A Vingança de Hebe
1 Nico
Antes de se encontrar com as Amazonas Nico pensou que iria ser facíl. Ele estava tentando achar uma pessoa... mas isso não vem ao caso.
Logo de cara as Amazonas o imobilizaram e o jogaram em uma cela, fria, pequena e húmida. Não deu tempo de tentar explicar nada, nem dizer que sua irmã Hazel um dia havia ajudado-as.
Nico começou a socar a cela, teria cortado aquelas malditas grades se não estivesse sem a sua espada que agora está com uma das guardas. E impossível sair. Ele se encolheu num canto e tentou pensar em algo, girando o anel no dedo.
Uma das guardas, aparentemente a mais nova, mais ou menos a sua idade, se aproximou das barras e o examinou. Depois de um tempo pediu que as outras guardas fossem embora, os deixando sozinhos num espaço de dez metros, ele, uma Amazona assassina e as grades de metal frio.
–Por que elas sempre os matam?- resmungou a garota- Odeio esse lugar! Isso e uma uma droga- uma espada pendia de sua sintura e balançava enquanto caminhava.
Por um momento ele permaneceu calado.
– Se odeia tanto este lugar,- diz Nico.- Por que vive aqui?
Pela sua expressão, não era difícil perceber que ela queria que ele nao tivesse dito algo tao lógico, o ignorou mas por fim respondeu.
– Aqui e a minha casa- disse com.melancolia.- Não tenho nenhum outro lugar, além daqui para que eu possa ir.
–Mas eu tenho outro lugar para ir e nao posso ficar aqui esperando a minha morte!- Ele cospe as palavras, mesmo com um tom ainda calmo.
– Se fosse por mim eu deixaria voce partir...
– Entao deixe-me!
–... mas em nada aqui e tenho poder- ela suspira.- E se eu fizesse isso... não haveria lugar no mundo para uma semideusa como eu.
Uma ideia maluca veio à mente de Nico. Isso não iria dar certo mas o único meio de descobrir era tentando. Ela é obviamente romana, mas essa por hora é a sua melhor ideia.
Ótimo, agora vou bancar uma de herói em uma missão pontencialmente suicida. pensou Nico. Porvavelmente eu estou ficando maluco ou algo parecido.
– Existe um lugar- conta- O Acampemento Meio-sangue- as últimas palavras são ditas com amargura, apesar de gostar de lá ele ainda não se sente bem estando perto de muita gente e... do fato de sua irmã ter morrido logo apos deixar aquele lugar. Existe o Acampamento Júpiter também, mas ele não queria ficar explicando a diferença entra gregos e romanos.
– Acamapamento..?- algo surge na voz dela, esperança talvez?
–É — diz Nico animadamente- Um lugar so para semideuses e semideusas- acrescenta ele rapidamente- O meu lar, quer dizer ou quase.
Ela está agachada em sua frente olhando para o seu rosto com uma expresao curiosa, ele se sente exposto.
– É vejo que este lugar significa muito para você- murmura ela- Não acredito que vou fazer isto.
As chaves que ela tira do seu bolso são prateadas e fazem barulho quando seus dedos longos de Amazona as tocam.
–O que? Voce vai me soltar?- Pergunta Nico incrédulo.
Okay, isto é novidade. Nico pensa
Essa garota que o mal conheçe, a mesma que menos de dez minutos estaria disposta o bastante para mata-lo, vai soltar-lo?
– Mas você vai perder seu lar, seu cargo de Amazona, talvez até a vida.- ele tenta argumentar, mas assim como ele próprio percebe que a garota e movida a teimosia.
– Eu odeio esse lugar.
– Elas vão te matar- diz Nico agora de pé, agarrando-se as barras.- Você tem que vir também.
Ela nao responde.
– Se me soltar vai ter que vir comigo!
– Nao banque o herói garoto
– Mas...eu nao vou te deixar aqui, alguém que se arrisca por alguém que nem ao mesmo conheçe... — diz ele, agora andando de um lado para o outro batendo as maos nas barras.- Nunca merecerá pagar por atos de outros. Venha comigo.
Por um momento ela hesita, o encarando, talvez considerando a possibilidade.
Ela abre a cela e ele prermanesse dentro como se fosse um ato de rebelião. Ela o fita, um pouco assutada.
Ela vestia calça jeans uma blusa azul com algumas inscrições que ele não conseguia ler e uma jaqueta camuflada, seus cabelos eram negros e nao muito grandes,seus olhos verdes...seus olhos verdes lhe davam a sensação de estar de volta a aquele penhasco com um professor/monstro tentando matar ele e sua irmã Bianca. Na cintura ela carrega uma espada de ouro imperial.
Ele sacode a cabeça, tentando se livrar daquele pensamento,
–Nao vai sair ?- A garota parecia irritada, cerroando os punhos ela o encara- Você só pode ser um novo tipo de idiota!
– So se você sair- insistia ele soando um tanto pidão.
–Eu já te disse para...
Naquele momento outras Amazonas aparecem no corredor a frente ao ver os dois elas ficam confusas, mas depois entendem o qhu está acontecendo e saem correndo em direçao a eles.
Nico finalmente sai de sua cela, alerta.
Ela lhe joga de volta a espada e começa a correr na direçao das Amazonas .
– Olha so o que aconteceu. Anda vai logo vou atrasa-las.
– Elas vão matar você!
Então Nico invoca um exército de esqueletos e de repente a garota agora começa a correr na direçao certa, talvez por pânico.
Após vários lances de escada várias curva e alguns ferimentos de espada chegam até a porta de um galpão, Nico está bastante fraco por ter que invocar tantos esqueletos, nos últimos meses ele aperfeiçoara a tecnica, mas executa-la ainda era uma tarefa árdua.
– Anda corra, vá logo, elas estão vindo!
– Não. Só se você vier comigo- a teimosia tomara conta dele, ele sempre foi assim mas nesse dia estava tudo mais complicado.- e eu não vou mudar de ideia.
Ela abre a boca para dizer alguma coisa mas ele segura uma de suas mãos, ela agora está vermelha e subtamente muda. Juntos eles viajaram nas sombras e Nico apagou assim que chegaram em algum lugar.
Fale com o autor