A Visão

6 Capítulo 6 - A Mensagem codificada


Notas iniciais
"Você não pode viver com medo disso, Aline! Tem que superar. Se você tem certeza disso, deveria contar para todo mundo, não acha? Tipo... Para a gente se prevenir disso...?"

Ela estava saindo de casa. Arrumava-se, vestindo roupas para frio. Ela pegou sua mochila, que ficava perto de seu guarda-roupa, colocou-a em suas costas, desligou todos os aparelhos de sua casa, e saiu.

Aline estava inquieta. Como se qualquer coisa pudesse matá-la (e podem!). Quando se está na lista da morte, tudo te assusta.

Ela caminha lentamente pela rua, olhando para baixo. Estava usando um casaco amarelo, e uma mochila preta. Em sua mochila estavam algumas roupas, tênis, livros... Parecia que iria se mudar para algum lugar. Ao curvar a rua, encontra Owen, de braços cruzados, encostado em uma parede.

-E aí? Tudo pronto? – Owen pergunta, ainda encostado na parede, sem ter muito contato visual com a garota. Aline, por sua vez, faz que sim com a cabeça.

-Olha só, eu sei que você inda tá assustada com isso, mas fica tranqüila... – Owen tenta acalmá-la. Desencosta-se da parede e olha nos olhos da garota. Por um momento, sentiu como se enxergasse todo o sofrimento que Aline sentira durante todo esse tempo. Afinal, ela teve uma visão de que a escola iria explodir, matando todos. Depois, viu o coordenador da escola morrer, e seu professor Robert – Mas será que não consegue ficar feliz nem por um minuto?

-Tem como, Owen? – Ela não olha para ele – Eu vi meu professor morrer. Eu vi minha melhor amiga morta... Não tem como eu esquecer isso.

-Ainda acha que a morte está atrás da gente, não é? Perseguindo um por um...

-Não acho... – pausa – tenho certeza... Depois do que aconteceu lá no posto de gasolina, tenho absoluta certeza disso.

-Você não pode viver com medo disso, Aline! Tem que superar. Se você tem certeza disso, deveria contar para todo mundo, não acha? Tipo... Para a gente se prevenir disso...?

-É... Colocando desse jeito você tem razão – seu tom de voz ainda era de tristeza.

Um papel voa em direção a Aline. O vento muda o papel de direção, que mate na cara de Owen.

Aline ri. Por um momento, Owen se sentiu feliz. Feliz por ver a amiga sorrir. Aquilo também o fez feliz. Ele riu também.

-O que é isso? – Aline limpava as lágrimas de seu rosto. Eram lágrimas de alegria.

-Bom... É um papel... – Ele responde, sem graça. Ele SABIA o que Aline iria dizer.

-É CLARO que é um papel! Se eu não soubesse, não teria perguntado! Eu quis dizer “o que tá escrito aí”

Owen analisou o papel Ele tinha cor bege, e umas linhas alaranjadas. Letra ruim e um poema confuso:


As vezes me pergunto

O que fiz para merecer

Meus amigos todos juntos

Um a um começaram a morrer

Eu escrevo essa mensagem

Mas não sei se adiantará algo

Se acontecer com mais alguém

Tentarão se salvar

Oh meu Deus! Não façam!

A morte feliz não vai ficar!

Respeitem a ordem

Repensem em tudo

Apenas uma linha pode te dar a resposta do que você precisa

Aline congelou.

Owen entregou o papel para Aline, que suava frio. Ela amassou e rasgou o papel em vários pedacinhos, e jogou no chão.

-Quem escreveu isso? – Ela estava desesperada. Seu sorriso desaparecera mais rápido do que tinha aparecido.

-Eu nem sei – Owen responde, olhando fixo para o pobre papel que quase sumiu ao ser esfregado no chão pelo pé da amiga assustada – Parece uma poesia, mas tá confusa, e quase não rima...

Aline senta-se em um banco lá perto. Ela solta um suspiro de UFA ou algo parecido. Vê no chão apenas um pedaço do que sobrou do papel. Onde se lia “apenas uma linha pode te dar a resposta do que você precisa”

-Droga! – Ela cuspiu

-Que foi? – Owen havia se sentado ao lado dela.

-Aquilo não foi escrito para me ajudar!

Owen havia ficado confuso. Lança um olhar para a amiga, que parecia dizer “dá pra legendar o que você tá falando?”

-“apenas uma linha pode te dar a resposta do que você precisa” – Ela repetiu – Talvez seja um código! Não dá pra saber, eu estraguei o papel. Não dá mais pra...

-Calma! – Owen interrompe. Estava vermelho. Parecia fazer esforço para alguma coisa. Ele colocou a mão tampando a boa da amiga.

-Owen, tá tudo bem? Eu... – Ela abaixa a mão do amigo para ver se ele está bem.

-Me dá um papel! E uma caneta, rápido! – Ele ainda estava com olhos fechados. Tremia constantemente.

Aline retirou da mochila um caderno e uma caneta rosa. Entregou o mais rápido que pôde para Owen, que abriu em uma página em branco e começou a escrever de olhos fechados.

O que ele está fazendo?” Aline pensou, sem querer atrapalhar o amigo. “Ah! Ele está tentando escrever o que tava escrito no papel!

-Acabei – Ele entregou o papel para Aline.

-Você tem memória fotográfica? – perguntou Aline. Owen simplesmente fez que sim com a cabeça.

-Estou impressionada! – Elogiou, batendo palmas.

Aline olhou para a folha.

–“Apenas uma linha pode te dar a resposta do que você precisa”... Talvez seja uma estrofe dessa poesia, não acha? – Owen fez que não com a cabeça e continuou olhando para o papel. Apontou para um símbolo no final do texto, depois de “precisa”: I

–Entendi! – uma faísca de idéia surgiu na cabeça de Aline – É uma linha vertical, e não uma horizontal!

–Aham! – Owen concordou com um sorriso – Vê a primeira letra de cada linha? Estão sempre maiúsculas, exceto essa última, da dica.

Aline copiou a primeira letra de cada linha no caderno. Ficou assim:

A O M U E M S T O A R R


Ainda não fazia sentido. Pensaram em tentar outra coisa:

–Não entendi nada... – Disse Aline, desanimada – E se aquele bilhete na verdade não for assim? Talvez você tenha errado na hora de copiar e...

–Aline... – Ele interrompe a garota novamente –

Eu NUNCA errei na hora de copiar algo.

–Tudo bem... Eu acredito em você... – Ela disse, em tom meloso.

–E se na verdade, não for pra ser assim? – Owen palpitou. Pensou em uma coisa totalmente diferente naquele momento

–Como assim? – Aline entrou na mesma linha de raciocínio de Owen naquele instante – Tipo, um anagrama? Aquelas coisas de espião que a gente vê em filmes?

–Anagramas são aqueles enigmas com letras embaralhadas, certo? – Owen palpitou. Aline concordou com a cabeça.

Ela escreveu e parou de escrever várias vezes

em seu caderno. Depois de algumas tentativas, observou:

AMO MEU SR RATO

ESTOU MORAR MA

MEU MATO SORAR

EM TU MORO RARA


–Ainda não dá pra entender – Disse Owen, já perdendo as esperanças.

–Tem que ter alguma coisa a mais... – Aline tentava colocar o cérebro para funcionar, porém, parecia completamente impossível.

–Espera! – Owen palpita, arrancando o caderno e a caneta da mão da amiga – deixa eu tentar!

Os palpites de Owen foram assustadores, inclusive o último:

EU MORRO ASMA – T

MEU AMOR TORA — S

MATA OU MORRES


–Então... – Disse Aline, frenética – Essa é a dica!

–“Mata ou morres” – Owen repetiu o último resultado – Só pode ser isso, não é?

–O texto fala o tempo todo da Morte... Dela e os amigos... – De repente, um estalo ecoou na cabeça de Aline. Era como se tudo tivesse se encaixado agora – Owen, você não entende? Alguém que já teve uma premonição, que nem eu, está nos ajudando!


Eles olharam fixamente para todas as casas ali perto. Sabiam muito bem que de uma daquelas casas saiu o bilhete. O bilhete que acabou de dar uma pista importante sobre como acabar com a morte...


Carlos Olery andava pela rua, quase chegando em casa.

Ele estava tranqüilo, até que sentiu seu celular vibrar em seu bolso. Ele olhou no visor. Havia uma mensagem nova, de Aline.

A mensagem dizia “TDOS NA KSA DO OWEN AGORA!!!!!”

Ele encarou feio o celular, que escorregou de sua mão e caiu no chão.

–Droga – ele reclamou, pegando o celular do chão.

O visor do celular estava quebrado. Nesse instante, Carlos sentiu uma brisa fria tocá-lo. Sentiu muito medo.

–Bom... – ele pensou em voz alta – ao menos vu ter um novo celular!

Caminha até o cesto de lixo mais próximo do local. Na verdade, era uma sacola plástica, pendurada em um poste de luz. Sem saber se aquilo era ou não uma sacola de lixo, jogou o celular quebrado dentro da sacola, quase que sorrateiramente. Depois disso, caminha pela rua tranquilamente, assoviando Dinamyte – Taio Cruz

Ao chegar em casa, logo anuncia a sua mãe que seu celular havia quebrado. Abre o portão de sua casa rapidamente e chama por sua mãe:

–Mãe! Meu celular quebrou! Preciso de outro! – Sem resposta, ele olha ao seu redor. A geladeira estava aberta, o que, para ele, gastava muita energia elétrica.

–Caramba! Minha mãe sabe que isso gasta energia pra caramba! – Ele diz, fechando a porta.

Quando a porta bate, ouve um barulho de líquido se mexendo. Abre a geladeira novamente: Era uma garrafa de refrigerante bem gelada, lá nos fundos da geladeira.

–Nesse calor, eu bem que mereço isso! – Disse Carlos, pegando um copo na pia.

Ele bate o copo na bancada, e quebra um pedaço do objeto.

–Droga! – Reclama, pegando um pouco de super cola; aquelas que colam quase tudo. A cola fica no armário. Ele abre o vidro de cola, lendo atentamente o rótulo: COLA TUDO – MANTER FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS

Ele tenta abrir a tampa da cola, sem sucesso. A tampa estava colada com o tubo.

Indignado, ele vai até a lavanderia de sua casa, debaixo do tanque. Havia dois tanques, um de cada lado: Um era normal e circular. O outro era quase um circulo. Tinha um tipo de “escada” no tanque, que era usada para secar as roupas que sua mãe lavava.


Debaixo dos dois tanques, havia um compartimento onde ficava uma caixa de ferramentas preta com a alça vermelha. Com um pouco de dificuldades, retira a caixa de lá.


–Poderia repetir para a gente, por favor? – Pediu Owen, tentando falar em um tom meloso, sem sucesso.

–Tipo, Pra gente pesquisar na internet, sabe? Ver se é verdade – Aline, por sua vez, conseguiu dizer em um tom meloso. O que pareceu surtir efeito em um velho careca, sentado em outro banco próximo aos destroços do bilhete que Aline havia estragado. Todas as vezes que ela olhava para os destroços do pequeno pedaço de papel, pensa por que foi tão BURRA a ponto de estragar aquela dica preciosa. Se não fosse por Owen, nunca teria conseguido saber que outra pessoa também teve uma visão, exatamente como ela. O velho careca olhou para os dois, numa expressão de “estão claramente me avacalhando!” e depois, repetiu o que havia acabado de dizer aos dois:

–Bom... Como eu estava dizendo, um garoto chamado Kevin Fischer morou por aqui. Pelo que sei, uma amiga dele teve uma visão na montanha russa, e um por um eles morreram – Aline e Owen ouvem atentamente o que o velho careca dizia – Depois de algumas semanas, ele foi andar de metrô, e encontrou com a menina que teve a visão. O metrô descarrilou e eles quase morreram. Dizem que a garota se suicidou... Se jogou de um prédio. Já esse Kevin, morreu carbonizado enquanto esquentava sua comida... Alguns dizem que ele escondeu mensagens pela sua casa toda, com dicas para quem ter essas visões também. Mas isso nunca foi comprovado...

–Então – Concluiu Aline – Ele sabia que iria morrer, deu pistas para quem ter outra visão! Mas por que colocar em forma de mensagens secretas?

–Talvez a Morte não deixasse. Talvez, a mesma força que mata as pessoas tenha destruído os bilhetes que ele escrevia. – Owen palpitou. Aline fez que sim com a cabeça, concordando com o amigo.

–Se for isso, talvez, a mesma força trouxe esse papel para cá. Para mim.

–E se não for isso, Aline? – Owen interrompe o raciocínio de Aline por um momento – E se for uma dica? Uma mensagem subliminar dizendo como outra pessoa vai morrer? Tipo... Do que ele fala esse tempo todo? Do que Kevin se referiu esse tempo todo na mensagem? O assunto principal?

–Não dá pra saber do assunto de verdade, sabe? – Ela palpitou em voz baixa – Ele fala de muitas coisas nessa mensagem. Mas ele diz que a morte não vai ficar feliz... Talvez ele morra com algo que deixe as pessoas felizes...

–Não contaria com isso – Ele diz – Não sei... Não parece certo... Talvez, se a gente vigiar o que a próxima pessoa da ordem fazer... A gente consiga fazer isso parar. Tipo... Você lembra da ordem que as pessoas morreram, não é? Se você ficar observando cada passo que as pessoas da lista da morte fizerem... Tudo o que eles forem fazer, cada movimento, cada detalhe, cada...

–Owen! – Aline interrompe, colocando sua mão na boca dele – Eu já entendi! Foco, amigo, Foco!

–Pois bem – Ele continua, limpando sua boca – Como eu estava dizendo antes de ser drasticamente interrompido... se a gente vigiar o próximo da lista, conseguiríamos impedir que ele morra, certo?

–Errado – Ela respondeu – Pelo menos, até o que eu sei... Se lembra que eu fiquei do lado do professor quando ele morreu? Quando o carro explodiu, todos os destroços poderiam vir em mim. Até mesmo aquela antena que o matou. Acho que mesmo se estivermos juntos, a morte vai dar um jeito de matar a gente.

–Não é isso, Aline! Lembra quando a Roberta morreu? Ela não tava com a gente. Ela e o professor. Ela tava sem a gente perto. Talvez, a morte não faça nada com as outras pessoas que ainda não estão na hora de morrer.

–Bom... A gente pode tentar, Owen...

–Então quem é? Quem é o próximo? Quem morreu depois do professor Robert na visão?

–Foi o Carlos! Pelo que me lembro, ele tava tentando seguir a gente, mas os destroços do telhado da escola caíram.

–Vamos na casa dele agora! – Ele puxou a mão da amiga, que negou – O que foi?

–E a reunião na sua casa? Eu mandei a mensagem para os outros.

–Esquece! A vida de um dos nossos amigos é mais importante, Aline! Depois, minha mãe avisa onde a gente foi.

–Você não entendeu, Owen! O Carlos vai à reunião – pausa – eu acho...


–Então a gente se encontra com ele no caminho! Vamos logo! – Ele pega a mão da amiga com força e a puxa. Por um momento, Aline sentiu uma dor no ombro. Foi a primeira vez que sentiu uma dor física, depois de ter a visão na escola...


Carlos tentava abrir a tampa da cola com um alicate verde e enferrujado. Ele fazia tanta força que suas veias apareciam na sua pele branca (como sempre aparecem quando ele fica no sol). Por mais que insistia, não conseguia abrir. Parecia que algo não deixa isso acontecer.

–Ou abre por bem ou abre por mal, cola da merda! – Cuspiu.

Novamente, tentou abrir o vidro, fazendo mais força.

PLUC! A tampa saiu. Quicou na mesa duas vezes, e parou na beirada do móvel. Ela ficou posicionada na diagonal, ainda em movimento. Do nada, ela girou e caiu no chão. Ela continuou quicando no chão, até cair perto da geladeira.

–Droga! – Ele ficou bravo com isso – Quando foi pegar a tampa, lembrou-se de que a cola não deve ficar aberta por muito tempo.

Voltou para a mesa, onde a cola estava. Ele mergulhou o pedaço da caneca no pote de cola e, com uma pinça que pegou no quarto de sua mãe, pegou o caco e posicionou no lugar onde quebrou.
-Novinho em folha! – Comemorou, olhando o copo feliz. Ele vê o vidro de cola pelo reflexo do copo. Rapidamente pegou o vidro de cola.

PLUFT! Seu dedo foi praticamente mergulhado dentro do vidro de cola por acidente.

–Droga! – Ele retirou o dedo de dentro do tudo, e procurou um pano. Lembrou que o melhor para retirar a cola de dedo era gelo. Havia lido isso em uma revista de ciências. Na reportagem, ele leu que se a cola não sair, era necessário fazer uma cirurgia delicada e perigosa para retirar a cola. E o tempo de cicatrização não é nada favorável...

Ele tenta abrir o congelador de sua geladeira, que estava emperrado, de algum modo. Seu dedo direito estava coberto de cola. Precisava apoiar seu dedo lambuzado de cola para abrir a porta do congelador. Sem pensar duas vezes, ele apoiou seu dedo direito na porta da geladeira, colocou seu pé na porta, e com a mão esquerda, puxou a porta do congelador.

Por pouco ele caiu. Quase caiu, mas algo havia segurado ele. Como se algo segurasse sua mão direita: Era a cola que havia em sua mão. Sua mão estava colada na porta da geladeira.

Dentro do congelador havia várias garrafas de cerveja. Cervejas que seu pai bebia sem a esposa saber.

Carlos tenta puxar seu braço da geladeira, sem sucesso. A força do puxão dele fez com que as garrafas que estavam no congelador deslizassem sorrateiramente sobre o gelo. Quanto mais Carlos tentava puxar sua mão, mais as garrafas escorregavam, apontando diretamente em sua cabeça...

Avistou uma faca perto do balcão. Ele sabia o que deveria fazer para conseguir sair de lá: Raspar a tinta da porta da geladeira. Apenas assim ele conseguiria sair de lá.

Ele tenta alcançar a faca. Esticou sua mão o máximo que pôde. Sua mão quase conseguiu pegar a faca. De acordo com ele, faltavam apenas três centímetros para conseguir pegar a faca.

Ele olhou para o pé da geladeira. Envolveu-a com a outra mão, e tentou puxá-la para a direção da faca.

NHEEC... A geladeira fazia um barulho agudo e forte. Carlos fazia muita força para puxar a geladeira. Para uma pessoa do forte dele, aquilo era quase que impressionante.

As garrafas escorregavam cada vez mais para perto de sua cabeça. Carlos não percebera aquilo. Na verdade, ele havia notado que as garrafas estavam escorregando, mas não estavam apontadas para ele. Agora, não conseguia prestar atenção nas garrafas.

Esticou seu braço fino e cheio de veias para a faca. Fazia um esforço tremendo para conseguir ao menos tocar o objeto.

PLIC. Foi o barulho que a faca fez quando Carlos finalmente conseguiu ao menos tocar no objeto. Apenas tocar... A faca fez um movimento bizarro, que girou estranhamente até ficar na beirada da mesa.

A faca havia caído no chão.

–Carlos! – Ecoou uma voz do lado de fora da casa dele.

–Socorro! – Gritou Carlos, do lado de dentro de sua casa, no esforço de que alguém o ouvisse.

–Oh, meu Deus! – Uma voz de menina surgira. Carlos não conseguira identificar de quem era.

–Entrem! Por favor! – Ele exclamou de lá de dentro. Ouviu passos correndo em direção a cozinha. Ao abrirem a porta, ele viu Owen e Aline.

–Socorro! – Gritou Carlos

Aline correu para tentar ajudá-lo, mas Owen interveio, bloqueando sua passagem com a mão. Aline olhou para ele com um olhar de “mas que merda você tá fazendo?” e depois olhou para frente: Mais de dez garrafas de cerveja caindo em cima de Carlos, com o dedo preso na porta da geladeira.

Notas finais
O que você faria se visse seu amigo prestes a morrer? Aline não sabia que ao chegar lá, algo iria acontecer.
Esse suspense provavelmente fará os leitores roerem as unhas de anciedade para o próximo capítulo! Sera que Carlos morre? Sera que ele vive? A única coisa que posso dizer é que no próximo capítulo, Aline terá uma rival (acho que todos já sabem quem é!)
Nos capítulos finais dessa eletrizante aventura, procuro manter o suspense. Agora, com esse mistério do Kevin, a mensagem secreta, fica DIFÍCIl não ficar mais ancioso para o final? Afinal, o que aconteceu co Nick o'Bannon?
A aventura fica ainda mais eletrizante, onde o suspense toma conta, e o final está a apenas quatro capítulos de distância...