A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão
9 Capítulo 8 - Encurralada
Notas iniciais
Deitada em minha cama, eu pensava nas coisas que eu podia fazer: Matar Jeremy, fazê-lo cair na real (talvez se ele se apaixonar pela Carol ele mude), matar Jeremy, queimar suas roupas de grife, matar Jeremy e a idéia mais brilhante e sensata: Sabotar seus instrumentos.
Claro que pra isso eu precisaria da ajuda da Carol e do Chris que daqui a pouco estariam aqui. O Chris com certeza concordaria com o plano já a Caroline será mais difícil de convencer, mas não impossível. Sei exatamente o que fazer para convencê-la caso ela esteja relutante.
Saltei da cama e desci as escadas correndo, encontrando os descerebrados na sala comemorando, sentados no sofá, ouvindo Slipknot. Pelo menos bom gosto eles tinham né...
– Por favor Jeremy me ponha na banda! Só assim eu vou ser notada e deixarei de ser a garota invisível e BV. — Debochou Daniel enquanto fazia uma uma imitação ridícula da minha voz.
– ÓH Harry eu te amo! Eu te acho lindo, tire o meu BV! — Disse Rafael levando todos a darem gargalhadas. Menos Michael, é claro.
– Vocês são um bando de idiotas! Eu nem falo assim. Vocês parecem duas garsas com diarréia. Além de descerebrados vocês tem retardo mental. Nossa, que humilhante. — Parei na frente deles debochada, enquanto eu sorria sarcasticamente fazendo com que eles perdessem a pose.
– Se ferraram bonito! — Zombou William dos amigos.
Fuzilei Jeremy com os olhos e fui até a cozinha. Abri a geladeira e peguei uma garrafa d'agua, fechando a geladeira logo em seguida e quando viro de frente, encontro Michael parado a poucos metros de mim me olhando carrancudo.
– O que foi? tô de verde? — Perguntei olhando para as minhas roupas.
Eu vestia uma blusa preta do Paramore, calça jeans e all star. Meus cabelos estavam soltos como de costume e minha franja, um pouco despenteada.
– Não, vim aqui te perguntar algo. — Anjinho deu alguns passos para frente diminuindo a distância entre nós.
– Me perguntar o que? — Franzi o cenho confusa.
– Você vai se vingar, não é? — Ele estava sério.
– Isso não te interessa! — Esbravejei irritada.
– Mas é claro que me interessa, Ever. Não acredito que você seja tão infantil ao ponto de querer fazer vingança por algo tão banal. — Disse ele cruzando os braços acima do peito, dando-lhe um ar de dono da verdade.
– Não interessa não! O que eu vou fazer ou não, é problema meu! E eu não sou infantil! — Balancei a cabeça inconformada e nem isso fez a expressão dura e ao mesmo tempo calma de Michael se abalar.
– As coisas que você irá fazer trará consequências graves para a banda.
Os olhos de Michael eram de um tom de verde cristalino e eu ainda não me conformava com o fato de existir um menino tão lindo no mundo que me inebria de paz. Será que eu estava louca? Será que só eu sentia essa paz ou estava alucinando? A beleza dele faz com que eu viaje na maionese?
– Oh ele quer proteger a banda! — Ironizei.
– De você eu quero mesmo. — Afirmou secamente.
– E porque? — Arqueei uma sombrancelha em sua direção, enquanto ele se preparava para falar.
– Porque você é rebelde, dramática e se comporta como uma criança; É do tipo de garota que não mede as consequências dos seus atos e não se importa com nada além de si mesma. — Embasbaquei na hora.
Quem era o Michael para me julgar? O dono da verdade?
– Ei! Pare de tirar conclusões precipitadas sobre a minha pessoa! Eu não sou nada disso aí que você falou tá legal? Você não me conhece, não sabe absolutamente NADA sobre mim! — Esbravejei andando pela cozinha furiosa.
Eu NÃO tinha medo de enfrentar o Michael.
– É difícil enxergar a verdade, não é? Expor todos os seus defeitos deve ser... doloroso. — O idiota sabia ser irônico e o que eu mais odiava era que alguém fosse irônico comigo. — Você está certa, eu não te conheço, não sei muito sobre você mas eu sou muito observador. — Ele deu um meio sorriso irônico.
Um sorriso muito bonito e irritante por sinal, que me fazia ter vontade de socar sua face para que ele parasse de agir daquele jeito.
– Você é tão observador que nem soube me descrever direito. Aliás, você só disse meus defeitos que não são esses diga-se de passagem. — Dei uma piscadela fingindo que todas as palavras dele não tinham me atingido quando na verdade, elas tinham me atingido e muito.
– Por enquanto eu só vi defeitos em você. — Abri a boca para rebater mas nenhum som saiu.
Meus olhos encheram-se de lágrimas e eu ordenei a mim mesma a não chorar como uma fracote na frente desse idiota.
– Tudo bem, a atitude do Jeremy não foi das melhores. Ele deveria ter te ouvido cantar pelo menos mas isso não justifica você querer despejar toda a sua ira em mim! De qualquer forma, vim lhe dar um aviso: Se você tentar qualquer coisa contra mim ou contra a banda, você vai se arrepender.
O idiota se aproximou de mim vagarosamente e eu, dei passos para trás. Ficamos assim até que eu fiquei encurralada entre o Michael e a parede gélida em minhas costas. Ele olhou dentro dos meus olhos e foi como se ele pudesse enxergar através de mim.
– Você está avisada. — Michael virou as costas e foi para a sala, enquanto eu, tentava assimilar tudo o que acabara de acontecer.
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