A Vingança de Hera

12 A Esperada Aula de "Mary"


Notas iniciais
Mais personagens para a fanfic!! Acharam que ia ser só Hera e Ben, e aquele draminha? HAHAHAHAHAHA Vejam só e tirem conclusões por si sós ;)

Hera parou na porta da sala. A acústica das salas permitia que o que era falado lá dentro fosse escutado do lado de fora. Por isso, quando ela ouviu Benjamin falar que eles teriam uma "convidada especial" na aula daquele dia, Hera já ficou pronta para entrar.

— ...E nossa convidada especial é uma mulher fantástica... Mary, pode entrar!

Ele falou isso exatamente no momento em que Hera girou a maçaneta. Ela estava com um sorriso enorme, pois sua confiança estava no céu.

— Oi, pessoal! Como o Ben disse, eu sou a Mary e vim dar uma mãozinha na aula dele! — alguns dos alunos já estavam atentos, provavelmente por terem uma novidade na qual depositar sua atenção.

— Acho que ele estava realmente precisando! — gritou um garoto da fileira de trás. Ben estava com o rosto vermelho e Hera riu.

— Estava, é?! Bom saber... — Hera ainda sorria e o rosto de Ben ficou ainda mais vermelho. — Vou dar uma agitada nas coisas agora. O que o Ben já falou pra vocês?

Ben segurou o braço de Hera e sussurrou no ouvido dela:

— Mary, eu ainda tenho que entregar as avaliações para eles, o boletim.

Ela sorriu.

— Perfeito. Porque eu tenho uma ideia.

— Qual? — ele diz, ainda sussurrando.

— Eu quero saber quem é quem na sala, e saber o desenvolvimento de cada um na aula..

— Tudo bem. — ele diz, entregando a pasta a ela. — Dê seu show. — Ele dá uma piscadinha para ela, que sorri.

— Acho que isso aqui está na ordem alfabética, gente! Então... — Hera abre a pasta e lê o nome que estava escrito ali. — Amy... Amy Jones. Venha aqui na frente. — Uma garota de estatura baixa, cabelos vermelhos, porém o ruivo não era natural, um casaco verde musgo, calça da mesma cor e blusa branca. — Bom... Vejo aqui que a sua nota não é das melhores, Amy.

— Bom, senhora...

— Pode me chamar de Mary. — diz Hera.

— Bom, Mary, se é para você me dar uma bronca por causa das minhas notas aqui na frente, prefiro que não dê. O senhor Benjamin, o sr. Brunner e meus pais já fazem isso, não preciso de outra pessoa para essa tarefa, obrigada.

Hera sorri.

— Bem, não era exatamente isso que eu estava planejando.

Amy, que já estava de costas com o boletim na mão para voltar para a sua mesa, virou de novo na direção de Hera.

— O que você estava planejando, então?

Hera pegou um caderno em cima da mesa e uma caneta.

Amy Jones ->

— Bom, Amy, me diga do que você gosta.

Amy ergueu uma sobrancelha.

— Gosto de filmes de ação, pesquisar coisas de armas e praticar lutas, tipo boxe, judô, caratê...

Hera sorriu. Ela já sabia que o plano dela iria funcionar.

Amy Jones -> filmes de ação, armas e lutas (Ares)

— Ótimo. Pode voltar para a sua mesa, Amy. — Hera abriu um sorriso doce para a garota e olhou para a lista de novo. — Amanda Cartwrtight.

Ela olhou para as mesas e viu uma garota com os cabelos também ruivos (só que dessa vez ruivo natural e cacheado), que vestia uma blusa rosa com um laço lilás embaixo dos seios e solta depois do laço e uma calça jeans skinny rosa. As notas de Amanda estavam na média. Mas podiam melhorar.

— Amanda... Do que você gosta?

Ela joga os cabelos para trás e pisca várias vezes os olhos.

— Maquiagem, roupas, revistas de fofocas, celebridades... — ela responde, ainda piscando os olhos freneticamente. Os lábios de Hera formam um pequeno sorriso, e ela morde os morde para disfarçar. Essa foi extremamente fácil.

Amanda Cartwright -> maquiagem, roupas, revistas de fofocas, celebridades (Afrodite)

Várias pessoas se passaram, e Hera estava achando a maioria delas bem fácil de serem feitas.

— Humm... Rosemary Lockhart.

Uma garota com os cabelos curtos lisos e também ruivos (também naturalmente) com uma franja caindo no olho direito, jaqueta de couro, camisa de algum livro (pelo que parecia), calça jeans e botas de combate veio até a frente da sala. Ela tirou os óculos escuros que revelaram cílios postiços.

Hera deu uma verificada no boletim de Rosemary. Era excelente. As notas dela provavelmente eram as melhores da turma.

— Rosemary... Em primeiro lugar, parabéns pelas notas, você realmente deve gostar da matéria... Agora, eu vou fazer a você a pergunta que fiz a todos os outros alunos, que é do que você gosta.

Rosemary tirou do bolso da jaqueta um pacote de Tic Tac e jogou uma das balas na boca.

— Gosto de livros, sou fanática por leitura. — Hera ergueu uma sobrancelha. Pela aparência, ela chutaria algo como Ares, ou Hades... Mas agora... Atena, talvez? — Adoro um banho em uma banheira cheia de água quente. Amo ouvir música. Adoro comprar roupas, mas não roupas fofinhas como as da patricinha ali. — diz ela, apontando para Amanda com a cabeça. — Não gosto muito de maquiagens, mas não dispenso um batom, um gloss, ou algo assim. Gosto de doces. Sou fanática por coisas de morte, tipo últimas palavras de artistas, ou escrever cartas para pessoas que morreram, para... Bem, para colocar meus sentimentos para fora. Escrevo muitos textos, e meu sonho é publicar um livro algum dia. Também sou compositora, e toco violão, piano e guitarra. Fiz aula de teatro, mas parei, porque não gosto muito de chamar a atenção.

Hera achou Rosemary incrivelmente indecifrável. Colocou isso no caderno. Lendo a lista, depois, viu que a primeira parte era com as garotas, e a segunda parte, os garotos.

— Graham Johnson. — Hera chama, já desanimada. Ela achava que todos seriam fáceis, como Amy e Amanda, mas depois de Rosemary...

O boletim de Graham também não era muito bom. Hera olhou para ele e viu que ele dava uma piscadela para Rosemary, e ela revira os olhos, e depois recoloca os óculos escuros. Parecia que o moleque estava com problemas amorosos... Mentalmente, ela riu, mas não podia se dar a esse luxo exteriormente.

— Bom, Graham, suas notas estão bem ruins...

— Bem, Mary... — diz ele, tirando os fios pretos da franja de trás das lentes dos óculos enormes dele. — Eu já pedi ajuda para a Lockhart ali, mas ela não quer me ajudar... — ele dá de ombros e eu rio.

— Bem, tente estudar por si só e vê se ela dá atenção pra você, se tirar notas boas... — Dou uma piscadinha para ele e ele sorri.

— Vou pensar nisso...

— Bem, Graham... Do que você gosta?

— Bom, eu gosto da Lockhart. Ela é, tipo, demais! Os comentários dela são maravilhosos, e ela... Acho que nós garotos, gostamos de sermos desafiados, das garotas que nos negam. — ele ri. — Gosto de música, de ler e de assistir a seriados também. Mas meu hobby principal é a Lockhart.

Ele sorriu de novo. Hera percebeu que Graham era daqueles que gostava de sorrir o tempo todo.

Graham Johnson -> Apolo, talvez, e também talvez Afrodite

—Hummm… Hugo Westerfeld! — Hera chamou, ainda sorrindo. De última fileira, o garoto levantou. Ele usava um All Star preto, jeans verde musgo e uma camiseta do Pnk Floyd. Ele estava com uma cara sonolenta, e provavelmente estava desse jeito sempre. Hera até diria que ele estava drogado.

— Oi?... — disse ele, enquanto tentava (e falhava) dar um sorriso animado.

— Olá, Hugo… Suas notas estão… er…

— Pode dizer que elas estão deploráveis, horríveis, eu já sei. É o que meu pai diz também!

Hera olhou para baixo. Ela voltou a pensar que ele poderia estar drogado. Mas, espere aí! Ele só falou do pai?!

—Eu sei que você não deve se sentir a vontade para falar sobre isso, mas… E a sua mãe?

Os olhos dele, que antes estavam fixos na parede, foram na direção do chão.

—Minha mãe… bem, eu não me lembro dela. Meu pai diz que ela foi embora, quando eu ainda era muito pequeno para lembrar. — ele piscou várias vezes e depois voltou a olhar para a parede atrás de Hera. — Quando eu era menor, meu pai costumava me dizer que ela tinha ido embora, porque sua família a proibiu de ficar com o bebê, pois era muito nova. Segundo ele, ela tinha conseguido esconder a gravidez durante toda a gestação. E, depois, foi implorar para que ele cuidasse de mim, quando a família descobriu. Mas quando eu fiquei mais velho, há uns dois anos, ele me contou a verdade. Ele disse que… — a voz dele já estava embargada. — Ele disse que ela foi embora por causa de um tratado, ou algo assim. Ele disse que minha mãe era alguém muito importante, e que ela e os irmãos e irmãs dela não podiam assumir seus filhos, nem ficar com eles. — Ele segurou seus cabelos e puxou-os para trás. — Eu custei a acreditar, mas meu pai acabou me convencendo. Ele parecia muito seguro de si enquanto falava.

— É… Hugo… você sabe me dizer… Como a sua mãe era? — disse Hera.

Ele esfregou os olhos, provavelmente tentando não chorar.

— Eu não sei direito… Mas já vi algumas fotografias. Ela era linda, e parecia bem jovem. Aparentava ter cerca de vinte, vinte e dois anos. O cabelo dela era cor de bronze, sua pele era dourada, e os olhos dela, verdes e grandes. Era magra, mas não como aquelas modelos que mais parecem palitos de sorvete. Meu pai costumava dizer que ela era a mulher mais espontânea que ele já viu. Ele falava bastante dela, para falar a verdade… Mas ele parou depois de…

— Depois de quê? — perguntou Hera.

— Depois dele começar a beber. Ele volta para a casa bêbado todo o dia. Me bate quando tem vontade, e me humilha na frente dos amigos de jogo dele. Ele os leva para a casa, sabe? Eles jogam juntos, enquanto bebem e meu pai acumula mais e mais dívidas. — Hugo tira alguns fios do cabelo e frente do pescoço e mostra um grande corte vermelho para ela. — Esse aqui foi da semana passada, quando ele viu minha nota do último teste. Ele jogou o copo de bebida em mim. — Rapidamente, Hugo cobre o pescoço com o cabelo, como se quisesse que ninguém visse. E provavelmente ninguém viu.

Apenas uma garota de cabelos ruivos curtos, sem os óculos escuros, com a franja caindo no olho direito.

Rosemary Lockhart.

Que observava atentamente à conversa dos dois.

Notas finais
E no próximo cap terá mais dessa aula tão esperada :D