Notas iniciais
Meninas me desculpem por não ter atualizado ontem que era o dia que estava previsto pra postagem desse capítulo mas hoje eu estou aqui com mais um capítulo para vocês. Esse está um pouco triste, mas acho que vcs vão gostar. Alguém ai notou a nova capa da fanfic? Gostaram? rs Chega de papo e vamos a leitura nos vemos nas notas finais Boa leitura para vocês!

Abri os olhos lentamente, sentindo a claridade me cegar. Levantei da cama assustada quando ouvi vozes alteradas no andar de baixo. Abri a porta do meu quarto e cambaleei para o lado ainda zonza pelo sono.

Quando cheguei perto das escadas, ouvi soluços altos, parecia que alguém estava chorando. Fiquei paralisada no topo da escada, sentindo-me angustiada de repente, por ver meus pais e meus irmãos reunidos na sala chorando.

– Ever... — Papai sibilou com os olhos lacrimejando.

– O que aconteceu? — Obriguei meus pés a descerem as escadas e meu coração batia acelerado em meu peito.

Alguma coisa estava errada.

– Sente-se querida. — Minha mãe deu um tapinha ao seu lado no sofá e eu apenas obedeci calada e aturdida, sentando-me ao seu lado.

– O seu tio Carlos sofreu um acidente de carro quando vinha para cá resolver pendências da Escola de artes pois ele é o sócio de seu pai então... — Minha mãe não terminou a frase, o que me deixou ainda mais agoniada.

– Então... — Incentivei-a a continuar.

– Ele não resistiu filha. — Mamãe respondeu aos prantos enquanto todos na sala inclusive eu, desabava em lágrimas.

Meu irmão mais novo se agarrou a minha mãe chorando e Jeremy tentava controlar suas lágrimas sem muito sucesso. Papai se ajoelhou em minha frente, me abraçando.

– O enterro será hoje, Se vocês não quiserem ir, não precisa. — Papai disse intercalando olhares entre eu, Jeremy e Jack.

– Não, eu quero ir. — Falei convicta.

– Eu também vou. — Disse Jeremy com a voz trêmula.

– Eu também quero ir! — Jack respondeu fungando.

– Então vamos todos. — Mamãe falou enquanto se levantava e limpava suas lágrimas subindo para seu quarto para ir se arrumar.

(...)

A notícia de que meu tio havia morrido me pegou tão desprevenida que parecia que eu é que havia acabado de falecer. Eu não conseguia falar, parecia que tinham apertado a tecla mute e tudo ao meu redor tivesse ficado mudo e sem cor. Parecia que tudo havia desaparecido, inclusive o chão.

Eu sempre gostei do meu tio, ele sempre fez o estilo brincalhão. Era raro vê-lo triste. Quando ele e meu pai fundaram a escola de artes, eu podia ver quão realizado os dois estavam. Meu pai sempre dizia que me tio era o melhor amigo dele e que ninguém substituiria esse título tão importante.

Só agora eu percebi o quanto a morte é dolorosa. Ela surge sem aviso prévio e faz uma bagunça interna e externa em nossos corações. Nunca havia perdido um parente tão próximo de mim e não fazia idéia do quanto doía.

Chegamos ao enterro meia-hora antes de começar e o local já estava cheio. Cumprimentamos parentes, conhecidos e amigos, que partilhavam da mesma dor que a nossa. Meus irmãos estavam com seus semblantes abatidos e não pude deixar de pensar que talvez eu também esteja assim.

O caixão de madeira estava ali e era quase impossível acreditar que o corpo inerte que habitava aquele caixão era o do meu tio.

Depois do enterro, chegamos em casa não só fisicamente mas também emocionalmente. Os cemitérios parecem sugar toda a nossa energia, nos deixando quase sem vida, sem expressão. É como se fosse uma TV a cores que aos poucos fica preta e branca. Era como eu estava agora: vendo tudo em preto e branco.

Meu pai estava preocupado e inquieto com algo que não parecia ser com a morte de meu tio. Resolvi perguntar a ele o que estava acontecendo mas acabou nem precisando.

– Pessoal, temos um problema. — Meu pai estava sério.

– O que aconteceu agora? — Perguntou Jeremy preocupado.

– Não me diga que morreu mais alguém? — Surgiu do nada o agourento do meu irmão mais novo.

– Vira essa boca pra lá moleque! — Gritei na direção do pestinha que apenas me deu língua.

– Parem vocês dois! O que aconteceu querido? — Perguntou minha mãe preocupada.

– Temos que achar um novo sócio para a Escola de Artes o mais rápido possível. — Meu pai tentava manter-se calmo, mas era nítido o seu desespero.

– Mas porque? Você não pode administrar tudo sozinho? — Perguntou Jeremy.

– Não, o contrato da Escola de Artes exige que eu tenha um sócio.

– E o que acontece se você não arranjar um? — Perguntei temendo a resposta.

– Eles venderão ou fecharão a Escola de Artes. — Meu coração quase saltou pela boca com a resposta de meu pai.

Eu não imaginava a minha vida sem a Escola de Artes, pois lá era o meu segundo lar, eu amava aquele lugar.

– Mas não será difícil arranjar um novo sócio... ou será? — Jeremy estava aflito.

– Se não fossem as exigências do contrato, não seria difícil. Amanhã bem cedo irei em busca de alguém que tenha as exigências que o contrato impõe. — Papai disse altivo e seguro de si. — Não se preocupem, se depender de mim, a Escola de Artes Williams funcionará por um bom tempo. Agora durmam, hoje o dia foi difícil mas garanto que amanhã será bem melhor.

Papai tentou nos tranquilizar mas eu ainda podia sentir o clima tenso espalhado em nossa casa.

(...)

Depois de um longo banho, liguei meu celular vendo 4 chamadas perdidas de Caroline e 3 do Chris e um monte de SMS.

Carolinda:

Amiga, fiquei sabendo do que aconteceu... eu sinto muito! Desculpe não conseguir lhe dizer algumas palavras de conforto mas você sabe o quanto sou ruim com as palavras. Saiba que eu te amo e estarei aqui sempre do seu lado, pro que você precisar. Você deixou seu celular desligado e por isso não consigo te ligar né danadinha? rsrs. Espero lhe ver amanhã no colégio para poder te dar um abraço apertado. Meus pêzames, eu te amo e que Deus te abençoe.

Enviada: 16:00

Depois abri a outra SMS:

Chris B Boy da Praia o rap é nóis:

Falae minha parceirona! Sei que deve estar sendo difícil aguentar a barra mas seja forte, fique firme, não desista, vai! (8) ... Saiba que você tem a mim e a Carolzinha pra te apoiar otei? Vê se liga seu celular garota Slipknot. Te amo muito tá?Até amanhã.

Enviada: 16:30

E por incrível que pareça, tinha mais uma mensagem:

(xx) xxxx — xxxx

Er... Olá Ever. Sei que não nos damos muito bem mas fique firme. A dor é grande mas tudo o que você está passando valerá a pena. Talvez você não perceba isso agora mas, futuramente, você olhará para tras e verá que tudo o que você teve que passar foi por uma causa especial, para chegar a um caminho feliz. E quando isso acontecer, você olhará para o céu e reparará na beleza das estrelas e o motivo da sua felicidade estará logo a sua frente.

Por Michael Salvatore

Enviada as 17:00

Meu coração quase pulou do meu peito com a SMS do Michael. Eu não entendia muito bem o sentido de suas palavras mas elas inexplicavelmente, me deram forças. Era como se toda a minha energia sugada estivesse voltando aos poucos para mim.

Sinceramente, nunca pensei que receberia uma SMS do Michael e nunca pensei que isso me fortaleceria tanto!

Mas... como ele arranjou meu número? Será que o panaca do meu irmão havia dado a ele?

Mas quer saber? Não vou me importar com isso agora, me importarei apenas com as palavras de incentivo que recebi, principalmente a do Michael.

Deitei em minha cama com meu celular na mão e fiz questão de ler a mensagem do anjinho até suas palavras fixarem em minha mente. Eu sei que amanhã eu acordarei ainda disposta a atrapalhar a banda do meu irmão mas hoje, queria me entregar a sensação de paz que inebriava o meu quarto que coincidentemente, era a mesma paz que eu sentia quando eu me aproximava do Michael.

Notas finais
Fiquei com um dó da família da Ever... =(( E a sms do Michael? Nossa que lindo até eu me emocionei KKKKKKKK' Já pensou o Michael mandando uma mensagem dessas pra gente eu ia surtar KKKK' Agora as coisas vão ficar um pouco complicadas ainda mais com a escolha do novo sócio... Comentem meninas por favor, digam o que estão achando, deêm sua opinião! Beijos e boa noite minhas lindas próximo capítulo previsto pra domingo ou segunda. beijos e boa noite (agora é sério KKK) FUI!