Notas iniciais
Oi meninaaaaaaaas! Desculpem a demora =(( quem acompanha as minhas postagens no grupo da fic sabe como eu fiquei enrolada com trabalho e faculdade. Tenho estado bastante cansada, mas com muito custo consegui terminar esse capítulo! Ele está bem grande, para compensar a demora. Espero que vocês gostem, ele está um pouco romântico ♥ Tenham uma boa leitura!!

Michael narrando:

O corredor daquele hospital estava quase deserto. Porém, as lembranças cavernosas que aquele lugar me proporcionava não faziam muito bem a minha sanidade.

Eu estava nervoso e aflito com a situação em que a Ever se encontrava. Os médicos se recusavam a se pronunciar sobre o assunto e eu estava ficando louco. Já havia chorado muito por conta disso e sabia que os familiares e amigos da Ever estavam tão aflitos quanto eu.

A verdade é que eu estou com medo. Medo do que pode acontecer com a Ever. Medo do que pode acontecer conosco.

Eu a amo. Amo de todo o meu coração, por mais que eu quase não demonstre. Nunca havia amado alguém da forma que eu amo a Ever e eu não podia perdê-la. Ela não podia ir sem saber o que eu sinto simplesmente porque eu não quero que ela se vá.

Fechei os olhos e senti algumas lágrimas descerem pelo meu rosto.

Comecei a me lembrar de tudo o que vivemos juntos e de todos os momentos preciosos que eu passei ao seu lado.

A Ever sempre foi louca, impulsiva, durona. Corajosa, forte e cheia de atitude. Quando estava prestes a chorar, seu rosto ficava vermelho e ela franzia os lábios sem ao menos perceber.

Mas quando ela sorria... Era como se eu estivesse saindo da escuridão para a luz. Era tão linda quanto o desabrochar de uma flor.

E eu não queria que essa flor murchasse.

Passei as mãos pelo meu rosto com aflição e um pouco de desespero. Eu já não aguentava mais ficar sem saber como a Ever estava.

Me levantei da cadeira verde do hospital e fiz menção de dar um passo em direção do centro cirúrgico que era onde a Ever provavelmente estava naquele momento quando um dos médicos surgiu no fim do corredor e se aproximou de nós. Ele estava sério e limpava o suor do rosto com um lenço branco.

Meu coração acelerou de medo e expectativa.

– Vocês são os parentes da Ever Williams? — Todos se levantaram ao mesmo tempo, tão apreensivos quanto eu.

Rodolfo e Victória se aproximaram mais do doutor, desesperados.

– Somos os pais dela. — disse Victória, tremendo. — Como a minha menina está?

O médico soltou um suspiro e eu quase me contorci de ansiedade. Jeremy se aproximou dos pais e Jack agarrou a mão de Caroline com força.

– A Ever sofreu um atropelamento e chegou ao hospital muito debilitada. Sofreu um traumatismo craniano, fraturou duas costelas e torceu o pé. Tivemos que conter uma hemorragia interna. Ela passou por uma cirurgia muito delicada e seu estado é grave. Talvez tenhamos que operá-la novamente. Caso ela sobreviva, a possibilidade de que o acidente lhe deixe sequelas é enorme. — disse o médico, fazendo com que meu coração se enchesse de agonia.

Ever ainda corria risco de vida.

– Doutor, por favor, salve a minha menina... — pediu Rodolfo, chorando.

– Farei o que estiver ao meu alcance para salvá-la, não se preocupem.

– Nós podemos vê-la? — Jeremy perguntou,

– Infelizmente não. Estamos fazendo uma bateria de exames nela nesse exato momento.

– Ok.

– Caso ela tenha que se submeter a uma outra cirurgia, daremos um temo para que vocês possam vê-la. — disse o doutor, solidário e prestativo.

Todos nós assentimos em silêncio.

Victória começou a chorar baixinho num canto, fazendo com que Jack se desesperasse.

– Minha irmã vai morrer? — perguntou, com os olhos cheios d'água, encarando Caroline com uma expressão desolada.

– Não, pequeno. Ela vai ficar bem. — respondeu-lhe, quase chorando junto com ele.

Chris e Yuri tentavam a todo o custo conter o choro para que Jack não se assustasse. Jeremy fingia encher um copo de água no bebedouro que ficava localizado no final do corredor, mas eu sabia que ele também chorava.

Rodolfo e Victória se abraçaram.

Papai colocou a mão em meu ombro. Sem dizer uma única palavra, eu o abracei e chorei como se eu tivesse 4 anos de idade. Chorei como se eu estivesse partindo novamente e deixando a Ever para trás.

Mas agora a situação havia se invertido.

Acabei me lembrando de seu olhar triste quando dissera para mim que havia decidido desmentir tudo o que havia dito na outra entrevista e senti vontade de me socar até que eu perdesse a consciência. Eu sou um completo idiota. Eu a julguei antes mesmo de saber o que ela fazia naquele programa.

Desesperado, comecei a orar, abraçado ao meu pai. Minhas petições eram todas voltadas para a Ever.

[...]

Algumas horas depois...

A imagem que rodeava a minha cabeça era a da Ever toda entubada na maca do hospital. O doutor dissera que ela precisaria se submeter a uma outra cirurgia então, ele deixou que todos nós ficássemos um tempo com ela. Fora bem rápido, já que os médicos tinham demasiada pressa.

Ela havia entrado no centro cirúrgico há mais de 5 horas, o que ocasionou no cansaço de todos.

Jack dormia no colo de Victória, que chorava baixinho enquanto acariciava os cabelos do filho. Rodolfo andava de um lado para o outro, inquieto e preocupado enquanto Jeremy repousava a cabeça no ombro da mãe.

Caroline também mantinha a cabeça apoiada no ombro de Chris, que olhava para o chão com um olhar perdido. Quanto a Yuri, mesmo desolado, era o único que estava quase pegando no sono.

Meu pai vez ou outra apertava o meu ombro ou afagava as minhas costas, mostrando-me que estava comigo independente da situação.

O doutor apareceu no corredor todo suado e com um semblante ainda mais cansado do que antes. Nos levantamos de nossos respectivos lugares e Jack se sentou assustado, coçando os olhos constantemente, zonzo de sono.

– Como foi a cirurgia? — perguntou Rodolfo, tão aflito quanto eu.

– Houveram algumas complicações durante a cirurgia porém, conseguimos revertê-las. A Ever está bem. Considerem isso um milagre. As chances de que o acidente não lhe deixem nenhuma sequela agora é enorme. — Fechei os olhos e soltei o ar que eu estava prendendo. Eu me senti tão aliviado que me joguei na cadeira que eu estava sentado com toda a força que eu possuía.

Parecia que haviam amarrado dezenas de toneladas em minhas costas e agora, uma a uma ia sendo retirada. Nunca me senti tão aliviado antes.

Todos os outros também tiveram reações semelhantes as minhas e agora, só sabiam sorrir e chorar de alívio e alegria, o susto que sentimos se dispersava aos poucos.

– Nós podemos vê-la? — Victória se aproximou de nós inquieta, querendo ver a filha.

– Primeiro faremos mais alguns exames. Quando ela acordar, um por um terá 10 minutos para conversar com ela. Os pais e o pequeno ali podem entrar juntos. — disse o médico apontando para Jack.

Assentimos juntos e em silêncio. Eu ainda podia sentir o peso saindo das minhas costas.

[...]

Ever narrando:

Minhas pálpebras tremeram e eu senti uma luz muito forte em cima do meu rosto, o que fez com que eu os abrisse tomada de curiosidade.

A luz provinha do que parecia ser uma lanterna. Porém, vi que um senhor de branco a segurava. Ele sorriu assim que eu abri os olhos.

E então eu me lembrei.

Depósito. Pessoas estranhas. Carro. Acidente.

Hospital.

O desespero que me tomou quando me dei conta de tudo o que aconteceu foi tão grande que lágrimas vieram aos meus olhos e eu tentei me levantar. Porém, minhas costelas protestaram ao mesmo tempo que a minha cabeça e eu voltei a me deitar sentindo uma dor imensa.

– Não faça esforço, mocinha. — disse o médico, desligando a lanterna assim que viu que meus olhos pareciam estar normais. — Você nos deu um susto. Tem algumas pessoas que estão doidas para falar com você.

– Eu fui atropelada, não fui? — Eu ainda tinha esperanças de que tudo o que aconteceu comigo fosse apenas fruto da minha imaginação porém, minhas condições atuais me diziam o contrário.

– Foi. Você nada mais é do que um dos muitos milagres que eu já presenciei. Você poderia ter morrido. — Pisquei várias vezes para tentar afastar as lágrimas. Olhei para os meus braços cobertos por arranhões e senti que havia uma faixa envolvendo a minha cabeça. — Vou chamar os seus familiares. — O médico de aparência bondosa saiu do quarto.

Enquanto eu esperava a bronca que eu levaria por quase ter morrido, eu agradecia a Deus por Ele ter me dado mais uma chance. Eu realmente acreditava que Deus estava me presenteando. Ele havia me salvado, operando através dos médicos e eu seria eternamente grata a Ele.

Meus pais e Jack entraram no quarto chorando. Os três correram em minha direção e vieram me abraçar.

Deixei as lágrimas caírem dos meus olhos e envolvi os três no maior abraço do mundo, sentindo suas lágrimas molhando meus ombros. Não me importei com as dores que eu sentia. A única coisa que me importava naquele momento era sentir o abraço da minha família.

[...]

Antes mesmo da porta se abrir, o meu coração acelerou. E quando eu o vi entrar no quarto, foi como se tudo a minha volta começasse a fazer sentido de verdade.

Michael veio em minha direção com uma expressão indecifrável e quando se aproximou de mim, me abraçou apertado. Surpresa, eu fiquei imóvel por alguns segundos, deixando que ele me abraçasse, aproveitando aquele momento com todas as minhas forças, com medo de que não houvesse outra chance de sentir seu corpo tão próximo do meu.

Suas lágrimas começaram a molhar o meu ombro e eu acabei abraçando-o de volta, sentindo as minhas malditas lágrimas caindo rapidamente.

– Você não sabe o quanto me assustou. — disse ele, ainda abraçado comigo. — Estou tão feliz em ver que você está bem... — Michael se separou um pouco de mim somente para depositar um beijo em minha testa.

– O pior já passou. — sussurrei, sentindo os beijos que Michael depositava pelo meu rosto. Minha pele ia se aquecendo conforme eu sentia sua barba rala encostando no meu rosto e sua respiração quente em meu cabelo.

– Seus pais me contaram sobre a cilada que armaram para você. — Michael pegou em minha mão e a levantou, trazendo-a para perto de seu peito, onde a apertou ali. — Se isso for obra da Lindsay mesmo, ela vai pagar por ter feito isso com você.

Eu tenho quase certeza de que foi ela.

O médico entrou, anunciando que o tempo da visita de Michael havia se esgotado.

Ele assentiu, sinalizando que já iria sair e olhou para mim por alguns longos segundos que pareceram se estender por décadas.

Acabei ficando presa em seu olhar e antes mesmo que eu pudesse perceber, Michael havia depositado um selinho demorado em minha boca. Fiquei tão surpresa com aquele ato repentino que acabei paralisando. Michael ainda fez um carinho em minha bochecha antes de sair do quarto porém, eu ainda permaneci paralisada por um bom tempo.

[...]

Alguns dias depois...

A câmera em minha frente já estava ligada. Porém, eu não tinha coragem de dar o play e iniciar o meu pedido de desculpas.

Desde que eu saí do hospital, a ideia de que eu precisava desmentir todas as coisas horríveis que eu disse durante a festa só reverberava dentro da minha cabeça.

O Michael e a Lindsay estavam brigados por minha causa. Ela nega ter sido a mentora daquela armadilha mas todo o mundo sabe que ela está mentindo.

Lindsay é a única suspeita.

Daniel era o único que achava o contrário. Ele fora ao hospital me visitar e por pouco nós não discutimos. Se o Danny se recusava a acreditar que a Lindsay é um monstro, o problema é só dele.

Respirei fundo e liguei a câmera. Uma grande parte dos meus seguidores no twitter já sabiam que eu ia fazer uma twittcam.

– Bom... Olá! — dei um aceno desajeitado para a câmera e sorri. — Muitos de vocês devem estar aí se perguntando o que eu estou fazendo aqui agora. Bom, eu... eu quero pedir desculpas ao Michael e a Lindsay, por ter dado aquela entrevista e ter dito coisas que nunca foram reais. Como o Michael mesmo confirmou, nós namoramos e acho que essa foi a única parte da entrevista que eu não menti. Eu decidi pedir desculpas porque percebi que por causa das minhas mentiras, muitas confusões acabaram sendo desencadeadas e eu não me orgulho disso. Portanto, Michael, Lindsay e mundo: peço desculpas pelas mentiras que eu contei. Eu realmente deixei a raiva me cegar agindo por impulso e não pensei nas consequências que isso me traria então, galera... peço desculpas!

Desliguei a câmera e respirei fundo mais uma vez. Um sorriso repleto de alívio brotou em meus lábios.

Pela primeira vez depois de tanto tempo, eu senti que estava fazendo a coisa certa.

[...]

Preparar uma cantata era tão difícil quanto participar dela. E como eu fazia os dois, a tarefa se tornava quase impossível.

Enquanto eu e Michael passávamos com as crianças uma das músicas mais difíceis do musical, papai, Victória e Alfonso conversavam com Serena, que faria as roupas que as crianças se apresentariam no dia do evento junto com a minha roupa, já que eu faria um solo.

Caroline também estava aqui, assistindo ao ensaio. Chris viria também, mas a notícia de que Serena faria presença na Escola de Artes o fez desistir da ideia de acompanhar Caroline.

Selena e Yuri estavam em seus respectivos trabalhos e o Chris ninguém sabia onde estava.

Jeremy, Jack e Daniel ensaiavam (que permanecia brigado com o Michael), ensaiavam os instrumentais em uma outra sala.

– Isso, muito bom! — Michael disse, dando um sorriso de satisfação ao ver a dedicação de todas as crianças.

– Agora vamos fazer uma pausa de 10 minutos para que vocês possam beber água e ir ao banheiro. — eu disse, aplaudindo as crianças quando as mesmas comemoraram ao ouvirem o elogio que o Michael fizera.

– O último que chegar é uma mulherzinha! — gritou Fred, o menino mais arteiro, provocando o alvoroço de todas as crianças que desesperadas, saíram correndo em direção ao bebedouro.

Comecei a rir sozinha, porém, Michael parou ao meu lado e começou a rir também. Nos entreolhamos por alguns segundos, mas constrangida, acabei abaixando a cabeça sem entender o motivo do meu coração estar tão inquieto.

Paramos de rir aos poucos porém, eu ainda não tinha coragem de olhá-lo nos olhos.

– Como anda o machucado? — ele perguntou, tocando a minha testa, que coberta por uma tala, escondia um ferimento horrendo.

Nossos olhos se encontraram e eu senti minha pele se aquecer assim que ele tocou o meu curativo.

– Está sarando. — Michael sorriu e retirou o dedo que pousava delicadamente a minha testa. Eu retribuí o sorriso, porém, a voz de Serena chamou a minha atenção.

– Stacy, Mandy, William? O que vocês fazem aqui?

Olhei para trás bem a tempo de vê-los cumprimentando meus pais, Alfonso e Serena. Assim que Mandy me viu, veio correndo em minha direção.

– Oi Ever! Que saudades! — exclamou, me dando um abraço. — Nós encontramos com o William na rua e ele disse que o seu pai chamou ele para participar da cantata cantando um rap. Como fazia um tempo que eu não te via, decidi passar por aqui. — ela deu uma pequena risada e olhou para Michael. — Ah, oi Michael!

– Oi, Mandy. — disse ele, achando estranho a Mandy estar me tratando bem.

– Eu nem sabia que o William iria participar da cantata... — falei, olhando para Stacy com cara de nada. Acho que ela percebeu, pois veio correndo como Mandy fez há alguns minutos atrás e me deu um super abraço.

Será que eu estava alucinando?

– Ever, você está linda! — Stacy pegou uma mecha do meu cabelo e sorriu. — Desculpe pela época do colegial, eu era muito idiota. — assenti com a cabeça, indicando que eu não guardava ressentimentos. — Desculpe também, Michael.

– Sem problemas. — disse ele, ainda estranhando toda a situação.

– Ever! Michael! Que saudades! — William praticamente gritou, aproximando-se de nós rapidamente e nos abraçando. — Agora eu cheguei para ficar!

– Que bom! — eu disse assim que ele me soltou. Mandy e Stacy sorriam e o sorriso não era nada falso. Era sincero.

– Não sabia que você tinha virado um rapper... — disse Michael, já recuperado da confusão em que ele se encontrava há alguns minutos atrás.

– Eu e o meu velho amigo Sebastian! Porém, de dia eu sou apenas um empresário e de noite, viro o Will, o rapper mais bonito do pedaço.

– Não diga isso perto do Chris e do Yuri, por favor. Eles se acham os rappers mais bonitos. — eu disse, gargalhando um pouco.

– Pode deixar! — William piscou para mim e me deu uma leve cotovelada no braço.

Jack entrou na sala feito um furacão, parando em minha frente de modo esbaforido.

– Ever, tem alguém lá fora querendo falar com você. — Assumi uma postura defensiva assim que o Jack terminou a frase.

– E quem é esse alguém, posso saber?

– Eu não sei. — Ponderei por alguns segundos, indecisa com a opção de ir falar com quem quer que fosse e ficar paradinha onde eu estava.

Eu havia ficado um pouco paranoica após o acidente e isso acabava me atrapalhando muito porque eu acabava ficando desconfiada por qualquer coisinha e isso estava começando a me irritar profundamente.

Decidida a acabar com esses receios de uma vez por todas, agradeci ao meu irmão e pedi licença para o pessoal antes de me retirar.

Fui para a saída da Escola de Artes e fiquei surpresa ao ver Lindsay disfarçada no começo da escadaria. Ela retirou o lenço e o óculos e ficou me encarando com uma expressão lívida.

– O que você quer? — perguntei, ríspida.

– Olha só, eu sei que te ameacei aquele dia mas saiba que eu nunca mandaria alguém te bater ou algo do tipo. Eu sei que você tem todos os motivos do mundo para desconfiar de mim porém, eu tenho certeza de que foram alguns dos meus fãs alucinados que armaram essa para você. — Fiquei em silêncio por um tempo, analisando a história que a Lindsay havia me contado. — Quero te agradecer pela twittcam. Tenho quase certeza de que o Michael ainda não teve a oportunidade de assisti-la mas... Obrigada. Mesmo. — Lindsay esboçou um sorriso totalmente desconcertado e eu fiquei desnorteada com o seu gesto e suas palavras.

Lindsay parecia estar sendo sincera.

– Tudo bem. Eu só fiz o certo. Era o que eu deveria ter feito desde o início.

– Mesmo assim... Muito obrigada!

– Por nada.

Trocamos um sorriso desconcertado antes de cada uma tomar uma direção diferente. Enquanto eu voltava para a sala de ensaio, eu refletia sobre tudo o que vinha acontecido comigo desde que eu sofri o acidente e cheguei a conclusão de que eu realmente estou no caminho certo.

Ouvi uma gritaria antes mesmo de me aproximar da porta da sala de ensaios e apertei o passo. Adentrei a sala e vi Jeremy ajoelhado aos pés de Caroline, lhe estendendo uma caixinha com uma aliança dentro.

– Car, desde que eu te vi pela primeira vez eu soube que um dia ficaríamos juntos. Por anos, eu fiquei escondendo o que eu sentia e agi covardemente muitas vezes. Peço desculpas pelo nosso último desentendimento e quero que saiba que eu te amo com todas as minhas forças. Eu não posso mais ficar longe de você portanto, eu quero saber se você aceita ser a minha esposa? — Meus olhos se encheram de lágrimas ao ver aquela cena tão linda. Porém, fiquei feliz em saber que eu não era a única emocionada na sala.

– É claro que eu aceito, Jer. Eu te amo, sempre te amei e sempre vou amar. — disse ela, chorando e sorrindo ao mesmo tempo antes de puxar Jeremy para cima pela gola de sua jaqueta e beijar-lhe com todo o fervor.

Todos nós começamos a aplaudir e assoviar, até mesmo as crianças e Stacy, que no passado fez de tudo para arruinar o namoro dos dois.

– Que coisa linda! — disse Stacy, enxugando o olho com as costas das mãos.

Dei um sorriso involuntário ao olhar para aquela cena e saí da sala pensando em quanta coisa acabei perdendo depois que o Michael foi embora. Nós éramos muito jovens, mas fizemos vários planos envolvendo casamento. Nós pretendíamos ficar juntos para sempre porém, como todos sabem, isso não foi possível.

Senti aquela famosa dorzinha inundar o meu coração, mas eu me recusei a deixá-la dominar as minhas emoções. Eu já havia me machucado demais, chorado demais e arrumado mais cicatrizes do que eu podia suportar. Eu não queria sofrer de novo.

– Ever! — Parei no meio do caminho ao ouvir a voz de Michael me chamar. Minhas mãos começaram a tremer no entanto, tentei demonstrar sentimentos que naquele momento eu não tinha nenhum domínio. — O que aconteceu? Você está bem? — Eu tinha muitas respostas para aquelas perguntas.

Queria poder lhe dizer que eu não estava nada bem e que a culpa era dele. Michael era o único culpado por toda a minha tristeza, por ter feito tantos planos mesmo sabendo que nunca poderia cumpri-los. Eu estava cansada de saber que ele não teve escolha mas... não entrava na minha cabeça o fato dele estar noivo de uma pessoa na qual ele não amava.

– A Lindsay veio até aqui falar comigo. — Michael abriu a boca para responder, mas eu o interrompi. — Ela disse que não foi a culpada pelo meu acidente e eu acreditei. Tenho certeza de que a Lindsay estava sendo sincera.

Michael ficou surpreso com o que eu dissera e mesmo que uma partezinha dentro de mim me dissesse que eu não devia ter falado aquilo, eu sabia que fazer intrigas entre a Lindsay e ele não faria bem a ninguém. Nem mesmo a mim.

– Você tem certeza disso? — perguntou, ainda surpreso e desconfiado.

– Tenho. — respondi, confiante.

– Olha, eu vi a twittcam que você fez. Muito obrigado por ter desmentido todas as coisas que você disse.

– Só fiz o que eu achei que era o certo. — Ele meneou a cabeça lentamente, como se entendesse exatamente o que eu queria dizer.

Michael e eu ficamos parados um na frente do outro, apenas trocando olhares que diziam muito, mas que ao mesmo tempo não podiam dizer nada.

Eu gostaria de poder abraçá-lo naquele momento. Gostaria de poder lhe contar como eu vinha me sentindo e no quanto eu queria ser a sua noiva. Mas eu não podia. Não podia porque era errado. Não podia porque eu já estava cansada de externar os meus sentimentos daquela maneira.

– Obrigado, Ever. De verdade. — Mordi o lábio quando senti que meus olhos estavam marejados e me surpreendi quando Michael se aproximou de mim e depositou um beijo demorado em minha testa.

Fechei os olhos com força e as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Levantei os meus braços e o abracei pelo pescoço, sentindo aquela calmaria que eu sempre sentia quando o abraçava.

Michael prontamente me apertou contra o seu corpo, afagando os meus cabelos e beijando a minha bochecha.

Arrepios começaram a percorrer todo o meu corpo e eu me apertei mais contra seu corpo, querendo sentir seu calor e inspirar profundamente o seu perfume.

Naquele momento, a única coisa que eu desejava era poder ficar ali nos braços dele para sempre. O tempo podia congelar e deixar de existir.

Só o nosso amor prevaleceria.

Notas finais
Jeremy deixou o rancor de lado para pedir Caroline em casamento, Ever acreditou no que a Lindsay disse (acreditem, ela falou a verdade), Michael parece estar cada vez mais decidido a NÃO resistir ao charme da Ever KKKKK Mas será que isso será o bastante para que os dois consigam ficar juntos? Espero que vocês tenham gostado desse capítulo e continuarei pedindo para que vocês comentem! Quero pelo menos 10 reviews nesse capítulo. Tenho q responder as reviews de vcs mas tá dificil KKKKK Tenham um bom fim de carnaval meninas, tenham muito juízo