A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão

47 Capítulo 46 - A Festa Beneficente


Notas iniciais
Cara, eu nem sei como começar a pedir DESCULPAS para vocês pelo meu MEGA sumiço. Espero que vocês entendam de verdade. Vocês sempre souberam que a facul e o trabalho tomaram todo o meu tempo, né? Ainda mais o trabalho do que a faculdade. Além de ter que lidar com o desespero de entregar os trabalhos acadêmicos no prazo, ainda tive que lidar com o estresse do meu trabalho. Sério, o lugar onde eu trabalho parece até de escravo. Trabalho até domingo pra vcs terem uma noção e nem feriado eles dão folga pra gente. Pra completar, tive problemas de saúde e ainda acabei ficando de recuperação em duas matérias que ainda nem sei se vou conseguir passar =(( sério mesmo, minha vida não ta um mar de rosas. Com todas essas coisas, não tive tempo pra escrever direito e peço desculpas por ter atrasado tanto a postagem desse capítulo. Sei que muita gente deve ter abandonado a fic e eu entendo de verdade, porque sei como é chato demorar pra postar um capítulo. Eu realmente espero que quem ainda acompanhe a fic compreenda o que aconteceu comigo. Minha vida ta meio bagunçada atualmente. A boa notícia é que eu entro de férias na facul em breve (ainda trabalho, mas nem tudo é perfeito) mas eu vou ter mais tempo pra escrever, pq estou num horário que eu saio mais cedo e dá tempo de escrever bastante! Espero que vocês curtam esse capítulo e coloquem AIN’I IT FUN do Paramore para tocar quando a música aparecer em itálico! BOA LEITURA!

Todo o nervosismo que sentíamos era palpável no ambiente afinal de contas, o dia da Festa Beneficente finalmente chegara.

Meus pais, as crianças e até os meus amigos sentiam a tensão pré-apresentação.

Serena e Selena haviam trazido os figurinos de todos os envolvidos, inclusive o meu e Michael já havia dado inúmeras entrevistas onde o assunto principal abordava a festa beneficente e todas as atrações que o show teria. Acho que o evento que papai organizara com todo o sacrifício seria um sucesso.

Eu estava muito nervosa. Por causa do Michael, a imprensa estaria lá, cobrindo o evento.Só de pensar nisso o meu estômago já embrulhava.

– Preparada para ser uma estrela? – perguntou Serena para mim, equilibrando em suas mãos um monte de roupas.

– Eu estou muito nervosa. – respondi com certa apreensão, mordendo o lábio inferior.

– Você vai se sair muito bem, Ever. Você nasceu para isso. – Serena sorriu de forma encorajadora para mim.

Michael entrou na sala em que estávamos e meu coração se apertou. Ele estava tão bonito naquela manhã que os meus olhos se encheram de lágrimas.

– Ainda acho que vocês deviam se acertar. – Chris falou, olhando para mim e para Michael, que conversava com papai sobre arrumar os instrumentos no palco logo de uma vez.

– Nós não estamos brigados.

– Você entendeu o que eu quis dizer. – retrucou, bagunçando os meus cabelos e me fazendo soltar uma risada amarga.

Peguei uma escada e a levei para o lugar onde a festa ocorreria. Jeremy e Caroline estavam por ali, arrumando as cadeiras de forma que elas ficassem enfileiradas e organizadas em frente ao grande palco.

Michael chegou logo em seguida e esboçou um sorriso quando me viu. Eu retribuí o sorriso, tentando conter a vontade que eu tinha de abraçá-lo. Ele segurava uma guitarra e uma das caixas amplificadoras nas mãos e as levava para o palco.

Selena fez questão de ligar o rádio, colocando uma música qualquer das Spice Girls para tocar. Quanto todos nós olhamos para ela, logo tratou de encolher os ombros para se explicar:

– Vamos descontrair um pouquinho, gente!

Logo em seguida, observei papai, mamãe, Jack, Yuri, Michael e todo o restante dos meus amigos e familiares trabalhando para deixar aquele lugar impecável.

A apreensão que sentíamos era um fato que não dava para esconder, mas a animação e a certeza de que tudo daria certo e que conseguiríamos arrecadar uma boa quantia de dinheiro para ajudar as crianças fazia com que todo o nosso esforço valesse a pena.

Subi na escada que eu havia arranjado a fim de pendurar a faixa que dizia: “Festa Beneficente da Escola de Artes” e fiquei ouvindo as conversas paralelas que surgiam entre o pessoal competindo com a música que tocava.

Michael, Jeremy, Yuri e Caroline conversavam perto de onde eu estava e mesmo obtendo uma certa dificuldade para manter a faixa pendurada na parede, fiquei prestando atenção naquela conversa.

– E então, quando você vai voltar com a Ever? – perguntou Yuri, fazendo Michael empalidecer.

– Yuri! – Caroline o repreendeu e Jeremy deu risada.

– É, eu também quero saber. – disse Jeremy, recebendo um olhar enviesado da noiva. – A minha irmã te ama. Nunca deixou de te amar.

Michael abriu a boca para responder e eu me inclinei para o lado para poder ouvi-lo, já que a música realmente estava atrapalhando. No entanto, a escada fez um rangido quando pendeu para o lado e eu acabei me desequilibrando. Tentei me segurar na faixa, mas eu sabia que mesmo que eu conseguisse ficar pendurada, a faixa não aguentaria o meu peso. Minhas mãos escorregaram e eu caí, sentindo uma dor horrível na coluna assim que cheguei ao chão.

Gemi de dor e fechei os olhos, sentindo que alguém colocava a minha cabeça em seu colo.

– Ever, você está bem? – Michael perguntou, preocupado. Abri os olhos e encarei o seu rosto. Ele parecia um anjo.

– Acho que sim. – respondi, sentindo meu corpo latejar. Michael deu uma risada baixa e ficou me olhando de um jeito diferente.

– Sempre desatenta. – disse ele, zombando de mim. Achei estranho o fato de que ninguém além dele tivesse vindo me socorrer, mas tinha um leve palpite de que eles não queriam interromper qualquer interação que eu e o Michael pudéssemos ter.

– Sempre idiota. – provoquei, fazendo com que ele gargalhasse antes de me fitar com uma expressão completamente intensa e sedutora e retirar uns fios de cabelo da minha testa.

– Sempre linda. – disse ele, fazendo meu coração acelerar. – Você não muda nunca.

[...]

– Você está linda! – disse Caroline, me olhando de forma animada.

Meu cabelo estava todo enrolado e a maquiagem que Serena havia feito em meu rosto me deixava com um olhar marcante de garota determinada que eu não tinha naturalmente.

Eu parecia uma estrela pronta para brilhar.

Faltava menos de 1 hora para o show com as crianças começar. O meu solo seria a última apresentação da noite e meu coração parecia que iria saltar de tanta ansiedade.

Caroline, Serena e Selena seriam as minhas backing vocals e estavam radiantes usando seus vestidos brancos. As crianças se arrumavam nas salas da frente. As meninas usariam um vestido branco semelhante aos das Back’s e os meninos usariam blusa pólo branca e calça jeans.

Jack e Chris ficariam com a parte da sonoplastia e Yuri e a minha mãe com a parte da iluminação.

Michael tocaria guitarra, Daniel tocaria baixo, Jeremy bateria, Paul e Rafael (que haviam voltado de Londres para nos ajudar) tocariam teclado e violão, respectivamente. Os meninos se arrumavam na sala ao lado e William cantaria um rap no meio da apresentação, fato que deixou Chris e Yuri bastante enciumados, diga-se de passagem.

– Prontos para arrasar? – perguntou papai para nós, abrindo a porta do nosso camarim. – Venham, teremos uma pequena reunião antes de nos juntarmos as crianças que nesse momento estão com Victoria e Alfonso. – Nós assentimos para ele em silêncio, fazendo com que eu percebesse que não era a única que estava nervosa e apreensiva.

Saímos de nosso camarim improvisado e seguimos papai até uma outra sala vazia, onde percebi que meus irmãos, Michael e o resto dos instrumentistas já se encontravam. Entrei na sala e encarei Michael por um momento. Acho que ele percebeu que eu estava nervosa, pois deu um sorriso que transmitia força para mim.

Eu sorri de volta, sentindo-me totalmente trêmula e desajeitada.

Papai deu duas batidinhas com as mãos, fazendo com que eu desviasse o olhar de Michael e focasse toda a minha atenção nele.

– Chegou o grande dia! Primeiramente, eu quero parabenizar o empenho e dedicação que todos vocês tiveram com esse projeto. O lugar já está lotado e eu tenho certeza de que conseguiremos ajudar muitas crianças esta noite. Não falo só das crianças que estão aqui conosco, mas todas as outras que por algum motivo não puderam participar. Os pais delas estão radiantes e as enfermeiras do hospital tem se dedicado muito a essa festa, cuidando para que nada de mal aconteça a elas. Hoje eu quero que vocês se divirtam. – Papai abriu um sorriso enorme e eu acabei sorrindo junto com ele.

Olhei para todas as pessoas dentro daquela sala. Eles eram a minha família, os meus amigos e todos ali estavam reunidos naquela noite para fazer o bem. Eu sentia a união e o comprometimento nos juntando cada vez mais. William olhou para mim e sorriu, sendo acompanhado por Daniel, que fez um sinal de positivo com a mão para me encorajar.

– Ouviu, Claire Collins? – Sibilou William, fazendo-me soltar uma pequena risada.

Jeremy, que estava ao seu lado, acenou para mim e Paul e Rafael lançaram sorrisos de incentivo em minha direção. Senti Jack me abraçar pela cintura e afaguei os seus cabelos.

– Não liguem para a imprensa e muito menos para as câmeras. Nós trabalhamos muito para encanar com esse tipo de coisa agora. Boa sorte para todos, o show vai começar! – William, Jeremy e Chris começaram a gritar e logo todos nós estávamos gritando também. Eram gritos de comemoração e alegria e por um breve momento, eu esqueci que estaria diante de várias pessoas cantando e que várias câmeras estariam viradas em minha direção.

Olhei para o rosto de cada um dentro daquela sala: Papai sorria, dando tapinhas amistosos na costa de Jeremy, que ria. Paul e Rafael pareciam relaxados enquanto conversavam. Daniel me abraçou, desejando-me boa sorte e dando um beijo em minha testa. Caroline, Serena e Selena praticamente berravam, envolvidas numa conversa que só elas entendiam. Jack já havia soltado a minha cintura e agora filmava a todos nós. Chris e Yuri faziam passinhos de hip-hop dentro da sala para aliviar a tensão. William agora contava piadas para Daniel, que não ria de jeito nenhum das piadas do loiro e fazendo com que o mesmo risse sozinho feito um idiota. E por fim, tinha o Michael.

Em todo o tempo que estive observando os meus amigos, não havia notado que Michael me encarava. Não soube dizer por quanto tempo ele estivera me olhando, tampouco o que ele poderia estar pensando. Só sei que ele não ficou constrangido por ter sido pego no flagra.

Mordi o canto da boca e olhei para o chão. Senti que alguém erguia o meu queixo e percebi que era o Michael que havia feito aquilo.

– Não precisa ficar nervosa. – disse ele, olhando bem no fundo dos meus olhos.

– E quem disse que eu estou nervosa? – brinquei, fazendo com que ele risse. Nós dois sabíamos que eu estava tremendo tanto que parecia que eu estava sendo eletrocutada.

– Qualquer um que olhar para você agora verá que você está tremendo. Esse é um fato que não dá para negar.

– E quem garante que ela não esteja nesse estado por sua causa? Essa sua mãozinha ai repousando no queixo dela fala por si só! – disse Chris, olhando para nós de forma maliciosa. Michael retirou a mão do meu queixo rapidamente e minhas bochechas ficaram levemente vermelhas.

– Boa sorte, Ever. – Ele sussurrou para mim, depositando um leve beijo em minha mão. O lugar onde ele havia beijado formigava e eu fiquei olhando para ele com cara de boba.

– Boa sorte, Michael. – respondi. Ele olhou uma última vez para mim antes de se retirar da sala.

As crianças entraram logo em seguida, sendo conduzidas por Victoria e Alfonso. Uma das meninas me abraçou.

– Você está linda, Ever!

– E você está mais linda ainda, Steph. – eu respondi, olhando para seu rosto alegre e iluminado. Ela estava linda e seus olhos brilhavam de empolgação.

– Você acha mesmo? – Ela indagou, me olhando de modo surpreso. Suas feições se iluminaram ainda mais.

– Claro que acho! – eu disse, afagando o seu queixo.

– Galera, está na hora. – disse Alfonso para nós. Mamãe pegou as crianças e as conduziu até a coxia.

Respirei fundo algumas vezes para tentar controlar o nervosismo que eu sentia mas aquilo não adiantou muito.

Os músicos começaram a tocar a canção de abertura enquanto as crianças entravam no palco. Eu, Caroline, Serena e Selena acompanhávamos a apresentação pela coxia.

O lugar estava lotado e incrivelmente iluminado. As crianças passavam uma energia muito boa para a platéia. Assim que elas começaram a cantar a primeira canção, fechei os olhos para sentir a música que elas cantavam e acabei me emocionando.

Lembrei-me de cada ensaio e de cada palavra de carinho que elas direcionaram a mim e aos meus amigos. Em nenhum momento eu vi uma daquelas crianças reclamando de dor ou se lamentando por terem câncer. Não, elas sempre estavam alegres e viviam sorrindo.

– Você e o Michael fizeram um ótimo trabalho. – disse Caroline, abraçando-me pelos ombros e sorrindo para mim. Eu abri os olhos e sorri de volta para ela, enxugando as lágrimas do rosto.

– Nós não fizemos nada. – eu respondi, olhando para o palco. – Elas é que fizeram tudo sozinhas.

Os músicos estavam tão animados quanto as crianças e a platéia. A imprensa, que registrava toda a apresentação, também parecia estar emocionada.

As músicas lentas eram as que mais mexiam com o público.

– Estou ficando nervosa. – disse Selena, com a voz meio trêmula. Nós estávamos assistindo a apresentação de William, que era bem desenvolto no palco.

Logo, chegou a minha vez de fechar a apresentação. As meninas seriam as minhas back’s e as crianças entrariam no final da música com o figurino trocado.

Meu coração acelerou e eu senti vontade de dar meia volta e ir embora, principalmente depois que eu senti meu estômago embrulhar.

Mas papai logo anunciou a minha entrada e eu não pude fazer outra coisa a não ser pisar naquele palco e tirar o microfone do pedestal. As minhas amigas entraram atrás de mim e se posicionaram na lateral do palco, ajeitando seus respectivos microfones nos pedestais.

Encarei o público, que aguardava em silêncio a última apresentação e senti que as minhas mãos tremiam.

A música logo começou a tocar e senti as luzes dos refletores focarem em minha direção. Confesso que ficar diante de todas aquelas pessoas foi bem assustador num primeiro momento. Eu nunca havia me sentido daquela forma antes. Todas aquelas luzes em cima de mim me deixaram tonta, mas me obriguei a me mexer de um lado para o outro no ritmo da música enquanto batia palmas.

Não me importo
De facilmente te decepcionar, mas espere um pouco
Se não doer agora, então só espere , só espere um pouco
Você não é o peixe grande no lago, não mais
Você é o que os alimenta

O público logo começou a me acompanhar nas palmas e eu comecei a cantar a música com empolgação.

Então o que você vai fazer
Quando o mundo não girar ao seu redor ? Hmm, ah, ah

Não é divertido viver o mundo real?
Não é bom estar totalmente sozinho?

Aos poucos, o medo e o nervosismo foram me abandonando e eu comecei a interagir com as minhas amigas e com a banda, que era formada pelos meus amigos.

De onde você é?
Você pode ser a pessoa que comanda as coisas
Bem, você podia tocar qualquer coisa e ter o que quiser
Pra você é fácil ignorar um problema
Quando se vive numa bolha

A platéia logo entrou no mesmo clima e alguns até haviam se levantado para dançar e bater palmas no ritmo da música.

Então o que você vai fazer
Quando o mundo não girar ao seu redor ? Hmm, ah, ah
Então o que você vai fazer
Quando ninguém te enganar ? Oh, ah, ah

Não é divertido viver o mundo real?
Não é bom estar totalmente sozinho?

O medo que eu sentia já não me afetava mais. Eu me sentia livre em cima do palco e cantava como se aquela fosse a última vez que eu faria aquilo. Eu me sentia feliz, plena e completa e sabia que nada seria capaz de estragar aquele momento.

Não é bom estar sozinho?
Não é divertido você não poder contar com ninguém?
Não é bom estar sozinho?
Não é divertido você não poder contar com ninguém?
Não é divertido viver o mundo real?

As crianças entraram no final, na parte do coro. A música ficou muito mais bonita e o ambiente ficou mais iluminado com as vozes de todas elas ali em cima.

Não vá chorando para sua mãe
Porque você está sozinho no mundo real
Não vá chorando para sua mãe
Porque você está sozinho no mundo real
Não vá chorando para sua mãe
Porque você está sozinho no mundo real
Não vá chorando para sua mãe
Porque você está sozinho no mundo real

Olhei rapidamente para o Michael enquanto cantava. Ele balançava a cabeça e sorria enquanto tocava guitarra. Jeremy transbordava energia, tocando bateria e o restante da banda estava tão em sintonia quanto o resto de nós.

Não é divertido? Não é divertido?
Querido, agora você é um de nós
Não é divertido? Não é divertido? não é divertido?

Não é divertido viver o mundo real?
Não é bom estar totalmente sozinho?
Não é divertido viver o mundo real?
(Porque o mundo não gira entorno de você)
Não é bom? Não é bom estar totalmente sozinho?
Ah ah, ah ah ah ah ah ah

Comecei a interagir com as crianças, indo para onde elas estavam e me enfiando no meio delas. Os meninos sorriram, claramente divertindo-se e as meninas começaram a dançar junto comigo e a segurar uma das minhas mãos.

Não vá chorando para sua mãe (pra sua mãe)
Porque você está sozinho no mundo real (não vá chorar)
Não vá chorando para sua mãe (pra sua mãe)
Porque você está sozinho no mundo real (não vá chorar)
Não vá chorando para sua mãe (pra sua mãe)
Porque você está sozinho no mundo real (Isso é o
mundo real)
Não vá chorando para sua mãe (pra sua mãe)
Porque você está sozinho no mundo real (Isso é o mundo real, o mundo real )

Fui para o meio da banda e das minhas amigas, que estavam completamente desenvoltas. Comecei a fazer uma dancinha com Daniel e Michael enquanto cantava. Nós nos balançávamos de um lado para o outro enquanto eles tocavam seus instrumentos.

Não vá chorando para sua mãe (não vá chorar)
Porque você está sozinho no mundo real
Não vá chorando para sua mãe
Porque você está sozinho no mundo real
Não vá chorando para sua mãe (não vá, não vá chorar)
Não vá chorando para sua mãe (você está sozinho)
Não vá chorando para sua mãe (não vá chorar pra sua mamãe)
Não vá chorando para sua mãe

Quando a música finalmente acabou, uma alegria que eu não sentia aqueceu o meu coração e me fez sorrir como idiota para todas aquelas pessoas que naquele momento, estavam nos aplaudindo de pé.

[...]

– Um brinde a nossa união e a Festa Beneficente! – Jeremy levantou o braço no ar, segurando uma taça cheia de refrigerante. Nós o acompanhamos, encostando nossas taças uma nas outras e gritando, repletas de felicidade.

– Ever, pessoal, tudo estava lindo. Parabéns! – Mandy e Stacy apareceram, sorridentes e bem produzidas. As duas me abraçaram apertado e foram correndo falar com o William, que ficou corado quando Stacy beijou-lhe a bochecha.

– Amiga, você estava tão linda! O pessoal que cobriu o evento tem te elogiado muito lá fora! – exclamou Caroline, radiante.

– Foi tudo muito incrível. – Eu sorri, lembrando-me das crianças que já haviam ido embora porque já estava tarde e elas precisavam descansar.

– Amigas, acho que hoje é o dia mais feliz da minha vida. – disse Serena, de braços dados com Selena. Caroline deu risada.

– Pirralha, você canta muito! – Jeremy disse, bagunçando meus cabelos.

– Não exagere. – eu respondi, dando um tapa em sua mão. Ele riu.

– Eu não estou exagerando. – ele disse, abraçando Caroline.

Dei um sorriso, observando Michael, que havia acabado de entrar na sala em que estávamos comemorando. Ele tinha um olhar encantador.

Me aproximei vagarosamente dele e fiquei aliviada quando vi que ele não havia recuado perante a minha atitude.

– Então... – Nós dois falamos juntos, nos olhamos e caímos na gargalhada. Olhei para o outro lado, totalmente constrangida, mas logo voltei a olhar para ele.

– Você estava incrível no palco. De verdade. – Michael disse, sorrindo para mim. – Mas acho que você já deve ter ouvido isso.

– O show todo foi incrível. Foi tudo tão bonito... – eu disse, com um ar sonhador, colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. Eu sempre fazia aquilo quando estava nervosa. Michael balançou a cabeça em concordância.

– Você é a garota mais talentosa que eu conheço. – Michael me olhou daquela forma hipnotizante que sempre conseguia me paralisar. Fiquei olhando para ele com cara de boba, sentindo o quanto o que ele havia dito tinha mexido comigo. – Parabéns, Franjinha.

Michael colocou o polegar na minha testa, lugar onde a minha franja costumava estar antigamente. Uma dor aguda atravessou o meu peito quando ouvi o apelido que ele me chamava quando éramos namorados e fechei fortemente os olhos quando senti a pressão de seus lábios na minha testa.

Talvez com o tempo eu consiga me sentir inteira novamente para poder recomeçar com o Michael. Na verdade, eu soube desde o momento em que o vi que precisaria lutar para eliminar todo o medo que habitava em meu coração.

Eu havia enfrentado o medo de me apresentar no momento em que subi naquele palco e se eu havia conseguido vencer o medo daquela vez, eu estava bem certa de que conseguiria fazer aquilo de novo.

Papai chamou todos para brindarmos mais uma vez. No meio de toda aquela alegria, pude ver o quanto todos estavam realizados.

Michael parou ao meu lado e passou um braço em volta dos meus ombros. Eu o olhei meio estarrecida, mas ele permaneceu com o rosto virado para a frente.

Porém, eu percebi que ele estava sorrindo.

Notas finais
A fic está se encaminhando para a reta final! Agora, muitas coisas que decidirão o rumo que Ever e Michael tomarão acontecerão para deixar a trama mais misteriosa HSUAHSA Eu espero do fundo do meu coração que quem tiver lido esse capítulo deixe uma review para eu saber que mesmo eu sendo uma autora desnaturada, ainda tenho leitores que acompanham a fic. Eu realmente estou desmotivada com tudo o que tem acontecido na minha vida e essa fic sempre me ajudou a superar tudo de ruim que me acontece e agora não está sendo diferente. Tenham uma boa noite e comentem pra mim please HSUAUSHA GRUPO DA FIC https://www.facebook.com/groups/144846885706714/?fref=ts Beeijos de luz ;*