A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão

45 Capítulo 44 - Noite do Coração Partido


Notas iniciais
Meninas, me desculpeeeeeeem pelo meu mega sumiço!! Eu expliquei no grupo parcialmente o que estava acontecendo comigo mas eu sei que nem todas vocês estão no grupo do face, então falo por aqui também. Além da facul e do trabalho, eu adquiri alguns problemas de saúde emocionais por eu estar fazendo muita coisa ao mesmo tempo. Eu chego do trabalho quase 23:00 e acordo pra ir pra facul as 05:30 e fico o dia inteiro na rua e mais o estresse do trabalho fez com que eu passasse mal todos os dias. Sério mesmo, todo o dia eu estava passando mal e tive que fazer as provas desse jeito mesmo e graças a Deus passei em tudo! E ainda fiquei cm bloqueio na hora de escrever esse capítulo e acabou acarretando nesse mega atraso de atualização... me desculpem mesmo meninas =(( Acho q vcs vão gostar do capítulo e pra ele ficar mais legal, coloquem Untouched das The Veronicas para tocar quando a tradução aparecer em itálico ok? Boa leitura!!

Desci as escadas correndo assim que percebi que meus pais e meus irmãos haviam chegado em casa. A pulseira de Lindsay se encontrava no bolso da minha calça jeans. Decidida a tentar entender o que a pulseira dela fazia no meu quarto juntamente com aquele panfleto, cutuquei papai nas costas, fazendo com que ele se virasse para mim.

– Oi querida, achei que estivesse com os garotos. – disse papai amistosamente, completamente alheio ao que se passava comigo. Mamãe estava ao seu lado e pareceu perceber que havia algo errado.

– A Lindsay esteve aqui hoje? – Estreitei os olhos na direção dos dois assim que percebi que suas reações foram totalmente comprometedoras.

– Na verdade... Sim. – respondeu mamãe, apreensiva. – Você já tinha ido para a Escola de Artes. Eu não vou muito com a cara daquela menina, mas Rodolfo deixou que ela entrasse aqui. Lindsay disse que precisava usar o nosso banheiro e como ela parecia desesperada, concordamos em deixá-la entrar. Mas como você soube que ela esteve aqui? – indagou mamãe, num tom de voz que me pedia tranquilidade.

Então Lindsay havia mesmo estado em minha casa... Será que ela tinha colocado aquele panfleto no meu quarto? E a troco de quê, ela teria tomado essa iniciativa?

– Algum de vocês deixou isso dentro do meu quarto? – perguntei, balançando o panfleto na frente dos meus pais e dos meus irmãos.

– Não, eu nem entro no seu quarto, pirralha. – disse Jeremy, se jogado no sofá da sala Olhei para Jack, esperando que fosse ele.

– Nem olhe para mim, faz tempo que eu não film... quero dizer, entro no seu quarto. – Jack sorriu amarelo e correu para o seu quarto logo em seguida.

Me virei para os meus pais.

– Não fomos nós, querida. – disse papai, observando-me atentamente. – Mas acho que você deveria se inscrever nesse concurso.

– Eu acho que farei isso! – Meus pais sorriram para mim de forma encorajadora. Dei um meio sorriso e voltei para o meu quarto, recusando-me a acreditar que Lindsay estivera ali.

Será que ela havia deixado a pulseira ali de propósito para que e soubesse que o panfleto fora ideia dela e que iria cobrar por estar me ajudando mesmo sem eu pedir?

Não, isso não é do feitio dela.

Lindsay não deixaria sua pulseira cara e favorita no chão do meu quarto somente por causa de um panfleto. E isso nem chega perto de explicar o motivo dela te deixado aquele panfleto para mim. Afinal, Lindsay me odeia. E com certeza, não seria capaz de me ajudar.

Ou seria?

A minha cabeça vai explodir.

[...]

Eram 09:00 de uma segunda-feira perfeita para ficar na cama debaixo do lençóis quando Caroline invadiu o meu quarto e me acordou se jogando em cima de mim. Hoje não teria ensaio do coral, e eu achei que realmente poderia ficar em casa descansando, mas Caroline estava disposta a não deixar com que aquilo acontecesse.

– IUHUUUL, vamos pra balada! – ela gritou, quase estourando os meus tímpanos. Tampei os meus ouvidos com as duas mãos assim que Caroline saiu de cima de mim.

– O que você está fazendo aqui a essa hora? E porque está gritando desse jeito? – perguntei, fechando meus olhos com força, tentando a todo o custo voltar para o sonho com o Michael.

– Eu vim te avisar que hoje as 20:00 em ponto nós iremos para a balada! E nem vale dizer que não vai porque o Chris e o Yuri já compraram os nossos ingressos!

– Balada bem no meio da semana, Caroline? Meu irmão está sabendo disso? – indaguei, totalmente desanimada.

– O Jeremy vai conosco, bobinha! Além do mais, dizem que a balada que nós vamos fica lotada nas segundas.

– Lotadas de vagabundos que não tem nada para fazer, né? – eu disse, fazendo Caroline bufar.

– Nós chamamos o Michael também. – Abri os olhos abruptamente com o que Caroline me disse. – Agora eu consegui te acordar, não foi? – Acrescentou, dando um sorriso esperto.

– O Michael vai conosco? – perguntei, torcendo para que ele fosse e não levasse a Lindsay junto com ele.

– Não exatamente, mas ele se encontrará conosco lá.

– A Lindsay vai também?

– Acho que não, já que os dois estão brigados. Além do mais, a Lindsay sabe que não é bem-vinda em nosso meio.

Nessa hora eu me senti meio culpada. Eu sabia que era meio idiota estar agindo daquele jeito com alguém que só soube infernizar a minha vida desde que chegou. Entretanto, Lindsay parecia estar mudando. Talvez a companhia do Danny esteja mesmo fazendo bem para ela ou Lindsay estava tramando alguma.

Assim que Caroline parou de me atazanar com a ideia fixa de que eu tinha que ir para a balada com ela e foi ficar com o Jeremy, eu pude respirar de forma mais aliviada.

Decidi me levantar da cama e trocar de roupa, tentando ignorar o arrepio que senti quando imaginei Michael naquela balada, arrumado e cheiroso, misturando-se as luzes de neon.

A campainha tocou e eu tive o ímpeto de correr pera escadaria e abrir a porta no intuito de que Lindsay estivesse me visitando para me dar mais um presentinho. Porém, eu não precisei correr para me dar conta de que não era a Lindsay tocando a campainha lá embaixo e sim, Mandy e Stacy. A voz estridente das duas era inconfundível.

Eu mal acabei de descer as escadas quando as duas deram um pulo e vieram correndo me abraçar.

– Ever! – As duas exclamaram em uníssono. Mamãe, que havia atendido a porta, olhava para nós três com um olhar engraçado.

Após dar um suspiro e balançar a cabeça de um lado para o outro, mamãe fechou a porta e deu um grito para que Jack levantasse a bunda da cama.

– Oi meninas! — Acenei para as duas de forma desengonçada.

– Nós estávamos dando uma volta e resolvemos passar por aqui para dar um oi. – disse Mandy, nervosa. Desconfiada com a sua brusca mudança de humor, estreitei os olhos em sua direção e cruzei os braços.

– Porque será que eu não acredito nisso? – perguntei, fazendo Stacy cutucar Mandy com força no braço. A ruiva olhou para mim e soltou um suspiro.

– Nós não viemos aqui somente para falar com você. – Começou, incerta e temerosa. – Eu gostaria de saber onde eu posso encontrar o Chris. – Franzi o cenho, sentindo-me totalmente confusa.

– O Chris? O que vocês querem com ele?

– Eu não quero nada. – disse Stacy, virando o rosto para o lado com toda a sua petulância. Ignorei, já que Mandy havia me dito Stacy ainda agia como uma patricinha de vez em quando.

– Na verdade, o que eu quero é me desculpar. Eu o humilhei muito no colegial. Eu não tinha esse direito. – Mandy respirou fundo e vi que as suas bochechas ficaram coradas.

– Vou pegar um papel e uma caneta. Sentem-se, eu já lhe dou o endereço dele, Mandy. – As duas sorriram, visivelmente agradecidas e eu fiquei feliz em poder ajudá-las.

Enquanto eu me dirigia até o meu quarto, senti meu celular vibrar. Eu havia acabado de receber uma mensagem da Caroline:

“Prepare-se para hoje à noite!”

Revirei os olhos com o conteúdo da mensagem, sentindo-o vibrar novamente em minha mão.

“Vá com o seu vestido roxo e rodado. Li numa revista de fofoca que o Michael adora roxo.”

Antes que eu tivesse tempo de organizar meus pensamentos, outra mensagem chegou:

“Ops!”

Eu ri com as mensagens e guardei o celular no bolso novamente.Se eu a respondesse, estaria dando trela para as suas piadinhas idiotas. Michael e eu podíamos ter ficado ontem à noite, mas isso não significava que éramos um casal.

Ontem foi tudo tão lindo e mágico que só de lembrar meu coração já acelerava, mas eu sabia que ontem estivemos distantes demais da realidade para perceber que a nossa história talvez nunca tivesse a chance de obter um final feliz.

[...]

Luzes de neon. Música alta. Pessoas dançando e pisoteando o meu pé impiedosamente. Era isso o que a minha noite na balada significava para mim.

Meu braço estava enganchado no de Serena e no de Caroline enquanto andávamos pela pista de dança.

Caroline havia se prontificado de pegar uma bebida para o Jeremy e resolveu me arrastar junto com Serena até o bar da balada. A animação que os meus amigos exalavam foi incapaz de me contagiar, como sempre.

Michael ainda não tinha aparecido e eu fiquei me perguntando se ele viria. Sua demora poderia significar muitas coisas e as hipóteses que rondavam a minha cabeça eram absurdas.

E se Lindsay e ele tivessem voltado? Essa era a hipótese que mais me amedrontava no momento.

– Vou levar essa lata de refrigerante para o Jer. Ele está dirigindo, não pode sequer pensar na possibilidade de beber. – disse Caroline, pegando a lata de refri da mão do barman. – Vocês vão querer alguma coisa? – Ela se virou para mim e Serena, que estava louca para dançar. Nós duas balançamos a cabeça em resposta.

Voltamos para o lugar que nosso grupo se encontrava. Caroline entregou a Jeremy a lata de refrigerante e ele sorriu, puxando-a para um abraço. Serena e Chris foram para a pista de dança de mãos dadas e Yuri e Selena discutiam em um canto.

Foi naquele exato momento em que eu percebi que estava sobrando.

Decidi andar pelo lugar na esperança de presenciar um assassinato ou pelo menos um tiroteio, como naqueles filmes de ação que eu gosto de assistir. No entanto, nada aconteceu, fazendo com que a vontade que eu tinha de ir embora se aflorasse.

Passei por entre as pessoas, que dançavam, totalmente ensandecidas e acabei esbarrando em alguém.

– Opa, desculpe. – eu disse, dando um passo assustado para trás quando eu vi que havia esbarrado em Lindsay.

– Não, tudo bem. – Ele respondeu, parecendo tão surpresa quanto eu por ter me encontrado ali.

Eu vou uh-uh, você vai ahh-ahh

La-la-la-la, a-la-la-la

Não posso mentir, mentir, mentir, m-mentir, mentir

Eu quero, quero, quero ter, ter, ter o que eu quero, não pare

Me dê, me dê, me dê o que você tem, tem

Porque eu não posso esperar, esperar, esperar ma-mais, mais, mais

Nem sequer fale da consequência

Porque agora mesmo você é a única coisa que está fazendo sentido para mim

E eu não dou a mínima para o que eles dizem ou o que eles pensam, pensam

Porque você é o único que está no meu pensamento

Nunca vou te permitir me deixar

Vou tentar parar o tempo para sempre

Nunca quero ouvir você dizer "adeus" (adeus, adeus, adeus)

Meu coração batia tão acelerado que eu podia ouvi-lo mesmo com todo o barulho que me rodeava.

A hipótese que rondava a minha cabeça alguns minutos atrás voltou com força total e agora eu tinha certeza de que Michael e Lindsay haviam feito as pazes.

Dei as costas a Lindsay e abri caminho empurrando as pessoas, magoada demais para me importar se para os outros eu estava parecendo uma garota maluca.

Eu só queria ir embora dali.

Bati de frente com o corpo de alguém e praticamente fui arremessada para trás, mas um par de mãos segurou a minha cintura com força e nossos rostos se aproximaram ao mesmo tempo em que nossos olhos se encontraram e o reconhecimento nos atingiu.

– Ever, você está linda. – disse Michael, olhando-me de modo admirado. Me desvencilhei de suas mãos e me afastei antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa.

– Ever, espere! – Michael gritou, enquanto eu tentava correr para longe dele. – O que aconteceu? – perguntou, segurando o meu braço e me puxando para si.

– Nada! – gritei, descontrolada.Só percebi que estava chorando quando senti que as lágrimas deslizavam pelo meu rosto. – Nada nunca acontece, esse é o problema!

– Do que você está falando? – perguntou, me olhando confuso e apertando o meu braço para que eu não conseguisse me soltar. Virei o rosto para os lados, na esperança de que aquilo afastasse as lágrimas e me senti uma completa idiota por deixar que o Michael sempre me manipulasse. – Ever, por favor, me explique o que aconteceu.

– Me deixa ir embora. – pedi, fechando os olhos com força. A raiva e a tristeza me assolando de uma forma tão intensa que eu senti uma vontade louca de morrer.

Eu me sinto tão intacta

E eu te quero tanto

Que eu não consigo resistir a você

Não é o suficiente dizer que eu sinto sua falta

Eu me sinto tão intacta agora mesmo

Preciso tanto de você de alguma forma

Eu não consigo te esquecer

Fui enlouquecendo desde o momento em que te conheci

Intacta-in

E eu preciso tanto de você

Foi nessa hora que eu senti os lábios de Michael sobre os meus. Eu não podia negar, o poder que aquele cara exercia em mim era capaz de tudo, até mesmo de me fazer ceder. Eu o puxei mais para perto e movi meus lábios sobre os dele com intensidade e com um pouco de raiva também.

Lembrei-me de Lindsay e do quanto ela havia tentado arruinar a minha vida e também em seu noivado e o empurrei pelo peito, pronta para sair correndo quando eu vi Lindsay e Danny parados há alguns metros de mim.

Nenhum dos dois havia nos visto ainda, mas a raiva me cegou de tal forma que eu me virei para Michael novamente e o puxei pelo colarinho da camiseta, beijando-o novamente.

Michael, totalmente alheio a tudo, simplesmente segurou a minha cintura e agarrou os cabelos da minha nuca, aprofundando o beijo. Mesmo me sentindo desorientada, eu soube que a Lindsay estava presenciando aquela cena. Confesso que eu gostei muito daquilo.

– Porque você estava chorando? – Michael colocou a mão em minha bochecha e me olhou de modo preocupado. Eu apenas sorri para ele.

– Não foi nada demais, não se preocupe. – eu disse, procurando Lindsay ou Daniel pela multidão, mas os dois haviam sumido.

– Eu preciso falar com o Jeremy, mas eu já volto. Me espere aqui, por favor. – assenti. Michael beijou a minha testa e sumiu na multidão. Minhas mãos ainda tremiam enquanto eu tentava acalmar a minha respiração.

Michael nem se importou com o fato de que Lindsay estava aqui na boate com ele. Apenas me beijou, sem se preocupar com a possibilidade de que ela poderia nos ver a qualquer momento e aquilo me deixou super intrigada.

Ver você, respirar você, eu quero estar com você

A-la-la-la, a-la-la-la

Você pode ter, ter, t-t-ter, ter tempo, tempo

Para viver, viver do jeito que você quiser, quiser viver sua vida

Me dê, me dê, me dê tudo de você, você, não tenha medo

Te vejo através das noites solitárias de querer mais, mais, mais

Nem sequer pense sobre o que está certo ou errado ou errado ou certo

Porque no final será apenas você e eu

E ninguém mais vai estar por perto

Para responder todas as perguntas deixadas para trás

E você e eu somos feitos um para o outro

Então mesmo se o mundo desabar hoje

Você ainda vai me ter aqui para te levantar, levantar

E eu nunca vou te decepcionar

– Ever, a Selena está vomitando no banheiro e a Serena sumiu! – Caroline exclamou, me olhando desesperada.

– Mas o que houve com ela?

– Ela brigou feio com o Yuri e começou a beber quando ele foi embora.

– Vamos lá! – Puxei Caroline em direção ao banheiro feminino, desviando de todas as pessoas. Não pude deixar de pensar em Michael e em Lindsay e no estrago que eu havia feito e acabei ficando com um pouco de remorso.

Encontramos Selena toda descabelada vomitando dentro do banheiro, agarrada a uma privada e chorando como uma garota chora quando está bêbada. Sua maquiagem estava borrada e seu estado era deplorável.

Caroline e eu nos abaixamos perto dela e ficamos segurando seus longos cabelos.

– O Yuri me odeia. – Selena disse, aos soluços. As suas mãos ainda apoiadas ao vaso sanitário.

– Ele não te odeia. Só está bravo com você. – respondi, tentando acalmá-la.

– Não, ele está furioso! – exclamou, falando com a voz enrolada. – E eu não tiro a razão dele.

– Vai ficar tudo bem, Sel... – disse Caroline, assim que Selena voltou a vomitar.

– Meninas, o Michael, a Lindsay e o Danny estavam brigando feio lá fora! – Serena entrou correndo no banheiro com a expressão assustada. Olhar para a irmã naquele estado só piorou a sua situação.

Eu gelei na hora. Com certeza eles discutiam pelo beijo que eu dei no Michael.

Eu me sinto tão intacta

E eu te quero tanto

Que eu não consigo resistir a você

Não é o suficiente dizer que eu sinto sua falta

Eu me sinto tão intacta agora mesmo

Preciso tanto de você de alguma forma

Eu não consigo te esquecer

Fui enlouquecendo desde o momento em que te conheci

– O que a Lindsay faz aqui? – Caroline perguntou para Serena, quando a mesma se abaixou ao seu lado.

– Eu não sei... – respondeu, olhando para a irmã com preocupação.

– Eu... Eu volto já. – Saí correndo para fora do banheiro, esperando ver Michael e Danny se engalfinhando no chão da boate mas até então, nada de anormal parecia ter acontecido. As pessoas continuavam dançando, bebendo e se divertindo. Nenhuma movimentação estranha e nenhuma aglomeração havia se formado.

Caminhei para fora da boate e encontrei Michael parado do outro lado da rua com a cabeça baixa. Corri em sua direção e parei em sua frente.

– Eu a magoei. – disse Michael, com a voz baixa. –A Lindsay sempre foi a minha melhor amiga e você, sempre foi o meu grande amor. No começo, eu não entendia como conseguia amar tanto uma pessoa sendo o jovem de dezesseis anos que eu era e mesmo depois de ter conseguido entender, ainda não sei por que me envolvi com ela. Eu sabia que faria a Lindsay sofrer. Sabe, Ever, ela nos viu aqui na boate. Eu realmente não sabia que ela estava aqui com o Daniel. Você tinha que ter visto como estava desolada. – Engoli em seco, sentindo-me um lixo. A culpa me atingiu e as lágrimas vieram aos meus olhos. – Eu não queria tê-la magoado, Ever. Mas a magoei da mesma forma que sempre magoo você. – Michael se aproximou de mim, pegando o meu rosto com as duas mãos. Doía encará-lo, então fiquei olhando para as estrelas que pareciam dançar acima de sua cabeça. – Falei para ela que não a amava e que nunca te esqueci, mas eu não sei se ela ao menos prestou atenção no que eu disse...

Intacta-in, intacta

Intacta-in, intacta

Intacta-in, a-la-la-la, a-la-la-la

Intacta-in, a-la-la-la, a-la-la-la

– Michael... – Fechei os olhos, sentindo a culpa me açoitar de forma impiedosa. Uma lágrima rolou pelo meu rosto quando me dei conta do que eu tinha que fazer.

– Eu quero ficar com você, Ever. Você não sabe quantas vezes eu sonhei em estar perto de ti novamente para poder te abraçar e dizer o quanto eu e amo e o quanto senti a sua falta. – A cada palavra que ele dizia, o meu coração se apertava cada vez mais. Eu me tornei uma destruidora de noivados. Por mais que eles não se amassem, eles eram amigos.

Michael encostou seus lábios nos meus quando eu não disse nada e eu tentei aproveitar ao máximo aquele momento, aconchegando-me em seu corpo e sentindo sua pele se contrair a cada toque meu.

Segurei seus cabelos com carinho e toquei a ponta de sua língua com a minha, sentindo seu gosto e desejando eternizar aquilo em minha mente.

Anjinho passou a fazer carinho em minha coluna, passando os dedos pela minha clavícula e massageando a minha nuca enquanto me beijava. Eu nunca havia me sentido tão amada antes.

Abrimos os olhos ao mesmo tempo e eu soube que tinha que confessar o que eu havia feito antes que fosse tarde demais.

Eu me sinto tão intacta

E eu te quero tanto

Que eu não consigo resistir a você

Não é o suficiente dizer que eu sinto sua falta

Eu me sinto tão intacta agora mesmo

Preciso tanto de você de alguma forma

Eu não consigo te esquecer

Fui enlouquecendo desde o momento em que te conheci

– Michael, a culpa é minha. Eu te beijei de propósito dentro da boate para que a Lindsay visse. – Meu coração ainda estava acelerado quando eu fiz aquela confissão. Michael afrouxou o aperto que exercia em meu corpo e me olhou estarrecido.

– O quê?

– Eu sabia que a Lindsay estava lá. Quando a vi, pensei que vocês tivessem voltado e fiquei com raiva. Apenas aproveitei que você estava por perto e te beijei quando soube que a Lindsay viria. Me... desculpa. – Michael balançou a cabeça várias vezes, afastando-se de mim o suficiente para que eu me sentisse exposta e arrasada.

– Como você pôde fazer isso, Ever? – Ele gritou, fazendo com que eu me encolhesse.

– Eu estava com raiva, tá legal?

– Não, não está! Eu ia romper o noivado amanhã. Ela não precisava ter presenciado aquilo. Apesar de não amá-la, a Lindsay é a minha melhor amiga desde quando éramos pequenos. – esbravejou, me olhando transtornado. Eu me senti um lixo naquele momento.

– Você a traiu comigo várias vezes, Michael! Não dê uma de santo agora. – eu disse, mesmo sabendo que estava errada. Não que eu discordasse do que eu havia dito afinal, Michael também tem uma longa lista de erros, mas isso não chega a justificar a minha atitude infantil e impulsiva.

Eu me sinto tão intacta

E eu te quero tanto

Que eu não consigo resistir a você

Não é o suficiente dizer que eu sinto sua falta

Eu me sinto tão intacta agora mesmo

Preciso tanto de você de alguma forma

Eu não consigo te esquecer

Fui enlouquecendo desde o momento em que te conheci

– Não estou dando uma de santo, Ever. Eu queria perder a noiva e não a melhor amiga. – Michael disse, me olhando de modo magoado.

– Me desculpa,por favor. – murmurei, chorando. Tentei segurar sua mão, mas ele se afastou.

– Não quero falar com você agora. – disse ele, afastando-se de mim. Pensei em sair correndo atrás dele para implorar o seu perdão, mas eu percebi que não adiantaria nada.

Michael não me perdoaria tão cedo.

Intacta-in, intacta

Intacta-in

[...]

A página do concurso estava carregando lentamente no meu notebook, mas nem por isso desisti de esperar pacientemente.

Tentei me desligar de todo o resto do mundo enquanto fazia a minha inscrição para o tal concurso do panfleto da Lindsay mas acontece que eu não conseguia deixar de pensar nela e em Michael.

Eu já havia mandado diversas mensagens para o Michael, que aparentemente, fazia questão de ignorá-las. Pensei em ir atrás de Lindsay para lhe devolver a pulseira, mas fiquei sabendo pelo Danny que ela havia saído do apartamento de Michael e agora estava hospedada em um hotel 5 estrelas no centro da cidade.

Tecnicamente, os dois não estão mais juntos. Aquilo deveria me deixar eufórica, mas algo dentro de mim me impediu de ficar daquela forma. Talvez fosse a culpa, ou o medo.

Finalizei a minha inscrição assim que a página do concurso terminou de carregar e desliguei no notebook com a esperança de que daquela vez a coisa ia funcionar.

Desci as escadas da minha casa com uma vontade louca de ir até o apartamento do Michael. Tentei ignorar aquela vontade idiota, mas eu precisava conversar com ele e esclarecer toda a bagunça que as nossas vidas viraram.

Saí de casa sem avisar aos meus pais onde eu estava indo e quando dei por mim, eu já estava entrando em seu prédio e me dirigindo até o elevador.

Parei em frente a porta do seu apartamento e apertei a campainha umas quatro vezes, mas ninguém atendeu. Achei aquilo tão estranho que abri a porta do seu apartamento e consegui entrar sem nenhum problema, já que a porta estava destrancada.

Fechei a porta tentando fazer o mínimo barulho possível e parei no meio do corredor assustada quando vi um braço estendido no chão de um quarto que estava com a porta entreaberta. Corri até lá e dei um grito quando entrei no quarto e vi Michael.

Ele estava deitado em cima de uma poça de vômito e parecia não estar respirando.

Notas finais
Lindsay e Michael praticamente romperam o noivado e ainda assim, Ever e Michael não estão juntos... vixi... O que será que aconteceu com o Michael pra ele estar desacordado? Comentem, opinem, me façam feliz meninas pq to precisando HSUAHSUA AH vou ver se já respondo as reviews de vcs e das outras fic’s, aproveitando q estou de folga HSUAHSA Faltam 6 capítulos pra fic acabar, vcs acreditam? =(( *depressãomodeon Tenham uma boa noite, fiquem com Deus por favor COMENTEM o capítulo, estou sentindo falta de algumas pessoas aqui =(( Beeijos!