A Vida e a História de Melissa Carter

6 Capítulo 6 ( Esclarecendo as coisas X Primeiro dia de trabalho )


Notas iniciais
Amando simplesmente ...

Acordei com uma dor de cabeça horrível e para completar meu despertador tocava como se o mundo estivesse acabando,estava morrendo de sono,não tinha conseguido pregar o olho a noite inteira,quando conseguir dormi o dia já estava amanhecendo,tive que levantar a força da cama pois hoje era meu primeiro dia de trabalho,não poderia chegar atrasada ou seria demitida antes mesmo de começar,peguei meu celular no criado mudo ao lado da minha cama e olhei as horas,era 7:20 estava tranquila pois ontem a secretária do Bruno a Maria tinha me mandado uma mensagem dizendo que eu poderia chegar as 13:00 da tarde,pois hoje ela só iria me explicar como tudo funcionava,me mostrar os setores que eu teria acesso e tudo mais,então fiquei menos preocupada com o horário,finalmente consegui arrumar um emprego,graças a Sofi que pensou em mim, veio em uma boa hora,minha conta no banco já estava quase no vermelho e tinha outras coisas pra pagar também,tive que ajudar meu pai com as consultas médicas que não eram nada baratas,fora os remédios que ele tem que tomar e tinha também que fazer compras,como eu tinha um tempinho antes de ir para a empresa aproveitei pra esclarecer tudo ao meu pai.
Levantei pra fazer minha higiene matinal e aproveitei pra tomar um banho pra despertar daquele sono,que não queria me deixa,coloquei um look básico só um short jeans preto de cintura alta e uma regatinha preta,fiz um rabo de cabelo no meu cabelo e desci pra tomar café,meu pai estava na sala como sempre,assistindo televisão na sua velha poltrona.


— Bom dia pai.Disse indo até ele dá um beijo na sua bochecha,e me sentei no sofá ao seu lado,meu pai tinha uma coisa com aquela poltrona dele,quando mamãe resolveu reformar a sala e compra móveis novos foi uma briga,papai disse que poderia muda tudo,até o teto da sala se ela quisesse menos toca em sua poltrona,pois era um presente que meu avô tinha deixado pra ele antes de falece.


— Bom dia filha,noite difícil?.Perguntou olhando pra mim preocupado.


— Está tão evidente assim?.Perguntei segurando a sua mão e fazendo uma cara de desânimo.


— Nem tanto assim,mais eu te conheço melhor que ninguém,posso saber o que houve com você?.Perguntou se virando pra mim.


— Deixa só eu tomar um remédio,já te conto tudo eu prometo.Falei me levantando e indo até a cozinha pega um comprimido pra dor de cabeça,meu celular vibro em cima do balcão,peguei pra vê e tinha várias mensagens e ligações da Cler,resolvi não responder agora,depois eu conversava com ela,meu pai entro na cozinha e foi se senta na mesa.


— Dona Melissa não adianta fugi do assunto.Disse se servindo de um pouco de café.


— Pai...eu não estou fugindo,é que chegou uma mensagem e fui vê de quem era,só isso.Falei deixando o celular no balcão e me sentando pra tomar café,melhor dizendo meu velho e companheiro suco de laranja,não que eu não goste de café,mais pela manhã não dá pra mim,peguei um pedaço de bolo que parecia está ótimo,já contei que meu pai manja da culinária,não tanto quanto minha mãe,mais ele passou no teste.


— Então pai... .Comecei a fala,mais confesso que estava com um pouco de medo da reação dele,ele sempre me apoiava em tudo mais sei lá.


— Você sabe que a Sofi estava trabalhando em uma empresa antes de ir pra Nova York né?.Perguntei tentando achar a melhor forma de explica tudo pra ele.


— Sim,era em uma construtora bem grande,a Tânia me falo sobre.Disse tomando mais um pouco de café,a Tânia era a tia da Sofi.


— Isso mesmo uma das maiores construtora do país.Falei tomando meu suco.


— Eu fico imaginando como os pais dela teriam orgulho do que essa menina está se tornando,agora foi pra Nova York se formar para ser uma artista,eu estou orgulhoso imagina eles.Meu pai disse com um sorriso no rosto,ele a tinha como uma segunda filha,os pais da Sofi morreram quando ela ainda era bebê,voltando de uma viagem a trabalho desde então a tia Tânia era pai e mãe dela.


— lsso é verdade,teriam muito orgulho mesmo.Falei com um sorriso.


— Então pai,antes da Sofi viajar ela me propôs de fica trabalhando no lugar dela,pra não deixa seu chefe na mão.Falei olhando para o meu prato sem encara meu pai.


— Sério isso?.Perguntou me olhando.


— Sim pai,muito sério,inclusive fui fazer a entrevista ontem.Falei olhando pra ele.


— E você foi contratada?.Fiz que sim com a cabeça.


— Quando pretendia me conta isso?.Perguntou me olhando ainda sério.


— Hoje mesmo no café da manhã,pai não fica bravo eu juro que iria te contar,só estava esperando pra vê se as coisas dariam certo mesmo.Falei sendo sincera.


— Eu não estou bravo com você Mel,só estou surpreso com essa notícia,mais estou feliz também,minha filhinha vai trabalhar em uma grande empresa.Respirei aliviada por um momento achei que meu pai não iria gosta da idéia,mas ainda estava apreensiva pois ele não tinha dado um sorriso ainda.


— Fiquei com medo do senhor não gosta da idéia,e você está tão sério.Falei brincando com a borda do copo.


— Imagina se eu não iria gosta,estou muito orgulhoso de você filha,sua mãe teria orgulho de você também.Disse me dando um sorriso e pegando minha mão por cima da mesa.


— A única coisa que não gostei foi você não ter me contado,queria ter estado ao seu lado pra desejar boa sorte na entrevista,sei como deve ter sido difícil pra você,mais estou feliz demais pela sua conquista meu amor.Disse me dando um sorriso e apertando minha mão de leve.


— Vem cá me dá um abraço.Disse de braços abertos,me levantei e fui até ele dando um abraço apertado e um beijo na sua bochecha,fiquei em pé com ele segurando minha mão.


— Eu quero que saiba que pode confiar e conta comigo pra tudo,sempre vou esta aqui.Disse sorrindo e dando um beijo na minha mão.


— Obrigada pai eu sei que posso conta com você,é muito importante pra mim ter o seu apoio.Falei dando um sorriso pra ele e indo me sentar no meu lugar.


— Agora que está tudo esclarecido,por que você chegou daquele jeito em casa ontem?.Perguntou me olhando esperando uma resposta,eu contei sobre o incidente com o homem na rua,menos a parte em que achei ele lindo e que não parava de pensa nele,meu pai não iria me deixa em paz se falasse,já basta a Sofia e a Cler pegando no meu pé,contei que o homem na rua e o chefe da Sofi eram a mesma pessoa,que fiquei em choque quando descobri e fiquei muito nervosa também,o dia tinha sido difícil por isso cheguei em casa daquele jeito,meu pai pareceu entender,fico preocupado na parte que falei que o celular do homem tinha quebrado,mais eu disse que estava tudo bem,ele acabou rindo em algumas partes,mais no fundo meu pai sabe que não foi só por causa disso que eu estava daquele jeito,mais como sempre ele vai esperar eu chega até ele pra conta.


— Então foi isso,posso imaginar como o dia foi cansativo pra você filha.Disse me olhando.


— Quando vai começar trabalhar?.Perguntou se levantando e me ajudando a tira a mesa.


— tecnicamente,eu começo hoje mais trabalhar mesmo acho que só amanhã,hoje eu só vou pra conhecer o lugar e saber como tudo funciona.Falei colocando as coisas na pia.


— Nossa filha...que legal,eu estou torcendo por você,vai tira de letra esse trabalho.Disse vindo me dá um abraço.


— Assim espero..obrigada pai.Falei depois de abraçar ele,terminei de arrumar a cozinha contando todos os detalhes que eu vi no prédio da empresa,meu pai já tinha passado várias vezes em frente,mais nunca tinha entrado,quando terminei a cozinha fui arrumar a casa,meu pai foi vê como estava a reforma da loja que ele o tio Afonso tinha alugado,eu estava muito feliz com o projeto deles e torcendo pra tudo dá certo,meu pai tinha investido o resto de suas economias nessa loja.
Arrumei meu quarto e fui ajeita minha roupa pra ir trabalhar,deixei tudo organizado e desci pra fazer o almoço,quando terminei de fazer a comida meu pai chegou,almoçamos e ele ficou com a tarefa de lava a louça,eu fui pra sala e me joguei no sofá pra descansar um pouquinho,estava concentrada em uma receita que passava na televisão quando ouvi a porta da frente ser aberta,me virei e vi um furacão loiro passa por ela.


— Nossa Cler..que susto você me deu,quase me mata do coração.Falei me virando pra televisão novamente,ela não disse nada só parou na minha frente,com as mãos na cintura me impedindo de vê qualquer coisa.


— Cler logo agora que a mulher iria ensinar um truque pra não deixa o bolo grudar,dá licença.Falei ficando sem paciência.


— Melissa Carter Montez ou você me explicar o que está acontecendo agora ou vou sair por aquela porta e você nunca mais vai me vê.Disse me olhando e fazendo cara de brava.


— Deixa de ser exagerada Cler.Falei me ajeitando no sofá.


— Exagerada? você some não atende minhas ligações nem responde minhas mensagens,como você queria que eu ficasse,eu vi o jeito que você saiu daquela sala,eu quero detalhes de tudo.Disse ainda de pé na minha frente,meu pai veio até na porta com um pano de prato na mão,saber se estava tudo bem,eu disse que estava sim,meu pai conhecia a Cler e pela cara dela realmente estava muito brava então achou melhor deixa a gente a sós pegou sua chave e saiu.


— Eu vou explicar tudo quer se senta por favor.Falei fazendo sinal pra ela se senta no sofá ao meu lado.


— Eu estou bem assim pode ir falando.Disse cruzando os braços esperando uma resposta.


— Ok,primeiro me desculpe por não responde suas mensagens e ligações,realmente eu não estava com cabeça pra nada ontem e pra piora amanheci com uma dor de cabeça horrível e tinha que conta para meu pai o que tinha acontecido também.Falei buscando um jeito de explica tudo a ela o mais breve possível,já estava dando a hora de me ajeitar pra ir trabalhar,Cler pareceu entender,mais continuava séria,como ela não disse nada eu continue falando,contei todo o ocorrido e subimos pro meu quarto e eu fiquei entre me arrumar e terminar minha conversa com a Cler.
Quando terminei ela estava paralisada de boca aberta.


— Foi isso que aconteceu por isso eu estava daquele jeito.Falei terminando minha maquiagem.


— Então foi isso,que babado forte,imagina quando a Sofia fica sabendo.Disse ainda digerindo tudo que eu tinha contado.


— Com certeza vai fica surpresa.Falei pegando meu batom e meu celular e colocando na bolsa.


— Amiga do céu eu estou passada.Disse rindo e indo até o espelho retocar a maquiagem.


— Pra você vê né.Falei fechando as cortinas da porta da minha varanda.


— Se eu soubesse que era ele dentro daquela sala,teria entrado pra dá um oi.Disse rindo e se olhando no espelho.


— Não duvido disso,aquele dia você fico toda derretida pro lado dele,nem pra mim defender.Falei pegando a bolsa e saindo,Cler veio atrás de mim.


— Amiga me desculpa mais não é todo dia que a gente esbarra em um deus grego daquele em pleno calçadão de Orlando né meu amor.Disse rindo e saindo na porta de entrada.


— Me poupe Cler.Falei sem paciência fechando a porta e andando pra rua.


— Calma Mel,pode fica tranquila que jamais pegaria o seu boy magia.Disse rindo zoando com a minha cara.


— Que viaje Cler,eu quero é distância daquele sem vergonha.Falei pegando meu celular e procurando um número de algum uber.


— Mais agora é sério amiga,eu estou super feliz por você ter conseguido.Disse vindo me dá um abraço.


— Obrigada amiga por sempre está ao meu lado e pela força.Falei devolvendo o abraço e dando um beijo em sua bochecha.


— Agora é só felicidade.Disse me abraçando de lado.


— Isso aí.Falei esperando a resposta do cara do uber.


— Mel..agora que você trabalha lá,você bem que podia me arrumar uma vaga naquele paraíso.Disse rindo e mastigando um chiclete.


— Você sabe que lá é um local de trabalho né.Falei olhando pra ela.


— Claro que sei baby,sou loira mais não sou burra.Disse jogando seu cabelo de lado.


— Você que esta dizendo.Falei rindo e olhando meu celular,não tinha resposta do uber já estava ficando preocupada.


— Meu pai esta em casa se quiser ele te leva lá rapidinho.Cler falo ao meu lado mexendo no seu celular.


— Aí que bom vou ligar pra ele.Falei procurando o número do tio Afonso na minha agenda,ele atendeu no primeiro toque e nem êxito em dizer que sim,quando perguntei se ele poderia me leva,por isso que amo meu tio com ele não tem tempo ruim.


— Posso ir junto?.Cler perguntou toda empolgada e batendo palma.


— Não vai adiantar eu fala que não mesmo.Falei olhando as horas.
Quando meu tio chegou a gente entro no carro,até que foi rápido cheguei só com alguns minutinhos de atraso,agradeci ele e dei tchau pra Cler,quando me virei ela me chamou.


— Mel fala pro seu chefe que qualquer hora eu venho fazer uma visita.Disse me dando tchau e mandado beijo,estou pra vê uma pessoa tão doida,agora ela sempre vai usa isso pra me provocar.
Entrei no prédio que não estava diferente do outro dia,mais o movimento estava menor,fui até o balcão pra avisa que tinha chegado,a atendente já me recebeu com um sorriso no rosto,era a barbie robô do outro dia a Fernanda,era impressionante a beleza das mulheres daquele lugar,não me acostumei com isso ainda,será que tinha alguma máquina que os funcionários que eram contratados tinham que passa,eu quero entrar na fila,não que eu me ache feia longe disso,mais o ser humano é cheio de idéias malucas na mente,a moça da recepção chamada Fernanda me cumprimento e me deu as boas vindas,e me entregou um crachá também,agradeci e fui pega o elevador.
O Arthur passou por mim no caminho e me deu um sorriso e acenou com a cabeça,retribuir o sorriso meia sem jeito e subi até o andar da sala do Bruno,até que a subida foi rápida dessa vez,quando as portas se abriram avistei o balcão com a Maria atrás dele digitando algo no computador mais quando me viu veio me dá um abraço de boas vindas.


— Que bom que chego..vem vou te mostrar tudo.Disse voltando para o balcão e eu agradeci toda sem graça e segui ela,me perguntou se eu estava pronta,confirmei com a cabeça mais ao mesmo tempo estava com um pouco de medo de fazer algo errado,a maria me explicou como tudo funcionava ali no balcão e me entregou uma agenda,segundo ela era do Bruno com todos os horários de reuniões e outras anotações importantes,ela me mostro a sala onde acontecia as reuniões,tinha uma mesa enorme cheia de cadeiras e tinha um telão também e um negócio tipo um quadro num canto próximo ao telão,logo atrás tinha um pé de planta grande no canto,do outro lado tinha uma mesa com uma maquete enorme de um prédio comercial de um shopping,era incrível vê as pessoas e os carros em miniaturas,como eles pensavam em tudo,era um grande projeto,a maquete estava coberta por um vidro,segundo a Maria era um projeto que ainda estava sendo estudado pelo Bruno e outros engenheiros.
Fui em vários setores e conheci outras pessoas também,até que me receberam bem,nem todos é claro tinha alguns que me davam um sorrisinho falso e voltavam a fazer seus trabalhos,já outros pareciam não dá a menor importância a minha presença ali,já estou vendo que vai ser moleza sempre tem o ninho de cobras,desde que cada um fique no seu quadrado esta tudo certo,no andar da sala de reuniões tinha outra recepção com uma sala,que tinha a porta grande igual a da sala do Bruno,acho que essa é a sala do sócio dele o famoso Harry Scott,segundo a Sofi era o pegador,dava em cima de todas que cruzava seu caminho,essas mulheres também vou te falar,tudo por dinheiro e cargo alto,a Maria me apresentou a secretária dele que usava uma blusa que o decote chegava quase no pé,tinha cabelos loiros escorrido e olhos azuis,até que era bonita usava uma maquiagem um pouco carregada e um batom vermelho,tinha cara de ser um nojo pelo que a Sofi me falo a mulher era o nojo em pessoa,quando me viu me olhou dos pés a cabeça,estava mastigando um chiclete e digitando algo no computador,só disse um seja bem vinda de má vontade e deu um sorriso falso nem fazendo questão de disfarçar,essa com certeza não simpatizou comigo e nem eu com ela,a única coisa que quero é distância,a Maria me explicou mais um montão de coisas,que sinceramente algumas eu já tinha até esquecido,já estava cansada de tanto andar e olha que a senhora aqui era a Maria,precisava fazer uma academia ou um esporte físico urgente,tenho que anota isso na minha agenda,fui para o RH (pra quem não sabe é o setor de contratação ou quando alguém é mandado embora e etc...tem que passa por aqui) fui resolver minha papelada.
Fiquei quase duas horas esperando até tudo ser resolvido,depois fui conhecer o refeitório,quem não tivesse grana pra almoçar podia comer lá,conheci mais pessoas legais,tinha também uma sala onde ficava os design,conheci o Raphael e a Larissa,eram pessoas super gente boa,eles mandavam muito no trabalho deles,a Larissa estava decorando o interior de um apartamento no computador,ela era design de interiores e o Raphael estava trabalhando no slogan do projeto dos apartamentos que a Larissa estava decorando,ele era design gráfico,era incrível tudo aquilo,amei conhecer o trabalho deles,tinha mais coisas pra conhecer,mais por hoje já chega estava cansada de anda,voltei pro andar onde a Maria estava,fiquei olhando ela trabalhar e aprendendo tudo,era incrível sua habilidade e agilidade.


— Não sei como você consegue Maria.Falei olhando ela trabalhar.


— lsso aqui são anos de experiências,nem me estresso mais.Disse anotando algo em uma agenda.


— Você trabalha muito tempo aqui?.Perguntei curiosa.


— Sim,desde que a empresa era comandada pelo pai do Sr. Bruno,ele ainda era um jovem rebelde,nem parece esse homem de hoje.Disse digitando no computador.


— Sério? e por que o pai dele saiu do comando da empresa?.Perguntei ainda mais curiosa.


— Se canso de trabalhar achou que estava na hora de dá um pouco de responsabilidade pro filho mais velho,que só queria fica por aí aprontando.Maria me disse entregando uma pasta com papéis pra mim organizar,ela já tinha me ensinado,era só vê a data e os nomes que cada um tinha e coloca no lugar certo.


— Então o Sr. Bruno tem mais irmãos?.Perguntei organizando a pasta.


— Tem sim uma irmã,mais não é de sangue,foi adotada pela mãe do menino Bruno,o nome dela é Charlotte.Disse me ajudando com os papéis.


— Ela também trabalha aqui,por que a Sofi nunca me disse nada.Perguntei curiosa, então ele tinha uma irmã adotada.


— Não kkk...a Charlotte ainda não tem idade pra assumir uma empresa,talvez ela não tenha falado por ser um assunto um pouco delicado e particular.Maria falou analisando um papel em sua mão.


— Entendi,quantos anos ela tem?.Perguntei olhando pra Maria.


— Ela tem 8 anos.Disse com um sorriso no rosto,pelo jeito ela adorava a garotinha.


— Que legal,você gosta muito dela pelo jeito né?.Perguntei sorrindo também.


— Sim,a Charlotte é um doce de criança,impossível não se encanta por ela,eu não tive filhos pra me darem netos,então eu tenho vários de consideração.


— A Sofia me falo que você não tinha filhos.Falei arrumando outra pasta.


— Eu sempre quis ter filhos era um sonho que tinha desde mais moça,ter crianças correndo pela casa,mais meu esposo tinha uma doença que o impossibilitou de me dar filhos,quando descobrimos eu fiquei sem chão não consegui aceitar,de algum modo eu culpava meu esposo por aquilo,mesmo não dizendo a ele com palavras,meu olhar já falava por mim e isso quase destruiu nossa relação,eu estava cega só pensando em mim enquanto ele também sofria.Disse meio triste.


— Desculpa por fazer você lembra disso Maria.Falei me sentindo mal,posso imaginar como deve ser difícil pra uma mulher não pode gerar um filho.


— Tudo bem esse assunto já me feriu muito no passado,mais hoje consigo lida com isso.Disse me dando um sorriso e eu retribui.


— Mais depois de um tempo eu consegui aceitar,e recuperamos a nossa relação.Disse Maria com um sorriso.


— Você teria gostado de conhecer meu esposo,o Alfred era um grande homem.Disse sorrindo com orgulho,eu só concordei sorrindo também e voltamos a organizar os papéis.
Quando terminamos fomos tomar um café no refeitório,conheci mais pessoas legais acho que vou gosta de trabalha aqui,perguntei a Maria se o Bruno iria vir pra empresa hoje,ela só respondeu que ele tinha vindo na parte da manhã pra uma reunião e não voltava mais hoje,então eu estaria livre pra terminar de conhecer a empresa,vida boa é de patrão só fica em casa enquanto os funcionários trabalham iguais uns loucos.
Depois subimos pra terminar de organizar mais papéis,só que agora era em pastas no computador,estava fazendo tudo como a Maria tinha me falado,vez ou outra ela vinha me orientar em alguma coisa,até que sou uma boa aprendiz,tinha tanta coisa pra organizar quando terminamos era umas 7:00 horas,olhei pela janela enorme de vidro que ficava quase ao lado do balcão,a vista não era privilegiada igual a da sala do chefe,mais estava de bom tamanho,o Arthur veio trazer um pacote parecia ser um documento.


— Boa noite Maria,boa noite senhorita.Disse virando pra mim.


— Chegou esse pacote para o senhor Sr.Bruno é importante.Disse entregando pra Maria,ela agradeceu e ele volto para o elevador.


— Senhorita Melissa faz um favor pra mim?.Perguntou desligando os computadores.


— Claro que sim,mais para de me chamar de senhorita por favor.Falei dando um sorriso pra ela.


— Leva esses documentos e deixa em cima da mesa do Bruno,eu vou ir até o Rh e já volto.Eu concordei e peguei o pacote e uma chave que ela me entregou.
Abri a porta da sala não deu pra vê a vista pois as persianas estavam abaixadas,mais podia imaginar,se de dia era de tira o fôlego imagina a noite,acendi a luz e fui até a mesa coloca o pacote,o perfume dele ainda estava na sala toda,respirei fundo e fechei meus olhos,quando abri reparei em um quadro que estava em cima da mesa,era o Bruno agachado com uma menininha negra nas costa,ele estava diferente sem terno e gravata parecia muito feliz,e a menina também,ela usava um vestido azul claro e tinha o cabelo cheio de tranças,pareciam esta em um campo,acabei sorrindo automaticamente olhando a foto,tinha outro quadro no outro lado da mesa,nesse tinha uma mulher branca de cabelos loiros ondulados e olhos azuis,vestia um vestido branco com os ombros a mostra e tinha uma flor no cabelo,o Bruno estava abraçando ela por trás e ambos pareciam muito felizes,com certeza era a mãe dele,os traços eram idênticos,olhei ao meu redor e a sala continuava do mesmo jeito,reparei que tinha uma mesa de vidro em um canto com várias garrafas em cima e alguns copos,fui até a estante de livros e tinha mais quadros com fotos lá,em um tinha um casal de idosos pareciam ser os avós do Bruno,em outro tinha um homem de terno que era a cópia dele mais velho,era o pai com certeza,o Bruno estava ao seu lado,mais ao contrário dos outros quadros ele não parecia esta muito feliz,tinha troféus e miniaturas de estátuas e várias outras coisas também,mais nem reparei achei melhor volta para o balcão antes que a Maria viesse atrás de mim,fica sozinha dentro da sala do chefe no primeiro dia de trabalho não seria uma coisa bem vista aos olhos de outras pessoas,considerando que nem todos aqui foram muito com minha cara,pra inventarem alguma coisa pouco custa,não que fosse pega nada daqui,nem passou pela minha cabeça,olha que tinha coisas que valia uma nota preta naquela sala,mais as pessoas são maldosas nem todas é claro.
Apaguei as Luzes e tranquei a porta estava tudo um silêncio só,o único barulho era do meu salto no piso,chegava a ser até meio estranho,a Maria ainda não tinha voltado então fiquei no balcão olhando pra janela,quando ouvi seus passos me virei pra olhar,ela disse que era hora de ir pra casa descansar eu só peguei minha bolsa e segui ela.
Entramos no elevador e eu estava tentando chama um uber,mais tava difícil parecia até dia de sexta-feira,a Maria se ofereceu pra me levar em casa,mais iria fica fora de mão pra ela,então eu falei que não e agradeci ela,pensei em liga pro tio Afonso mais fiquei sem jeito,ele já tinha me trazido cedo,ir a pé com certeza era uma péssima idéia aquela hora,já estava ficando preocupada quando o Arthur surgiu me oferecendo uma carona,neguei de primeira eu nem conhecia ele direito,vai que era um maníaco,quem vê cara não vê coração todo cuidado é pouco,mais como ele insistiu tanto eu acabei aceitando,a Maria também me tranquilizou falando que podia confiar,mais qualquer coisa eu tinha meu splay de pimenta na bolsa,meu pai não me deixou em paz até eu compra uma lata e coloca na bolsa,me despedi da Maria e segui o Arthur até o carro dele,que era um Fox preto até que era confortável por dentro,ele deu partida no carro e ligou o som em seguida,estava tocando mercy do shawn mendes,eu amava essa música.

— Então você é a famosa Melissa Carter?.Perguntou concentrado na direção do carro.


— Sim,mais não sou famosa quem me dera ser.Falei rindo e olhando os carros a nossa frente.


— É que a Sofia falava tanto de você,estava curioso pra conhecer.Disse enquanto cortava um fusca que estava na nossa frente a horas.


— A Sofi exagera as vezes.Falei dando uma olhada rápida no meu celular.


— Mais quando ela falo que você era bonita não exagero,realmente você é linda.Disse me dando uma olhada rápida e voltando a olhar pra frente,fiquei toda sem graça com certeza a minha cara devia ser o próprio tomate em forma de rosto,ainda bem que o carro estava meio escuro.


— Obrigada.Falei sem graça olhando a rua pela janela.


— Vai ser um prazer trabalhar com você,pode conta comigo pro que precisa.Disse me dando um sorriso e logo virando em uma rua.


— Obrigada,que bom saber disso fazer novos amigos é sempre bom.Falei dando um sorriso pra ele que me devolveu outro.


— Você mora com seus pais?.Pergunto quando paramos em um sinal,eu respondi que sim contei sobre a minha mãe,falei um pouco sobre minha vida e ele também conto um pouco da dele,me falo que morava com os pais e mais dois irmãos,e tinha um cachorro da raça pit bull terrier que era seu xodó,mais estava pensando em ter seu próprio canto,estava juntando uma grana pra compra um apartamento perto do centro,me falo que já estava na empresa a bastante tempo,perguntei se ele se dava bem com o Bruno,ele me respondeu que sim,não era uma relação de amigos mais sim de
empregado e patrão,me disse que apesar do Bruno ter seus dias de estresse era um bom chefe,ele também me disse que o nosso chefe não era muito sociável com os empregados no quesito de conversar,falava somente o necessário com os empregados,nem percebi quando paramos em frente a minha casa.


— Esta entregue senhorita.Disse me dando um sorriso.


— Obrigada pela carona,e sem essa de senhorita por favor.Falei tirando o meu cinto e abrindo a porta,desejei boa noite e saí do carro,acenei com a mão antes dele sair com o carro,o Arthur era gente boa vou gosta de ter ele como amigo,mais não vai passa disso se esta criando alguma expectativa a mais ao meu respeito vai perder o tempo dele,não que ele não seja bonito longe disso,mais não estou afim de sair com ninguém.
Entrei em casa e meu pai estava cochilando no sofá,quando ouviu o barulho da porta acordou,fui dá um abraço nele e subi pro quarto pra tomar um banho,quando desci meu pai estava na cozinha arrumando meu prato na mesa,fui me senta pra jantar,quando terminei lavei meu prato e fui pra sala vê um pouco de televisão,contei como foi minha tarde na empresa,falei do Arthur pra ele nem preciso fala que o meu pai fico super curioso pra conhecer,quando ele subiu pro seu quarto eu aprovei pra ligar pra Cler,fiz um relatório do meu dia pra ela,que surto quando falei que o Arthur tinha vindo me trazer em casa,fez várias perguntas inclusive se eu tinha pegado o número de celular dele,eu disse que sim,quando paramos em um sinal o Arthur pediu meu celular e me passou seu número,com a desculpa de que (vai que acontece alguma coisa,você tem o meu contato),conversei mais com a Cler e depois desliguei,entrei no meu whatsapp e fui nos contatos e entrei na foto de perfil do Arthur,ele estava na praia sem blusa com um short preto,estava agachado e com um pit bull do lado,realmente ele era muito bonito,aproveitei pra responder as mensagens da Sofia,o dia dela estava sendo muito corrido,estava cheia de coisa pra estudar,mais iria tira uma hora pra fazermos uma chamada de vídeo,respondi mais algumas mensagens das meninas e depois subi pra dormi,o dia seria cheio amanhã e o Bruno estaria na empresa também,confesso que lá no fundo uma parte de mim estava doida pra vê ele dinovo,me joguei na minha cama e dormi.

Notas finais
Até o próximo!!