A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão

42 Capítulo 41 - Isso não é um acidente, é uma cadeia terapêutica de eventos


Notas iniciais
Oi meninas! Me desculpem pela demora. Eu demorei porque estou EXAUSTA. Arranjei um emprego e tenho tido treinamento todos os dias e tenho acordado as 03:30 Ç_Ç a notícia boa é que o treinamento acabou hoje porém, amanhã eu já começo a trabalhar. Acreditam que eu terminei esse capítulo nas pausas do treinamento do meu trabalho? Pois é, espero que gostem do resultado desse capítulo. Quero agradecer a LINDA da Letícia Godinho e a LINDA da JCristBee pelas recomendações que ambas fizeram. MUITO OBRIGADA PELO PRESENTÃO *-* eu amei demais! Tenham uma boa leitura, nos vemos nas notas finais ;) PS: O nome enorme do capítulo é um trecho de uma musica do Panic! At the Disco que se chama Camisado. Acho que tem tudo haver com o capítulo de hoje

Soquei o rosto de Lindsay com toda a força que eu possuía. Ela merecia aquele soco e os hematomas que viriam logo em seguida.

Desde que a Lindsay pôs os pés em São Francisco, minha vida se tornou uma confusão sem fim. Ela sempre me provocou e fez de tudo para jogar na minha cara que tinha como noivo o cara que eu sempre amei e isso só me fazia odiá-la cada dia mais.

Ela levou as mãos ao rosto ao sentir a dor que o meu soco provavelmente estava lhe proporcionando e senti que mãos erguiam a minha cintura e me puxavam para cima.

Um dos seguranças do programa fazia o mesmo com Lindsay, que chorava.

– Você vai me pagar, Ever! — gritou ela. — Eu vou processar você.

– Eu não tenho medo de você, sua mula! — rebati, rindo impiedosamente de seu olho machucado.

Eu não dava a mínima se o programa estava no ar ou não e muito menos para o que as pessoas ou até mesmo o Michael poderiam estar pensando naquele momento.

Eu só queria acabar com aquela vadia.

– Eu te odeio! Te odeio com todas as minhas forças! — Lindsay disse, histérica.

– Corta, corta o programa agora! — A apresentadora pediu, tão histérica quanto Lindsay. As câmeras foram desligadas imediatamente.

Michael e Jeremy chegaram juntos e invadiram o estúdio onde o programa estava sendo gravado.

Lindsay correu até Michael, abraçando-o e chorando como uma criancinha de apenas 5 anos de idade.

Me soltei com raiva do segurança que me segurava e Jeremy se aproximou de mim.

– Se for me dar uma bronca, acho melhor nem falar nada. — avisei, irritada quando percebi que Lindsay havia conseguido rasgar uma das minhas blusas favoritas.

– Você fez um belo estrago no rosto da Lindsay. Parabéns, você já pode ser lutadora de vale tudo. — disse ele, sorrindo abertamente e me fazendo rir.

– Talvez eu tenha que seguir essa carreira mesmo.

– Pelo menos desempregada você não fica. — Nós dois demos altas gargalhadas.

– A entrevista está cancelada! — exclamou a apresentadora, olhando para mim de modo furioso e incisivo.

Michael falou algo no ouvido de Lindsay e ela saiu do estúdio ainda chorosa. Logo em seguida, Michael veio em minha direção bastante carrancudo.

– Jeremy, posso falar com a sua irmã um instante? — pediu, colocando as mãos no bolso da calça jeans.

– Claro! Vou te esperar lá fora, maninha. — assenti, vendo Jeremy sair do estúdio tranquilamente.

Voltei-me para Michael, que me olhava com raiva.

– Porque fez isso?

– Isso o que? — perguntei, realmente confusa com aquela pergunta.

– Você não se cansa de arrumar confusão? — ele perguntou, ficando cada vez mais irritado.

– Eu não fiz nada! Foi a sua noivinha que veio até aqui me espancar. — Me defendi, sentindo-me ultrajada.

– Você ia gravar outra entrevista, Ever. — falou, totalmente impaciente.

– E daí?

– Pare de agir como uma criança! — Michael elevou um pouco o tom de voz, levantando o dedo indicador e apontando para mim. — Eu não posso ficar o tempo todo consertando as burradas que você faz.

– Eu não pedi para que você consertasse nada. — eu disse, sentindo uma lágrima rolar pelo meu rosto. Michael amaciou a expressão em seu rosto quando viu que eu chorava. — Além do mais, a única coisa que eu gostaria que você consertasse nunca poderá ser consertado. — Coloquei a mão sobre o meu coração e Michael seguiu meu movimento com os olhos. Enxuguei o rosto e deixei Michael sozinho no estúdio como se fosse um poste. Parei no meio do caminho e virei o corpo em sua direção.

– Eu ia desmentir tudo o que eu disse na entrevista anterior. — confessei, vendo que Michael me olhara surpreso após o que eu dissera.

– O-o que?

– Eu tinha decidido contar a verdade sobre tudo o que aconteceu. Eu ia assumir toda a culpa, mas a Lindsay estragou tudo. — disse eu, chateada.

– Puxa... Eu... Me desculpe por ter te julgado precipitadamente, Ever. — disse ele, arrependido.

– Já estou acostumada com os seus pré-julgamentos, Michael. — Soltei a respiração lentamente, sentindo um peso enorme comprimindo o meu peito. Eu podia jurar que o meu rosto estava vermelho. Nem se eu quisesse eu poderia conter ou esconder o choro.

Percebi que os olhos de Michael também estavam marejados. Deveria ser o arrependimento. Enxuguei as lágrimas do meu rosto com um pouco de brutalidade e virei as costas.

– Vamos Jeremy. — Peguei meu irmão pelo braço na saída do estúdio assim que o encontrei. Ele abraçou-me pelos ombros, mas não ousou pronunciar uma palavra sequer.

Não precisava ser um vidente para saber que eu estava daquele jeito por causa do Michael.

[...]

Sabe quando todo o universo conspira contra você e faz com que nada dê certo na sua vida? Então, era isso o que se passava comigo naquele momento.

Antes do Michael voltar, eu estava bem. Na verdade, "bem" não é a palavra que definiria o estado que a minha vida estava há uns meses atrás.

Porém, eu já havia me adaptado a viver uma vida sem o Michael.

Desde que ele voltou, a minha vida se tornou uma bagunça infinita. Todos os meus anseios voltaram com o seu regresso.

Eu até achava que a ferida que se abriu em meu coração estava cicatrizando, mas eu me enganei. Ela nunca fez menção de que cicatrizaria.

Eu já havia cansado de tanto chorar, mas as lágrimas continuavam caindo sem a minha permissão.

Eu estava deitada em minha cama de barriga para cima, assistindo o filme "Um Amor para Recordar" pela milionésima vez.

A cena que passava na tela da minha TV era a de quando o Landon descobre que a Jamie tem câncer. É uma das cenas que eu mais choro.

Porém, naquele momento, eu também chorava por causa de outra coisa.

Pelo menos o Landon amava a Jamie verdadeiramente. E era recíproco. Eu já havia assistido aquele filme vezes suficientes para saber que eu nunca mais teria a oportunidade de amar daquele jeito.

Meu celular começou a tocar mas eu não tinha vontade de me mexer. Na verdade, eu não tinha vontade de fazer nada.

Entretanto, o toque era tão insistente que eu tive que me levantar para atendê-lo.

– Alô.

– Ever Williams?– Gelei. A voz da pessoa que me ligava era super estranha. Eu não reconheci aquela voz e muito menos o número que havia aparecido no visor do meu telefone.

– Sim, sou eu. Quem está falando? — perguntei, temerosa. A ligação não estava muito boa.

– Sou o Robin. Eu tenho uma proposta para você.

– Que proposta? Como você descobriu o meu número? — Que situação estranha.

– Eu sou um produtor musical e dono de uma gravadora muito conceituada de São Francisco. Quero que você seja uma das maiores cantoras da atualidade.– Me controlei para não dar um gritinho e fiquei dando alguns pulos pelo quarto, parando apenas para me recompor.

– Isso é sério mesmo? — O sorriso que estava em meu rosto era tão aberto que parecia que o meu rosto iria se rasgar a qualquer momento.

– Claro! Anote o endereço que eu vou lhe dar e apareça na gravadora daqui a aproximadamente duas horas.– disse ele, com a mesma voz estranha de antes, mas eu não me importava. E daí que ele tinha uma voz esquisita? Eu iria gravar um Cd!

– Ok.

Após anotar o endereço, eu desliguei o telefone sentindo-me bastante eufórica. Meu dia estava uma droga, mas tudo havia mudado com aquela notícia.

Tirei os vestígios de tristeza do rosto com a maquiagem e sorri.

A minha chance finalmente havia chegado e eu não iria desperdiçá-la.

[...]

Que lugar estranho. Esse foi o primeiro pensamento que eu tive ao ver a rua que a gravadora ficava. Primeiro porque aquele bairro era bem barra pesada. Segundo porque as pessoas passavam por ali de forma extremamente apressada, como se temessem alguma coisa.

Quem em sã consciência abriria uma gravadora num lugar assim?

Peguei o endereço da gravadora em meu bolso, me certificando pela milésima vez de que eu estava no lugar certo e dei alguns passos para a frente, parando num depósito abandonado.

Arregalei os olhos. Era ali que a gravadora ficava.

Fiz menção de me afastar dali o mais rápido possível mas a porta do depósito se abriu e uns cinco caras estranhos apareceram.

– Olá, Ever. — disse o mais alto de todos, olhando diretamente para mim. — Estávamos esperando por você.

[...]

Caroline narrando:

Mordi o lábio com força e tentei não demonstrar o quanto eu estava nervosa. Cruzei as mãos acima de minhas pernas e fiquei esperando o Jeremy descer as escadas.

Hoje nós iríamos conversar e acertarmos o que tínhamos que acertar. Porém, eu estava morrendo de medo de ter passado dos limites ao armar aquele barraco na joalheria.

Ouvi um barulho próximo as escadas e avistei Jeremy nos primeiros degraus, descendo as escadas lentamente.

Ele levantou a cabeça para me olhar e senti uma aflição enorme quando percebi o quanto o seu olhar em minha direção era frio.

Não nos cumprimentamos. Não sorrimos um para o outro e tampouco nos beijamos.

Jeremy sentou-se ao meu lado, mas seu corpo estava virado em minha direção.

Eu desatei a falar:

– Jeremy me desculpa. — comecei, já sentindo as lágrimas molhando as minhas bochechas. — Você não é mais o mesmo há muito tempo. Achei que aquela garota pudesse ser a sua amante e...

– Minha amante? Caroline, o que você acha que eu sou? Acha mesmo que eu seria capaz de trair você? — ele perguntou, magoado. Seu rosto estava avermelhado. Meus lábios tremeram.

– É que eu pensei que...

– Você não pensou, você agiu. Sabe o quanto eu me senti mal e envergonhado pela cena patética que você fez na joalheria? Você ofendeu a mim e aos meus amigos! — Jeremy se levantou do sofá enfurecido. Eu me levantei também, mas ele se virou de costas para mim.

– Você não responde mais as minhas mensagens e não retorna as minhas ligações. Toda essa sua tempestade em copo d'água é somente uma desculpa para que eu te deixe livre, não é? — perguntei, cansada de todas aquelas acusações. — Você me deu motivos para desconfiar de você. — completei, encarando as costas rígidas de Jeremy.

O silêncio se estabeleceu na sala por um tempo até que Jeremy se virou de frente para mim, transbordando raiva.

– Eu também tive os meus motivos, Caroline.

– Que motivos? — perguntei com a voz fraca.

– Se você parasse de ficar paranoica, com certeza saberia que tudo o que eu fiz foi por você e para você. — disparou, irritado e visivelmente magoado. Tentei entender tudo o que estava acontecendo mas a verdade é que eu não conseguia.

– Quer saber? Que se dane! — Ele retirou do bolso uma caixinha de veludo branca. — Esse anel de noivado não vale mais nada para mim. — Jeremy jogou a caixinha com o anel longe. Fiquei tão estarrecida com aquela revelação que só o que consegui foi encará-lo com tristeza.

– Noivado? — perguntei, sentindo as minhas pernas fraquejarem.

– Aquela garota que você viu comigo na joalheria é a Georgia, prima do Michael. Ela é filha da dona da loja e estava me ajudando a escolher o anel perfeito para você. Por isso eu andava tão estranho, fazia parte do plano. — disse ele, olhando-me de um modo que eu não gostei nada de traduzir. Comecei a tremer. A situação era desesperadora. — Eu ia me explicar quando chegasse o momento certo, mas você acabou se antecipando.

– Me desculpa, Jer por favor...

– Você não confiou em mim.

– Tenta me entender, eu...

– Não, eu não tenho absolutamente nada para entender. Está tudo terminado entre nós. — Respirei fundo, mas eu senti como se não houvesse nenhum ar para soltar. Parecia que eu havia quebrado algum osso de tão forte que foi a dor que me atingiu.

– Jer, por favor me escute... — pedi, chorando e soluçando ao mesmo tempo. Ele levantou a mão bruscamente, impedindo-me de continuar.

– Eu sinto muito, mas eu estou muito decepcionado você. — disse ele, com os olhos cheios de lágrimas. — Acho melhor você ir embora agora.

Balancei a cabeça positivamente, conformada. Jeremy ia me pedir em casamento se eu não tivesse estragado tudo. Em casamento! Não dava para acreditar que eu mesma havia estragado tudo.

A sensação de saber que eu tinha decepcionado uma das pessoas mais importantes da minha vida fez com que eu sentisse vontade de sumir da face da terra.

– Tudo bem então. Adeus Jeremy. — eu disse, chorando.

Trocamos um rápido olhar doloroso antes que eu me retirasse de sua casa aos prantos. Meu coração doía. Aquela dorzinha que não tinha nada haver com físico e sim com o emocional.

A culpa era toda minha. Eu fui burra e inconsequente. Deixei a raiva me cegar de uma tal forma que nem eu mesma me reconheci.

A Ever tentou me impedir mas eu não quis ouvi-la e agora, eu estava sentindo vergonha de mim mesma.

Eu me sentia um lixo.

Jeremy havia terminado comigo. Talvez eu nunca mais volte a olhar para seus olhos castanhos de perto. Talvez eu nunca mais envolva seu pescoço com os meus braços. Talvez ele nunca mais queira ser o meu porto seguro.

Será que eu conseguiria suportar tanta dor? Acho que não, pois foi nesse exato momento que consegui compreender o que a Ever sentiu quando Michael a abandonou.

Meu choro acabou chamando a atenção de algumas pessoas na rua.

Senti uma mão em meu ombro e meu coração acelerou com possibilidade de que pudesse ser Jeremy. Porém, ao meu virar, vi Chris me olhando de forma preocupada. Me joguei nos braços do meu melhor amigo, colocando para fora toda a tristeza e raiva que eu sentia naquele momento.

Chris me amparou, abraçando-me apertado. Ele nem sabia o que havia acontecido e não fez questão de me perguntar. Chris apenas me consolou e eu me senti totalmente agradecida por ter um amigo ele.

[...]

Dei alguns passos hesitantes para trás, sentindo que alguma coisa estava errada. Os homens me encaravam de uma forma esquisita.

Mais uns alguns homens apareceram junto com 3 mulheres mal encaradas e eu franzi o cenho, tentando entender em que furada eu havia me metido.

– É aqui a gravadora? — Eu já sabia a resposta, mas não sei porque resolvi perguntar.

Acho que é o medo.

– Talvez. — respondeu o mais baixo de todos.

Engoli em seco e dei alguns passos temerosos para trás. Um alerta piscava dentro da minha cabeça, eu sentia que havia alguma coisa errada naquela história toda.

Haviam feito uma armadilha para mim e eu caí direitinho nela.

Eu fui muito burra. Deixei a euforia me dominar ao receber aquela ligação e nem me apeguei ao fato de que eu precisava perguntar o nome da gravadora e todas as outras informações referentes a ligação que eu havia recebido.

Encarei todas aquelas pessoas em minha frente com cautela. Eles olhavam atentamente para os meus movimentos pouco sutis e disfarçados.

Quando um deles fez menção de vir atrás de mim, eu saí correndo para o lado oposto. Pude ouvi-los gritar para que eu voltasse mas eu não dei ouvidos.

A rua extremamente deserta não me ajudava muito, mas eu não pararia enquanto não despistasse aqueles caras.

Tropecei em minhas próprias pernas e quase levei um tombo feio, o que me deixou em desvantagem. Eu não precisava olhar para trás para saber que eu estava sendo seguida.

Tentei pegar o meu celular no bolso da calça mas minhas mãos tremiam tanto que eu temi me atrapalhar ou deixá-lo cair. Eu não sabia o que eles queriam comigo e tinha medo de descobrir.

Virei a cabeça para o lado e vi que um dos homens estava quase me alcançando. Senti vontade de chorar de desespero. Tentei gritar, mas o cansaço começou a tomar conta do meu corpo e o fôlego acabou se tornando precário.

Atravessei a rua deserta sem olhar para os dois lados e ouvi o barulho de uma buzina que me fez sobressaltar. Entretanto, antes mesmo que eu pudesse me situar, senti o meu corpo se chocar fortemente contra um carro que vinha em alta velocidade. Eu rolei por cima da lataria e bati a cabeça com força no vidro da frente.

O sangue escorreu pela minha testa e eu apaguei antes mesmo de chegar ao chão.

Michael narrando:

– Onde está essa garota? — gritou Rodolfo, desligando o telefone repleto de nervosismo. — Era para ela estar aqui agora! — Eu e Jeremy trocamos um olhar preocupado.

Faziam mais de 7 horas que a Ever havia saído e não retornara. Ninguém sabia onde ela poderia estar.

Já havia escurecido e havíamos acabado de voltar para a casa dos Williams. Nós rodamos a cidade inteira atrás da Ever, mas ela parece ter sumido da face da terra.

Todos nós estávamos muito preocupados e eu tinha medo de que o seu sumiço fosse por minha causa, por ter duvidado dela.

O desespero que sentíamos não nos deixava pensar racionalmente.
Caroline, Chris, Yuri, Daniel, Serena e Selena andavam de um lado para o outro e roíam as unhas. Rodolfo não parava de praguejar e Victoria e Jack choramingavam num canto afastado.

– Nós temos que continuar procurando! — disse Victoria, chorando. Jeremy a abraçou para consolá-la.

Nós havíamos ligado para a polícia, mas ainda não faziam 24 horas que a Ever tinha desaparecido portanto, não podíamos registrar um BO.

Lindsay não estava aqui, o que tornava tudo muito mais fácil. Tenho certeza de que se ela estivesse aqui, só me deixaria mais nervoso do que eu já estou.

Meu pai não estava sabendo do desaparecimento da Ever, pois ele estava viajando.

Eu fiquei sabendo que a Ever sumira quando o Jeremy me ligou perguntando se eu estava com a Ever. Ninguém mais havia a visto desde o incidente do programa e eu me sentia totalmente culpado. Não devia tê-la julgado antes de saber o que aconteceu.

Eu nunca vou me perdoar se alguma coisa tiver acontecido com ela e não é somente pelo fato de eu estar com remorso, mas só de pensar em perdê-la, mesmo que eu não a tenha mais, me faz sufocar. Porque viver em um mundo onde a Ever não exista é o mesmo que não existir.

O telefone residencial tocou e Victoria correu para atendê-lo.

– Alô. — disse ela. Ficamos observando-a em expectativa, esperando que fosse a Ever do outro lado da linha.

A expressão facial de Victoria mudou e a apreensão e o medo fizeram com que nos aproximássemos mais dela.

– O que houve? — Chris e Yuri perguntaram em uníssono.

– Deus! — Victoria gritou, largando o telefone de qualquer jeito no gancho e chorando desesperadamente.

Meu coração pareceu voar pela minha garganta.

– O que aconteceu? — perguntou Alfonso, igualmente desesperado, segurando sua esposa pelos ombros e tentando a todo o custo acalmá-la.

– A Ever sofreu um acidente. — disse Victoria, respirando com dificuldade. — Disseram que ela está morrendo.

Notas finais
DESCULPEM POR TER PARADO AÍ SHSAUHSUA A Ever não morre, fiquem tranquilas KKKKK A partir do próximo capítulo ou do 43, a fanfic terá um ritmo um pouco mais agitado. Reviravoltas acontecerão então, não deixem de continuar acompanhando ok? Jeremy e Caroline terminaram, mas será que tem volta? Porque será que a Ever foi atacada? Sei que algumas de vocês estão revoltadas com o Michael mas em breve a raiva de vcs vai passar (assim espero) HSAUSHA AH, por favor peço que NÃO ME APRESSEM a postar os capítulos da fanfic. Além de eu ter mais 2 fics pra atualizar, eu tenho trabalho e em breve farei minha faculdade então meu tempo será muito curto. Eu não consigo escrever com pressa porque o capítulo nunca sai do jeito que a gente quer. É preferível esperar por um capítulo legal do que ler qualquer coisa não acham? Quero agradecer a vocês porque o número de reviews deu uma aumentada. Espero que continue assim, já que a fanfic tem mais de 30 leitores e quase 1.000 visualizações. Agora eu só postarei os capítulos com pelo menos 10 ou 15 reviews porque é injusto escrever um capítulo enorme e poucas pessoas comentarem. Sei que este capítulo tá menorzinho mas espero que gostem dele mesmo assim. Desculpem se houver algum erro gramatical ou de ortografia e tenham uma boa noite, vocês são demais