A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão
20 Capítulo 19 - Apaixonada?
Notas iniciais
Quero agradecer pela linda recomendação que recebi da Nathalia Franco. Muito obrigada flor pelo carinho, por estar gostando da fanfic. Essa fic tem um valor muito grande para mim e não seria nada sem todas vocês que estão comigo, então, muito obrigada.
Agora, vamos ao capítulo!
Ever narrando:
Estava na sala vendo um maldito desenho boboca que o Jack pediu para ver. Pediu não, chorou e fez chantagem só como um sacana de um irmão caçula sabia fazer.
Ouvi a porta da sala se abrir e entrar por ela um Jeremy cabisbaixo e logo lembrei de Caroline, me perguntando mentalmente o que teria acontecido entre os dois.
Corri para o meu quarto, pegando meu celular, discando para Carol logo em seguida.
- Alô. — A voz de Carol estava fraca.
- Carol, como foi o passeio com o Jeremy? Ele chegou em casa agora pouco e estava com cara de quem chupou limão azedo à uma semana.
- Você quer saber como foi? Foi um DESASTRE! Ele tem vergonha de mim, VERGONHA! — Carol Gritava, estava totalmente descontrolada.
- Amiga, se acalma! Me conta melhor o que aconteceu. — Pedi, preocupada com a minha melhor amiga.
- Nós fomos na livraria e o Jeremy estava agindo estranho, parecia que estava se escondendo de alguém sabe? Quando fomos na lanchonete, estávamos num papo agradável e de repente chegaram os descerebrados. Foi um desastre amiga, os amigos dele perguntaram pra ele o que ele fazia comigo e até me insultaram. Depois, eu saí correndo da lanchonete e Jeremy me seguiu. Perguntei para ele se ele tinha vergonha de mim e ele não soube formular uma frase coerente. Disse pra ele que ele era um covarde e vim embora. Ele me pediu desculpas, mas quem aceitaria desculpas depois de tudo o que eu passei? — Fechei as mãos em punho, irritada por ter um irmão tão calhorda como Jeremy.
- Meu irmão é um idiota! — Esbravejei.
- Acho que eu não consigo mudá-lo. — Disse Carol fungando
- Deve haver algum jeito. — Por incrível que pareça, eu ainda tinha esperanças.
- Não, amiga, não tem. Eu tenho que esquecê-lo. — Suspirou.
- Me desculpe pelo plano ter falhado. — Eu me sentia culpada. Eu tinha metido minha amiga nessa furada. Subestimei demais o meu irmão boboca.
- A culpa não é sua amiga... bom, vou desligar acabei de chegar e minha mãe quer que eu lave a louça. Eu amo você amiga, até amanhã.
- Também te amo. Até amanhã. Fique bem, amiga.
- Vou tentar.
O plano Conquistando Jeremy havia fracassado mesmo antes de ter começado direito. Caroline era a minha esperança de fazer meu irmão mudar. Seu super ego cresceu tanto, que ninguém, absolutamente ninguém que não seja popular o suficiente para ele, pode ultrapassar as barreiras de seu coração. Será que Jeremy era um caso perdido? Com essa dúvida em minha cabeça, eu acabei adormecendo.
Michael narrando:
O despertador tocou insistentemente me fazendo abrir os olhos que ainda se acostumavam com a claridade. Minha vontade era de jogar o despertador pela janela mas eu ainda tinha sanidade mental, o que eu duvidava que pessoas como Ever Williams tivesse. Ela é totalmente louca e impulsiva, faz o que dá na telha e acaba sempre se encrencando com isso, levando em conta que tudo o que ela planeja resulta em confusão.
Desliguei o despertador praguejando baixinho de raiva por estar pensando na Ever logo de manhã. Ela foi a primeira pessoa em que eu pensei assim que abri os olhos e isso me fez pensar que talvez fosse culpa do despertador ou talvez fosse culpa da própria Ever, por estar sempre infernizando a minha vida e a vida dos meus amigos ou talvez a culpa fosse minha, por ter tido a idéia louca de fazê-la bancar a "Hannah Montana" brasileira.
Bufei por estar tendo pensamentos tão idiotas aquela hora da manhã.
Tomei um banho relaxante, pensando em tudo o que eu teria que fazer hoje e quase voltei para a cama ao lembrar que eu teria que ir com a Ever no shopping depois da aula. Aturar aquela baixinha de franjinha o dia inteiro levaria a minha sanidade mental ir embora.
Me arrumei para ir para a escola afinal, enfrentar a cópia da Hannah Montana era melhor do que enfrentar meus próprios problemas, aqueles que eu custava a acreditar que eram reais. Problemas esses, que eu não dividia com ninguém. Nem comigo mesmo.
Ever narrando:
Hoje eu havia acordado um pouco mais cedo. Eu queria tirar satisfação com o Jeremy pelo que fez a minha amiga mas eu pensei que ele já havia saído. Quando eu passei pelo quarto do meu irmão mais novo, eu ouvi a música All night long da Demi Lovato, com uma outra voz feminina ao fundo que parecia... COM A MINHA VOZ?!?
Sem hesitar, abri a porta do quarto do Jack, encontrando o pestinha junto com o meu irmão mais velho, rindo enquanto olhavam para a TV. Quase tive um treco ao ver que era eu que estava na TV, dançando e cantando feito uma louca.
Automaticamente, eu me lembrei que Jack estava no meu quarto escondido e com uma câmera na mão. Ele ainda fez questão de me enrolar dizendo que não tinha conseguido gravar e eu ainda acreditei! Meus irmãos nem haviam percebido a minha presença então, eu disse:
- JACK SEU PIRRALHO! COMECE A REZAR! — Meus irmãos sobressaltaram quando ouviram a minha voz, tomada de fúria. — Você disse que não tinha conseguido gravar, seu projeto da desgraça! — Meu irmão mais novo virou-se lentamente para me olhar. O coitado tremia da cabeça aos pés.
- Er... sabe o que é irmãzinha... eu pensei, só pensei, que não tinha conseguido gravar. — Ele deu um sorrisinho típico de quem estava mentindo.
- E você quer mesmo que eu acredite nisso? Se você não passar esse DVD pra cá AGORA eu chamo o papai, ok? — Eu estava super irritada, minha vontade era de esganar aquela peste.
- Ah, Ever relaxa! — Jeremy tentou amenizar a situação e eu lancei a ele meu melhor olhar perfurante.
- FICA FORA DISSO! Eu estou sabendo o que você fez ontem com a minha melhor amiga e posso muito bem contar isso pro papai. — Jeremy ficou desapontado na hora. O que era estranho, já que ele fez questão de enfatizar para a minha amiga que tinha vergonha dela.
- Por favor Ever, não conte nada pro papai. — Pediu Jack choroso.
- Me entrega a droga do DVD AGORA! — Meu grito foi o estímulo que ele precisava. Jack quase voou até alcançar o DVD, tirando-o do aparelho e me entregando logo em seguida.
- Fica longe do meu quarto. — Ameacei meu irmão que apenas engoliu em seco.
- Como quiser, Ever. — Ele disse, pálido.
(...)
Cheguei na escola totalmente emburrada pelo ocorrido com o DVD.
- Nossa, que cara é essa amiga? — Caroline me perguntou assim que eu me aproximei dela que estava acompanhada de Chris e Yuri.
- Me irritei com a peste do meu irmão. — Dei de ombros. — E você amiga, está melhor? — Me referia ao que aconteceu entre ela e Jeremy. Ou melhor: O que não aconteceu.
- Não muito amiga. — Ela encolheu os ombros, abaixando a cabeça.
- Você vai ficar bem. — Pus uma mão em seu ombro.
- É isso aí! O mané do Jeremy vai se arrepender pelo que fez! — Disse Chris.
- Gente, mudando totalmente o rumo do assunto, tenho que contar um grande segredo para vocês. Me prometam que isso não sairá daqui. — Os 3 me olharam curiosos.
- Nossa, deve ser um segredo daqueles! — Comentou Yuri com um sorriso estranhamente abobalhado.
- Me prometam por favor! — Pedi.
- Nós prometemos. — Responderam os 3 em coro.
- Sabe, o Michael teve uma idéia louca para me fazer ser a vocalista da banda do Jeremy! — Os 3 me fitaram ainda mais curiosos que antes.
- Qual foi a idéia dele? — Perguntou Chris.
Depois de explicar tudo o que aconteceu, — desde a parte em que Michael e eu fomos na sorveteria até a parte em que fui até a casa dele cantar. — meus amigos ficaram boquiabertos.
- Você e Michael unidos pelo mesmo objetivo? Hum... vamos ver no que isso vai dar. — Chris me olhou maliciosamente.
- Só estamos "unidos" para que eu pare de infernizar a banda, mais nada! — Respondi irritada.
- Calma Ever! — Ralhou Chris que mudou completamente a expressão de seu rosto quando olhou para a entrada do colégio. — Vixi... — Seguimos seu olhar e avistamos Jeremy entrando no colégio. Percebi que ele olhava diretamente para Caroline, que o evitava desconcertada e chateada.
No olhar do meu irmão, pude ver arrependimento e tristeza e pensei com alegria que talvez o plano não tivesse fracassado. Ele parecia se importar com a Carol, só basta que ele deixe de se importar com a opinião alheia e a popularidade.
- Quer ir pra outro lugar? — Perguntei a minha amiga.
- Não. Até porque não posso ficar evitando-o a todo o lugar que eu for. — Assenti concordando.
Nessa hora, eu o vi:
Michael.
Estava tão lindo quanto das outras vezes em que eu o vira. Não entendi a reação de meu coração, que pareceu que ia saltar de pára-quedas a qualquer momento. O contraste do sol em seu rosto era uma visão estonteante. Ele parecia um anjo que estava no lugar errado, pois ele não parecia pertencer a este mundo.
Anjinho cumprimentou seus amiguinhos e Mandy apenas o ignorou, me fuzilando com o olhar logo em seguida. Dei de ombros.
Lembrei que o Michael falaria de sua suposta prima (que sou eu) para o Jeremy hoje e se tudo desse certo (tinha que dar) iríamos escolher o meu disfarce.
- Ever, nós poderíamos ir com você e com o Michael no shopping hoje! — Sugeriu Caroline empolgada.
- Se o Michael concordar...
- Vamos perguntar pra ele agora! Vem! — O maluco do Yuri saiu me puxando pela mão na direção de anjinho que graças aos céus, estava finalmente sozinho lendo um livro.
Caroline e Chris não ficaram para trás e nos seguiram até pararmos em frente ao Michael que nos olhou fatalmente. Um olhar fatalmente sexy.
EVER FICOU DOIDA É? NÃO VIAJA!
Sair de casa de estômago vazio dá nisso!
- O que vocês querem? — Michael fez a pergunta coletiva mas olhava diretamente para mim.
Yuri deu um empurrão em minhas costas me fazendo andar bruscamente para a frente.
- A Ever veio falar com você. — Ele falou rapidamente a frase para que não desse tempo de que eu me pronunciasse. Lancei um olhar fatal na direção do maluco que apenas abriu aquele sorrisinho exótico, onde apareciam seus dentes separados. Confesso que esse sorrisinho me deu mais vontade ainda de enfiar a cabeça dele na privada e dar a descarga depois.
- Ah Michael é que meus amigos querem nos acompanhar se formos mesmo no shopping hoje. Eles podem vir conosco? — Meu arqui-lindo-inimigo pensou por um tempo.
- Eles podem contanto que sejam discretos. Não iremos no shopping da cidade. — Michael escondeu livro que estava lendo nervosamente o que me fez ficar extremamente curiosa quanto ao título do livro que ele lia.
- Porque não iremos no shopping da cidade? — Indagou Chris.
- Porque o Jeremy e os outros sempre estão lá. Imagina o que aconteceria se eles nos vissem escolhendo perucas para a Ever? Levantaria suspeitas. — Explicou anjinho.
- É faz sentido... — Chris colocou a mão no queixo pensativo.
- Então até a aula e até o shopping. — Meu inimigo deu um lindo sorriso destinado a meus amigos.
Quando seu olhar pousou em mim, ele ficou carrancudo e eu em resposta, encarei-o com um olhar irônico.
Virei-me irritada puxando meus amigos pelo braço.
- O Michael sempre nos trata bem! — Observou Caroline com um sorriso no rosto.
- Me exclui da lista! — Falei erguendo as mãos.
- Ele te trata assim por causa das coisas que você fez contra ele e contra a banda.
- E você acha que eu não sei Caroline? — Me exasperei.
- Calma! Talvez agora vocês possam ser amigos!
- E quem disse que eu quero ser amiga dele? — Retruquei
- Rapazes, podem nos dar licença por favor? — Assim que conseguiu o consentimento dos rapazes, Caroline praticamente me arrastara para um canto qualquer. Olhei-a confusa mas ela apenas suspirou, começando a falar logo em seguida:
- Ever, você pode até enganar a si mesma, mas a mim não. — Eu até teria retrucado, mas Caroline não deixou. — Você pode negar o que sente, mas seus olhos te traem. — Vendo que eu não entendia onde ela queria chegar, bufou impaciente mas continuou falando: — Lembra quando invadimos a casa do Michael e vimos que ele se agarrava com a Mandy? Eu lembro muito bem da reação do Chris mas a sua me surpreendeu. Você olhava a cena petrificada. Parecia que se sentia mal só de olhar para os dois. Você não mexia, não piscava... — Caroline olhava-me vitoriosa.
- Isso... não faz sentido! Eu só... fiquei surpresa! Ele parecia não se importar com a mosca ruiva... — Desviei o olhar constrangida quando a vi dando um sorrisinho de canto.
- Isso não explica aquela reação esquisita que você teve, Ever. Quem fica surpresa com alguma coisa, não faz cara de quem está desapontada. — Eu engoli em seco e em silêncio. Não conseguia proferir nenhuma palavra que dissesse que Caroline estava errada.
- Isso tudo... está errado! Eu nunca me apaixonei Caroline, não posso estar apaixonada pelo meu inimigo! — Falei desesperada.
- E quem disse que somos nós que escolhemos por quem nos apaixonamos? Olha a minha situação! Eu amo um garoto gato que só liga para ele mesmo e seu reflexo no espelho. Eu nunca quis isso amiga, acredite. E mesmo que não queira isso para você, não pode simplismente negar isso para si mesma para sempre. O Michael é um cara legal, nem o chamamos de descerebrado! Ever, não é tão ruim quanto parece. Pense nisso. Fingir que não se importa não vai diminuir as coisas que você sente por ele... — E com estas palavras, Caroline me deixou ali, encostada na parede, totalmente atônita com tudo o que eu ouvira.
Caroline estaria certa sobre isso? E se ela estivesse certa, o que seria de mim daqui pra frente? Sofreria por amor como todas as outras gartoas de minha idade? Com estas dúvidas em minha mente, fui para a sala de aula, totalmente alheia a tudo que o professor explicava.
Pensando apenas em alguém.
Michael.
(...)
Depois da aula, eu e meus amigos tínhamos combinado com o Michael de esperá-lo uma rua atrás da escola, pois ele iria despistar os bonecos humanos para saírmos juntos. Confesso que eu ficava cada vez mais nervosa só de pensar que eu passaria mais um dia junto do Michael. Não conseguia parar de pensar nas palavras de Caroline e queria muito que ela estivesse errada em relação aos meus sentimentos.
Eu não queria e não podia ficar a mercê do amor. Esse é um sentimento que pode ser bom, mas que por muitas vezes, se torna traiçoeiro.
Eu não quero sofrer, muito menos pelo Michael. Por isso, decidi que ele nunca saberá se caso eu estiver mesmo apaixonada por ele.
- Ansiosa? — Caroline perguntou baixinho.
- E porque eu estaria? — Minha voz saíra trêmula.
- Tem medo do que pode sentir quando vê-lo, não é? — Era incrível como Caroline me conhecia. Apenas por me observar ela já sabia o que se passava comigo.
- Tenho. — Confessei baixinho.
- O amor não é tão ruim quanto pensa. — Olhei-a confusa, tentando encontrar algum significado nesta frase. Caroline sofre tanto pelo Jeremy como ela pode dizer que não é tão ruim?
O famoso carro prata do Michael parou em nossa frente bem na hora em que eu ia responder Caroline. Prendi a respiração instintivamente e percebi o quanto eu tremia. Eu mal conseguia andar.
Meus amigos entraram no carro, deixando o assento do carona livre especialmente para mim. Caroline me deu um olhar do tipo: "Dar pra entrar logo na droga do carro?" Então, tratei de entrar no carro sem ousar olhar para o rosto do Michael e perceber que a Caroline estava certa.
- O que há com você, Ever? Pensando em desistir? — A voz sarcástica do Michael soou dentro do veículo e eu ainda estava tensa, preocupada demais com meu maldito cupido para me preparar psicologicamente para enfrentar o Michael, o pivô de todo o nervosismo que eu sentia.
- Nem em um bilhão de anos eu desistiria disso. — Minha voz não passou de um murmúrio.
Eu estava encolhida dentro do carro, com meus olhos focados na estrada a minha frente. Ajudaria se o Michael não tivesse resolvido me provocar justo na hora em que eu preciso de silêncio e concentração.
- Você me parece tensa. É porque vamos escolher perucas para você usar? Fique tranquila, não escolheremos nada extravagante. — Michael estava ficando bom na arte de me provocar.
- Ao menos que a Ever queira usar uma peruca ruiva igual ao cabelo da Mandy. Já que você perdeu a ficante, acho que a Ever daria uma boa...
- CALA A BOCA CHRIS! — Interrompi a asneira do Chris, fuzilando-o com o olhar.
- HAHAHAHA. Acho que a Ever não ficaria bem ruiva... — Pude perceber que Michael analisava o meu rosto enquanto falava. — Talvez com uma peruca de uma cor bem viva para tirar essa cara de morta que ela tem. — Trinquei os dentes totalmente irritada com o comentário do Michael em relação ao meu rosto.
- E você com essa cara de melancolica? Aposto que nem uma peruca da cor do Restart resolveria. — Michael se calara na hora e tarde demais percebi que eu perdi a chance de ter ficado quieta.
Um silêncio constrangedor se instalou no carro e eu fingi não me importar com a carranca que se formara no rosto do Michael.
Eu sabia porque ele tinha aquele olhar perdido. Ele sentia falta de sua falecida mãe.
Olhei pelo retrovisor do carro e percebi que Caroline me olhava desaprovadoramente e eu apenas abaixei a cabeça.
Assim que chegamos no shopping, Michael disse:
- Caroline, Chris e Yuri vocês podem nos esperar na entrada do shopping?
- Claro! — Yuri respondeu pelos dois e eles saíram do carro, fazendo exatamente o que Michael pedira.
Tentei abrir a porta do carro para seguir meus amigos mas Michael segurou em meu braço me impedindo.
- O que você quer? — Perguntei irritada, olhando para o rosto do Michael logo em seguida.
Senti a correnteza me levar no minuto que meus olhos encontraram os dele.
- Eu sei muito bem que você está com a foto de minha mãe e eu quero que me devolva. — Eu podia sentir a tensão dentro do carro.
- Como você sabe que eu estou com a sua foto? — É, eu sei que eu estava errada por não ter devolvido para ele a foto e também me sentia mal por saber do que acontecera a ele e ter feito piada com a sua tristeza, mesmo que tenha sido na inocência.
- Qual é! Você invadiu a minha casa e bisbilhotou as minhas coisas. Só não entendo porque você pegou a foto de minha mãe. Você sabe muito bem o que aconteceu a ela, vai querer fazer piada com isso? — Ele estava um pouco alterado.
- Que tipo de pessoa você acha que eu sou? Eu nunca faria piada com uma coisa dessas! Eu só não tive tempo de colocar a foto no lugar. Eu sinto muito pela sua mãe. Não foi minha intenção se aproveitar da sua dor pra te zoar. — Ele me analisou por um tempo, talvez se perguntando se eu estava mesmo sendo sincera.
- Tudo bem, eu acredito. Mas eu quero minha foto de volta.
- Ok. Amanhã sem falta eu lhe devolvo a foto. — Michael assentiu, saindo do carro e eu fiz o mesmo.
Fomos para a entrada do shopping, onde meus amigos se encontravam.
- Porque demoraram? Estavam tendo uma DR ou estavam dando uns amassos? — O babaca do Yuri só sabia falar besteiras e a minha paciência já estava se esgotando. Havia sido uma péssima idéia deixar esse louco vir conosco.
- Se você não quiser que eu enfie seu cabeção na privada é melhor calar a boca agora! — Ele percebera que eu falava sério e se calou na hora.
- Vamos? A hora passa rápido. — Disse Michael desconcertado.
Entrei no shopping acompanhada dos quatro tendo a certeza de que aquele dia só teria confusões. Se eu estava envolvida, as confusões não poderiam ser nada boas.
Só teria encrenca.
Notas finais
E a Caroline é muito sábia né? Ela está abrindo os olhos da Ever e no próx. capítulo a ficha da Ever vai cair totalmente haha. O beijo dos dois está chegando e é melhor eu parar de soltar tanto spoiler HSUAHSUA
E vcs imaginam o que pode acontecer no próx. capítulo não é? Vai ter muuuita confusão, essa trupe vai aprontar mt no shopping vcs vão ver.
Obrigada meninas por tudooo por tanto carinho e por estarem comigo! Amo vcs
Tenham uma boa tarde
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