A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão
38 Capítulo 37 - Garota Estelar
Notas iniciais
Quero agradecer a recomendação da Luiza Cruz. Muito obrigada pelo carinho minha linda ♥33
Sei que vocês tem reclamado um pouco da minha demora para postar mas é que a cada semana eu tenho postado um capítulo de uma das minhas fic's. Como eu estou escrevendo um livro, eu preciso de um tempo para me concentrar somente nele e é por isso que não tenho postado com muita frequência mas eu não chego a demorar 1 mês para postar. Conheço autoras que demoram quase 7 meses (sete!) para atualizar uma fanfic e sei bem porque elas tem vida fora do pc e trabalham, estudam e não tem muito tempo para escrever.
Sei que é chato ficar esperando mas peço que me compreendam.
Esse capítulo está enoooorme, espero que vocês gostem dele tanto quanto eu.
OBS: Se vocês quiserem, ponham a música Star Girl da banda McFly para tocar e coloquem para repetir até o final.
Tenham uma boa leitura!
— O que você disse? — Caroline quase derrubou sua xícara de café cheia em cima da toalha de mesa rendada de minha mãe após ouvir o que eu tinha dito.
— Isso mesmo que você ouviu, Carol. — eu disse, com certo desgosto e relutância. — O Michael voltou e eu terei que trabalhar com ele.
— Eu não acredito nisso! Quero dizer, até 1 dia atrás ele era apenas uma celebridade que morava quase do outro lado do planeta. Como ele teve a cara de pau de aparecer na Escola de Artes depois de tanto tempo? — Eu queria muito falar mal do Michael e dizer que ele sempre fora um falso, sonso e idiota mas eu simplesmente não sentia raiva dele no momento. Ou talvez fosse efeito do chá de maracujá que mamãe havia preparado para mim que absorvia toda a raiva existente do meu corpo.
- Eu não sei. O Jeremy ficou encarando-o como se fosse pendurá-lo de cabeça para baixo em uma árvore. E olha que eu só vi o Jeremy desse jeito no dia em que o Jack enfiou algumas formigas na cueca dele. Ele ficou furioso. — Ops, excesso de informação. Caroline me olhava de maneira engraçada, talvez imaginando a cena do meu irmão com formigas na cueca.
- E agora, o que você vai fazer? Ele com certeza vai querer falar sobre vocês de novo.
- E eu não vou querer ouvir. Vou trabalhar com ele, mas nosso relacionamento será totalmente profissional. — Pelo menos, era o que eu esperava que fosse.
- Você não fica nenhum pouquinho curiosa para saber o motivo do Michael ter ido embora? — Eu já havia me feito aquela pergunta muitas e muitas vezes no decorrer do dia.
No começo, eu jurava não querer saber de nada que envolvesse esse assunto. 5 anos é tempo o bastante e ele não se explicou porque não quis.
O problema, é que eu sempre tive as minhas desconfianças.
Michael tinha segredos que não podia dividir comigo na época. Parecia algo muito sério, pois ele sempre ficava com uma expressão tensa ao tocar no assunto. Até mesmo suas atitudes em determinadas situações o entregavam.
E por mais que eu dissesse que não queria saber de nada, eu tinha que admitir que uma parte dentro de mim gostaria de saber o que aconteceu. Se é que existia alguma explicação aceitável para isso.
- Pois eu acho que vocês ainda vão ficar juntos outra vez. — Minha amiga sorriu e a expressão em seu rosto era confiante demais.
Eu não via mais razão para ao menos ficar com o Michael. Ele estava noivo! Além do mais, ele me fez sofrer muito. Na verdade, eu ainda sofro por causa dele.
- Não vamos não! Ele está noivo, Caroline! — Minha voz subiu várias oitavas, mostrando toda a minha indignação com o assunto.
- Nada que um divórcio não resolva. — eu ia repreendê-la novamente, mas eu congelei em meu lugar quando vi o Jeremy entrando em casa acompanhado do Michael. Os dois pareciam familiarizados um com o outro. — Você não disse que o Jeremy estava irritado com ele? — Cochichou a loira para mim.
Quando Jeremy se aproximou de nós com o Michael, olhei feio para ele. Antes que o meu irmão fosse falar com a Caroline, o puxei pelo braço, deixando Caroline e Michael a sós.
- Jeremy... o que você está fazendo com esse idiota?
- Ever, o Michael me explicou tudo. Você deveria ouvi-lo. Eu sei que não vai adiantar muito, mas escute o que ele tem a dizer. Realmente existia um motivo para o Michael ter ido embora. — Então existia mesmo um motivo. Pois bem, eu ainda não estava preparada para saber o que aconteceu há 5 anos atrás para ele ter me abandonado.
- Eu não quero ouvir! — Chiei, voltando para onde eu estava com Caroline, percebendo que o Michael havia se sentado na cadeira que eu ocupara antes de puxar o Jeremy pelo braço.
Fiquei encarando os dois por um tempo. O Michael parecia ter algum tipo de encanto, pois ninguém ficava bravo com ele por muito tempo. Isso me fez odiá-lo ainda mais.
- E você já conheceu os caras do McFly? — Caroline era super fã da banda. Seus olhos até brilharam em expectativa.
- Já, eu já conheci muitos cantores famosos mas não fiquei muito impressionado. — ele disse, esnobe. — Meu foco sempre foi a minha música mesmo. — Mentiroso! Acusei, em meus pensamentos.
Duvido que ele não tenha surtado nenhum pouquinho ao ver os cantores que ele sempre admirou pessoalmente.
Pigarreei, chamando a atenção dos dois.
- Oi Ever. — Michael deu um sorriso triste quando olhou para mim e meu coração se apertou.
- Oi Michael. — Murmurei, abaixando a cabeça para que ele não visse que meus olhos tinham se enchido de lágrimas.
- Vamos, Michael. Preciso lhe mostrar as músicas do coral infantil. A Ever já sabe quais são. — Disse Jeremy.
Michael se levantou, despedindo-se de Caroline e me lançando um olhar indescritível. Jeremy deu um beijo na namorada, pedindo para que ela esperasse por ele.
- E você ainda diz que não tem chance de vocês ficarem juntos. — Caroline disse assim que Jeremy se afastou com Michael em seu encalço. — Tá na cara que ele ainda te ama!
- O Jeremy me disse que realmente existe um motivo para o Michael ter ido embora. Ele disse aquilo de um jeito que me fez ficar muito curiosa.
- Então você vai ouvir o que ele tem a dizer? — Perguntou, esperançosa.
- Ainda não sei. — suspirei. — Não sei se estou pronta para isso ainda. — Meu celular começou a tocar e antes de atender, olhei o número no visor, não reconhecendo-o.
Atendi no terceiro toque.
- Alô.
- Olá, boa tarde. É a Ever Williams?
- É ela sim. Quem deseja?
- Eu me chamo Thomas Spark's. Estou lhe contatanto pois trabalho numa gravadora e ouvi sua demo. Você tem muito talento!
- Obrigada. — soltei um gritinho. — Isso quer dizer que eu vou gravar um CD?
- Er... não.
- Não?
- Na verdade, você precisa passar por um teste primeiro. Eu tenho uma banda e ela está sem vocalista no momento e como somos chamados constantemente para tocarmos em festas, eu pensei que esse poderia ser o seu teste. Cantar com a banda nas festas por 3 meses.
- Dependendo dos dias que eu terei que cantar e os dias que for o ensaio...
- Então anote o endereço da gravadora, para conversarmos melhor.
- Tudo bem. — Anotei o endereço que ele me dera, trocamos mais algumas palavras e eu desliguei o telefone. Caroline me olhava curiosamente e eu fui correndo contar para ela quem havia me ligado.
Eu estava torcendo para que aquele teste mudasse a minha vida.
De um jeito positivo, é claro.
[...]
Olhei para a fachada da gravadora, tentando me lembrar se eu havia mesmo mandado a minha demo para lá. Eu achava que não, mas se eu não mandei, então como eles tinham a minha demo e o meu número de telefone?
Fiquei um pouco receosa e dividida entre entrar logo de uma vez, ou ir embora e perder a única oportunidade que eu havia ganho de me tornar uma cantora famosa.
Decidi ficar com a primeira opção, deixando aqueles receios bobos de lado e adentrando o lugar de uma ve só.
O interior da gravadora consistia em paredes brancas com detalhes em vermelho, flores de todos os tipos e quadros de cantores famosos e produtores musicais da atualidade.
Pessoas transitavam para lá e para cá e algumas mulheres vestidas de plumas da cabeça aos pés me olharam de cima a baixo. Decidi ignorá-las, pois tudo aquilo era puro recalque.
Fui até a recepção, esperando que a mulher mal encarada do outro lado do balcão me atendesse.
- Olá. Bom, Thomas Spark's me ligou e...
- Eu vou ligar para ele anunciando a sua chegada. — Apenas assenti, sem ligar muito para o fato de ter sido interrompida bruscamente. — Ele pediu para você ir até a sala dele. É só ir direto e virar a esquerda, sala 7.
- Tudo bem, obrigada. — Eu sorri, fazendo o que a recepcionista havia me dito.
Dei algumas batidas na porta quando achei a sala 7 e entrei quando permitiram a minha entrada.
- Ever William's! — um garoto (pelo menos ele parecia um garoto) saudou-me animadamente. Ele era loiro e seu cabelo parecia ter 1 kg de gel. Ele usava um terninho rosa e falava de um jeito bem afeminado. — Eu sou Leonard Blake. — Dei um sorriso forçado e acenei de forma mecânica.
- Leonard! Deixe a garota respirar! — Meus olhos quase saíram das órbitas quando vi o homem que repreendera Leonard. Ele era muito bonito. Parecia uma beleza fabricada, semelhante a beleza de alguns famosos por aí mas ainda assim, ele chamou a minha atenção.
Ele era branquinho e seus cabelos tinham uma tonalidade cor de areia. Olhos azuis que transbordavam muito charme, mas 0% de confiança.
Eu não havia ido com a cara dele.
- Que bom que você decidiu vir, Ever! — Ele era simpático, mas algo não me inspirava muita confiança.
- É... você deve ser o Thomas, não é?
- Sim, Thomas Spark's. Prazer senhorita William's. — Ele estendeu a mão e eu a apertei com certa relutância.
- Permita-me que eu apresente os integrantes da banda. Este é o Sam Conant, nosso baixista. — ele apontou para um garoto de cabelos castanhos cumpridos. Ele vestia roupas largas, parecia um hippie. O cabelo dele era maior do que o meu. Ele acenou, fazendo o sinal da paz. Eu sorri, em resposta. — Essa é Jane Evans, a baterista. — Jane deu um meio sorriso, sem mostrar os dentes. Só pelas suas roupas eu já pude deduzir que seu estilo era totalmente emo. — E o Leonard já se apresentou para você. Ele é o tecladista e eu sou o guitarrista. — Leonard mandou um beijinho e Thomas sorriu para mim.
- Bom, acho melhor conversarmos sobre o que interessa agora. — Retorqui, recebendo aplausos de Leonard.
- A bruxinha é direta. — Disse Leonard.
- Do que você me chamou? — Apertei os olhos em sua direção, sentindo-me insultada.
- Não ligue para ele. Sente-se, Ever.- Thomas disse. — Aceita um café?
- Não, obrigada. — Respondi, arrependendo-me de não ter ido embora quando tive a chance.
- Como eu lhe disse ao telefone, se você topar cantar na nossa banda por 3 meses e for bem sucedida, você irá conseguir realizar o seu sonho de gravar um CD. Nós tocamos em casamentos e festas de aniversário em geral. Ensaiamos apenas um dia na semana, que é quarta-feita. Você também ganhará um cachê em toda a festa que cantar com a banda. Está interessada nesta oportunidade? Pense bem Ever, seu sonho de ser uma cantora famosa pode estar prestes a se realizar. — Refleti por um tempo em tudo o que o Thomas havia acabado de me dizer. Eu não estava 100% confiante de que era isso o que eu queria. Se eles haviam mesmo ouvido a minha demo, porque eu teria que cantar na banda deles por 3 meses? Minha demo não havia sido teste o suficiente?
Será que valia a pena cantar numa banda com tanta gente esquisita?
- Tudo bem, eu topo. — Todos sorriram com a minha decisão. Todos menos Jane, que tinha o rosto inexpressivo naquele momento.
Ao olhar para tanta gente bizarra num lugar só, eu fiquei me perguntando se eu havia feito a escolha certa.
[...]
Os preparativos para a festa beneficente já haviam começado, mas eu e o Michael só começaríamos a ensaiar as crianças daqui há alguns dias, para o meu alívio. Isso significava que eu ainda tinha um tempo para me preparar psicológicamente para ficar com o Michael 2 horas preciosas do meu lindo dia trabalhando com ele.
Entretanto, eu já estava começando a me acostumar com o fato de que eu veria Michael muito mais do que eu queria, já que o Jeremy e ele não se desgrudam. E quando não tenho que aturá-lo na Escola de Artes ou na minha própria casa, tenho que aturá-lo na minha TV também, já que não se fala de outra coisa além do ídolo teen da galera para lá e para cá.
Não me surpreenderia se um dia desses eu me deparasse com a notícia de que o Michael fez cocô aparecesse na TV. Sério mesmo, só falam de "Michael foi visto comendo comida chinesa", "Michael foi visto entrando na gravadora", "Michael foi visto bebendo mijo e dançando a macarena!"
Eu já estava farta daquilo.
A porta do meu quarto foi aberta e Chris, Yuri e Caroline se jogaram na minha cama.
- Menina Slipknot! — Yuri disse, sorrindo.
- Vocês nunca aprenderam que antes de entrar no quarto de alguém tem que se bater na porta antes?
- Essa regra não se aplica a nós, somos os melhores amigos da dona do quarto. — Chris arrancou risadas de todos com a sua frase.
- E cadê os lover's de vocês, hum? — perguntei, referindo-me a Jeremy, Serena e Selena.
- Selena e Serena estão trabalhando. — Respondeu Yuri.
- E o Jeremy saiu com o Michael. De novo. — Caroline bufou. — Eu vou pedir pro seu anjinho parar de ficar monopolizando o tempo que o meu namorado tem para ficar comigo. Sério mesmo, daqui a pouco eu fico sem namorado.
- Ele não é o meu anjinho, Caroline. — A corrigi, impaciente.
- Ainda não, mas voltará a ser, eu tenho certeza. E acho melhor vocês voltarem as boas logo para que o Michael pare de ficar saindo com o meu namorado o tempo todo! — Rolei os olhos, sem paciência para as asneiras de Caroline.
- Nós não vamos voltar as boas.
- Aquela noiva do Michael é muito nojentinha. Ela nem deve gostar dele de verdade. Se não, teria vindo com ele para San Francisco. — Disse Chris.
- Eles estão em crise, por isso ela não está aqui. — Observou Yuri.
- Tomara que ela não venha assim a Ever e o Michael vão ter tempo para se reconciliarem. Quero dizer, se ele parar de ficar com o Jeremy o tempo todo.
- Parem de dizer besteiras, por favor. E o Michael e o Jeremy estão trabalhando num projeto junto com o Jack. Não seja tão dramática, Car. — Revirei os olhos, impaciente.
- Não estou sendo dramática e aliás...
- Se for continuar falando do Michael, nem precisa terminar a frase. Estou cansada dele. Tenho que aturá-lo em todo o canto que eu vou, até mesmo na minha própria TV! — Eles deram risada do que eu disse.
- Ele é uma celebridade agora, Ever. E conhecemos ele muito antes de se tornar famoso. — Chris disse, mexendo no celular.
- Infelizmente, eu tive esse desprazer.
- Na época, não era um desprazer conhecê-lo. — Yuri rebateu.
- Então vocês acham que eu devo perdoá-lo? Galera, ele me abandonou sem ao menos deixar um fax avisando. Depois de 5 anos ele retorna e vocês querem que eu o receba de braços abertos? — Os 3 me olharam fixamente, mas foi Caroline que resolveu responder a minha pergunta.
- Olha Ever, nós sabemos que está magoada mas o Michael também se sente culpado pelo que fez.
- Que ótimo, pelo menos ele dorme com um peso na consciência. Me sinto mais feliz agora! — Ironizei.
- Eu tenho certeza de que vocês ainda vão se acertar. Na verdade, nós três sabemos que vocês ainda vão ficar juntos. E digo mais: irão casar e comprarão uma casa com um lindo gramado na frente e terão um cachorro pastor-alemão chamado Totó. — Eu dei risada, querendo tentar levar a sério o que os meus amigos me diziam até que eu acabei me lembrando do dia em que caí da árvore tentando pegar a peruca que o Sebastian havia roubado. Eu estava no quarto, toda dolorida conversando com o Michael...
Flash back on:
- Michael, você é virgem? — Assim que Michael me olhou, eu abaixei a cabeça, preferindo fitar qualquer outra coisa que não fosse seu rosto.
- Não, eu não sou. Porque a pergunta? — O encarei, vendo que ele estava com o cenho franzido.
- Curiosidade. — Dei de ombros.
- E você, franjinha, é virgem? — Ele riu ao final da frase.
- Você ainda pergunta? É claro que eu sou! E pretendo continuar assim até o dia do meu casamento! — Me sentei na cama, sentindo-me menos desconfortável que antes com o assunto.
- Tá brincando né? — Eu ri com o seu tom de voz.
- Não! Eu acho tão bonito quando as meninas se guardam até o casamento... até porque, a espera deve tornar tudo mais interessante, não acha? — Olhei para Michael sorridente, vendo que ele pensava no assunto.
- Nunca tinha parado para pensar nisso. Você tem razão! — Estufei o peito, ignorando a dor nas costelas, me sentindo incrível.
- Eu sempre tenho razão, baby. — Pisquei para ele marotamente.
- Você se casaria comigo?
- Está me pedindo em casamento, Mike? — Soltei uma risada totalmente espalhafatosa.
- Não me chame de Mike! — Ele bufou. — Estou apenas lhe fazendo uma pergunta, franjinha. — Ele revirou os olhos.
- Claro que eu me casaria! — Dei um tapinha em minha testa, como se eu estivesse dizendo: "dã" e ele sorriu, satisfeito. — E você, se casaria comigo, anjinho?
- Se o nosso namoro der certo, porque não? — Aquela afirmação fez meu coração bater mais forte. — Pena que não sabemos se daqui há 1 ano ainda estaremos juntos. — Ele soltou um suspiro, ficando um pouco cabisbaixo.
- Sabe de uma coisa? — Ele fez que não com a cabeça e então eu prossegui: — Eu tenho certeza de que nós dois nos casaremos algum dia e quando esse momento chegar, tenho a sensação de que será o dia mais feliz de nossas vidas. — Ele balançou a cabeça afirmamente, concordando com minhas palavras antes de se inclinar em minha direção e depositar outro beijo em meus lábios.
Flash back off
Naquela época, eu tinha tanta convicção de que aquilo aconteceria... Atualmente, eu não tenho mais certeza de nada, muito menos do meu futuro.
Por mais que eu tentasse negar, eu ainda o amava muito. Lembrar dessas coisas fazia com que a nostalgia me deixasse com o coração apertado e doendo. No fundo eu sabia que a ferida que o Michael havia deixado aberta no momento em que partiu nunca chegou a cicatrizar.
[...]
Alguns dias depois...
Hoje é sábado e por incrível que pareça, estou animada. Thomas havia me ligado, dizendo que tínhamos uma festa para ir onde a banda se apresentaria.
Claro que ainda tinha um lado meu que estava bem preocupado, devido a situação em que eu havia me metido.
Meu pai não concordava muito com essa idéia de cantar numa banda com pessoas que eu nem conheço direito como um teste para gravar um CD. Afinal, nada me garantiria que eles me contratariam como uma cantora.
Todavia, eu iria receber pelas festas em que eu cantaria, sem contar que as chances que eu tenho de que um caça talentos possa vir a gostar de mim é enorme.
Mamãe me apoiava, mas papai era totalmente contra, assim como o Jeremy. Aposto que ele havia falado alguma coisa para o Michael, por que ele estava me olhando esquisito. Eu sentia que ele queria falar comigo, mas como sabia que iria levar um fora, fez a decisão sábia de ficar quieto no seu canto.
Terminei de me arrumar e desci as escadas, encontrando a casa totalmente vazia.
Papai havia saído e mamão fora com Jack numa pracinha tomar sorvete. Jeremy provavelmente estava com a namorada.
Peguei o ônibus que estava vazio. Ainda era de tardinha e os ônibus não costumavam encher naquela hora aos fins de semana.
Cheguei na gravadora 15 minutos depois, entrando na sala de Thomas ao ver que ele havia autorizado a minha entrada.
- Ever! — ele me saudou, animado. — Venha pegar o seu figurino! — Eu franzi o cenho, sem entender direito o que aquilo significava.
- Figurino?
- É, nós vamos numa festa a caráter. — Disse Sam, o hippie, pegando seu figurino do cabide que era todo prateado.
- Porque não me avisaram antes? Eu poderia ter providenciado a minha roupa.
- Er... bom, o dono da festa entregou os figurinos que teremos que usar. — Thomas parecia ter ficado meio embaraçado.
— Porque não podemos ir como bem entendemos? — Eu estava indignada.
- Porque o dono da festa não quer. — Respondeu Leonard.
- O dono da festa é um babaca! — bradei. — Posso ver qual figurino eu vou usar?
- Claro! — Leonard entregou-me um cabide com um vestido super esquisito. Ele era rosa choque e verde fluorescente.
Arregalei os olhos ao ver aquilo.
- Esse é o meu figurino?
- É que você é a Garota Estelar. — Mordi o canto da boca, observando o vestido. Ele tinha uma armação dura em volta, na parte da saia, como se fosse de arame.
Aquele vestido era horrível.
- Eu me recuso a usar isso! — Estrilei. Todos me encararam na hora.
- Todos nós teremos que usar esse figurino bizarro. — Jane disse, inexpressiva como sempre.
Eu estava ficando cada vez mais indignada. Quem era esse tal homem que não nos deixava vestir o que quiséssemos?
- É uma festa a fantasia? — Thomas, Sam e Leonard começaram a gargalhar de uma maneira exagerada. Jane foi a única que continuou quieta em seu canto, olhando um ponto fixo numa dimensão que só existia para ela.
Onde eu havia me metido?
- Não é uma festa a fantasia, Ever. — Disse Sam.
- Não?
- Não. É uma festa infantil. — Fiz uma careta. Não deu para evitar. Com tantas festas badaladas por aí, tínhamos que ter sido contratados logo para uma festa infantil?
- Eu não tenho vocação para Xuxa!
- Nem a gente. — disse Thomas, pegando uma sacola. — Se arrume no banheiro. Cada um irá para uma sala diferente se arrumar. — Thomas tirou da sacola um par de sapatos pontudos e horríveis de cor verde fluorescente e jogou em minha direção.
Antes que eu pudesse falar que o sapato era tão horrível quanto o vestido, todos se retiraram. Olhei aquele figurino esquisito e suspirei derrotada, entrando no banheiro logo em seguida.
[...]
Chegamos na festa 15 minutos atrasados. O salão de festas era enorme e estava todo decorado em tons de rosa choque, branco, prata e verde fluorescente. O tema da festa era Star Wars porque segundo Leonard, os pequenos aniversariantes adoravam a saga.
Adentramos o salão que já estava cheio de mini pestinhas que corriam de um lado para o outro. Logo os pais dos aniversariantes vieram falar conosco.
- Estão atrasados. — Disse o pai, sem rodeios. A mãe vinha logo atrás, trazendo os supostos aniversariantes. Um menino e uma menina, vestidos de personagens do Star Wars.
- Desculpem, é que tivemos um imprevisto. — Thomas se desculpou por todos nós.
- Que bom que o figurino serviu em vocês. — Contive a vontade de gritar a plenos pulmões para a mãe daquelas crianças que aquele figurino fizera tudo, menos servir em mim.
Primeiro porque o vestido era horrível e o sapato estava apertadíssimo no meu pé. E a maria-chiquinha que fizeram no meu cabelo apertava o meu crânio, devido os grandes acessórios prateados que colocaram por cima dos elásticos que prendiam os meus cabelos.
Sem deixar de mencionar a maquiagem chamativa que fizeram em mim e que consistia em olhos verde fluorescentes e rosa choque e a boca com um batom prateado que me deixava no estilo mulher robótica.
Thomas, Jane, Sam e Leonard estavam tão ou mais bizarros do que eu, principalmente o Leonard, que estava todo de rosa, com uma blusa purpurinada que dizia: "Me leve para a sua galáxia." Percebi que além das crianças, só nós estávamos fantasiados.
Jane parecia estar odiando suas roupas tanto quanto eu. Para uma emo que quase não sorria e só se vestia de preto, devia estar sendo mesmo bem torturante para ela usar um vestido semelhante ao meu, só que todo verde fluorescente.
- Então preparem-se, vocês começam a tocar daqui a 15 minutos. — Assentimos com a cabeça e os dirigimos até o palco.
Estávamos ajeitando os microfones e instrumentos quando eu vi Michael, Alfonso e Jack ali.
O que os dois faziam com o meu irmão?
Me virei de costas, escondendo-me deles. Michael não podia me ver assim, não podia!
- Nós vamos tocar cinco músicas da Xuca a pedido dos pais. — Eu tive um mini ataque cardíaco quando Thomas dissera aquilo.
- Nós vamos o quê?
- Desculpe Ever, mas nós não podemos passar por cima do dono da festa e fazer o que bem entendemos. — Mordi o lábio enquanto eu tentava controlar a vontade que eu tinha de socar a cara do dono da festa até a morte.
- Ok. — Foi tudo o que eu consegui dizer.
Por sorte, eu conhecia as músicas da cantora Xuca. Quando Jack era pequeno, mamãe colocara o CD da cantora no rádio para tocar.
Decidimos quais músicas tocaríamos e nos posicionamos no palco. Meu olhar se encontrou com o olhar do Michael sem querer. Ele e Jack já haviam me reconhecido e riam de mim. Alfonso tentava repreendê-los.
Respirei fundo, tentando não jogar meu microfone na cabeça do Michael.
Comecei a cantar a primeira música da playlist, "Mamãe mandou eu ir dormir." Tentei não descer do palco e sair correndo daquele lugar, mas vontade para aquilo não me faltava.
[...]
Nossa apresentação já havia acabado e agora, tentávamos curtir a festa Thomas xavecava uma mulher granfina num canto, Leonard dançava "Show das Poderosas" junto com algumas crianças, Jane estava sentada num canto com cara de bunda e Sam estava... em algum lugar por aí, provavelmente meditando.
Eu apenas atacava a mesa de salgadinhos. Já havia passado tanta vergonha que a única forma de consolo que estava ao meu alcance era a comida da festa.
- É esse tipo de música que a sua banda toca? — Me engasguei com a bolinha de queijo ao ouvir a voz do anji... ops, Michael.
- Acho que isso não te diz respeito. — respondi, ácida. — Aliás, o que o meu irmão está fazendo aqui com você e o seu pai?
- Eu e o meu pai encontramos sua mãe e Jack na pracinha. Ele disse que queria vir conosco. — Michael colocou as mãos no bolso da sua calça jeans. Ele estava lindo. Absurdamente lindo. Pena eu estar absurdamente idiota com aquela roupa.
- Entendi. — Murmurei enquanto saía de perto dele.
Resolvi andar um pouco pela festa pois não queria ficar de papo com o Michael.
- Porque está fazendo isso? — Michael me seguiu, fazendo com que eu parasse de andar e me virasse para ele.
- Isso o quê?
- Você sabe muito bem que não precisa de nada disso para ser uma cantora famosa.
- Acontece que eu não sou você, Michael! Você conseguiu tudo facilmente, eu não. — Ele me olhava indignado.
- Acha mesmo que eu consegui tudo facilmente? Que eu não me esforcei nenhum pouco. — Soltei um suspiro, querendo corrigir o que eu havia dito.
- Não foi isso o que eu quis dizer. Foi mais fácil para você do que está sendo para mim. — Eu me encolhi, incomodada com o jeito que ele estava me olhando.
- É porque você quer. — Fiz que não com a cabeça e me virei, afastando-me de Michael bruscamente, antes que eu me lembrasse de mais alguma coisa que aconteceu entre nós há 5 anos atrás.
O problema, é que na hora em que eu me virei, eu esbarrei em Leonard, que dançava feito louco e ele esbarrou na aniversariante, que foi arremessada diretamente na mesa do bolo, fazendo com que ela caísse de cara no mesmo.
A garotinha começou a chorar, com a cara toda melecada. A atenção de todos estava concentrada em mim, no Michael e no Leonard.
- Aqueles três arruinaram a minha festa! — Ela gritou, fazendo com que as crianças da festa se virassem para nós com expressões que me deram medo.
- Perae criançada, eu não tenho nada a ver com isso. — Michael levantou as mãos, tentando tirar o corpo fora.
- I'm sorry jaburanguinha. — Disse Leonard, meio desesperado.
- Peguem eles! — Um gordinho gritou, parecendo um revolucionário. As crianças começaram a correr atrás de nós enquanto eu, Michael e Leonard tentávamos fugir dos pestinhas.
- AAAAAAAAAH SOCORRO! — gritou Leonard. — Não quero ser morta por esses pestinhas.
- Droga, Ever! — Michael esbravejou. — A culpa é toda sua por me meter nessa!
- A culpa é sua, isso sim! Ninguém mandou você ter vindo falar comigo! — Gritei, correndo feito uma louca.
Avistamos a porta do banheiro masculino e Leonard disparou para lá, fechando a porta e nos deixando do lado de fora.
Continuamos correndo, procurando um lugar para nos protegermos. As crianças começaram a jogar coisas em cima de nós enquanto corríamos. Num movimento involuntário, agarrei a mão de Michael, que se surpreendeu com o meu gesto.
Antes que as crianças pudesse me acertar um pedaço de torta, levei Michael para uma sala vazia, nos trancando lá dentro.
Os pestinhas ficaram batendo na porta como loucas e eu soltei a mão do Michael na mesma hora.
Depois de um tempo em que eu e o Michael ficamos em silêncio, ele resolveu dizer alguma coisa:
- Ever, eu tenho uma gravadora. Se você quiser, eu...
- Não, eu não quero a sua ajuda, muito obrigada. — O interrompi bruscamente.
- Você pode parar de ser ríspida por alguns segundos? — Perguntou, cético.
- Não! Eu estou tentando pensar num jeito de saírmos daqui. — As crianças continuaram gritando do lado de fora.
- Só se for fazendo um buraco no chão! Aqui não tem nem uma janela. Não tem outro jeito de sair daqui a não ser pela porta. — Essas coisas pareciam somente acontecer comigo. O azar adorava mesmo ver o circo pegar fogo.
- Droga! — Bradei.
- Sabe, você vestida desse jeito me fez lembrar de uma música. — Michael estava com um ar risonho. Meu coração disparou ao ver aquele sorriso.
- Qual música? — Perguntei, curiosa.
- Star Girl, do McFly. Conhece? — Não pude conter o sorriso que se formou em meus lábios.
- Sim, eu amo essa música. — Falei, de maneira branda e suave.
- Hey, I'm looking up for my star girl. I guess I'm stuck in this mad world. The things that I wanna say. But you're a million miles away.
(Hey, eu estou procurando minha garota estrela. Eu acho que estou preso nesse mundo maluco. As coisas que eu quero dizer. Mas você está a milhões de quilômetros de distância.)
Michael cantou um trecho da música, aproximando-se de mim lentamente, com os olhos fixos em meu rosto. Eu recuava a medida em que ele ia se aproximando de mim.
— And I was afraid when you kissed me. On your intergalactical frisbee. I wonder why, I wonder why. You never asked me to stay.
(E eu estava com medo quando você me beijou. No seu Frisbee intergaláctico. Eu me pergunto por que, eu me pergunto por que. Você nunca me pediu para ficar.)
Bati minhas costas na parede e Michael encostou seu corpo no meu. Minhas mãos começaram a suar e meu coração acelerou com aquele contato.
- Michael... se afaste por favor. — Pedi.
- Você é minha Star Girl. — Ele murmurou. — Minha Garota Estelar. — Michael sorrira. Olhei em seus olhos e eles pareciam estar cheios d'agua. Não tive forças para dizer nada.
A verdade é que eu tinha amado o modo como ele me chamara. "Garota Estelar." Era bem propício mesmo.
- Ooh So wouldn't you like to come with me? Ooh Go surfing the sun as it starts to rise. Ooh Woah your gravity's make me dizzy. Girl I gotta tell ya I feel much better. Make a little love in the moonlight.
(Ooh Então, você não gostaria de vir comigo? Ooh Surfar o sol enquanto ele começa a nascer. Ooh Woah, sua gravidade está me deixando tonto. Garota eu tenho que te dizer eu estou me sentindo bem melhor. Fazer um pouco de amor sob a luz da lua.)
Eu sorri com o olhar penetrante que o Michael me lançava. Na verdade, era a única coisa que eu conseguia fazer. Parecia que eu havia esquecido todas as coisas ruins que o Michael havia feito comigo.
- Hey, there's nothing on Earth that can save us. When I fell in love with Uranus. I don't wanna give you away. 'Cause it makes no sense at all.
(Hey, não há nada na Terra que poderia nos salvar. Quando eu me apaixonei por Urano. Não quero desistir de você. Porque simplesmente não faz sentido.)
Ele continuava cantando e sua voz era tão bonita quanto o canto de um rouxinol. Por mais que eu quisesse entender o motivo dele estar fazendo aquilo, — se encostando em mim daquela forma, me olhando com aquele olhar hipnótico que sempre me deixava suspirando pelos cantos e cantando aquela música para mim — eu percebi que existiam coisas mais importantes para se pensar naquele momento. Como por exemplo, fato de que eu queria beijá-lo bem ali, dentro daquela sala.
Eu sentia tanta falta daqueles olhos, daqueles cabelos cacheados e do seu sorriso tão sincero, que nada mais me importava naquele momento. E daí que ele tinha ido embora sem me avisar? E daí que ele havia decidido me excluir totalmente de sua vida após disso?
Que se dane o meu orgulho!
- And Houston, we've got a problem. The ground control couldn't stop them. I wonder why, I wonder why. You never asked me to stay, yeah.
(E Houston, nós temos um problema. O controle terrestre não pôde pará-los. Eu me pergunto por que, eu me pergunto por que. Você nunca me pediu para ficar.)
Tudo o que eu queria naquele momento era ficar ali com ele, sentindo sua respiração tão próxima do meu rosto. Sentir sua mão acariciando meus cabelos e sentir seu olhar intenso em cima de mim.
Porque nada mais importava quando Michael me olhava daquele jeito.
O celular de Michael começou a tocar e na hora, todo o encanto se quebrou. As crianças pareciam ter desistido de nos perseguir, porque tudo parecia silencioso demais, exceto pela música alta da festa que ainda rolava.
Foi nessa hora que eu percebi a burrada que eu estava prestes a fazer se o celular do Michael não tivesse nos interrompido.
Onde eu estava com a cabeça para quase ter beijado o Michael que falava ao telefone neste exato momento? E porque ele havia feito aquilo? Ele estava noivo! Tudo bem, os tablóides de fofocas diziam horrores sobre ele. Michael poderia ter traído a noiva antes, mas eu não seria uma das suas amantes, não mesmo!
- Acho que as crianças já foram. — Disse ele assim que desligou o telefone e abrindo a porta da sala.
Saí depois dele da sala, sentindo raiva de mim mesma por quase ter sucumbido aos seus encantos.
Fui até onde o pessoal da banda se encontrava, vendo que Leonard estava ali também.
- Ever, já estamos indo. Quer carona? — Thomas perguntou.
- Vou só falar com o meu irmão. Ele pode vir com a gente?
- Claro, tem lugar suficiente na van. — Disse ele.
Jack estava conversando com Alfonso e Michael. Caminhei até onde os três estavam e quando cheguei perto deles, uma mulher morena e muito bonita se jogou nos braços do Michael, beijando-lhe. Aquela cena fez com que eu me sentisse em um tabuleiro de xadrez, onde eu era apenas uma peça sendo derrubada.
- Jack, estou indo embora. Quer vir comigo? — Eu estava tão irritada com aquela ceninha romântica que nem me importei se estava emburrada demais.
- Quero sim!
- Olá, adorei a roupa! — A morena que deveria ser a tal Lindsay, a noiva do Michael, virou-se para mim. Ela sorria, mas algo em seus olhos eram totalmente zombeteiros.
Quis me matar por estar com aquela roupa bizarra bem ali, na frente daquela mulher esnobe. Mas o que me deu ânsia mesmo foi ver a mão do Michael na cintura dela. Apesar dele parecer pouco a vontade com a presença dela, aquela mão em sua cintura fez meu coração sangrar.
- Obrigada. — Respondi de má vontade. Eu estava doida para sair correndo dali. Talvez até fizesse um boneco de vudu do dono da festa só para espetá-lo por ter me feito usar essa fantasia ridícula, cantar Xuca e pagar mico na frente do meu ex e de sua atual.
- Sério mesmo, você deve ser uma ótima animadora de festas! — O tom de voz que ela usava era repleto de deboche.
- Não sou animadora de festas! — Falei trincando os dentes.
- Ah não? Desculpe-me.- ela disse, sorrindo falsamente. — Sou Lindsay Gilbert e você deve ser a famosa Ever Williams, não é?
- Famosa? — Uni as sobrancelhas. Michael estava cada vez mais desconfortável. Alfonso e Jack nem prestavam atenção na conversa.
- O Michael fala muito de você. Não é amor? — Ela se virou para ele, num tom falsamente animado.
- É. — Michael respondeu, de forma seca. Ele nem sequer olhava para a noiva.
- Bom o papo tá ótimo mas eu tenho que ir. Jack tem que dormir cedo.
- Não tenho não! — Protestou o moleque enquanto eu lhe dava uma cotovelada discreta.
- Tem sim. — sorri forçado. — Tchau galera! — Puxei meu irmão caçula pelo braço, rebocando-o para onde o pessoal da banda me esperava.
- Cara essa festa foi hilária. — Disse Sam, risonho.
No caminho para casa, eu olhava pela janela as árvores que passavam pelo meu campo de visão. A única coisa que me vinha a mente era a voz de Michael cantando para mim aquela música...
[...]
Caroline, Serena, Selena e eu resolvemos ir ao shopping. Domingo era um dia entediante demais para se ficar trancafiada em casa.
Andávamos pela praça de alimentação, procurando uma mesa para nos sentarmos.
- Ainda não consigo acreditar no que você me disse. — Serena estava abismada. — A noiva do Michael está mesmo aqui em San Francisco?
- É sério, eu a vi ontem na festa. Pelo que o meu irmão me disse, ela alugou um apartamento próximo a Escola de Artes. — Eu disse, assim que achamos uma mesa com 4 lugares para nos sentarmos.
- Que ódio dessa broaca! Eu nem conheço ela, mas já a odeio! — Nós 3 rimos com a frase de Serena.
- Mas bem que eu falei para a Ever que ela e o Michael se beijariam. — Bufei, largando a batata-frita que eu levava a boca.
- Nós não nos beijamos, Car. — A corrigi.
- Não se beijaram ainda. — disse Serena. — É só uma questão de tempo para que isso aconteça.
- Vou pegar ketchup, essa conversa está me irritando. — As meninas riram quando me levantei.
Fui em direção ao McDonald's, pois eu não havia recebido os sachês de ketchup que eu havia pedido quando o meu celular vibrou, indicando que eu havia recebido uma mensagem.
Hey minha linda! Estou morrendo de saudades de você!
Quero que saiba que amanhã estou voltando para San Francisco.
Mal vejo a hora de rever vocês. Trago boas notícias.
Te adoro garota, espero que esteja se comportando ai.
Beijos, Danny.
Eu sorri com aquela mensagem. Querendo ou não, a volta do Danny me ajudaria a superar e enfrentar todos os sentimentos que eu ainda nutro pelo Michael. Ele era o único que podia me proteger de todos aqueles sentimentos que eu tanto odiava.
Danny seria o meu escudo.
Quando cheguei ao balcão do McDonald's, me preparei para pedir os 2 sachês de ketchup que eu tanto queria, mas a voz ficou presa na garganta quando eu vi quem estava do outro lado do balcão.
- Mandy? O que você faz aqui? — Perguntei para a ruiva que me olhava atônita naquele momento.
Notas finais
Sim, a Mandy não sumiu da fanfic e vocês perceberão que a Stacy também não. Será que as duas mudaram ou continuam as mesmas frescas do colegial?
O Danny vai voltar e sua volta só vai complicar mais a vida da Ever vocês entenderão o porquê depois.
A Lindsay apareceu e posso dizer que ela não serão tão nojentinha. Ela terá seus momentos de bondade também.
A Ever ainda vai se meter em muitas confusões cantando com essa banda de loucos e não é so com eles que ela se meterá em confusões não. Com os seus amigos também.
Meninas comentem pra mim por favor. Fantasmas comentem também. Eu preciso dos comentários de vocês para me dar força e me animar. Eu tenho que responder os comentários de vocês por falar nisso mas a preguiça não deixa. Eu prometo que vou responder todos ok?
Comentem, porque não foi fácil escrever esse capítulo ele está enorme!
Ah, pra quem ai quiser entrar no grupo da fic, aqui o link https://www.facebook.com/groups/144846885706714/
lembrando que lá eu sempre posto a data da postagem dos capítulos, spoilers e fotos dos personagens!
Tenham uma boa noite, fiquem com Deus e tenham um ótimo fim de semana!
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