A Vingança
3 Capitulo 3
Notas iniciais
*Reprise*
– Não de imediato. — Respondeu a mesma. — Tenho pequenas condições a serem seguidas. — Léon a encarou incrédulo, afinal ela teria apenas uma parte da empresa não ela toda. — Quero sua sala. — Disse Violetta encarando Léon, e mantinha aquele sorriso nos lábios.
Léon não podia acreditar no que ouviu, aquela garota estava passando dos limites, ela mão chega e já quer mandar? O moreno sorriu.
– Sinto em lhe informar querida Castillo, mas não a sala é minha e eu não vou dar ela pra você. — Falou o moreno com firmeza.
– Não me dê, eu vi a sala sei que ela é bastante grande e sei que não importara de dividi-la comigo, sem falar que lá é a sala dos diretores, e eu serei uma nova diretora. — Léon bufou, mas não respondeu, o seu amigo tomou a frente.
– Ele aceita Sra. Castillo, mas alguma coisa? — Perguntou Marco.
– Na verdade sim, quero mudar o nome da empresa, Castillo Vargas. — Disse ela por fim, Léon fechou as mãos em punho, aquela mulher estava fora de si, ele não iria aceitar mudar o nome da empresa que seu pai criou.
– Desculpe Violetta, não iremos aceitar isso. — Disse Léon firme a olhando, ela apenas levantou.
– Então sugiro que procure outra pessoa pra comprar essa empresa falida. — Disse Violetta com um sorriso nos lábios, dando as costas para os homens ali e indo em direção a porta.
– Sra. Castillo espere. — Marco se pôs a dizer, e virou para Léon. — Cara, ela é a única que quer comprar a parte da empresa, sem falar que temos que pagar a fatura daqui a dois dias, sem falar no seu pai, preciso continuar? — Léon apenas balançou a cabeça negativamente. — Ótimo.
– E então? — Indagou Violetta com a sobrancelha arqueada.
– Vamos mudar o nome da empresa. — Marco a respondeu. — Só isso?
– Ah, e eu quero uma secretaria minha, não quero qualquer uma que apenas por usar uma saia curta consiga conquistar uma vaga. — Falou ela olhando diretamente pra Léon.
– As saias dela nem são tão curtas. — Respondeu o moreno. — Quer dizer..
– Você falou a mesma coisa sobre as saias que a Lara usava antes de transar com ela. — Disse a morena sorrindo.
– Você transou com a amiga dela? — Perguntou Marco indiscretamente, e Léon apenas sorriu balançando a cabeça positivamente.
– Tá Violetta que seja. — Disse Léon por fim, queria logo sair dali e ir visitar seu pai.
– Foi ótimo fazer negocio com você Léonzinho. — E depois a garota sumiu da vista dos homens, ela ligou para seu motorista que logo chegou, discou o número de Federico seu melhor amigo.
– E ai Vilu, como rolou tudo? — Perguntou o loiro assim que atendeu.
– Eu falei que iria dar certo, mas diz ai como as ExVarga's estão? — Ela sorriu, as Ex Vargas, era todas as garotas com quem o Vargas transou e depois expulsou da cama dele.
– Estão tomando champagne, e comemorando. — Respondeu ele rindo. — Agora tenho que desligar, você sabe, muitas mulheres e um homem, não sou de ferro. — Disse o melhor amigo da garota a fazendo rir e desligou.
Violetta estava contente pois a segunda parte do plano havia dado certo, Léon não sabia mas a empresa só estava naquela situação por causa das ExVarga's, ela sabia que era loucura querer total destruição do rapaz, mas o motivo era certo, ele foi o único cara que Violetta amara em toda a adolescência e toda a vida, então ele a usou e jogou fora como um chiclete mascado, depois disso ela se negou a amar alguém que fosse nessa vida, a garota sabia também que o pai do homem só estava na situação que estava por causa que elas haviam feito o plano bem planejado, e deixar o pai de Léon doente foi a primeira parte, mas tudo estava como planejado, a não ser por uma coisa dentro de Violetta que a incomodava.
E essa coisa ela não sabia explicar porque sentia, se ela odiava tanto o pequeno Vargas, porque se sentia culpada por tudo que estava fazendo? Porque se sentia uma pessoa ruim por fazer tal ato? Ela não entendia qual era esse sentimento, será que era amor? Poderia existir um pouco que fosse de amor no meio de tanto ódio? Violetta balançou a cabeça negativamente tentando afastar aqueles pensamentos da cabeça.
A mulher chegou em seu apartamento, assim que adentrou aquele lugar tirou seu sobretudo e jogou no sofá, se direcionou ao seu quarto, foi se despindo pelo caminho, ela queria apenas tomar um banho e tirar um longo cochilo depois, entrou no banheiro e ligou a banheira, foi até o closet e separou uma blusa grande e uma calcinha, voltou ao banheiro e desligou a torneira que enchia a banheira, logo adentrou na mesma, assim que sentiu a água quente contra seu corpo se sentiu totalmente relaxada, mas aquilo dentro dela ainda a atormentava, e a pergunta permanecia, será que o amor poderia estar presente no ódio?
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