Notas iniciais
Vou voltar a postar, se quiser, posso postar todos os 11 capítulos ainda hoje'

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O que acontecera nas últimas dezoito horas.

Ele se encosta contra o volante. Passara a noite acordado construindo metas de como fazer a empresa ganhar mais espaço no mercado mundial.

Mal tendo parado em casa, ele só passa para tomar um bom banho e esquecer-se do dia, muda de terno e sai novamente. Após da saída às pressas de casa, Roberto estaciona o seu cadilac em frente a uma casa noturna a duas quadras de seu escritório, e põe a si preencher de todo o combustível que consegue alcançar. Bebe vários energéticos enquanto escreve documentos e recusa a “ajuda” das “garçonetes”, depois de metade do trabalho concluído, as “garçonetes” passam a atendê-lo com frequência e debocham de sua cara por ele não está em local de trabalho. Isso o faz guardar os seus documentos na pasta executiva a qual protege mais do que a própria vida, e fazer um pedido: o de sempre. E retorna ao árduo trabalho.

O de sempre, não era nada mais do que um whisky com energético. Porém, alguém com nem um amor ao próximo, pôs uma droga na bebida dele, o que o fez ficar grogue. Muito, muito grogue e sem a menor noção do que fazia.

Roberto põe-se de pé sobre uma das mesas do estabelecimento e proclamou.

–Uma rodada de bebida pra todo o mundo! –E passou-se a dançar desnorteado.
Um grupo de homens asiáticos, com tatuagens em constante mudança por conta do jogo de luzes incandescentes da boate, ri da situação constrangedora do pai de Helena.

Na madrugada adentro ele dançara e sacudira bastante. E, nas casas noturnas, há muitos paparazzi de plantão e vários o viram “curtindo” e o flagraram.

Diante de milhares de flashes e empurrões, ele consegue acordar do estado de total perca da realidade e corre até onde deixou suas coisas, pega a bolsa e a pasta já saindo do recinto e abrindo a porta do carro. Ao chegar à empresa, sobe os andares até o escritório e toma outro banho, no banheiro do prédio. Quando sai do banheiro o CEO aparece.

Um homem aparentemente dez anos mais jovem do que Roberto, com um ar bastante arrepiante: branco, alto, de olhos castanhos e cabelos pretos curtos. Tem um olhar quase tão mortífero quanto de um corvo. Olhos pequenos, mãos grandes. Olhos de uma ave de rapina, mortal. Está com um terno preto bem ligthy para o dono de uma das maiores empresas do momento. O homem chega mais próximo de Roberto e o cumprimenta amigavelmente, balançando a cabeça em um sorriso com os lábios cerrados. Depois o interroga.

–Onde estão os meus relatórios?

Roberto revisa seu terno e vê se está razoavelmente arrumado.

–Em sua mesa. –Roberto responde meio que instantaneamente.

O chefe dá uma olhada para os lados, neste momento de distração, Roberto põe a mão à boca para ver se não está com um aroma desagradável.

–Você não parece bem... não acha melhor tirar o dia inteiro de descanso?

–Não, senhor Emílio Fragoso.

–Então venha comigo até o meu escritório... –o chefe fala se deslocando, como se esperasse que ele o seguisse. –Temos assuntos a tratar.

Eles andam em meio aos corredores e chegam de frente com uma sala com vidros fumê. Senhor Emílio abre a porta e convida Roberto a entrar primeiro, em seguida ele entra.

A sala tem uma visão ampla de toda Londres. Bom, de quase toda Londres. Duas cadeiras de luxo para supostos clientes e/ou executivos, como Roberto, e alguns apetrechos na mesa.

–Sente-se Roberto.

–Hum – estou ferrado – , sim.

Emílio anda até sua luxuosa cadeira e senta-se já dobrando as pernas.

–Pois bem. Roberto, onde estão os relatórios de metas e deveres para a empresa?

–Estão aqui. –Ele abre o zíper da pasta e põe a mão lá dentro... e, –deveriam está aqui... em algum lugar. –Roberto ergue-se da cadeira e meio anda até a porta, meio tenta falar com Emílio.

–Roberto você anda bastante devagar ultimamente, não tem cumprido horários, não faz os trabalhos mais os prazos previstos... acho que eu lhe superestimei. – Ele já deveria ter a própria companhia, ainda não sei por que ele não abriu uma, ele tem muito potencial.

–Não, nada disso senhor... eu terminei. –Se aquelas pessoas não tivessem me atrapalhado. Eu não teria perdido o meu trabalho... droga. –Me dê mais um prazo.

–Então... onde estão? –Erguendo as palmas das mãos como se zombando de Roberto. –Lamento muito meu caro, mas não posso continuar lhe protegendo. –Roberto teima em argumentar, mas o chefe ergue o indicador como que pedindo silêncio. –Sei dos seus esforços, mas eles não estão sendo o suficiente. Ou você me mostra resultados hoje, ou terei de dispensá-lo... Mesmo nós sendo sócios, sou o majoritário e como tal: no Conselho a última palavra é a Minha palavra.

Roberto não aguenta ouvir tudo calado e logo começa a falar.

–O senhor está sendo precipitado...

–Precipitado...? Eu? Quer saber? Vá para a sua casa Roberto, vá descansar, terminar o seu dever e depois volte aqui. O que acha?

Roberto abre um sorriso de orelha a orelha.

–Perfeito senhor! –Diz em tom infantil. E se retira da sala com um sorriso malicioso no rosto, agradecendo ao patrão com um fervoroso aceno.

Ao sair do prédio, entra no carro, medita consigo.

“O que farei para me vingar? Deve haver algo...”.

E acelera o carro para o norte, o lado contrário à casa noturna que “abalara” a sua bem sucedida carreira. Depois de alguns minutos para, sai do carro, o fecha, abre a porta da loja, entra.

–O que deseja senhor? –O moço do balcão pergunta. –Senhor?

Roberto anda até chegar à frente de onde o garoto estava no balcão. E pigarreia.

...

Depois de haver comprado o que desejava. Guardou no porta-luvas do carro e foi para o lado contrário, voltando para a casa noturna.

Estaciona mais uma vez o carro em frente. Pega a sua pistola particular e a põe atrás da cintura, por via das dúvidas. Abre a porta do carro, mas não a fecha, para facilitar a fuga.

Anda apressado, e abre a porta que balança com a força desnecessária a que foi atribuída. Ver dois seguranças e segue em frente até o balcão.

E para.

–O de sempre, barman.

–Sim Senhor... –o Barman fala sem ao menos levantar a cabeça, no entanto quando a levanta –espera... você?

–Sim... EU. Quanto te pagaram para você fazer aquilo comigo, seu bastardo?

–Nada, S...s-senhor.

–Vamos, não seja tímido. Não vou lhe pedir nada demais. –Diz Roberto, pondo as duas mãos sobre o balcão e sentando-se no banco. –Dirá? Sim? Ou não?

O Barman dá de ombros. E chama com as mãos Roberto mais para perto.

–Foi o Do... –o Barman sussurra em seu ouvido.

–Quem é Do?

–É... quer saber? Você! Vai embora! Agora! –O Barman saca um taco de baseball debaixo do balcão e o sacode no ar.

Roberto se ver atordoado e saca a arma.

–Ou! Ou! Ou! Se acalma cara! –O Barman larga o taco e põe os braços para o alto.

Os seguranças veem algo de estranho e se movem na direção de Roberto.

–Nem se mecham... –ele a arma apontando para todos sucessivamente. –Não farei nada... –e recua saindo devagar do estabelecimento.

–Polícia! –A voz do Barman ecoa.

Mas tardia... Ele já fugira e está bem longe para poder anotar-se a placa, porém havia ainda como os seguranças atirarem, e foi isso o que fizeram.

O vidro traseiro é atingido por um tiro, mas nada ocorre com Roberto.

Ele acelera nos seis primeiros quarteirões.

Para na primeira concessionária de automóveis e compra um novo carro à vista e “explica” como os bandidos foram mal sucedidos em tentar roubar seu carro. Uma explicação pior que um par de meias furadas, mas ainda plausível. E logo conseguiu êxito, afinal negócios são com ele mesmo.

Saindo da concessionária, ele, parte direto para casa.

Uma mão no volante outra no porta luvas.

Notas finais
Espero que se apaixone por este texto...