A Vingança Das Gárgulas
3 Capítulo 3 A jornada da salvação
Notas iniciais
A cidade de Torbes era um pouco estranha comparada as outras, pois era meio silenciosa e nos rostos das pessoas tinha apenas tristeza.
- Também acho isso à tristeza esta nos rosto, nas casas, na cidade toda. – Disse Dorotéia, lendo meus pensamentos de novo. -Minha mãe falava dessa cidade quando eu era criança ela dizia que uma bruxa ao saber que os caçadores queimaram sua filha e irmã vivas ela lançou uma maldição tirando toda a sorte desta cidade e então as pessoas ficaram assim tristes, pois sem a sorte não tem felicidade.
- Dorotéia, desculpa a pergunta um pouco intrometida, mas quantos anos você tem? – eu disse já não agüentando minha curiosidade.
- Eu tenho 356 anos – eu não podia acreditar nisso era fantástico.
- Não imaginava que você possuía tanto tempo de vida assim.
- Não diria vida e sim morte, e sabe depois de tanto tempo descobri que a morte pode ser doce e alegre, basta você encontrar algo que te faça feliz. Mas vamos nos concentrar em outra coisa esta bem.
- Por exemplo?
- Seus dons você podia tentar um o que acha?
- Eu tentaria se soube-se como começar.
- Nicolas eu vou te ajudar, primeiro relaxe e tente se concentrar e quando sentir...
- Uma vibração na testa como uma luz que me guia.
- Isso ai agora leve essa luz no auge.
Com pouco esforço consegui levar a tal energia ao auge, e foi emocionante, pois no exato momento senti meu corpo se modificar de novo só que desta vez não foi doloroso e sim prazeroso.
- Você conseguiu Nicolas você encontrou seu primeiro dom. Você se transmuta em vários animais simultaneamente isso significa que você é o certo, o escolhido.
Ao voltar à forma humana novamente eu perguntei para Dorotéia:
- Como assim escolhido?
- Há muito tempo antes de minha avó passar seus ensinamentos de magia para minha mãe, ela lhe contou uma profecia sobre os gárgulas que um dia nasceria um jovem com o poder de se transmutar em vários animais ao mesmo tempo ele poderia viajar sobe a luz do sol.
- E você acha que pode ser eu?
-Talvez poderíamos testar afinal o sol ainda esta no céu. Claro se você quiser.
- Eu já estou morto o que perderia?
E com esta frase fui até a janela mais próxima, o sol estava batendo na minha cintura e já posso sentir meu corpo queimar. E com uma mistura de fumaça branca eu me transmutei em milhares de borboletas laranja e pretas e sai voando pela janela e por incrível que pareça eu não me queimei, foi mágico ver a cidade na luz do dia, há muito tempo não sabia o que era isso, sentir o sol me aquecer e não me queimar.
As pessoas da cidade logo perceberam um grande numero de borboletas saindo da janela de um hotel logo pensariam que a dona do hotel ou seus hospedes misteriosos praticavam bruxaria. Logo os caçadores estarão ai tenho que voltar.
E o enxame de borboletas entrou pela janela do mesmo quarto que saíram.
- Dorotéia temos que sair daqui e agora o que faremos? Por que eu fiz isso?
- Só sairemos daqui quando descobrirmos seu segundo dom.
- O que?
— É isso que ouviu Nicolas agora relaxe e se concentre.
Eu me concentrei fechei os olhos e não senti mais nenhuma parte do meu corpo, parecia que estava no céu voando e relaxando. E quando abri os olhos o céu estava nublado.
- Você controla o tempo. – Dorotéia ficou impressionada.
- Vamos embora aproveitar que bloqueei o sol – uma multidão já estava se amontoando envolta do velho hotel – vamos pela janela.
- Não as nuvens não estão espessas o suficiente, vamos outra hora.
- Não, temos que ir agora, eu deixo as nuvens mais espessas – e com um pouco de esforço as nuvens ficaram com um tom cinza escuro e a luz saiu e o dia se tornou noite, uma noite sem estrelas.- Pronto vamos temos que ir embora.
E com um sinal positivo com a cabeça Dorotéia me seguiu até o lado de fora da janela. Já no telhado varias tochas nos aguardavam com moradores revoltados e sem pensar nós dois voamos rumo a Paris.
A grandiosa nuvem assustava todas as cidades que passava, pois era tão grande que engolia todo o horizonte vista do chão, e tão escura que até a própria morte a temeria.
Viajamos por um dia e uma noite e já estávamos em Vierzon, em poucas horas já estaríamos em Paris.
- Nicolas não sei você, mas estou com fome gostaria de parar em Vierzon e tomar um pouco de sangue.
Descemos próximos da cidade onde dois camponeses estavam conversando sobre suas frágeis vidas.
- Boa tarde, meus amigos – eu disse aos dois camponeses – parece que vem uma grande nevasca por ai.
- sim parece – disse o mais novo dos camponeses era alto e forte e moreno.
- Nicolas não brinque com a comida. – Dorotéia disse já se aproximando do camponês mais velho e os assustando – pegue os logo.
Dorotéia foi rápida em sua escolha ,e já foi mordendo o pescoço do camponês que não parava de gritar eu fui um pouco mais devagar primeiro o camponês alto e forte ficou assustado, mas isso já era de imaginar que ele fica-se então fui devagar em sua direção.Primeiro o abracei depois beijei seus lábios e com ele já confuso comecei a morde-lo e sugar todo o seu sangue.
-Nada mal para o primeiro gole. – Dorotéia disse para com um sinal de respeito. – Seduz a presa e depois a devora viva.
- O que faremos com os corpos?
Dorotéia ignorou minha pergunta, e envolta dos corpos traçou um circulo e depois disse em latim o seguinte:
- succendam nunc
E os corpos começaram a pegar fogo, junto a tudo que estava dentro do circulo. Voltamos a nossa viagem, agora bem perto do destino final.
Em pleno vou Dorotéia puxou assunto novamente
- Aquilo minha mãe me ensinou eu era quando criança. – ela fez um pausa com um olhar um pouco melancólico – Minha mãe me ensinou que o segredo esta no latim e na maneira que se pronuncia a palavra.
- Você deve ser a gárgula mais poderosa da Europa com tantos poderes.
- Talvez eu seja, mas isso é apenas um efeito do acaso, pois muitas bruxas estão sendo mortas ultimamente.
- Quando sua mãe morreu?
- Há dois anos no norte da Itália, Torino. Eu ainda me lembro dos gritos e maldições que ela lançou no povo da cidade.
- Não há nenhuma forma de trazê-la de volta a vida?
- Sim, mas é muito difícil precisaria de milhares de humanos para trazê-la a vida.
E o assunto parou ali.
Dei uma ultima olhada em Dorotéia e notei que ela teria rejuvenescido e ficado mais bela ainda, o sangue humano nos deixa mais belo do que o costumeiro.
Quando a gigantesca nuvem chegou até a capital todas às pessoas ficaram hipnotizados com a beleza de tal “fenômeno da natureza”.
Eu e Dorotéia estávamos encapuzados já enfrente a grande prisão não podíamos entrar assim precisamos pensar em um plano.
Dorotéia se disfarçou de guarda e começou a pedir para que abri-se o portão para ela entrar e com meus dons acabei criando uma névoa envolta da prisão e me transmutei em vários morcegos e logo fui de pescoço em pescoço de todos os guardas, e Dorotéia apenas procurando minha mãe pela prisão.
- Ela esta na ala oeste da prisão venha.
Eu voei para as celas e pude encontrar uma mulher velha com cabelos brancos, cheia de verrugas e ao vê-la pude sentir que era ela.
Eu me transmutei em vários touros e coloquei-a para montar, e Dorotéia veio voando atrás de mim.
- Dorotéia tem sangue por perto?
- Sim três homens com espadas e um revolver de pólvora.
Logo me transmutei em morcegos e os matei facilmente.Minha mãe tomou o sangue de um deles e Dorotéia de outro, eu já havia tomado muito.Minha mãe ficou jovem ao terminar de tomar seu alimento.
-Filho é você?
- Sim sou eu mãe. — e nos abraçamos com muita alegria.
- Chega de festa temos que ir embora logos os caçadores estarão a nossa procura novamente. – disse Dorotéia.
- Mas para onde vamos agora? Devem ter milhares de caçadores a nossa procura Dorotéia, ainda mais agora.
- Vamos para Gaillon e depois de descansarmos vamos para Londres
Fale com o autor