A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão
46 Capítulo 45 - O Medo
Notas iniciais
– Michael, acorda por favor! – Com as mãos trêmulas e as pernas fracas, me ajoelhei ao lado de Michael e coloquei sua cabeça em meu colo ao mesmo tempo em que eu dava leves sacudidas em seu corpo.
Seus olhos continuaram fechados, mas percebi que ele ainda respirava quando observei seu corpo atentamente. Seu peito subia e descia lentamente.
– Michael, por favor... – Choraminguei, sacudindo-o com um pouco mais de força.
Franzi os lábios e continuei sacudindo o seu corpo, o desespero já tomava conta de todas as minhas ações. Michael apertou os olhos antes de abri-los por completo e voltar a se deitar, completamente desorientado.
– Ai, graças a Deus! – Levantei os olhos para o teto e soltei um suspiro aliviado.
Michael se sentou, sentindo-se tonto. Só então percebi o cheiro de álcool que ele exalava e a garrafa vazia de vodka jogada de qualquer jeito em um canto qualquer.
– Você bebeu? – perguntei, sentindo-me super irritada. Michael me ignorou, apertando os olhos com força e massageando a cabeça.
– A minha cabeça dói. – Ele disse, agarrando os cabelos e pressionando os olhos com força.
– Mas é claro que está doendo! Pelo que eu vejo, você tomou um porre e tanto ontem à noite! – respondi de forma ácida, fazendo com que Michael me encarasse com raiva.
– Pare de gritar. – Franziu o rosto e eu suspirei.
– Tá, tá. – falei, me levantando e estendendo a mão para que Michael fizesse o mesmo. Ele segurou a minha mão e se levantou cambaleando. O puxei pelo pulso e o levei até o banheiro.
Michael me encarou de forma confusa quando liguei o chuveiro.
– Você precisa de um banho. – eu disse, parando bem em sua frente.
– Não, eu preciso da minha cama. – retrucou, contrariado.
– Não mesmo. – discordei, e comecei a desabotoar a sua camisa. Também fingi não perceber o olhar de Michael me especulando. Senti que minhas mãos tremiam um pouco e tentei não ficar vermelha, apesar de sentir que meu rosto queimava.
Assim que terminei de desabotoar a sua camisa, eu a abri, tirando-a de seu corpo e passando a mão pelos seus ombros largos no processo. Engoli em seco e acho que Michael também, pois quando olhei para o seu rosto de maneira incerta, vi que ele me encarava de um modo diferente e bastante sedutor.
– Acho melhor... acho melhor... – balancei a cabeça para espantar o nervosismo e fui me afastando dele. – Vou deixar que você tome o seu banho enquanto eu preparo algo para você tomar. – Ele apenas assentiu positivamente com a cabeça e eu me retirei rapidamente, sentindo meu corpo tremer de nervoso. Fechei a porta atrás de mim e soltei o ar que eu estava prendendo.
Enquanto Michael tomava banho, eu limpei o chão do seu quarto e preparei um pouco de café para ele tomar.
Deixei em cima da mesinha um comprimido ao lado de um copo com água, no intuito de aliviar a sua dor de cabeça.
Com tudo pronto, pensei em ir embora. Michael dava uma de inconsequente de vez em quando, mas sabia se virar sozinho. No entanto, a vontade de ir embora passou quando eu me lembrei da noite fatídica de ontem.
Eu definitivamente precisava ficar.
Um momento depois, a água do chuveiro parou de cair e a porta do banheiro se abriu. Michael havia trocado de roupa e agora usava uma camisa cinza e uma bermuda qualquer. Os cachos de seu cabelo estavam molhados e o seu semblante ainda era o de um rockstar de ressaca e abatido, mas ele iria sobreviver. Disso eu tinha certeza.
Coçando os olhos, ele mal acreditou quando viu que eu ainda estava ali.
– Ever, acho que você já pode ir embora. – disse ele, de modo ríspido.
Eu ainda tinha esperanças de que com a bebedeira ele pudesse ter esquecido tudo o que aconteceu ontem.
Bom, pelo que eu posso ver, isso não aconteceu.
– Tome isso. – Lhe estendi o comprimido e o copo com água, tentando esconder a frustração que eu sentia. Ele pegou o remédio e o copo de minhas mãos e a raiva que ele parecia sentir diminuiu um pouco.
– Obrigado.
– Acho bom você tomar o café que eu preparei. Dizem que é ótimo para curar a ressaca.
– Não sou muito chegado a café.
Suspirei. Acho que será mais difícil do que eu pensei.
Mordi o canto da boca e olhei para o outro lado quando os meus olhos começaram a arder.
– Eu vou indo então. – eu disse, praticamente correndo até a porta.
Eu estava tão nervosa que nem percebi que o Michael viera atrás de mim.
Michael abriu a porta e eu passei por ele para sair de seu apartamento.
– Ever, como você soube que eu estava passando mal? – perguntou ele, com um leve tom de curiosidade em sua voz. Eu me virei de frente para ele.
– Eu não sabia. – murmurei. Nossos olhares se encontraram e eu tive impressão de que a temperatura do ambiente aumentou uns 10 graus. Acho que Michael também teve a mesma impressão que eu, pois não quebrou o contato visual. Pela maneira com que nos olhávamos, qualquer um perceberia que eu estou completamente apaixonada por ele.
Foi exatamente esse pensamento que me fez subir na ponta dos pés, segurar sua nuca e lhe dar um beijo que não chegou a durar 5 segundos. No entanto, não deixamos de ficar ofegantes quando o beijo foi quebrado.
Ante que Michael pudesse dizer mais alguma coisa, eu me afastei, sentindo o meu coração bater forte dentro do peito.
[...]
O ensaio do coral para a festa beneficente estava fervendo naquele dia. Quanto mais ensaiávamos, mas tínhamos coisas para consertar.
A data da apresentação se aproximava rapidamente e papai já começava a demonstrar sinais extremos de nervosismo e ansiedade.
As crianças já sabiam a maioria das músicas e os instrumentistas já conseguiam se entrosar.
O meu solo estava ficando cada vez mais legal e o rap que William cantaria deixou as crianças ainda mais animadas.
Michael era o único que permanecia distante e pensativo.
Nós nem nos falamos mais depois do que aconteceu mais cedo. No entanto, eu sabia que cedo ou tarde teríamos que nos falar, já que somos os encarregados de ensaiar as crianças.
Assim que papai fez uma pausa para descansar, Lindsay apareceu na porta da sala onde estávamos ensaiando. Seu olhar era diferente e ela não olhou para outra pessoa no recinto além de Michael, que a seguiu para fora da sala.
– Vamos atrás deles, Ever! – gritou Chris, me puxando pelo braço.
Yuri e Caroline também corriam e eu tentava me soltar a todo o custo, correndo contra a minha vontade.
Os dois foram para o lado de fora e eu e meus amigos tivemos que os abaixar atrás da porta de entrada a Escola de Artes.
– Lindsay, eu sinto muito por ontem. – disse Michael. Pelo tom de sua voz, ele realmente parecia arrependido.
– Sabe, Michael eu demorei a aceitar o fato de que você nunca vai me amar de verdade. Eu tentei fazer você esquecê-la mas o amor de vocês dois é tão forte que nada parece ser capaz de destruir. Eu pensei que te amava, mas ontem, quando eu vi vocês dois juntos, eu não senti nada. Claro que eu fiquei furiosa, mas percebi que dentro de mim, no meu coração, não havia tristeza. Não senti a famosa facada no coração e não senti falta de ar. – A voz de Lindsay parecia mais serena do que de costume. – O que eu sinto por você é amor, sim mas um amor fraternal. O amor que senti quando ainda éramos duas crianças brincando de pique-esconde.
Olhei para o lado e percebi que meus amigos fungavam baixinho.
– Então rompemos o noivado numa boa? – perguntou Michael. Ele parecia um pouco incrédulo, mas também feliz e esperançoso.
– Numa boa. – Estiquei a cabeça para poder espiar pela fresta da porta e vi que Lindsay sorria.
– Seja feliz, Lindsay. – Michael disse, abraçando a Lindsay.
– Seja feliz com a Ever, Michael. – respondeu, ainda sorrindo.
Aquela foi a primeira vez que eu não senti raiva ao ver os dois abraçados.
Os meus amigos estavam tão emocionados quanto eu.
– Isso foi lindo. – Caroline disse, fungando.
– Agora o caminho está livre para a Ever. – falou Yuri baixinho e Chris assentiu em concordância.
Nos levantamos e corremos de volta para a sala de ensaios. Nós não queríamos mais correr o risco de sermos pegos em flagrante.
[...]
Assim que o ensaio acabou, fomos para a casa de Alfonso, pois ele havia nos convidado para jantar em sua casa. Como todos nós estávamos morrendo de fome, a ideia foi automaticamente aprovada pelos presentes convidados.
Me desculpe, eu estou realmente bagunçada agora
Estou tentando o meu melhor juntar tudo de novo
Eu não consigo ver dessa maneira, acende-se com esta dor que você me deixou
Estrelas desaparecem,elas apenas quebram no espaço
Desparecem da luz como eu e você
Desde que cheguei, permaneci inquieta. Michael havia sumido e eu queria muito falar com ele, mesmo sem ter certeza se devia. Afinal, para todos os efeitos, Michael achava que eu ainda não sabia que ele havia rompido oficialmente o noivado.
Michael estava livre, mas eu ainda sentia que havia algo entre nós nos impedindo de ficarmos juntos de verdade.
Diga-me onde o amor vai quando ele foi embora
Diga-me onde vão os corações quando estão mal
De repente, alguém é ninguém, eu venho
Desfeita, desfeita, desfeita
Desfeita, desfeita, desfeita
Eu estava insegura. Era só me lembrar do dia em que ele me abandonou e do estado que eu fiquei que o meu coração se apertava. Eu não sabia se iria querer passar por aquilo de novo.
Mesmo que ficássemos juntos, eu sempre sentiria algum tipo de receio.
A casa de Alfonso era pequena comparada a mansão que ele morara há alguns anos, mas eu gostava de sua nova residência. Era mais acolhedora e aconchegante.
Eu andava pela sala de estar ouvindo as conversas paralelas dos meus amigos quando resolvi sair daquele cômodo e acabei encontrando Michael debruçado sob o parapeito da sacada do quarto de hóspedes.
Sinto muito, eu me apaixonar por você
Eu posso apagar você e esquecer de você, mas eu não posso desfazer você
Você é a mão que eu não posso segurar, as palavras que eu não estou dizendo quando eu estou sozinha
E eu não quero você de volta, eu só quero ter o que você tirou de mim
Estrelas desaparecem, elas apenas quebram no espaço
Desparecem da luz como eu e você
Hesitante, parei ao seu lado. Meus cabelos balançavam com o vento ruidoso que passava.
– Eu e a Lindsay rompemos o noivado. – disse Michael, me fitando. – Mas eu preciso organizar os meus pensamentos. Estou com medo, Ever. Morro de medo de te magoar novamente.
Tentei fingir que aquilo não me atingiu, mas sempre que ele dizia aquelas coisas, eu acabava me lembrando de tudo o que eu passei. Michael teve os seus motivos para ir embora e eu havia aprendido a entender tudo o que aconteceu com ele e com seu pai. Entretanto, eu estaria sendo hipócrita se dissesse que eu não tinha ressentimentos. Era como se por um lado o que eu mais quisesse era me jogar em seus braços e por outro lado, o meu instinto mais forte fosse correr para longe dele e aquilo me afligia.
– Eu também estou com medo, Michael. – eu respondi, encarando-o de volta. – E preciso pensar no que eu quero e no que será melhor para mim.
– Entendo. Eu te fiz sofrer demais. – Michael abaixou a cabeça por um instante e meu coração pareceu dar um nó quando percebi que uma lágrima escorria pela sua bochecha.
– Fez. – afirmei, com os olhos cheios d’água. – E por mais que eu queira ficar com você, uma parte dentro de mim ainda sente medo. – Completei, colocando a mão no peito para enfatizar tudo o que eu dizia.
Diga-me onde o amor vai quando ele foi embora
Diga-me onde vão os corações quando estão mal
De repente, alguém é ninguém, eu venho
Desfeita, desfeita, desfeita
Minha voz estava começando a ficar embargada e eu acabei franzindo os lábios. Eu não queria chorar.
Michael fixou seu olhar em mim. Seus olhos transmitiam toda a dor que eu também sentia.
Ele estava sofrendo tanto quanto eu.
– Então o plano inicial é ficarmos afastados por um tempo? – Ele perguntou, desviando o olhar de minha pessoa para encarar suas mãos.
– Isso, para pensarmos no que faremos. – Michael assentiu com a cabeça, enxugando as lágrimas de seu rosto.
– Tudo bem. – disse ele, se aproximando de mim. Eu gelei e inconscientemente acabei me virando de frente para ele. Depois disso, não me movi um centímetro sequer.
Michael segurou a minha nuca com carinho e depositou um beijo demorado em minha testa. Eu o abracei logo em seguida, tentando me convencer de que aquilo não era uma despedida e que estávamos fazendo a coisa certa. Mas se aquilo era mesmo certo, porque eu sentia que haviam arrancado o meu coração? Parecia que uma parte essencial do meu corpo havia sido tirada e agora, eu só tinha o vazio.
Eu virei de novo
Eu sei que não é o fim
Mas agora eu não tenho nenhum lugar para começar
Para começar
Eu lutei com todas as minhas forças para fazer com que aquele abraço durasse. Meus braços o apertavam com uma força descomunal e por uma fração de segundos eu pensei em renunciar aquela decisão que havíamos acabado de tomar.
Porque enquanto eu estivesse ali, nos braços dele, nada mais importava. Nem mesmo o medo que eu sentia.
Infelizmente, o abraço teve que terminar. Nós nos olhamos por cerca de um segundo ou dois antes de Michael virar-se de costas e sair andando, com lágrimas nos olhos.
Diga-me onde o amor vai quando ele foi embora
Diga-me onde vão os corações quando estão mal
De repente, alguém é ninguém, eu venho
Desfeita, desfeita, desfeita
Meu peito doeu mais ainda quando ele se foi e eu senti que sufocava de verdade.
Coloquei as minhas mãos no parapeito para buscar equilíbrio e senti que soluçava cada vez mais forte.
Deslizei meu corpo até estar deitada no chão frio e comecei a chorar.
Nada além do vazio interior
O amor deixa um buraco negro, onde ele morre
Como posso amar de novo, eu sou feito
Desfeita, desfeita, desfeita
Desfeita, desfeita, desfeita
Desfeita, desfeita
[...]
– Eu não acredito que vocês fizeram isso! – bradou Caroline naquela manhã fria e chuvosa. Ela me olhava de forma indignada.
– Nós fizemos o que devia ser feito, Car. Pelo menos por enquanto, nós decidimos ficar afastados. – Me justifiquei, contrariada por Caroline estar irritada daquele jeito.
– Vocês estão cometendo um grande erro. – disse Chris, mostrando que apoiava Caroline. Eu revirei os olhos.
Eu havia tomado a decisão de contar aos meus amigos o que eu e o Michael decidimos na noite de ontem. Uma parte dentro de mim achava que eu tinha feito a coisa certa. Quanto a outra parte... bom, essa ainda não tinha tanta certeza assim.
Caroline e Chris ficaram indignados na hora. Jeremy também não concordou muito com isso. Foi ele quem me encontrou chorando ontem, no quarto de hóspedes da casa de Alfonso. Yuri ainda não havia se pronunciado, talvez pelo fato de que seu namoro com Selena havia acabado na noite de ontem. Era até compreensível ele não querer falar nada. Eu também não iria querer.
– Mas porque vocês acham isso? – perguntei, contrariada.
Chris e Caroline pararam bem na minha frente e Yuri fez o mesmo que eles. Afinal, ele podia até estar chateado, mas ainda não perdia a chance de assistir a uma boa treta.
– Porque vocês dois já demonstraram várias vezes que se amam e que não conseguem ficar longe um do outro. O amor de vocês superou a distância, caramba! – Caroline exclamou, gesticulando de forma exasperada. – Cinco anos se passaram. Cinco. E vocês dois continuam completamente apaixonados um pelo outro.
– Mas eu tenho medo. Há alguma coisa dentro de mim me impedindo de ficar com ele. Talvez isso passe. Eu só preciso recuperar a confiança que eu perdi.
– Eu entendo que esteja com medo. Entendo, de verdade. Mas quanto tempo você acha que esse medo continuará com você? – perguntou Chris.
Fiquei pensando por um tempo em sua pergunta e confessei, em voz baixa:
– Eu não sei.
– Eis a questão! – Chris apontou para mim, sorrindo. – Esse medo não vai sair de você num passe de mágica. Enquanto você não lutar contra isso, o medo continuará te atrapalhando.
– Você quer ficar com ele, não quer? – Yuri perguntou, se pronunciando pela primeira vez desde que chegou.
– Quero. – murmurei, chateada.
– Então não espere o medo acabar com o amor que vocês sentem um pelo outro. – respondeu Yuri, sério. Caroline e Chris assentiram com a cabeça, concordando com o que Yuri dissera.
Eu suspirei alto, tentando organizar em minha mente tudo o que os meus amigos haviam me dito. Talvez eles estivessem certos, mas eu ainda estava magoada demais para formular uma tese mais precisa sobre aquele assunto.
– Caroline, o Jeremy está chamando você, o Chris e o Yuri lá embaixo. – disse Danny, enfiando a cabeça para dentro do meu quarto.
– O que ele quer?
– Isso ele não disse. – Danny deu de ombros, sorrindo.
– Ai, vamos logo! – Caroline puxou Chris e Yuri pelo braço e os dois a acompanharam prontamente.
Eu e Danny acabamos ficando sozinhos.
– E aí, Claire Collins. — Ele sorriu, sentando-se ao meu lado na cama. Eu comecei a rir.
– Nossa, Danny! Ninguém me chama mais assim! – eu respondi, ainda rindo.
– Mas já chamaram, oras. – disse ele, batendo seu ombro no meu. – Sinto falta daquela época.
– Eu sinto falta de muitas coisas. – falei, suspirando. Danny percebeu que eu não estava bem e ficou sério.
– Você e ele ainda não estão juntos, acertei?
– Foi uma decisão que nós dois tomamos. Eu estou com medo de ficar com ele novamente. Meus amigos não apoiam a minha decisão, mas por enquanto, eu não vejo outra saída. – Danny me abraçou de lado e eu acabei encostando a minha cabeça em seu ombro.
– Eu também acho que isso é perda de tempo, mas eu entendo o seu lado. Acho que eu também ficaria com medo de me magoar novamente se eu tivesse sido abandonado.
– Pelo menos você me entende. – Dei um meio sorriso e com isso, Danny acabou sorrindo também.
– O Michael gosta mesmo de você, disso não tenha dúvidas. Nós conversamos hoje mais cedo e resolvemos as nossas diferenças. Eu disse a ele que estou interessado na Lindsay e que estou disposto a conquistá-la e a fazê-la feliz. – Meu sorriso se abriu mais em meu rosto, porque era bom ver Danny apaixonado novamente. Eu estava na torcida e esperava que a Lindsay o amasse tanto quanto eu amo o Michael. O Danny merecia isso.
– Eu espero que ela te ame de verdade, Danny. – Ele sorriu de um jeito confiante e eu nem precisei perguntar por que ele sorria daquele jeito.
Lindsay o amaria. Ele tinha certeza daquilo e quer saber de uma coisa? Eu também tinha.
Tudo parecia estar voltando ao normal. Caroline e Jeremy estavam na mais perfeita harmonia e felicidade. Já haviam até marcado a data do casamento. O relacionamento de Chris e Serena também corria as mil maravilhas.
Yuri e Selena haviam terminado no namoro, mas eu aprendi que nem tudo acontece conforme a nossa vontade. Algumas coisas acabam bem e outras, infelizmente não. Mas os finais ruins acontecem para que coisas boas, coisas até melhores, entrem em seu lugar e eu tenho certeza de que esse “melhor” ainda chegará para Yuri e Selena.
Assim como eu acreditava que o meu melhor chegaria.
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