A Vingança
4 Capítulo 4 - O "Inimigo" de Perto
Notas iniciais
Bella POV
Enquanto eu corria, ele caminhava, lobos, ao que parecem são bem mais rápidos do que humanos, o lado bom, é que enquanto eu era lobo, meu físico humano se fortaleceu muito, então, eu não iria ficar cansada tão facilmente.
– Hahahaha – alguém riu.
– Shh!- me escondi atrás de uma árvore, e fiz um som colocando o dedo indicador sobre os lábios. Ele pareceu entender e se deitou na vegetação seca.
– Não, mas sério... Porque você acha que o chefe quer tanto a garota... Ele pode conseguir tantas outras que vão dar mais valor a ele do que esta que foi abandonada na floresta.- disse Pablo, reconhecia aquela voz.
– olha, eu não sei... Mas, ela deve ser realmente especial... Tipo, tirando o fato de que ela é um lobisomem... – respondeu a outra voz não tão grossa... Qual será o nome dele?
– Cara, só procura... Eu não sei porque, mas me parece que assim que ele tiver a garota, não vai mais querer a gente, eu só quero receber o dinheiro e vasar aqui, o quanto antes!- Pablo disse.
E assim, quando eles estavam indo embora, John espirrou. Fitei ele com o olhar.
– Você ouviu isso?- perguntou o outro cara.
– Parecia um espirro de cachorro!- eles se viraram e começaram a procurar.
Me encolhi perto de John, que me encarava, esperando que eu fizesse algo, foi quando ouvi m tiro de alguma coisa, não fazia barulho de arma, mas de zarabatana, olhei de novo para John que por sua vez estava... Dormindo? Então vi, um pequeno objeto espetado e sua barriga, ele havia sido dopado.
Estava em pânico, não sabia se eles já haviam me visto, e ouvi outro disparo, senti uma pontada e... Tudo ficou preto.
Acordei, deitada em uma rede, com um pano úmido em minha testa, o tirei, e então ouvi vozes.
– Vocês estão dispensados deste trabalho!- alguém rosnou.
– Mas, como vamos saber se vamos receber o pagamento? –Perguntou Pablo.
– Ah! Humanos! Toma peguem este cheque como garantia, depois depositarei o resto em suas contas bancarias! – disse um homem alto e pálido, vestido de preto com uma capa, porque ele parecia tão... familiar pra mim?
– Pra mim ja esta ótimo! – disse o que eu não conhecia.
– Ah, e se vocês ousarem pensar em contar para alguém tudo o que viram... bom, podem ter certeza que serão punidos!- ameaçou o homem pálido, eu já tinha visto, ele certeza... Mas, parecia que eu tinha um tipo de bloqueio na mente...
Os dois homens pegaram o cheque resmungando alguma coisa e saíram, deixando o pálido sozinho.
Me virei para voltar para a rede onde haviam me posto pra descansar.
– Eu sei que você esta aí, minha querida... Não acha que esta na hora de receber algumas respostas para as suas perguntas?- o homem pálido me perguntou, congelei no meu lugar.
– Venha, eu não mordo, pelo menos... Não nesta forma!- ele disse, me deixando curiosa.
– Quem é você? – perguntei, com medo.
– Acho que é muito mais fácil você se lembrar do que eu te contar, Bella– ele falou com um amor... Paternal?
– Mas, eu me esqueci de algo? –perguntei, me atrevendo a me aproximar um pouco mais.
– Bom, infelizmente sim... Quer se lembrar?- ele perguntou me sorrindo maliciosamente e sedutoramente, de um jeito... parentesco?
Dei alguns passos e cheguei mais perto, estava a um ou dois metros dele, aproximadamente, e afirmei com a cabeça.
Ele rapidamente mexeu sua mão, e um frasco com um líquido vermelho e denso como sangue, se materializou em sua mão. Primeiro hesitei, mas depois pensei em quanto eu sabia e quanto permanecia obscuro. E se tudo que eu acreditasse era uma mentira?
– Não se preocupe, você não vai perder as memórias que tem agora, mas talvez perca a consciência por alguns poucos minutos, não sei o que nossos pais conseguiram bloquear e o que eles deixaram! –aquela foi a gota d´agua, se meus próprios pais me deixaram sem minhas memórias, eu tinha de saber a verdade.
Como uma águia peguei o frasco, destampei e bebi seu conteúdo, tinha gosto de qualquer amora silvestre, só que um pouco amargo. “ Espera, ele disse nossos pais?” mas, já era tarde, já não conseguia mais protestar.
Logo depois que consegui me forçar a engolir, senti meus joelhos fraquejarem, e desabei, só não cai no chão, porque braços impediram isso.
Fale com o autor