A Violinista Cega

5 Lua Entre Nuvens


Notas iniciais
Demorei um dia de novo... me desculpem.
Eu também disse que teríamos um capítulo bem grande, ao menos era isso o que eu planejava. Não deu certo, tive que dar uma encurtada para tentar postar no "prazo" e também porque se eu surgir aqui com um capítulo de 3000 palavras por exemplo, vocês terão uma fic bem pequena, menor do que eu planejava. Vez ou outra eu dou uns surtos e posto um capítulo grande :D
Foi a GabsBooBearJujubaVerde quem betou... agradecimentos à ela de novo :3
Bom, é isso... nos vemos lá embaixo.

“Um tanto sem jeito, Lucy pegou o imenso buquê nos braços.

— Obrigada, Victor. São lindas. – olhou em volta e percebeu que sua família a observava. Suas bochechas enrubesceram. Victor notou as bochechas avermelhadas da moça e virou-se aos pais da mesma.

— Senhor Peterson, me permitiria a honra de uma passeio com sua filha Lucy?

— Mas é claro, Victor. – disse com um largo sorriso no rosto – Não voltem tarde!

Mary foi em direção à filha para ajudá-la a segurar o ramalhete. Lucy foi em direção à Victor sorridente cumprimentá-lo. Ele parecia bastante animado.

Desceram as escadas em direção à trilha. A moça olhou para trás e acenou para os pais e os irmãos que os observavam sorridentes, acenando de volta.

Tomaram a trilha e caminharam por alguns minutos em silêncio. Lucy fez que ia lhe perguntar aonde iriam, mas Victor respondeu logo em seguida:

— Conheço um lugar muito bonito e pouco conhecido. Apesar de estar escuro e nublado, eu já resolvi o problema.

Andaram por mais alguns minutos. Victor, com todo seu cavalheirismo, segurou a mão dela por todo o percurso, até chegarem à um amontoado de árvores de difícil travessia. Ele a ajudou a pular todos os troncos caídos, a se abaixar dos galhos retorcidos que se prolongavam até as plantas mais distantes. De alguma forma, ela se sentia protegida ao lado dele.

Chegaram a um lugar iluminado. Havia tochas acesas por todo o canto, facilitando a visão do espaço. Um lago corria bem a frente deles, calmamente. Por fim, a lua resolveu surgir em meio às nuvens, deixando tudo mais romântico do que já estava.

— Você teve todo esse trabalho de acender as tochas por minha causa?

— Não foi trabalhoso. De início, quando vi a lua maravilhosa que prometia a noite, pensei que tudo daria certo, assim como eu já estava planejando há alguns dias. No momento em que coloquei os pés para fora de casa a chuva me surpreendeu raivosa. Tive de pensar rápido e acendi as tochas para que você pudesse apreciar tanto quanto eu aprecio.

A luz que saía dos pedaços de madeira espalhados pela clareira incomodava os olhos de Lucy. Mas daquela vez, não se importou. Tentava mantê-los abertos para apreciar cada momento, porém, a dor fazia com que os fechasse novamente. Victor percebeu o sofrimento da amada e a questionou sobre o que lhe acontecia, se havia algo que pudesse fazer para livrá-la do incômodo que sofria.

— Não se preocupe, Victor. Agora a pouco senti o mesmo quando Damon adentrou o quarto com uma vela. Não sei como, e nem porquê aquilo foi me incomodar, mas meus olhos doeram.

— Caso julgue necessário, eu apagarei alguns pontos de luz.

— Não será necessário. Deve ter sido trabalhoso, mesmo que digas que não foi. Temos de aproveitar, ao menos um pouco.

Sentaram-se numa pedra que havia ali perto. Conversaram por alguns minutos, até que notaram que a lua havia desaparecido novamente. O céu logo acima deles se fechava e vez ou outra podiam sentir uma gota de chuva pesada pousar em seus ombros. Decidiram ir embora. Certamente, algum outro dia voltariam ali para conversarem melhor.

— O que acha de um piquenique neste lago numa tarde ensolarada? – perguntou Victor.

— Que seria algo lindo de se ver e de se presenciar.

— Então, se me permitir, na primeira tarde ensolarada que surgir, a trarei para cá para um lanche.

Lucy abriu um largo sorriso enquanto corriam de volta para sua casa. A chuva ia ficando vez mais pesada, diminuindo o intervalo entre as gotas que caíam. Não deu tempo de se aproximarem da trilha, ficaram ilhados debaixo de uma árvore viçosa.

Riam por estarem encharcados e presos pela chuva, tremendo de frio. Como forma de proteção, Victor abraçou Lucy, a fim de aquecê-la.

Não demorou muito, e a chuva passou. Tomaram o caminho de volta novamente.

O casebre estava todo molhado devido à chuva. Lucy se despediu de Victor com um aceno, recebendo um sorriso em troca. Queria entrar e conversar com Damon, porém não o encontrou. Olhou nos quartos, na cozinha, na horta... por todo canto, em lugar algum o irmão se encontrava.

— Mãe, poderia me dizer onde Damon está?

— Creio que ele saiu há alguns minutos, quando a chuva acalmou. – disse Mary pensando um pouco – Ele conseguiu algumas flores com a senhora Gertrudes, na quitanda. Me anima saber que Damon também está se ajeitando. – deu um forte suspiro – Quem me dera conhecer essa tal moça que ele leva as flores...

Desanimada, Lucy subiu as escadas e foi para o quarto afinar seu violino. A qualquer momento poderia sair para fazer uma apresentação particular na casa de alguém. Planejava na manhã seguinte ir à casa da idosa que havia lhe dado aquele presente. Pensou um pouco e então se lembrou de que ainda não o havia aberto. Pegou o pacote no canto do quarto e começou a desfazer os laços que o envolviam.

[...]

Sara estava sentada em sua poltrona branca com algumas folhas de papel e uma pena em mãos. George, impaciente, caminhava de um lado para o outro pelo quarto. Estava triste por ter de perseguir Lucy, mas se era isso o que deixava Sara feliz, era o que deveria sem feito. Ao menos era isso o que ele pensava.

— Vamos lá George. O que você descobriu hoje? Me parece que você tem algumas novidades.

O rapaz queria fugir dali. Queria omitir certos detalhes do que havia visto durante o dia todo. De certo, Sara mais tarde viria a descobrir que ele estava escondendo algo e acabaria sofrendo nas mãos dela. Por que sua amada tinha de ser tão rude com ele? Por que tinha de ser tão má com os outros?

— Ela chega todo dia no mesmo horário. Espera a praça esvaziar quase que por completo e então vai para casa. A segui por todo o caminho, aonde quer que fosse. Estranhamente, ela parou em uma casa esta noite. Com isso, chegou atrasada em casa também.

— E então...?

— Dei meia volta quando pensei que ela havia notado a minha presença ali. Tive medo que ela pudesse me ver.

— Ela é cega seu bastardo! Como vai poder te ver se é cega? Não posso nem acreditar que você está investigando tudo isso para mim sendo que não consegue nem raciocinar direito! — George apenas abaixou a cabeça e assentiu com tudo o que a megera ia falando – Infelizmente, você é tudo o que eu tenho no momento, pois se papai autorizasse... você já estaria bem longe daqui seu lacaio estúpido! Agora, se não houver mais nada sobre a tal violinista para me falar, sugiro que saia imediatamente daqui e vá me buscar leite quente! – gritava Sara com o pobre coitado.

— Na verdade tem algo sim... depois disso eu voltei até a casa e fiquei esperando. Choveu bastante e o céu escureceu. Um rapaz chegou logo em seguida e entrou com um buquê de rosas. Depois de alguns instantes, saiu com uma moça. Não consegui ver o rosto deles, apenas sei disso por causa das roupas que vestiam.

— De que cor eram?

— Ela se vestia completamente de preto e ele usava uma camisa branca e calças surradas. Correram de mãos dadas até a floresta.

— Seu inútil! Só podia ser a violinista! Ela e o rapaz devem estar tramando algo neste exato momento e você não viu o rosto deles! Bastardo! E ainda torna todo o chão de meu quarto escorregadio com a água que escorre de seu corpo depois da chuva...

Lágrimas escorriam pelos olhos de George. Ela não precisava ser tão má assim. Ah se ele não a amasse tanto assim... a rainha já saberia do comportamento de Sara e já a teria punido. Mas George não tinha um coração mal, só desejava o bem dela.

O som de pequenas pedrinhas chocando-se contra o vidro do quarto.

— George, veja quem é.

O jovem caminhou até a janela e espiou um moço da mesma idade de Sara e o reconheceu.

— É Damon, senhorita.

— Mande-o entrar. E vá buscá-lo! Veja se dessa vez não faz nada de inútil!

— Sim senhorita. — disse secando algumas das lágrimas que insistiam em escorrer por sua face."

Notas finais
Essa megera ainda vai dar muita dor de cabeça pra nossa Lucy... tsc,tsc...
Vou tentar não atrasar no próximo, okay?

Agora um recado recheado de divulgação:
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Agora encerro aqui estas divulgações. Nos vemos no próximo :D