A Vida de Um Revoltado
1 Capítulo 1
Notas iniciais
E ja agora quem for fã incondicional do Itachi não leia irei destruir toda a sua personalidade e voltar a construi-la.
O dia estava seco, era primavera, mas o dia estava demasiado quente para o ser. Basicamente o dia perfeito para aturar o meu velho — XD
— Itachi, que raio se passou na tua cabeça. Em que estavas a pensar. Já sei. Tu não estavas a pensar....
Não ouvi o resto, imagino que tenha sido o habitual. Em vez disso comecei a contar os tatamis da sala sem desviar os olhos do velho para ele não notar (que não estava a ouvir), provavelmente deve ter notado porque volta em meia eu olhava para o chão. Se calhar notou mas estava tao concentrado no discurso que nem raciocinou sobre o assunto. Como podem ver, eu não estava para o aturar.
Doíam- me as perna por causa da posição em que me encontrava, então comecei a pensar "naquilo", visto que os tatamis estavam a acabar.
Flash back on
Duas semanas antes:
Era um dia frio, o ar gelava e a minha respiração condensava. O tipo de dias que mais adoro. São frios e secos, tao frio que tive de por mais uma camisola por baixo, mas não me importei que assim fosse, afinal de contas, era o preço a pagar por poder sentir o frio a gelar-me a cara, um sentimento que eu adoro, não há nada melhor que uma manhã gelada para te acordar fresquinho que nem uma alface, como diria a minha avó, ou será bisavô? Bem não interessa, o que interessa é que esse foi o dia em que a rotina aborrecida dos meus dias acabou.
Era o primeiro dia, entrei na sala ainda não tinha chegado quase ninguém por isso tirei o novo volume de "blade" para ler (para quem não sabe é um manga).
Começaram a chegar mais pessoas. O Deidara chegou acompanhado pelo Sasori, depois......( não interessa quem chegou).
Começamos a falar sobre a nova moda dos patins não prestei muita atenção ate que o Deidara tira do saco os famosos Air Treak, eram lindos, acho que até ouvi música, tinha de os experimentar.
— Hei Deidara quando e que me vais deixar dar uma volta.
Ele disse algo mas eu desviei o olhar, o grupo de punks junto á janela começou a olhar para a nossa mesa, não entendi porquê, mas fingi que não tinha percebido.
O prof chegou, era a cara chapada do meu pai, nem eu me pareço tanto, chamava-se, não me lembro não cheguei a decorar.
Robot time
- Levantem-se. — blablabla passemos ao que importa o delegado, eu porque sou a pessoa que todos adoram ( sqn) disse aquele discurso todo e a aula começou. E, como sou uma pessoa super paciente, esperei que o sensei começasse a escrever o sumário, e então.... ora do espetáculo.
Escrevi num pequeno papel algumas coisas e pedi para alguém passar para a pessoa mais ao fundo da sala, a Konan.
-Oh isto vai-me aliviar a tensão — pensei
Bem adiante, um tipo chamado Ikki tenta entrar de socapa na sala. Nem eu dei por ele, mas o prof soube logo.
— Ikki — disse ele com um sorriso maldoso na cara.
— Sensei, não pode deixar esta passar. É o primeiro dia.
— E é por isso que o devíamos fazer servir de exemplo, não achas? — o sorriso maléfico continuava se o conhecesse diria que até já tinha o castigo pronto.
— Sensei pegue leve pelo menos desta vêz. — o tal Ikki parecia muito seguro de si
— Ok vai te lá sentar.
— Obrigado sense,i agradecido.
— Ok turma vamos continuar, onde íamos? há já me lembro ...
O resto foi aula, o Ikki começou a dormir, o sensei não interrompeu pelo contrario parecia que nem o estava a ver.
Quando o papel já ia a meio da sala, o sensei vira-se e topa a cena e pede que lhe dêem o bilhete, e , feito espertinho, lê o bilhete em voz alta.
" Konan eu comprei os Air Treak. Encontramo-nos no intervalo. Vou levar-te ao céu;)
Ass: Deidara"
Ai quase que me desmanchei a rir com a cara dos dois.
- DEIDARA-san vou-lhe confiscar os "Air Treak" e graças à gracinha ficas com um mês de suspensão. Itachi, como és o delegado vais levar isto para o meu escritório.
Eeeeee o plano foi como esperado.
-Sim sensei! — disse com cara séria.
E lá fui eu a caminho do escritório do sensei, mas surgiu-me uma ideia melhor do que a de acatar a ordem do sensei. Axo que me vou divertir um pouco com estes.
Abri a janela do corredor, estava no rés-do-chão, e saltei com os patins na mão, andei um pouco e ainda aproveitei o ar seco. Haaa como foi bom. Calcei os patins e de repente a besta acorda. Aqueles patins metálicos acordaram e começaram a andar, mas não a uma velocidade qualquer, provavelmente seriam tão rápidos quanto um carro. O que fez com que o meu sorriso se esboçasse mais.
Comecei a andar e depressa saí da escola; a princípio tive medo, mas depressa esse sentimento desapareceu; sabia tão bem o vento frio a bater na minha cara, nos meus cabelos, sabia a liberdade. E sabia bem.
Andei pela cidade durante uns bons 10 minutos até que reparei que estava a demorar demasiado.
Quando voltei levei bronca do prof, que foi fazer queixinhas ao meu pai de certeza (vou ter de ir pra casa ao estilo ninja. Ah, se ao menos tivesse chacra.)
Na hora do almoço o tempo mudou drasticamente, estava calor, melhor ainda assim quando o velho estiver a dar o sermão, eu e ele vamos sentir sede e provavelmente vou ficar com menos tempo de bronca.
— Itachi pra quê o espetáculo eu ia te mostrar como é que eles funcionavam! — o Deidara disse
- Não te queixes. Assim vais ter mais tempo para a Konan. — disse rindo
-Lá isso tens razão. Já não aguentava com Orihara! — ele respondeu
- Vêeees.- disse enquanto comia a sandes
— Então como foi andar neles?
— De outro mundo. São tão rápidos vais-mos " emprestar" uma próxima vez.
- Diz "emprestar" diz.
— E então porque voltaste tão cedo — disse o Kisame. O tipo parece um gigante. Axo que até tiveram de aumentar a porta.
Continuei a comer a sandes.
— Já ias levar com sermão e ias, porque não aproveitas-te mais um pouco. — perguntou o Kisame
— Não sei. Axo que tive pena dele — disse apontando com o polegar para o Deidara, que estava agarrado aos patins e dizia " o paizinho teve saudades vossas". Que tipo! Não me surpreenderia se ainda brincasse às princesas hahaha.
Regressei a casa a pente fino estava lá dentro alguém com o meu pai, parecia mais novo mas não dei para perceber quem era por mim tudo bem passa despercebido mais facilmente.
— Ok então falamos disso amanhã.
Que porra assim não tenho tempo para me esgueirar.
O tipo que estava a falar com o meu pai foi se embora. passou por mim. Tinha cabelo cinzento e mais longo que o meu, usava uma camisola de cavas e um casaco que estava descaído até ao braço, e cheirava a cigarro.
"Ele não é normal"
Subi as escadas com esperança que ele não me visse ( o meu pai), mas acho que ele deve ter ouvido.
— Itachi, vai por as coisa no quarto e volta aqui p'ra baixo temos de ter uma conversa.
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