A Vingança

27 Encontramos alguém...


Notas iniciais
Hi!!! Creatures of my heart!!!!!! Bom, em primeiro lugar gastaríamos de agradecer a linda, perfeita e maravilhosa recomendação da Alice Ramone (ou, Janis), muito obrigada, sua lindaaaaa!!!!!! E parabéns por vencer o nosso desafio! E em segundo lugar: tenham uma ótima leitura! Ass.: CupCake e Black

O grupo estava andando por uma rua deserta até a praia para começar sua busca, mas assim que passam por um beco sem saída vê algo meio estranho. Uma garota de cabelos curtos pretos, pele branca, Nico achou muito parecida com uma conhecida sua Thalia, mas o diferencial era que a garota usava óculos. A garota estava lutando com duas dracaenae, um monstro que tinha a parte superior do corpo em forma de mulher, com olhos felinos, e parte inferior com dois troncos de serpentes.

A garota tinha jeito para a luta um sinal de que, talvez, ela morasse no acampamento.

Quando as duas dracaenae já haviam virado pó a garota embainhou a espada e olhou na direção do grupo. Ficou um momento tenso, os quatro olhavam para a garota e a sua espada e ela procurava uma saída, mas a única estava trancada por eles.

– Vocês viram isso? – Pergunta a garota quebrando o silencio.

Os quatro assentiram.

– Vocês são do acampamento? – Pergunta a garota chegando perto.

Esse movimento faz Nico e Jôh desembainharem suas armas em sincronia o que faz a garota parar a dez passos deles.

– Você é? – Pergunta Anne mantendo uma expressão calma.

– Sou. Meu nome é Emma Morrison.– Respondeu sorrindo. – Agora podemos manter a calma e baixar as armas?

– Anda acontecendo coisas muito estranhas com nós para fazer isso que está pedindo, o mais sensato seria você passar sua espada para cá. – Diz Leo, olhando em volta nervosamente, como se já estivesse vendo os quatro lutando contra Emma.

– Calma, amigos. – Pede andando mais dois passos.

– Não somos seus amigos. – Responde Nico seco.

Agora Emma olhava em volta nervosamente. Via que seu jeito diplomático não estava ajudando, e ainda por cima sentia cheiro de problema naqueles quatro. Seu professor dissera para ter cuidado, pois semideuses estavam aparecendo por toda Miame para alguma coisa do mal, como se alguém estivesse recrutando semideuses para algo ruim, e muitas pessoas andavam morrendo. Puxou a espada. — Parece que não vamos entrar em um acordo. – Sorriu de um jeito irônico. – Mas mesmo assim vou fazer uma proposta: Deixem me ir embora e não os incomodo mais.

Os quatro se olharam, e entraram em um acordo silencioso.

– O problema é, que não podemos aceitar assim. – Respondeu Jôh, dando um passo. – Pessoas andam morrendo, monstros andam aparecendo do nada e muitas pessoas andam traindo os deuses e ao acampamento, não podemos simplesmente deixar uma garotinha sair assim, sem ser pelo menos interrogada, e mostrar que não está mentindo, e depois sair correndo para o vilão dessa historia. – Os olhos de Jôh estavam entrando profundamente nos da garota.

– Entendo. – Responde.

Emma avançou muito rápido para cima de Jôh, fazendo assim uma recém-aprendiz de esgrima ficar muito desnorteada, rapidamente desarmou Jôh deu um soco na boca do seu estômago e a chutou contra a parede fazendo a bater a cabeça e a coluna, assim ficando sem ar e com a visão turva.

Valdez e di Angelo avançaram. Leo usava um machado de dois gumes que tirara do seu cinto, nem se lembrava de que tinha guardado lá, e Nico usava sua espada habitual. Emma não esperava o machado, mas sabia se defender disso. O machado desceu em direção ao seu ombro, ela junta as mãos, apontando a lâmina da espada para baixo, com elas segura o golpe pelo cabo. Solta uma mão, ajeita a espada nela, com a lâmina empurra o machado com força para trás fazendo o ombro de Leo estalar bem alto, e o fazendo apertar sua clavícula com a outra mão.

Nico avança, dando uma estocada que foi aparada pelo lado, ela forçou a espada para direita e Nico para esquerda, ela cedeu a força da esquerda fazendo assim sua espada girar em sua mão, as duas espadas giraram juntas, Nico viu uma falha no movimento. Quando a espada dela passou pelo seu braço direto ele desvencilhou sua espada da dela e mirou na sua costela esquerda, mas a garota deu um pulo para o lado deixando a espada de Nico fazer um corte superficial na sua pele. Emma girou a espada nos dedos girou o braço para trás atacando por cima, mas foi defendido quando a espada do adversário levantou-se a altura da sua cabeça assim as duas espadas formaram um T, a espada de Nico sendo a parte de baixo e de Emma a de cima.

Emma olhou para Nico, decidida a acabar com aquilo. Puxou uma adaga do mesmo lugar onde havia tirado as facas. Deu um impulso forte na sua espada, Nico desequilibrou, Emma aproveitou a oportunidade jogou sua espada no chão, com a mão livro deu um soco no rosto dele e com a outra mão cravou a adaga no ombro direito dele. Nico caiu sentado, gemendo de dor.

Emma olhou em volta, certa de que já havia acabado, mas então contou as pessoas caídas. Três. Mas não eram quatro? – Pensou. Ouviu o barulho de sua espada sendo levantada do chão, e outra sendo desembainhada, virou-se e se deu com duas espadas sendo apontadas para seu pescoço. Tateou a bainha do seu sinto. Tudo tinha acabado, mas notou algo na mão esquerda de Anne. Tremia muito. Anne não era acostumada a segurar peso com o braço esquerdo. Emma chutou o antebraço de Anne fazendo sua espada voar para sua mão.

– Parece que empatamos. – Sorriu Emma presunçosamente.

– Pelo contrário. – Sorriu de volta. – Eu tive bastante tempo para te observar lutando, sei todos seus pontos fracos.

Emma avançou, mas antes de dar o golpe fez algo que sempre fazia quando ia golpear deu um passo a frente. Anne aproveitou esse passo para se esquivar se agachar e empurrar com sua espada a espada de Emma para o lado oposto de si, o ombro de Emma fez um clack doloroso. Anne levantou-se. Emma não conseguia levantar a espada de dor. Anne viu isso, aproveitou a oportunidade para fazer um corte no pescoço e nas costelas direitas de Emma. Assim a adversária de Anne caiu no chão com muita dor.

– Você conseguiu! – Impressionou-se Jôh, que havia recuperado sua consciência. – Segure-a enquanto ajudo os outros.

Anne imobilizou a garota enquanto Jôh com muito esforço colocou a clavícula de Leo no lugar, o que doeu muito, pois a clavícula é um dos ossos que mais dói para se colocar no lugar, e deu um pouco de Néctar para ele. Depois foi vez de Nico, Jôh com muita rapidez tirou a adaga do ombro de Nico e limpou o ferimento com Néctar, mas como o ferimento foi muito profundo o Néctar só ajudou o interior, o ferimento continuava aberto. Leo achou linha e agulha em seu sinto, e com isso Jôh costurou o fermento sem anestesia. Nico ficou quieto nesses segundos dolorosos.

Depois que todos estavam recuperados se juntaram em volta de Emma.

– Conte-nos o que sabe sobre essa tal senhora! – Exclamou Anne, olhando duramente para Emma.

A garota estava sendo prensada contra a parede. — Eu sei tão pouco quanto vocês. – Respondeu olhando bem nos olhos de Anne.

Jôh puxou Anne e ficou de frente para Emma. Os olhos da garota reluziam violetas, e dava para sentir a raiva na pele de Jôh.

– Preste atenção! – Gritou. – Estamos cansados de ser atacados! Devemos ter mais cicatrizes que um soldado que lutou na segunda guerra! Se você não me contar o que sabe eu vou fazer esse ser o dia mais doloroso da sua vida! – Jôh berrava com ódio, e apertava com força o pescoço de Emma.

Jôh afrouxou a mão. Emma tossiu.

– Eu não sei de nada... – Jôh interrompeu Emma.

– Leo, passa um martelo! – Ela estendeu a mão.

Quanto o martelo pousou na sua mão ela levantou a cima da sua cabeça e desceu em direção aos dedos da mão direita de Emma, quando o martelo ficou um centímetro dos dedos dela Emma falou. — Quíron me mandou! – Gritou Emma.

Os quatro olharam para ela.

– Disse que tinha coisas estranhas acontecendo em Miame. Pessoas estavam morrendo. – Falou calmamente. – Disse para investigar. Estou aqui a uma semana investigando, e descobri que as pessoas que estão morrendo eram semideuses que não haviam sido reclamados, ou pessoas normais mesmo. Estão morrendo, todos, de parada cardíaca, crianças de nove anos não morrem assim. Estranho, não? Todos que estão morrendo morrem assim. – Pergunta retórica.

– Helena. – Sussurra Nico.

– Ontem descobri um lugar, uma velha mansão em muito bom estado, onde as pessoas estavam morrendo com mais frequências. Tem monstros em volta dela, muitos monstros.

– Onde fica?! – Pergunta Nico um pouco nervoso, e ficando com um pouco de raiva.

– A umas duas horas daqui, em uma mansão, em um condomínio fechado. – Responde Emma, com medo.

– Vamos fazer assim. – Fala Nico olhando para seus amigos. – Dois de nós verificamos a casa, e se ela estiver mentindo voltamos e mandamos Jôh matar ela. O que acham?

– Gostei da ideia. – Responde Jôh, feliz.

– Também acho boa. – Fala Anne assentindo.

– Concordo. – Responde Leo. – Mas quem vai? Quem fica com ela?

– Eu vou. – Diz Nico já se direcionando para a saída do beco. – Levo a Jôh, se ela ficar, receio que mate Emma antes que voltemos com a resposta.

Jôh parece desapontada, e impressionada por ele ler seus pensamentos.

– Só por isso? – Diz Leo, caindo na gargalhada.

Jôh e Nico ficam vermelhos, muito vermelhos.

Os dois saem do beco.

Notas finais
É isso aí! Espero que tenham gostado, e até o próximo capítulo! Bjs, CupCakeAzul