A Vingança Das Gárgulas
9 fim de uma era de paz
- Venha aqui iniciado. – ele veio sem falar ou reclamar. Seu corpo me deixava excitado – eu quero que você faça algo para mim, você fará?
Ele fez um sinal afirmativo com a cabeça.
- Toque em meu peito e diga que quer dar os seu poder a mim. Você ganhará sua amada de volta- ele me olhou com uma cara feliz e tocou em meu peito.
- Eu renuncio a ordem do primeiro, que meu dom passa para ti, e o carma de telo também.
Assim o pentagrama em seu peito sumiu e apareceu no meu, eu me senti forte.
- Agora me de a minha amada. – ele pediu
- Que pena você é tão bonito para ficar com ela – eu passei minha mãe em seus lábios suavemente, e com a outra apertei sua bunda, que era muito gostosa por sinal. — viva feliz para sempre com ela no mundo dos espelhos.
- Seu... – antes de ele vir me enforcar eu estralei os dedos e ele apareceu no espelho junto a Bóreas. – você me enganou!
- Você não especificou seu desejo, afinal toda magia tem seu preço. Um dia quero outra noite como aquela esta bem.
- Seu cretino, nunca me deitarei com você novamente.
- Vamos ver. – eu sai da caverna e fui para a sala de estar convidados me aguardavam.
Subi para a sala onde Dorotéia me esperava.
- Bom dia, Dorotéia, a que devo a hora de sua visita?
- Venho apenas ver um amigo, saber como esta. – ela sorriu, e ouvi uma barulho de passos na sala ao lado.
- Troce algum amigo?
- Sim, o nome dele é Pablo acabou de se aventurar na nossa causa, mas ele é muito influente na Europa e America.
Pablo chegou, seu cabelo era castanho seus olhos azuis, um sorriso lindo, e uma calça que deixava seu bumbum redondo.
- Seja bem vindo, senhor Pablo. — eu estendi minha mão até Pablo, com desejava apertar aquela bunda.
- Obrigado, senhor Nicolas. – ele se sentou no sofá, e pude ver algo saliente em sua virilha.
- Bom vamos falar de negocio Dorotéia, preciso de mais sangue. – e sorri.
- Quem não precisa – ela sorriu também – eu vou trazer algumas prostitutas para resolver esse problema. – ela fez uma pausa – Oito será o suficiente para vocês dois.
- Então Pablo ficará em minha casa ? – eu sorri e olhei para ele
- Sim ficarei – Pablo disse.
- A casa é grande tem um quarto no final do corredor para você, você pode fazer o que quiser, menos ir no porão –eu fiz o olhei com um pouco de raiva.
- Ele tem suas surpresas, não se preocupe Pablo, não existe nada de maligno no porão – Dorotéia me olhou com uma cara dura, como se ela soube-se o que realmente existia aqui.
Fui para a cozinha preparar um chá, afinal é o liquido dos deuses, um chá com gotas de sangue humano.
- Você não confia neste garoto? – boreas disse aparecendo no espelho
- Não, ele deve ser uma jogada de doroteia, ela quer algo, mas eu não vou dar desta vez, não sou mais o jovem que não entende o mundo que vivia. Vigie ele.
- Mas a casa esta, selada. Ele não poderá usar magia.
- Mas poderá matar alguém. – eu disse – e voce sabe o que vai acontecer se eu morrer.
- Eu sei, eu tenho que ti seguir como prisioneira, para qualquer lugar.
Por que doroteia iria querer colocar um homem em minha casa, ela pode ser fraca, mas sabe o que faz, nunca atiraria no escuro, sem saber para onde mirar.
Voltei para a sala com o chá, que tinha um cheiro agradavel e uma coloração avermelhada. Todos tomaram e se deliciaram.
- o que estávamos falando ?
- dos segredos – disse doorotei – o que escondemos nos nossos porões, o que você esconde nicolas?
- Eu, escondo a magia.
Todos riram sem entender nada.
- Meu sobrinho querido, eu sei que esta planejando algo e eu quero saber, logo. – doroteia pensava que me enfrentava, com suas palavras intimidadores.
- Já esta tarde, vá embora logo. – eu disse querendo que ela fosse para longe.
- Não se preocupe meu sobrinho, não tenho medo do escuro.
- Pois deveria ter medo até da luz. – Acho que vou colocar meu plano em pratica
- Como o senhor disse, ja esta tarde, então ficarei aqui.
- Não vou negar um pedido de uma tia – infelizmente não posso negar.
A noite ia caindo então fui indo me deitar junto aos intrusos. Não vou ficar parado. A porta do porão foi fechada com magia, mas eu podia sentir que alguem tentava entrar. Fui para o espelho e vi um casal em um grandioso vale, repleto de flores silvestres, cores, toques, sabores, tudo ali parecia perfeito então me joguei ao espelho.
Em um espelho, eu sai e vi um casal feliz, um sentimento vazio dentro de mim reinava e destruía, tudo.
- o que faz aqui Nicolas? – perguntou o iniciado que veio acompanhado de boreas.
- Eu vim ver, a prisão que eu deixei a você. Esta gostando?
- Estou amando, tão feliz. – disse o iniciado.
- Você sabe como resolver o seu vazio, basta descongelar. – disse boreas
- Não posso. – e o silencio me encheu, e o amor diminuiu, precisava perder as características humanas, seria o único meio de conquistar... não sei mais o que tenho que conquistar, o vazio consumiu até meus pensamentos. – eu voltarei em breve, eu vou criar o inimaginável.
- Não vou te impedir, mas pense se isto seria bom pra você, eu sei o que fará e pelo menos isto deixará o futuro diferente para todos nós. Só lhe pergunto para onde vamos ? – boreas como sempre sabia de tudo o que podia acontecer, mas não sabia para onde iríamos.
- O que acha da frança ?
- Não seria arriscado? Afina estes crimes todos na Europa – o iniciado falou preocupado
- Estou pensando em dormir por mais alguns anos, e depois sair com um exercito de gargulas lutando.- eu estou delirando em minhas palavras
- Lutando por que? Qual seria o motivo? – os dois apaixonados perguntaram
- O motivo não seria a dominação global e sim um novo mundo, onde a paz reinaria, as espécies viveriam em paz... – eu fui interrompido pela aquela bruxa
- O mundo da paz só existe nos sonhos, o nosso mundo é feito de pesadelos, quando dormimos nestes pesadelos, sonhamos com coisas melhores. A paz não faz parte deste mundo, este mundo vai ser destruído sedo ou mais tarde se as gárgulas atuarem na maneira certa vão fazer com que ele morra muito alem do que imaginamos. – eu ainda vejo a grande mulher que vive naquele espelho.
Com aquelas palavras voltei para casa, onde ainda tentavam abrir a porta do porão, eu sai pelo espelho do porão e caminhei até o final da caverna eu me sentei ao chão e fechei os olhos e esvaziei a mente,as batidas na porta sumiram, o mundo parecia ter morrido.
Eu concentrava todas as minhas energias, parecia que estava prestes a explodir, até que uma energia fez com que abrisse os olhos e visse que havia pedras flutuando envolta de mim, a gravidade havia desaparecido daquele lugar. Tremores aconteciam e pedras subiam do chão ao teto e uma pedra diferente começou a vir a minha direção. Mesmo longe dela podia sentir o sua temperatura extremamente baixa, era cinza, e com inscrições antigas e junto a elas havia o desenho, de asas de gárgulas.
Não podia sair do transe, mas tinha medo da estranha pedra que se aproximava, minha respiração aumentava e ficava ofegante, a pedra estava congelando a água no ambiente mesmo a distancia, as gostas que caiam do teto formavam majestosas estaca de gelo que cresciam a velocidades impressionantes. O suor do meu corpo congelava o frio era imenso, podia se ver minha respiração. Até que a pedra chegou a 15 centímetros, e criou uma espiral de gelo, que envolveu meu corpo. A pedra mesmo criando gelo, continuava a vir a minha direção, até que no meio de um ovo de gelo, onde eu congelava e o escuro reinava pedra tocou meu peito, ela era tão gelada. Uma luz varreu a sala a luz vinha do ovo de gelo onde estava, o gelo começou a descongelar, o frio havia parado e o as pedras que antes subiam agora caiam obedecendo a gravidade.
A medida que o gelo descongelava eu me sentia diferente, meus músculos tremiam, mas não de frio e sim por espasmos, minhas asas queriam se abrir, mas não tinha espaço, a luz do gelo sumiu e vazio foi com ele. Então tudo tremeu e meu poder sumiu. A casa começou a desmoronar, e liberar energias envolta de círculos, que criavam grandes vendavais, que derrubaram arvores e mataram animais e pessoas. Dorotéia fugia da casa junto a Pablo e os dois gritavam desesperados “o que esta acontecendo?
O sol iria nascer a qualquer minuto, e der repente a energia foi sugada para a caverna novamente, e a casa foi criada, os ventos voltavam para a casa, e Dorotéia corria para dentro da casa para fugir do sol.
Enquanto a mim, abria os olhos naquela caverna destruída e cheia de pó que se reconstruía como mágica, então eu abri minhas asas e comecei a voar a liberdade, volta a ser minha, mas eu estava diferente em tudo. O vazio havia sumido e no lugar dele só existia a felicidade, e com uma olhada em minha mão percebi que ela estava diferente acinzentada, e mais poderosa ao descer até um lago próximo me olhei em tal, e notei que realmente estava cinza e com orelhas pontudas e um rosto magro um corpo forte e asas com ossos que parecia aterrorizador aos olhos de um homem comum.
- o que eu sou? – eu perguntei a mim mesmo, me olhando no lago.
- Você fez o feitiço, que mostra o que existe dentro de nós, mas escondido. Você é isso e agora esta se sentido melhor, esta tão poderoso que nada mais vai poder pará-lo, só lhe falta uma coisa agora controlar seu poder, se concentre, feche os olhos e pense na sua felicidade. – Bóreas s dizia aqui pois ela já havia feito tal feitiço, assim ela conseguiu ser tão poderosa.
Eu a obedeci e fechei os olhos por alguns segundos e quando os abri, estava um jovem de 28 anos bonito e aparentemente normal, com uma amiga ao seu lado.
- Nicolas, cuidado o sol! – gritou Bóreas, mas já era tarde demais o sol já havia me abraçado.
O sol não me queimou, pois eu fazia parte dos dois mundos o mortal e o imortal, era os dois e um só. Agora estava forte, mas ao mesmo tempo fraco.
- Agora sou forte, poderoso, cheio de magia, nada pode me vencer, posso fazer o que quiser.
Não tinha tempo a perder, e corri pela floresta, mas ao correr meu corpo começou a se transformar e ficar cinza novamente e as asas voltaram a aparecer. Então levantei voou.
***
Nas pequenas casas e fazendas da região, as pessoas olhavam o amanhecer e se tranquilizavam com a ideia de que o sol as protegeriam dos monstros que saem das tocas e cavernas, mas ao avistarem a estranha criatura nos céus pensaram que todas as esperanças haviam morrido. O sol deveria as matar, mas aquele monstro parecia se deliciar com os raios solares o atingindo. Tiros foram disparados contra a feroz criatura, mas ela parecia não se ferir.
Esse foi um trecho de um dos jornais da época, que não teve muitas compras, mas muitos comentários.
***
Enquanto eu era atingindo por balas que não perfuravam minha pele, ainda pensava se o que fiz foi o certo.
Desci em meio as arvores e caminhei até uma pedra com um formato humano, era Fernandes. Não queria despetrifica-lo logo, então entrei em sua mente onde poderia conversar com ele.
O lugar estava acinzentando, ruínas de grandes cidades estavam na paisagem e o lugar cheirava a tristeza e melancolia.
- o que faz aqui Nicolas, eu lhe pedi para que fosse embora – Fernandes estava com um rosto triste e com lagrimas escorrendo em seus olhos, eu ao ver aquilo senti uma imensa vontade de chorar.
- eu queria visitar um amigo... Alguém especial – eu sussurrei, mas ele pode ver que estava arrependido.
- sua tristeza não me convence – eu só queria ouvir da boca dele que eu estava perdoado.
- ola cavalheiros eu vim visitá-los, estava com saudade de ver os dois pombinhos juntos novamente. – Dorotéia sempre tinha que aparecer para destruir minha felicidade. – pena que tenho que estragar este momento tão bonito entre vocês. O perdão não chegou, e nunca virá a tristeza ganha e sempre ganhará.
Quando ouvi aquelas palavras, percebi o que Dorotéia iria fazer com Fernandes e eu, corri para perto de Fernandes e o abracei tão forte e disse, com minha boca próxima de seu ouvido:
- Eu não vou deixar nada acontecer com você, eu te amo tanto, só queria ter sido um rapaz a sua altura, que você merecesse, me perdoa, por favor. – eu comecei a chorar, por que...
- Eu te perdoou, eu te amo também e só queria que tudo entre nós tivesse dado certo, queria ter mais tempo com você, eu entendo que minha ideias foram loucas, deveria ter dado um tempo para você pensar, eu não gosto de despedidas. – disse Fernandes me apertando tanto, e chorando muito.
- Desculpem-me os pombinhos, mas é hora de morrer.
Então Dorotéia levantou uma adaga com anjos desenhados, e a lançou ao chão. Eu achei estranho tao ato, mas logo percebi o que ela havia feito realmente. O chão começou a rachar e Fernandes a sangrar por todos os lados, ele caiu, mas ainda pode sussurrar umas palavras.
- saia Nicolas, este lugar matará tudo vá embora, logo eu te amo — eu não queria deixá-lo, mas deveria fazer isso.
- Adeus, meu amor, eu vou te salvar.
Eu fui embora daquele mundo com medo e saudade, apareci diante de um estatua gelada de um belo homem, que tanto amei sem saber muito o porquê, mas se o amor fosse possível de entender não seria amor e sim razão.
- Não fique ai parado de ante desta estatua, destrua – Dorotéia falou, ela aparecia nas piores horas possíveis – Eu lhe avisei o que o amor iria fazer com você, ninguém me escutou então decidi, cortar o mal pela raiz.
- Minhas folhas caíram, meus galhos estão nus e meu corpo esta sedento por sangue. – eu disse tentando enfrentá-la.
- Isto é uma ameaça? – ela pergunto, um pouco surpresa.
- Não é uma ameaça, por que eu vou beber o sangue e destruir uma raiz podre agora mesmo.
Eu não aguentei mais, e saltei em direção ao pescoço de Dorotéia, mas ela era rápida e forte, e se esquivou do meu golpe, eu sabia que na forma de uma gárgula comum não conseguiria vencê-la. Comecei a transformação e minha pele acinzentou, ela ficou surpresa, meu corpo cresceu 10 centímetros e as asas se abriram.
- Desta vez você não me escapa. – eu disse
- O que você é? – ela ficou sem reação.
Eu pulei novamente encima dela tão rápido, que pude criar um ventos em volta do meu corpo, no momento do salto, eu a peguei e olhei diretamente em seus olhos.
- Hora de morrer, sua vadia do inferno.
Então eu suguei todo o seu poder que estava em sua alma, Dorotéia gritava muito a dor era insuportável, comparável a perfurar o coração 116 vezes seguidas. Então eu baixei minha cabeça, e a mordi e tomei todo o seu sangue, até que suas veias secassem. Mesmo vendo seu corpo sem vida, saiba que ela podia voltar a qualquer momento, afina ela só esta sem magia e sangue, então quebrei o seu pescoço e lancei fogo em seu corpo.
Voltei para casa, carregado com a estatua, coloquei-a próxima de meu quarto, para sempre poder lembrar dele. Fiquei deitado o dia todo apenas pensando no que fiz, então meu tio Juan entrou no meu quarto, e começou uma conversa sobre o perdão.
- Tio Juan estou tentando dormir, mas já que o senhor não deixa estou lhe pedindo humildemente para que vá embora.
- Meu sobrinho preferido, não quero sair, quero continuar aqui com você. – então fechei os olhos e tentei dormir, o silencio varreu o quarto então ao abrir os olhos meu tio estava se aproximando com uma adaga em sua mão pronto para me degolar.
Eu não pensei em outra coisa a não ser arrancar seu coração. Eu lancei minha mão para dentro de seu peito e arranquei o órgão mais importante de uma gárgula o coração, ele começou a tremer e a morte o pegou tão rápido.
Órfão, sem pais ou tios, sozinho no mundo, mas com poder, o que adianta o poder agora. Eu chorei, não conseguia mais aguentar, queria poder sair deste pesadelo, ninguém voltará daqui a cem ou duzentos anos estou perdido e sozinho novamente, então Pablo entrou no meu quarto e se deitou ao meu lado, e apenas me abraçou.
- Eu sabia que precisaria de um abraço, só quero o seu bem e tudo vai dar certo no final. – parecia que Pablo sabia o que dizer e quando dizer, me sentia feliz.
Eu fechei os olhos e todos os problemas se foram, acordei com um cheiro delicioso de chá, ao abrir os olhos vi uma bandeja com uvas, limões e chá. Pablo estava sentado em uma cadeira próximo a cama.
- Coma as frutas, eu sei que gosta de uva e limão e o chá é o seu preferido limão, tem um pouco de chocolate amargo que trouxe sei também que é o seu preferido.
Ele ficou me observando comer, e conversava comigo, sobre tudo, me deixava mais informado sobre o mundo, eu gostei da amizade dele, me fez esquecer tudo, sua companhia era a melhor de todas que podia ter naquele momento.
- Eu vou levantar já esta tarde, o sol já esta a pico. – eu falei
- Não precisa se levantar, afinal não você não tem nada o que fazer ao meio dia em uma cidade que acabou de nascer, fique na cama, gosto de ti ver assim, quero conversar mais com você, isso me distrai. Mas se é o que você deseja eu não posso fazer nada afinal a vida é sua. – Pablo disse ele era um pouco direto.
- Acho que como a vida é minha eu vou querer ficar aqui deitado o dia inteiro, não quero ver o mundo hoje, na verdade quero sair deste mundo. – eu não sabia por que mais eu queria desabafar com Pablo, com ele eu podia ser mais sincero.
- Por que você não vem comigo, vamos para a frança, Itália, Japão, etc. Qualquer lugar possível seria bom, você se sentiria melhor. – Pablo queria me ajudar de qualquer maneira, mas eu não sabia muita coisa sobre ele, mas ele sabia muita coisa sobre mim.
- Eu vou pensar ainda tenho um dia eu imagino. – por que não pensaria afinal seria apenas uma viajem.
Então conversamos mais sobre o mundo e como ele era no passado, e o que será no futuro, será que passaremos do ano 2000. Eu disse a ele sobre a profecia de boreas que dizia sobre duas grandes guerras e isso era surpreendente, o mundo dos humanos era muito interessante.
Eu o contei que não nasci como humano e sim como gárgula, falei sobre minha historia para Pablo, o contei por onde fui e por onde andei, contei que fui para Londres e já andei pela frança, Itália e Espanha. Como tinha saudade daquele lugar. Eu o contei dos meus desejos de ser uma pessoa normal, eu o falei no que havia me tornado, da magia que tinha conhecido e dos mundos que havia passado. E contei da minha maior frustração. A de não ter o Fernandes ao meu lado,ele morreu e eu não pude fazer nada para ajudá-lo, apenas abraçá-lo intensamente.
Pablo me reconfortava, com suas palavras doces, me falou de sua infância, que nasceu em Roma a 32 anos atrás, em uma família rica e poderosa, passou seus últimos dias na verdadeira gloria, e se tornou uma gárgula para encontrar a verdadeira felicidade, ele também se apaixonou varias vezes e todas elas foram frustrações, mas ele disse que havia encontrado a pessoa certa mas só precisava de um pouco de tempo para conquistá-lo.
O futuro eu não sabia ver, mas podia sentir que era agradável para nós dois.
Eu me sentia vazio, por ter destruído tantas vidas, minha família eu destrui, agora estou sozinho. Fiz escolhas erradas e agora vou passar o resto da vida pensando se sou um monstro ou humano.
- Você não é um monstro, apensa fez escolhas erradas e o seu futuro será bom eu posso ver isso. – suas palavras me confortavam, mas não por inteiro.
- Monstro eu sou, e serei ainda. Você não pode ver o futuro ele é inserto. – eu suspirei como se estivesse muito cansado.
- Se cansou de que? – disse Pablo, talvez seu dom fosse de ler mentes.
- De viver... Do mundo, de tudo. – eu fiz uma pausa me levantei da cama e comecei a caminhar pelo quarto fui até a janela — Veja o mundo como está, feliz e eu aqui triste por apenas existir, as vezes queria voltar ao passado e mudar tudo. Pablo, você gosta da vida eterna mesmo?
- Claro que sim é fascinante saber que viveremos eternamente. Que podemos ser felizes para todo o sempre. – ele parecia feliz
- Espero que você não se iluda demasiadamente, como eu fiz. Eu vou embora deste país depois do anoitecer. – eu olhava diretamente para o sol que se aproximava do horizonte, e aos poucos deixava o céu alaranjado.
- Irá para que lugar?
- Vou dormir e quero que cuide de tudo até o meu retorno, voltaremos para o nosso lar, vamos unir as gárgulas de todo o mundo pois guerra está chegando a cada dia. – ele me olhou com medo
- Se é seu desejo dormir então acontecerá, eu prometo que vou te acordar, vou ti servir até quando você desejar.
- Palavra dita ou pedra jogada não volta atrás — no pescoço de Pablo apareceu uma gargantilha que estava em sua pele.
- O que é isto? O que você fez? – Pablo perguntou assustado se levantando da cadeira para me bater e ao me tentar me bater se deparou com um escudo invisível a minha volta.
- Isto foi um contrato, onde você prometeu me servir, me satisfazer quando quiser, você é livre, mas quando eu quiser ti ter será meu, no momento só vou querer que me acorde no dia 26 de julho e depois iremos para a primeira grande guerra.
Pablo estava com raiva, por ter sido traído assim, mas parecia estar feliz por ter que ficar comigo eternamente.
Eu fui para o porão e entrei na caverna olhei para o espelho e Bóreas falou que tudo aconteceria era só eu acordar e já estaria feito.
Então me grudei ao teto e abri minhas asas que tornaram um casulo a minha volta, com isto eu adormeci e me entreguei ao sono dos homens.
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