A Vida Secreta De Selena Marie Gomez
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Fiz sinal de "já vai" para ele e fiz o meu check-in. Ele ficou aguardando ali perto, rodeado de meninas pedindo fotos — Graças a Deus os paparazzis não podiam entrar no aeroporto — e quando eu fui em sua direção ele pediu para as garotas darem licença.
– Podemos conversar? — Justin perguntou, com aquele olhar fofo que só ele tem.
– Podemos... Mas não aqui. — Disse, fazendo sinal para irmos a um local mais afastado.
– Me explica porque você saiu aquele dia e nunca mais falou direito comigo, por favor Selena. Eu não estou aguentando ficar longe de você, e sei que isso parece clichê, mas é a verdade. — Ele falou, enquanto sentávamos em uma mesa que ficava na parte mais vazia da praça de alimentação do aeroporto.
– Porque eu não quero nada com você. — Eu disse, e vi que aquilo não soou exatamente como eu queria, e pelo olhar de Justin vi que ele estava magoado. — D-digo, eu quero. Eu quero de verdade. Mas minha consciência me diz que é errado.
– O que seu coração diz? — Ele perguntou.
– O meu coração quer você, Justin. — Respondi, olhando no fundo dos olhos de Justin.
– E por que você não o escuta? — Justin perguntou.
– Porque minha parte sensata, que é minha consciência, diz que é errado. — Falei, e vi que Justin não estava entendendo nada. — Justin, você viu que as fotos do carro saíram na internet? — Perguntei, e ele assentiu. — No dia em que saíram, recebi mensagens de ódio por parte de suas fãs em todos os lugares. Antes mesmo do beijo elas já me xingavam na rua ou nas redes sociais. E eu não consigo lidar com isso tudo. E eu não quero isso para você, não quero que suas fãs fiquem magoadas ou que você as perca.
– Nada disso importa, Selena. — Ele falou, pegando minha mão.
– Suas fãs não importam para você? — Perguntei.
– Claro que importam... — Ele sorriu. Justin amava suas "beliebers", como eram chamadas suas fãs. — Eu quero dizer que o ódio delas não importa.
– Porque esse ódio não é direcionado a você. — Meus olhos já se enchiam de lágrimas. — Justin, as pessoas não só desejam a minha morte como a morte da minha mãe, do meu padrasto, do meu pai e inclusive dos meus cachorros. Elas me xingam com palavras que eu nem ao menos conhecia, me chamam de tudo que eu não sou. E eu não sou obrigada a saber lidar com isso.
– Você acha que não vale a pena aguentar esse ódio por mim, é isso? — Ele perguntou. Seus olhos também estavam com lágrimas querendo sair.
– Não é isso Justin. — Eu disse, enquanto ele tirava a mão dele que estava sobre a minha. — Tenta se por no meu lugar. As pessoas estão criando perfis haters para mim em todas redes sociais, estão desejando minha morte, estão rindo de mim e inventando boatos sobre mim. E-eu, eu apenas não estou preparada.
– Então tá, se você quer assim. — Ele disse, levantando-se. — Boa viagem e boa sorte no novo filme. — Falou e depois saiu andando.
Fiquei o observando e logo senti as lágrimas escorrendo em minhas bochechas. Limpei-as com a mão, levantei e fui para o portão do meu vôo.
Meu lugar no avião era bem na janela, então fiquei o vôo todo observando as nuvens pela janela. Por mais que eu tentasse desviar, os meus pensamentos eram todos direcionados a Justin. Eu magoara ele, ele devia estar triste demais comigo. Talvez não mais triste do que eu estou agora.
Cheguei em Vancouver, no canadá, e logo um motorista me levou para o lugar onde seriam as gravações do filme. Conheci todo o elenco e a produção e depois fui para o hotel descansar. Deitei na minha cama e adormeci. Acordei com o meu celular tocando, era alguém da produção me perguntando se eu já havia jantado. Pedi o jantar para o serviço de quarto, porque no momento eu preferia mil vezes comer no quarto do que no restaurante do hotel. Comi um pouco, tomei um banho, escovei meus dentes e deitei na cama novamente. Eu não conseguia dormir, então tive a estúpida ideia de pegar meu notebook e entrar no twitter. Nem cliquei nas minhas mentions, porque sabia que só haveria gente me xingando. Fui no twitter de Justin ver o que ele havia falado nos últimos dias, e o tweet mais recente dele, que havia sido a trinta minutos atrás era "I love my girlfriend @fulana". (Eu amo minha namorada @fulana) Era a garota que havia terminado com ele antes. E a quatro horas atrás ele falara "So today i'm gonna eat pizza and play bowling with my girl @fulana". (Então hoje eu vou comer pizza e jogar boliche com a minha garota @fulana). Ok, aquilo havia acabado com qualquer alegria que restava na minha alegria. Não que eu estivesse triste. Eu não estava mais triste, e sim furiosa. Justin era um infantil, eu tinha certeza que ele havia falado essas coisas para me provocar. E aquela garota fizera ele sofrer mas mesmo assim ele voltava para ela. E isso foi no mesmo dia em que ele foi atrás de mim no aeroporto. Era muita cara de pau! Agora mesmo que eu queria distância de Justin Drew Bieber.
No dia seguinte, acordei cedo para as gravações. Eu iria gravar até as nove da noite, apenas com intervalos para refeições. Aquilo era bom, afinal eu poderia me distrair um pouco. As gravações estavam ótimas e muito divertidas. Eu estava fazendo amizade com todos do elenco. O garoto que seria meu par romântico no filme era ninguém mais, ninguém menos do que Taylor Lautner! E segundo todos da produção nós tínhamos uma química ótima. Eu já vira ele uma vez ou outra em premiações, mas nunca conversamos direito antes dessas gravações.
– Então, você e o Bieber...? — Disse Taylor, enquanto íamos para uma praça do hotel em que estávamos hospedados. Já era meia noite, e por incrível que pareça nem ele nem eu estávamos com sono.
– Eu e o Bieber...? — Eu perguntei rindo.
– Vocês estão juntos? — Ele perguntou.
– Não. — Respondi, sentando em um balanço.
– Então aquele beijo foi só uma ficada? — Ele perguntou, ao sentar no balanço do meu lado.
– Que beijo? — Olhei para ele, me fazendo de desentendida. Eu sabia muito bem que beijo ele estava falando, até porque esse acontecimento não saía da minha cabeça de jeito nenhum.
– No carro... As fotos estão em todos lugares há dias. — Ele riu.
– Ahn, ok, sim. Mas foi só um... Deslize. — Respondi, com sinceridade. Ficar com Bieber fora um deslize mesmo, porque só me trouxera infelicidade, mesmo aquele beijo sendo o melhor da minha vida.
– Então você está livre? — Ele sorriu para mim.
– Sim. — Respondi, retribuindo o sorriso.
– Bom saber. — Respondeu.
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