Notas iniciais
Nha, apenas leiam, tchau

Bia não acordou com o despertador naquela manhã. Acordou nove horas da manhã, totalmente desesperada.

Olhou no relógio. Ai meu Deus. Desceu as escadas correndo para ver se a mãe tinha lhe deixado algo para comer. Mas ao invés de encontrar a cozinha vazia, viu sua mãe ali.

– Bom dia mãe...

– Bom dia filha! Dormiu bem?

– Por que você não me acordou para a escola? Marc vai pensar o pior!

– Ah filha... Você anda tão estressada. E a época de provas acabou mesmo. Achei que você podia passar a manhã livre. Dormir mais um pouco. Eu notei que você tem acordado com umas olheiras enormes!

– É porque eu...

– Você se lembra da Carla, não é? – disse Gabriela.

– Sim.

– Entendo. Sente-se à mesa. Hoje, o café da manhã é especial.

Bia realmente tinha razão. Marc pensou o pior. Ficou muito preocupado, e estava crente que Liz tinha levado a Bia dele. No horário do recreio, ligou freneticamente para Bia.

“Bom dia, Marc.

Por que você não veio à aula? Fiquei preocupado. Está tudo bem?

Sim, sim. Minha mãe tirou meu despertador. Depois te conto os detalhes.

Ok. Mas está tudo bem mesmo, né?

Claro!

Que bom. Vou desligar, o sinal aqui é péssimo. Ótima manhã para você.

Boa aula.”

Marc se sentiu aliviado. Tudo estava bem com Bia. Marc queria visitar Bia à tarde, mas iria à delegacia, ver Ana e José. Queria acabar logo com o caso da Liz. Queria prendê-la logo.

Nossa. Até que sirvo para investigação. Posso ser policial quando crescer!

O sinal tocou. Marc voltou para a aula.

–--

De tarde, Marc foi até a delegacia. Havia um padeiro muito estressado lá, querendo fazer reclamações. “Fui roubado, ora pois! Por uma menina!” Policiais o levaram para a sala de depoimentos.

Ana e José estavam á sua espera. Sabiam que Marc iria atrás deles. E eles descobriram algo crucial.

– Sabe este padeiro, que entrou agora na sala de depoimentos? Ele foi roubado ontem. Levaram três pães. Não é de grande importância, mas ele insistiu em fazer queixa. Acho que os policiais nem considerarão seu pedido. – disse José.

– O que tem? Ele faz diferença? – perguntou Marc.

– Muita! Achamos que esta tal menina é Liz. – disse Ana.

– E como saberemos se é ou não?

– Vamos ficar aqui, e ouvir o depoimento do padeiro. Tome, pegue este crachá. Você agora é “estagiário” aqui na polícia. – disse Ana, entregando um crachá para Marc. – Só assim você poderá entrar e ouvir o depoimento também. – e deu uma piscadinha para Marc.

Marc agora já não guardava rancor de Ana. Ele já entendia que Ana era difícil no começo, pois não queria envolver pessoas em risco. Mas Ana percebera o potencial do jovem, e aos poucos, foi aceitando-o na mini equipe de investigação.

Entraram na sala de depoimentos. Marc foi puxar assunto com José, mas este negou em seguida:

– Silêncio! Temos que ouvir o depoimento dele.

– Poxa, só ia perguntar uma coisa...

– Ande, pergunte logo.

– Qual é a sua relação com Ana? – indagou Marc.

– Ah! Ela é minha filha. Não parece, não é? Mas sim, ela é minha filha.

– Silêncio vocês dois! – sussurrou Ana.

Marc se surpreendeu. Em seus pensamentos, comparava Ana com José. Realmente, eles eram um pouco parecidos. O formato do rosto, a cor do cabelo (mesmo que José tivesse alguns fios de cabelos brancos, a cor preta do cabelo ainda era visível). Marc nem prestou atenção ao depoimento do padeiro.

Ao sair da sala, Ana disse:

– Isso!

– O quê? – perguntou Marc.

– Pela descrição do padeiro, era mesmo Liz. Pelo visto, ela está com fome! – disse Ana.

– Agora já temos dois pontos de referência... Acho que já podemos achar o esconderijo de Liz.

– Eu já sei onde ela está. – disse Marc.

– Onde? – indagaram os policiais, ao mesmo tempo.

– Só há um local que fica entre o banco e a padaria. O antigo estacionamento.

José e Ana concordaram. Finalmente, haviam achado o esconderijo de Liz!

Os três se olharam por instantes.

– Vamos para lá? – indagou Ana, que tinha um tom de “aventura” em sua voz.

– Demorou! – respondeu Marc.

–--

Notas finais
Liz, prepare-se!