A Vida de Annabeth Chase
37 Capítulo 37 Reunião com os deuses
Notas iniciais
Passaram-se 5 meses desde o primeiro ultrassom, agora estou de 6 meses, minha barriga esta meio redondinha e meu neném formadinho, porém, minha barriga nem aparecia direito, não sei se é porque sou magra ou se é porque sou deusa.
Suspirei, e levantei da cama.
Tomei um banho longo e segui para a cozinha, tudo que eu venho sentindo nestes meses é fome, depois de comer tudo e mais um pouco segui em direção a minha empresa.
Sai do carro e segui cumprimentando quem eu via pelo costumeiro caminho. Apertei o botão e esperei o elevador. Não sei se é coisa de grávida, mas tudo me irrita, inclusive a demora do elevador.
Assim que a porta abriu entrei no elevador e apertei para ir a cobertura.
Chegando lá, passei pela Ângela, minha nova secretária de sorriso dócil, e fui diretamente para minha sala.
Me mantive atenta aos papeis e nem percebi o tempo passar, apenas voltei a mim quando Maria adentrou em minha sala.
_ Bom dia – Falou ela
_ Bom dia – Respondi
_ Essa barriga não te atrapalha não? – Perguntou vendo o tanto de papel que arrumei só hoje. Eu ri do que ela falou
_ Não, minha barriga não me atrapalha em ler e assinar papeis – Respondi ainda rindo, e ela riu também
_ Pelo menos hoje você esta um pouquinho mais bem humorada do que ontem – Falou ela
_ É, só um pouquinho, acho que essa coisa de mulher grávida esta mexendo de verdade com todos os meus hormônios – Falei e sorri
_ Você vai ir direto daqui? – Perguntou
_ Ir pra onde? – Perguntei confusa
_ Você esqueceu não é mesmo – Perguntou ela
_ Esqueci do que mesmo? – Perguntei
_ Reunião de pais e logo depois festa do dia das mães do Alex, você não vai? – Perguntou ela, ah como eu esqueci de algo tão importante.... não posso faltar nisso por nada, é a primeira reunião do ano daquela escola.
_ É claro que eu vou – Respondi pra ela
_ Então é melhor você ir, a reunião vai começar daqui a meia hora – Falou ela e eu comecei a procurar a porcaria da chave, Maria vendo que eu estava perdida riu
_ Toma, vai com o meu carro – Falou ela e eu levantei num pulo pegando a chave da mão dela
_ Obrigada – Respondi enquanto andava rapidamente para o elevador
Chegando lá em baixo fui direto para o carro que estava ao lado do meu, Maria tinha um lindo Jaguar conversível, entrei nele e acelerei em direção a escola do Alex.
Em poucos minutos já estava no estacionamento da escola, travei a porta do carro de parti em direção a escola.
Passei pelos corredores, graças aos deuses ainda não havia começado a reunião, parei em frente a sala do meu irmão, não tinha ninguém lá dentro, então entrei e sentei no fundo da sala. Aos poucos os pais foram chegando ao recinto e se acomodando, a maioria optava por se manter na frente.
_ Bom dia – Falou uma senhora entrando na sala, vestida em um terno bonito, tinha um ar doce e ao mesmo tempo sério, acredito que seja a professora de Alex.
_ Sou Joana, a professora desta classe – Falou ela confirmando minha teoria
A reunião começou e tudo que eu ouvia era um blábláblá sem noção, sobre regras, normas e tudo mais da escola, depois de 10minutos ouvindo sobre a escola ela deu início a verdadeira aula, agora ela passou a falar dos alunos.
_ Vou chamar o nome da criança e os responsáveis devem erguem as mãos para que eu saiba quem estão realmente presente – Falou a professora
_ Mariana – Falou a velha, vi um casal sentado logo na frente levantarem as mãos para que a professora os vice, o pai, se é que é o pai, parecia tranquilo, mas a mãe estava um tanto quanto nervosa.
_ Pois bem, a Mariana tem se desenvolvido bastante no período em que permanece aqui, já estamos com ela a um ano e pouco, então conhecemos o perfil dela, é necessário que os senhores incentivem mais a leitura, ela tem uma certa dificuldade de fala e escrita, mas nada grave – Falou Joana enquanto entregava um papel para os responsáveis assinarem
_ Pedro – Falou novamente a velha, vulgo Joana, e novamente um casal levantou a mão.
_ Pedro tem uma ótima desenvoltura em esportes, mas alguns problemas em cálculos, peço que incentivem mais o raciocínio de seu filho – Falou a professora
E assim se passou, e quase todos já haviam escutado a opinião da professora. Pode ser impressão minha, mas tinha uma mulher que sempre estava dando risadinha quando a professora pronunciava algum pedido ou reclamação.
_ Ana Flávia – Falou a professora e vi a sem noção que estava rindo levantar a mão junto com um homem
_ Ela é uma excelente aluna, tem uma ótima desenvoltura com a fala, com a escrita, com a leitura, com os esportes, realmente nada a dizer sobre ela, então vamos ao ultimo aluno da classe – Falou a Joana
Vi de relance a lambisgoia olhar pra mim e soltar risinhos.
_ Esse ultimo aluno era o qual eu estava mais interessada de falar, Alex – Falou ela e eu levantei a mão, todos ali presentes me encararam
_ Pois não – Falei
_ Pra falar a verdade não quero falar de Alexander e sim de você – Falou ela e eu levantei as sobrancelhas
_ Estive a um tempo atrás conversando com Alex e ele deu a entender que não viva com os pais, isso é verdade? – Perguntou ela
_ Sim, nossos pais faleceram a cerca de 6 meses atrás – Respondi
_ Então o que a senhora é dele? – Perguntou ela
_ Irmã, meia irmã pra falar a verdade – Respondi
_ É a senhora que banca a mensalidade da escola? – Perguntou ela
_ Sim – Respondi sem entender o propósito daquelas perguntas
_ Ok, o Alex tem uma certa desenvoltura fascinante, é praticamente inacreditável, ele tem um QI mais alto de nossa escola e aposto que também do nosso país – Falou ela e eu vi a lambisgoia se mordendo de raiva
_ Ele chegou a me falar que você é uma empresária de sucesso dona de uma das maiores empresas do país, isso é verdade? – Perguntou ela
_ Sim – Respondi
_ Qual a sua idade – Perguntou ela
_ 19 anos – Respondi já de saco cheio dessa velha carcomida ou devo dizer mal comida
_ De acordo com o Alex você já não morava mais com seus pais na época do acidente, você se acha apta a estar criando o Alex? – Perguntou ela
_ Sim, sou perfeitamente apta a criar meu irmão – Respondi convicta e vi Joana sorrir verdadeiramente pra mim
_ Acredito que esteja falando a verdade, mas enfim, não tenho nada a falar do Alex ele é um pequeno gênio, mas tenho uma pergunta, notei que o Alex tem o domínio fluente de algumas línguas diferente como, por exemplo, Alemão, Português, Frances, Italiano, isso tem alguma coisa a ver com a criação que ele teve? – Perguntou ela
_ Sim, ele também conhece o Grego, mas isso realmente tem a ver com a criação, nossos pais viajavam bastante e nós dois erámos levados com eles, e no fim acabamos por adquirir essa diversidade linguística – Respondi
_ A senhorita fala quantas línguas fluentemente? – Perguntou curiosa, assim como todas naquela sala.
_ Ao todo, 28 idiomas diferentes – Respondi e ela arregalou os olhos
_ Pois bem abrigado por responder a avaliação, você passou – Falou ela
_ Avaliação? – Perguntei
_ Sim, todo responsável por um de nossos alunos tem que passar por uma avaliação, e a senhora passou. Agora estão todos dispensados – Falou ela
Levantei e segui pra fora daquele lugar estranho. Caminhei pelo pátio, até que a escola não era feia não.
_ Annie – Ouvi o Alex berrando e correndo na minha direção pra me abraçar, correspondi fortemente o abraço, estava morrendo de saudade desse pestinha
_ Você veio – Falou ele
_ Claro que vim meu anjo, sempre estarei em todo lugar – Falei tocando sua testa fazendo-o rir
_ Vem, a apresentação já vai começar – Falou ele me puxando pela mão todo animado. Nunca vi ele tão feliz, acabei rindo da sua empolgação
_ Senta ai que já vai começar – Falou ele se juntando ao grupinho dele
E realmente não tardou muito pra festinha começar! Vi ele cantando uma música linda, mesmo não sento a mãe dele me emocionei muito. No fim da apresentação cada uma das crianças pegou uma certa e levou pra sua devida mãe, Alex trouxe a mim.
Era uma cesta linda, tinha um ursinho e bastante chocolate, porém o que mais me chamou a atenção foi a cartinha que tinha na cesta, percebo que esta cartinha não existia em nenhuma das outras, logo entendi que foi o Alex que colocou ali.
Conversei com o Alex, e depois ele saiu pra brincar, aproveitei pra ler a carta:
“Annie, você não é minha mãe, mas age como tal, então tenho que agradecer a você. Quando fui para um orfanato fiquei muito triste, não queria fica sozinho, Atena e Poseídon me prometeram estar sempre por perto, era mentira, até hoje não entraram em contato. Mas não importa, agora eu tenho você! Não sei se é certo dizer, mas eu queria que você fosse minha mãe, você largou o trono pra criar o bebê e me criar, você faz de tudo pra fugir pra que eles não nos tire de você, você faz sacrifícios por mim coisa que ninguém mais faz! Eu te amo, de verdade, você é a pessoa mais especial do mundo todo, mil beijos do seu Alex!”
Meus olhos encheram de lágrimas, como uma criança deste tamanho foi capaz de sofrer tanto assim? Triste ver esse sofrimento, mas como ele mesmo disse agora ele esta bem e feliz e se depender de mim, será assim pra sempre!
Sequei minhas lágrimas assim que percebi aproximação de Alex. Ele pegou na minha mão e me levou pra conhecer a escola inteira, ela era grande, muito bonita.
Eu juro que ri quando ele falou que seus lugares favoritos na escola eram a piscina e a biblioteca, ok, eu também adoro esses dois lugares, mas que é uma combinação bem interessante, ele é um nerd olímpico!
Horas depois tive que me despedir do meu anjinho e ir pra empresa, já que estou com o carro da Maria.
_ Muito obrigado – Falei a ela entregando a chave do carro
_ Não tem de quê – Respondeu ela
_ Mas me conte como foi lá? – Perguntou ela
_ Foi bem interessante, a escola não é ruim, e eu adorei passar um tempinho com meu anjinho – Respondi
_ Como está o Alex? – Perguntou ela
_ Bem, ele ama aquele lugar, e fez vários amiguinhos – Respondi
_ Mas você chegou com os olhos meio avermelhados – Falou ela
Nada respondi, apenas estendi a carta que estava em meu bolso para ela. Ela pegou a carta e leu rapidamente
_ Ai meus deuses – Falou ela ao terminar de ler
_ Eu sei, fiquei assim também, não sabia que ele sentia tudo isso – Falei
_ Graças aos deuses você encontrou ele naquele orfanato – Falou ela
_ Graças aos deuses não, porque eles não moveram uma palha para que isto acontecesse, foi graças a ligação de sangue que eu tenho com o Alex – Respondi ríspida
_ Desculpe-me – Falou ela abaixando a cabeça com medo
_ Não, eu é que peço desculpas, me excedi, não devia descontar em você que nem tem culpa de nada disso, me desculpe – Pedi
_ Tudo bem, entendo seu motivo para estar estressada – Falou ela e eu sorri fraco
Passaram-se meses e nem notícias dos deuses, aliás, somente do Perseu, que as vezes aparecia pra visitar o Alex.
Infelizmente hoje eu recebi uma convocação para que eu compareça a bendita reunião dos deuses, na qual eu não posso deixar de ir, agora estou de 10 meses e minha barriga já está gigante, descobri que é uma menininha na qual eu nomeei de Melody, esse era o nome que o Percy escolheu numa brincadeira, ele disse que era esse seria o nome da filha dele. Ela já esta para nascer, então eu já estou internada no hospital. Pareci que esta reunião é de extrema importância e vai decidir o futuro da humanidade, e como minha mãe não parece que é mais tão inteligente assim, ela se casou com Poseídon precisa de alguma outra coisa digna de burrice, acho que é bom que eu esteja presente. Até porque se eu não comparecer vão ficar com mais raiva e vão me caçar mais ainda.
O Alex ainda esta lá no internato, eu o vejo uma vez por semana, era pra eu ter ido visitar ele hoje, mas como estou presa a uma cama não pude. Fui tirada do meu pensamento pelo meu celular tocando.
_ Alo – Atendi
_ Oi Annie – Falou o Alex, o que posso dizer, ele realmente gostou da ideia de me chamar de Annie, e eu acabei me acostumando, agora todos da empresa me chamam assim.
_ Oi Alex, aconteceu alguma coisa? – Perguntei sem consegui evitar um tom de preocupação
_ Não aconteceu nada não, é que você não veio me visitar – Disse com a voz manhosa e eu ri
_ Eu não fui por que estou num hospital – Respondi
_ Você ta bem? – Perguntou ele preocupado
_ Sim é que minha filha vai nascer – Falei e ele riu
_ Não vejo a hora de conhecer ela – Disse ele
_ Ela também – Eu disse fazendo ele rir mais
_ Esta com dor? – Perguntou ele
_ Não – Respondi
_ Fiquei sabendo da reunião dos deuses hoje a noite, como você vai com essa barriga de grávida? – Perguntou
_ Não sei, vou dar um jeito, mas como você ficou sabendo? – Perguntei
_ O Percy entrou em contato telepático comigo, ele veio me visitar hoje – Respondeu
_ Ai meus deuses, se eu tivesse ido ele ia me ver, você não falou nada de mim ou da Mel pra ele né? – Perguntei
_ Claro que não né Annie, você é mais ligada a mim que ele, claro que eu amo ele, mas sei lá, ele ficou sem falar comigo por meses – Respondeu coma voz triste
_ Não fica triste, é que os deuses não podem ter contato com seus filhos, as vezes nem mesmo parentes – Falei
_ Mas você tem contato comigo e vai criar a Mel – Falou ele e eu ri
_ Eu não faço parte dessa coisa de proibição, você ainda não entendeu que eu não posso ser afetada por juramentos nem nada? – Perguntei
_ Como assim? – Perguntou
_ Eu sou a Heroína dos semi-deuses, então eu posso ter todo contato que eu quiser com vocês – Respondi e ele riu
_ Isso significa que o Percy também pode ter contato comigo, então por que não veio me ver? – Perguntou triste
_ Ele estava no castelo do seu pai que fica no mar, por isso não veio – Respondi querendo deixar o Alex mais feliz
_ Então assim eu fico mais feliz, ele não veio por que tava longe – Falou ele e eu ri
_ Annie, vou desligar, vou nadar com meu amigo, tchau – Disse ele rindo
_ Tchau, não seja exibido – Respondi desligando o celular e voltando a pensar sobre a reunião
Depois de muito pensar, a única maneira que eu achei foi enviar um dos robôs que criei. Depois de muito estudar eu criei um robô perfeito, ele tinha a forma de um humano, transmitia minha voz e nos olhos dele tem pequenas câmeras imperceptíveis o que me permite monitorar tudo o que acontece.
A reunião seria as 20:00hr, eu tinha duas horas para aperfeiçoar meu robô, e o enviar para o Olimpo.
Demorou um pouco mais do que esperava, meu robô ficou pronto, as 20:10hr, a reunião já havia começado quando meu robô chegou lá.
Todos os deuses olharam para meu robô quando ele entrou na sala dos tronos
_ Quem é você? – Perguntou Zeus
_ Sou eu, Annabeth – Respondi
_ Nunca que você é a Annabeth – Falou Apolo
_ Sou eu sim – Falei
_ Então me conta, qual o seu parentesco com o Poseidon? – Perguntou Afrodite, ela sabia que só os deuses sabiam disso
_ Eu sou enteada dele, e agora acreditam em mim? – Perguntei e todos fizeram sim com a cabeça
_ Por que você não veio pessoalmente? – Perguntou Atena
_ Infelizmente tenho problemas pessoais que não me deixam viajar – Respondi só não falei que minha barriga tava tão grande que parecia que ia explodir
_ Isso depois nós discutimos, vamos conversar sobre o presente dos deuses para nossos filhos – Falou Zeus
_ O que tem? – Perguntei
_ Nós decidimos transformar nossos filhos preferidos em deuses menores, todos concordam e você? – Perguntou Hades
_ Por mim tanto faz – Falei, eles nunca vão descobrir sobre a minha filha
_ Nós já escolhemos os beneficiados – Falou o Poseídon
_ O Hades escolheu o Nico, o Hermes escolheu o Felipe, o Poseídon escolheu a Gabriela, a Atena escolheu o Alex e assim por diante – Falou Hera
_ Por mim, tudo bem – Falei
_ Nós precisávamos saber se todos concordavam com isso – Falou Atena
_ Eu não tenho o porquê discordar de vocês – Falei
_ Bem, isso é tudo que queríamos falar, o conselho esta terminado – Falou Zeus
_ Annabeth volte pro Olimpo agora – Falou Hades autoritário
_ Não – Respondi
_ Já que o conselho terminou, tenho que voltar para a Terra, vocês não vão conseguir me rastrear – Falei olhando para o Zeus que tinha a cara fechada obviamente tentando
_ Annabeth, podemos conversar? – Perguntou Atena desistindo de me rastrear
_ Podemos sim – Respondi enquanto fazia meu robô seguir minha mãe
Depois de andar um pouco paramos perto de uma arvore
_ O que aconteceu com você? – Perguntou ela
_ Nada aconteceu comigo, estou ótima – Respondi, mas será que ela sabe?
_ Então por que você foi embora? – Perguntou ela eu suspirei aliviada era sobre isso que ela queria falar
_ Eu resolvi amadurecer e deixar de viver com você – Respondi tentando não parecer rude, mas acho que é impossível afinal ela desejou que eu nunca tivesse nascido.
_ Amadurecer? Você foi embora e não voltou – Falou ela
_ Eu não vivo mais no Olimpo, minha casa é aqui no mundo humano – Falei
_ Sua casa é comigo – Falou ela
_ Não, minha casa não é mais aí – Falei agora eu tenho uma família, a minha família
_ Então onde é? – Perguntou ela
_ Minha casa é aqui na cidade – Respondi
_ Então você me largou? – Perguntou ela
_ Eu não te larguei, eu cresci, e agora eu tenho que partir – Falei e assim que ela acenou a cabeça eu tele-transportei meu robô para cá.
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