A Vingança
9 Capítulo 9 - sabendo
Notas iniciais
Havia se passado duas horas desde que Susana havia desmaiado, e a mesma ainda não tinha acordado. Então Caspian decidiu voltar para o castelo, talvez lá a enfermeira pudesse fazer alguma coisa. Arrumou tudo na carruagem, depois colocou Susana com todo o cuidado mundo no banco.
Já estava de noite, mais Caspian não estava ligando, a floresta estava ficando cada vez mais escura. Depois de um tempo, Caspian pode ver algumas luzes, estava chegando perto do castelo. Quando estava faltando poucos metros, Caspian se lembrou do sonho que tivera na primeira noite de lua de mel, do que a voz da mulher havia dito. “Sua felicidade irá acabar”, e realmente havia acabado, sua mulher estava inconsciente a mais de duas horas e não acordava.
Quando chegou ao portão, um soldado o abriu e Caspian pediu que chamasse Pedro, Edmundo, Matheus e Guilherme, o soldado saiu correndo, Caspian deixou a carruagem de frente para a porta, e abriu à porta da carruagem, Susana estava do jeito que ele deixara, Caspian a pegou e a levou para dentro do castelo, ele foi para uma pequena sala que havia ao lado do hall. Colocou Susana deitada no sofá e voltou para fora, onde Pedro, Edmundo, Guilherme e Matheus estavam.
-o que houve Caspian? –perguntou Pedro ao ver Caspian. –por que você voltou tão cedo? Cadê a Su?
-calma Pedro, uma pergunta de cada vez. –disse Edmundo.
-venham comigo. –disse Caspian, tenso, então levou os quatro para a pequena sala, quando Pedro e Edmundo viram Susana deitada ali, foram logo para o seu lado.
-o que aconteceu Caspian? –perguntou Pedro, segurando a mão da irmã.
-foi hoje mesmo que isso aconteceu. –disse Caspian.
-o que aconteceu? –Guilherme havia repetido a pergunta de Pedro.
-ela estava vendo as coisas que a Lucia havia colocado em uma de suas malas, então ela achou uma que estava com as joias, que havia ganhado de casamento, então ela colocou um colar e então desmaio e não acordou mais. –disse Caspian, com a voz fraca.
-mais quando foi isso? –perguntou Edmundo perplexo.
-há umas três horas atrás. –respondeu Caspian.
-como um colar pode fazer uma coisa dessas? –Matheus se perguntou.
-não sei, mais acho que três pessoas possam nos responder essa pergunta. –disse Edmundo.
-quem? –perguntou Guilherme.
-os amigos do Caspian que apareceram no casamento, com certeza eles devem saber alguma a respeito. –respondeu Edmundo.
-aquele negocio deveria realmente ser profecia. –disse Caspian para si, mais o que não passou despercebido por Pedro.
-que negocio Caspian? –perguntou. Caspian lhes contou sobre o sonho que tivera.
-na floresta escura a cura encontrara para que aquilo que tu amas salvar? –perguntou Matheus.
-é. –respondeu Caspian.
-na floresta escura. –disse Edmundo. –floresta escura já ouviu esse nome em algum lugar.
-mais é claro, lembram-se da última viagem que os amigos do Caspian fizeram, eles disseram que foram até uma floresta antiga? –disse Guilherme. –e a cura encontrará, faz sentido, eles foram até essa floresta para achar uma cura para todo tipo de veneno ou doença.
-mais eles disseram que não conseguiram, e também não devia estar muito escuro, Caspian disse que quando estava na floresta, ela já estava escura, e então andou em direção ao norte encontrando a caverna, lá ele ouviu o barulho de água, e encontrou o lago, aposto que era a cura, depois, ele ouviu a profecia. –disse Pedro.
-vamos ver se é mesma floresta amanha de manha. –disse Edmundo. –Caspian é melhor levar Susana para o quarto. –disse, agora olhando para a irmã mais velha.
-vou fazer isso. –disse Caspian, se aproximou do sofá, então pegou Susana no colo. –amanha conversaremos mais sobre isso. Boa noite.
-boa noite. –responderam todos em uníssono.
Naquela noite, Caspian não dormira, ficava observando sua amada, deitada, enquanto pensava na tarefa que faria amanha. Ele tinha decido ir até a tal floresta e pegar a cura, então se levantou da poltrona que estava sentando, e começou a arrumar uma pequena mochila...
No dia seguinte, Caspian mandou dois guardas procurarem seus amigos de infância. Depois na sala do trono, teve que explicar a Jessika, Thamires (que havia terminado o namoro com Matheus), Sthefany e Lucia que logo que soube, que a irmã estava inconsciente há muito tempo, e que ainda não acordara, começou a chorar.
-Lu, com certeza a Su vai ficar bem. –disse Pedro, que estava passando a mão no ombro da irmã menor.
-eu sei, mais eu não entendo como um colar pode fazer isso. –disse a pequena entre os soluços.
-com certeza ele estava enfeitiçado. –disse Thamires.
-bom vamos pelo menos saber onde achar a cura com o Zeon, Lonios e o Robert. –disse Edmundo. –tomara que eles se lembrem do caminho até a floresta.
-se for à mesma floresta. –disse Pedro.
-que floresta? –perguntou Thefy.
-Caspian teve um sonho e esse sonho dizia uma profecia, que era a seguinte: Sua felicidade irá acabar, na floresta escura, a cura encontrara, para aquilo que tu amas salvas. –disse Pedro.
-com licença meu Rei, nós encontramos os rapazes por quem o senhor nos pediu. –disse um guarda entrando na sala, atrás deste, estavam Zeon, Lonios e Robert, os três se aproximaram, o guarda fez uma reverencia e saiu.
-olá. –disse Zeon.
-olá. –disseram todos.
-o que aconteceu para que Caspian nos chamasse? –perguntou Lonios.
Então Pedro lhes contou tudo que aconteceu, até a profecia.
-na floresta escura, a floresta onde nós fomos era escura, Robert? –disse Zeon.
-sim. –respondeu Robert. –começou a ficar escura, um pouco depois de termos atravessado a metade do caminho.
-no meu sonho eu estava em uma caverna e lá tinha um lago, só que a água era laranja. –disse Caspian. – vocês acham que aquilo era a cura?
-pode ser. –disse Zeon. – quando nos falaram dessa cura, falaram que não era de uma cor natural.
-mais vocês disseram que quando a Susana colocou o colar, ela desmaio. –disse Robert. –então o colar devia estar enfeitiçado. Caspian você trouxe o colar?
-trouxe, esta em uma mala lá no quarto. –respondeu Caspian.
-como exatamente ele era? –perguntou Zeon.
-o que isso importa? –perguntou Caspian, mais depois de ter olhado para o rosto de Zeon. -deixa eu ver, a corrente era de prata e os diamantes eram azuis claros. –disse, franzindo a testa.
-corrente de prata? Azul claro? –disse Zeon franzindo a testa. –mais eu não me lembro, muito bem, quanto tempo à pessoa tem.
-como assim, quanto tempo tem? –perguntou Caspian, já se desesperando.
-existe um tipo de tempo derteminado em cada objeto em que se é lançado o feitiço, pedi que me dissesse como ele era, por que, ele pode nos dizer quanto tempo tem, para que Susana beba a cura, antes que o feitiço se torne permanente. –disse Zeon.
-mais como esse colar era de prata, o tempo é de mais ou menos duas semanas, talvez até mais. –disse Robert.
-duas semanas? –perguntaram Pedro, Edmundo e Caspian.
-mais como você pode saber disso? –perguntou Guilherme, que até aquele momento havia permanecido quieto.
-em nossas missões, já encontramos objetos enfeitiçados, a maioria era de prata, mais tomamos cuidado para não tocar, uma vez Lonios fez isso, e começou a se debater, depois de três horas, parou. –disse Robert.
-uma experiência horrível. –disse Lonios.
-com certeza a Su tinha ganhado o colar nos presentes de casamento. –disse Edmundo.
-como era exatamente ele? –perguntou Lucia, que já tinha se acalmado.
-ele era prata e tinha diamantes azuis claros. –disse Caspian.
-diamantes azuis... –disse Lucia pensando. –mais é claro, foi dado por um casal, acho que era um casal.
-como eles eram? –perguntou Zeon. –isso pode nos ajudar.
-ah, o homem era alto, moreno, tinha cabelos pretos, e acho que se chamava Philares, e a mulher era mais ou menos da altura da Su, tinha cabelos pretos, e acho que se chamava Taianne. –disse Lucia.
-pela descrição, eu os nunca vi por aqui. –disse Lonios.
-ah, e eles disseram que eram os cumprimentos da Lady Ruinna. –disse Lucia.
-o nome não é familiar. –disse Zeon.
-espera, Robert, vá até nosso instrutor e pergunte se ela sabe alguma coisa sobre esse tipo de feitiço. –disse Lonios, Robert saiu correndo da sala. –Caspian, nós vamos a essa floresta e traremos a cura e dessa não falharemos.
-nós também vamos. –disseram Pedro, Edmundo, Guilherme, Caspian e Matheus.
-vocês tem certeza? –perguntou Lonios, os cinco assentiram. –mais não é melhor um ou dois de vocês ficarem aqui?
-até que ele tem razão. –disse Pedro. –Guilherme e Matheus, acho melhor vocês dois ficarem.
-tudo bem. –disseram os dois em uníssono, mais em suas vozes, deu para perceber que eles queriam ir junto.
-muito bem, então é melhor vocês três irem arrumar suas coisas, acho melhor partimos hoje mesmo. –disse Lonios.
-minhas coisas já estão arrumadas. –disseram Pedro e Caspian juntos, e mostraram duas mochilas encostadas na parede.
-as minha também. –disse Edmundo, e mostrou uma mochila que estava em cima de uma das cadeiras.
Estavam todos na entrada do castelo, havia seis cavalos, os meninos estavam com uma sacola cada um, e Robert já estava de volta.
-nós temos 16 dias. –disse.
-16 dias. –disse Pedro. –da tempo de sobra. –disse. –nós já vamos. –disse agora para Jessy, os dois se beijaram, assim fizeram os outros casais.
-Caspian, não se preocupe, nós vamos cuidar da Su. –disse Lucia e deu um abraço em Caspian e depois em seus irmãos.
-vamos? –perguntou Zeon.
Todos assentiram Zeon, Caspian, Robert, Lonios, Pedro, e Edmundo subiram nos cavalos.
-ah, tome. –disse Lucia e entregou a Pedro o seu frasquinho. –vão precisar.
-tchau. –disseram todos.
Então os seis saíram do castelo, para trazer a cura para a rainha...
Notas finais
beijs
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