas as barreiras que se colocarem em nossa frente. Desejava do fundo do meu coração que ele se abrisse comigo e me contasse o que estava acontecendo e mais ainda que conseguíssemos superar aquela tribulação. Eu tinha certeza de que conseguiria ser forte, porque Edward dissera aquilo ontem para mim.
O que eu não sabia, era se Michael poderia ser capaz de enfrentar seus monstros interiores pelo nosso amor.
A única coisa que eu sabia, era que eu seria forte por mim e por ele, pois Michael precisava de mim. E eu precisava dele para sobreviver.
Sem ele, eu morreria.
Notas finais
Meninas desculpem se o capítulo ficou muito curto e me desculpem mais uma vez pela demora.
Provavelmente a Ever se vingará da Stacy e da Mandy haha. Nesse capítulo eu quis fazer algo envolvendo apenas os personagens que vocês gostam.
E o mistério do que o Michael tem continua... palpites? KKKKK
E quem gostou do casal de idosos? Awwn eu amo os idosos, principalmente as minhas avós! (eu não cheguei a conhecer meus avôs) =/
Daniel e Ever provavelmente se reconciliarão logo, logo.
Vou logo avisando que tempos difíceis para o nosso casal protagonista virão. Tem haver com o que o Michael esconde e a surra que o Chris levou.
Bom meninas, espero de coração que vcs tenham gostado desse capítulo.
Comentem muito meninas, eu sei que demorei mas estou aqui *o*
Tenham uma boa noite!
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