Notas iniciais
Olá meninas desculpem a demora a postar esse capítulo.
Boa leitura

Os primeiros raios de sol invadiam as frestas da minha janela, me fazendo abrir os olhos e me espreguiçar lentamente para só depois me dar conta de que o fim de semana havia chegado e com ele, chegava a esperança de finalmente realizar o meu sonho de ser a vocalista de uma banda.

Ainda deitada em minha cama, fiquei fitando o teto por um tempo, refletindo em todas as coisas que aconteceram no decorrer da semana.

Jeremy, continuava indiferente a mim e a todo o resto. Parecia que para ele, o mundo girava em torno de si mesmo e de suas vontades.

Já Caroline, estava empolgada com o plano "Conquistando Jeremy" que começaria hoje mesmo.

Chris estava triste por Mandy. A ruiva estava quase chegando ao ponto de se despir na frente do Michael, que não mostrava nenhum interesse por ela e isso me deixa super feliz! Quero dizer, o anjinho não merece tão pouco. Mandy e ele não combinam! E não é porque ela é uma descerebrada mas sim porque seu caráter é mais sujo do que um caminhão de lixo.

Depois do incidente da praia, Michael e eu não tivemos nenhum tipo de contato. Nunca mais trocamos olhares ou coisa parecida porque ele simplismente evita olhar para mim. Sempre que eu olhava para o seu rosto, eu via tristeza e as vezes um certo tipo e fraqueza e eu não sabia o porque disso, mas gostaria de descobrir. Tudo o que relacionava o Michael era estranho, algo sempre me intrigava o que me deixava instigada a querer desvendá-lo como se fosse um enigma.

Ouvi vozes no andar de baixo o que me fez sobressaltar da cama, abrir a porta abruptamente e quase voar pelo corredor, me escondendo atrás de uma parede.

– Pai, os caras da banda virão as 16:00 horas ok? — Reconheci a voz grossa do Jeremy no andar de baixo.

Vibrei internamente com a notícia que acabara de escutar. Antes das 16:00 horas eu me esconderia no quarto que o Jeremy preparou para ser a sala de ensaios da banda.

– Ok, avise a sua mãe caso ela esteja em casa essa hora. Você sabe que ela não gosta de barulhos, não é? — Perguntou papai e eu juro que pude ouvi-lo abafar a risada.

– Sei sim! Ela disse que iria passar o dia todo fora com as amigas. — Pude imaginar a expressão de desgosto que surgia no rosto do meu pai.

– Depois, faremos uma pequena comemoração para celebrar a criação da banda. — Pelo tom de voz do meu irmão, ele estava mesmo empolgado.

– Contanto que não façam bagunça e não destruam nada... bom eu vou indo se a Ever acordar, diga a ela que eu não irei demorar ok? Tchau filho.

– Tchau pai. — Jeremy começou a subir as escadas e eu saí correndo pelo corredor para não ser vista pelo meu irmão mais velho.

Graças aos céus, cheguei ao meu quarto a tempo.

(...)

Eram 15:50 da tarde e eu me encontrava na sala de ensaios, onde o Jeremy e os prováveis descerebrados se reuniriam hoje. A sala era ampla e confortável. Nela, continham puffs, ar-condicionado e até um mini-frigobar e os intrumentos se encontravam no meio da sala.

Tinha uma bateria, duas guitarras, um baixo, um teclado e um violão e eu me encontrava sentada em cima de uma das enormes caixas de som. Mas e claro que quando eu visse o Jeremy entrando aqui eu me esconderia atrás das caixas.

Ding-dong.

Assim que a camainha tocou, olhei para o meu relógio de pulso, constatando que eram exatamente 16:00 horas.

– Caramba! Eles são pontuais! — Pensei alto.

– E aí cara? Tudo beleza? — Ouvi a voz falsamente entusiasmada do Jeremy adentrar meus ouvidos enquanto estalos de mãos se cumprimentando no ar foram ouvidos logo em seguida.

– Vamos ao que interessa? — Barulhos de passos foram ficando cada vez mais audíveis e eu dei um pulo assustado, enquanto corria para me agaixar atrás das caixas de som.

Por um momento, o nervosismo tomou conta de mim e a porta da sala ficou bem interessante. Mas quando vi a porta se abrir, percebi que desistir estava fora de cogitação.

O primeiro a entrar na sala foi o Jeremy, se sentindo o top da semana. Logo em seguida, entrou Willaim Torres e os outros descerebrados da ala masculina: Pauk, Daniel e Rafael. Quando achei que a banda já estava completa, entra o menino lindo e de olhar hipnotizante que atende pelo nome de Michael.

Minha respiração falhou quando o vi se acomodar em um puff perto das caixas de som onde eu estava agaixada.

"Mas que merda! Tantos puffs espalhados neta sala e ele tem que se sentar logo aqui?" Esbravejei mentalmente enquanto sentia minhas pernas adormecendo.

"Merda!"

Praguejei baixinho mais uma vez.

– Bom, nós já decidimos o nome da banda no colégio, mas como esta é a primeira reunião da banda, eu quero saber se alguém tem alguma outra sugestão além de Bloodstream. — Jeremy estava em pé andando de um lado pro outro enquanto os outros integrantes da banda o encaravam, sentados em seus respectivos puffs.

– Eu acho que todos concordaram com Bloodstream! — William se pronunciou.

– Então ninguém mudou de opinião né? Nós seremos a banda oficial da escola. — Disse o besta.

– Não, pelo que eu vejo ninguém discorda. — Parecia que o loiro era o porta voz da banda que babaca!

– Então a formação da banda ficará assim: Eu na bateria, William no baixo, Daniel no teclado, Rafael no violão, Paul na guitarra e Michael na guitarra. E no vocal, eu estava pensando...

Quando eu ia me revelar, papai bate na porta e nem espera Jeremy atender, já sai adentrando a sala, o que me irritou profundamente, porque ele interrompeu o momento propício em que eu me revelaria.

– Jeremy, você viu a Ever? — Xi, fedeu!

– Poxa pai, você interrompeu a reunião pra perguntar pela pirralha da Ever? — Perguntou Jeremy irritado enquanto eu contava de 1 até 10, contendo a vontade que eu tinha de socar a cabeça do Jeremy na parede.

Papai ignorou meu irmão mais velho, tirando o celular do bolso, discando os números e colocando-o na orelha. Senti algo vibrar e logo ouvi a minha música preferida tocar e quase quis me jogar do penhasco quando percebi de que se tratava do meu celular que estava tocando.

– Alguém ai, atenda o celular! — Ordenou Jeremy, o mandão, enquanto eu tentava desligar meu celular mas minhas mãos trêmulas atrapalhavam.

– O som está vindo de trás das caixas! — Disse anjinho enquanto eu desligava o celular.

– Se você ver a Ever, me avise! — Papai disse saindo da sala enquanto eu respirava aliviada.

Mal percebi que não podia contar vitória antes da hora pois quando eu olhei para cima, vi um par de olhos verdes me fitando surpreso.

– Ever? — Perguntou Michael me fazendo pensar em minha palavra favorita em situações embaraçosas como essa:

FERROU!


Notas finais
É agora que tudo vai começar a mudar na vida de todos eles!
As confusões serão bem maiores.
Desculpem se o capítulo ficou muito pequeno.
Por favor deixem reviews
Tenham uma boa tarde