A Vingança
6 Como matar quem amamos?
Notas iniciais
A Vingança
Capitulo
Como matar quem amamos?
De onde vem o amor, que força é essa que nos obriga a se render nas mãos do inimigo, como se permitir a sentir esse amor, que trás paz e ao mesmo tempo nos atormenta, como se permitir a esse amor? Como se deixar ser amada, e como amar alguém, que por extinto você teria que odiar? E principalmente como matar o homem que ama?
Era a pergunta que Victoria se fazia! Matar quem odiamos parece uma tarefa fácil, mas não é! E tudo se torna mais difícil quando esse homem que estamos prestas a matar é o mesmo homem que tocou nossa alma, que nos fez conhecer o amor. Apertar o gatilho e colocar um fim em tudo, era pra ser simples. Não naquele dia, Victoria acabara de jurar amor eterno, acabara de perdoar ou pelo menos assim ela pensava... Mas como perdoar quem te destruir? Como perdoar o ser humano que te causou a pior dor, como perdoa seu inimigo?
As lagrimas de Victoria parecia derreter cada pedaço de sua pele... Olhar para o homem que estava diante do seu gatilho e fingir não sentir nada eram o que mais a matava... No seu ventre ela carregava algo que nem a morte nem mesmo o ódio que sentia por ele, seria capaz de quebrar tais laços.
— O que está esperando? Mate-me... Sempre foi isso que você quis, não foi? Termine o que começou, termine agora! Vamos Victoria atire em mim, porque eu não aguento mais o seu olhar... O seu olhar tem me matado aos pouco...
— Cale-se!_ Gritava Victoria, sua mão tremula, fazia a arma dança no peito do seu inimigo.
_ Eu te amo, Victoria Sandoval, eu te amei no primeiro momento que meus olhos cruzaram com os seus. E mesmo com sua arma em meu peito, mesmo sabendo que talvez esse seja o meu fim, eu estou feliz! Por que a ultima imagina que terei é a sua, serão seus olhos me olhando, e não vejo forma mais bonita de morrer!
— Cale-se! _ Victoria gritava, e depois do som de sua voz, o disparo é o único som que tomou conta do ambiente.
Oito Meses Antes
Mansão Sandoval
Victoria levou Heitor até a mansão, mas não sentiu coragem de descer e encarar Estevão, naquela noite ela precisava ficar o mais longe dele. Ela decidiu pela a terceira opção.
Mansão Sandoval
— Onde você estava me deixou preocupada! _ Diz Regina na porta da entrada da casa.
— E uma longa historia! Onde está Eduardo?
— Esta lá dentro assistindo futebol...
— O chame, preciso de ajuda!
Regina volta com Eduardo e seguem até o carro de Victoria.
— O que é isso? Você o matou? _ pergunta Eduardo afoito.
— Claro que não, Eduardo! Ele esta bêbado, me ajude a leva-lo para um dos quartos.
— Você o fez ficar assim? _ Pergunta Regina.
— Ele conseguiu ser idiota sozinha! Agora, pare de me interrogar e vamos levar essa criatura pra dentro de casa, antes que ele...
Victoria não conseguiu termina a frase, Heitor vomitava seu carro.
— Que droga! Vamos tira-lo dai...
Os três coloca Heitor o quarto de hospede...
— Eu o deveria mata-lo, ele estragou três tapetes da casa, a minha decoração foi por agua abaixo. _ Regina parecia realmente decepcionada, sua noite perfeita, se transformou em um monte de vômitos e esforço físico.
— Você esta reclamando de tapetes? Eu acabei de perder meu jogo! Ele deveria se engasgar no próprio vomito, por isso! Seus tapetes podem ser lavados, mas meu jogo...
— O dia de vocês foi estragado por um garoto bêbado? Imagine o meu... “Que beijei meu inimigo, e não paro de pensar nos lábios dele na minha boca.”
— O que é que tem seu dia? _ pergunta Eduardo e Regina.
— Que foi uma droga, e tive que tirar esse moleque de uma briga e traze-lo pra minha casa... Então parem os dois de reclamar de tapetes e jogos, eu posso garantir os dois o meu dia foi péssimo.
— Você não parece nada bem... Quer conversar? _ Regina pergunta enquanto acompanha Victoria até o quarto.
— Eu vou ficar bem, não se preocupe.
— Você sabe que pode contar comigo? Eu estarei sempre com você.
— Eu sei minha preciosa, mas agora o que eu preciso é de um bom banho e uma noite de sono. Amanhã tudo estará resolvido.
— Então vou deixar você, se precisar, já sabe. Regina diz isso e sai.
Victoria disse isso entrando para seu quarto...
Dia seguinte
Victoria tomava café da manhã com Regina e Eduardo, as lembranças do dia anterior ainda a consumia, mas ela usou da tática mais falha... Fingir que nada tinha acontecido.
— Regina, você pode levar algo pra Heitor comer?
— Agora vou ser babá do playboy?
— Não, você vai apenas leva algo pra ele comer e se recuperar, ou ser alguém que pioro o dia dele, ai isso você decide... _ Brinca Victoria.
— Piorar o dia do playboy, isso é algo bom pra se fazer! _ Diz Regina
— Leve aspirina, ele vai precisar! _ Diz Victoria.
— Ai você vai estragar meus planos! Como vou tortura-lo com remédio?
— Nem o mais poderoso antídoto salvaria o coitado das suas garras Regina, uma aspirina é um chiclete para o acido que vai adentrar aquele quarto. _ Brinca Eduardo
— Ai Eduardo, você gosta de irrita-la não é? _ Victoria rir, mesmo antes de Regina saia.
Regina entra no quarto já fazendo o barulho...
— Vamos playboy, hora de acordar! _ Regina segue até as cortinas, abrindo todas...
— Ah, meu Deus! Onde eu estou?_ Heitor diz isso se sentando na cama.
— Infelizmente na minha casa. _ Regina pega da bandeja um suco, junto com o remédio. _ Tome logo isso, pra poder dar o fora.
— O que aconteceu? Nós... _ Heitor procura a palavra.
Regina da uma risada sarcástica, antes mesmo de responder.
— Nem no meu pior pesadelo. Tome logo isso de uma vez.
— Não teria como nós termos ficado mesmo... Eu deixo as mulheres felizes e seu humor tá mais pra um touro bravo. _ Heitor bebe todo o suco. _ Como vim parar aqui, pode me responder isso sem me matar?
Sala
Victoria, falava ao telefone, quando é interrompida...
— Você é uma mulher difícil de achar! _ Diz Estevão parado com um sorriso atrevido bem na porta da sala.
Victoria empardeceu...
— O que faz aqui, como descobriu meu endereço? _ Victoria se coloca em pé.
— Não se preocupe no momento só estou aqui a trabalho. _ Estevão mentia, na verdade passou a noite de ontem toda tentando encontrar um motivo pra encontrar Victoria.
— A nossa relação é exclusivamente sobre trabalho... _ Victoria fica um pouco constrangida, quando os olhares de Estevão se aprofundam nela. _ O que tanto olha? _ Pergunta Victoria já irritada, não por Estevão está ali, e sim por seu coração ter se agitado e gostado de vê-lo.
— Estou olhando pra você, algum problema? _ Pergunta Estevão ainda encarando as curvas de Victoria. Ela estava bem informal, com um vestido simples mais elegante, que se adequava perfeitamente em suas curvas.
— Senhor San Roman, chega de rodeio, diga logo o que é tão importante que o trouxe na minha casa, em vez de telefonar?
— Victoria, eu posso chama-la assim ou não? _ Estevão sentia um prazer em deixa-la irritada, ela parecia ficar mais linda aos olhos dele.
— Se me chamar de Victoria, vai fazer você ir embora mais rápido, então me chame do que quiser.
— Posso me sentar?
— Sente-se!
— Eu trouxe seu contrato assinado, mas eu coloquei uma exigência espero que aceite?
— Qual sua exigência?
— Eu quero que você fique fora das reuniões com novos clientes, gosto de fazer isso sozinho. Espero que isso não seja problema!
— Estevão San Roman, você não pode fazer exigência. Eu tenho as ações e que fique claro pra você, vou participar de tudo o que envolver minha empresa, suas exigências pouco me importa.
Era o que Estevão queria escutar... Mas tentou disfarçar, não queria que ela percebesse.
— As reuniões são longas e chatas... _ argumenta Estevão.
— Não me interessa, eu vou participar de tudo!
— Tudo bem, se você quer perder longas horas do seu dia nisso eu não me importo, depois não venha querer voltar atrás. _ Estevão retira o contrato assinado e entrega Victoria.
— Obrigado, agora já pode ir!
Estevão fecha a pasta e caminha até a saída...
— Ah, hoje à noite tenho uma reunião com um possível novo cliente... Acho que vejo você lá ou não?
Victoria percebe o jogo de Estevão, mas era tarde... Ela não voltaria com sua palavra.
— Aqui horas e onde?
— As oito, restaurante Sir Winston. Se você vamos juntos!
— Não precisa nos encontraremos no restaurante.
Estevão estava saindo, quando vê seu filho descendo as escadas...
— O que meu filho faz na sua casa? _ Estevão olha para Victoria com desconfiança.

Fazenda Boa Vista.
Miguel estava em seu escritório, como de costume estava de péssimo humor... Ele espera por seu aliado, que já estava há horas atrasado.
— Senhor Miguel, Rodrigo chegou, o mando entrar? _ Pergunta a empregada.
— Já deveria ter mandado. _ Responde Rispidamente.
— Desculpe o atraso, Miguel! _ Diz Rodrigo, antes mesmo de entrar no escritório.
— Pensei que a policia já tinha chegado a seu encalço.
— Não, apenas meu caro quebrou no caminho, e tive que andar muito á pé.
— Para um fugitivo, você é muito descuidado. Agora me diga quais as novidades?
— Na verdade, Victoria não tem mantido muito contato, ela disse que era melhor ficamos assim por um tempo. Mas sei que ela esta no país e na capital.
— Isso eu já sei, eu leio jornais, e tenho certeza que ela teve dedos dela com as ultimas noticias em relação ao meu irmãozinho. Mas eu quero mais, preciso saber quais os planos dela. Faça contato com ela.
— Mas, senhor ela me disse pra não entrar em contato, a não ser que fosse uma emergência.
— Eu não quero saber, o que ela disse. Se vire Rodrigo, arrume uma desculpa, diga que está com saudade da sua filha, que não aguenta mais se esconder se desespere. Só a faça contar tudo a você, você tem três dias pra me trazer às informações. Entendeu?
— Sim, eu vou dar um jeito!
— Acho bom! Não faça eu me arrepender de ter o tirado da cadeia. O único motivo para eu ter lhe tirado de lá, foi a sua utilidade com Victoria. Ela confia em você, te vê com um mestre... Isso chega a ser patético!
Fale com o autor