Notas iniciais
Hello , Mais um.

O desfile continuou normalmente e após isso foi oferecido uma comemoração, em meio a tantas pessoas acabei perdendo Alex de vista e depois de falar com alguns conhecidos preferi mandar uma mensagem falando que estava retornando ao hotel.

Estavamos a dois anos em uma cidade pequena, ele tinha o direito de aproveitar as antigas oportunidades que a cidade grande nos oferecia.

Quando sai em direção a rua ouvi de longe meu nome sendo chamado.

—Sophie, já vai embora?

—Steve. – Arrumei melhor o casaco em meu corpo para me proteger melhor do vento frio – Sim, acho que perdi o ritmo da cidade.

—Alex está vindo? – Ele pergunta enquanto cruza seus braços.

—Não, na verdade mandei uma mensagem para ele falando que estava indo. Vou chamar um carro.

—Ah não, eu te levo. Acho que tive uma semana puxada, Amanda pode cuidar de tudo.

—Não, não precisa, de verdade. Eu vou pelo aplicativo. – Digo tentando não mostrar que estava meio chocada com os últimos acontecimentos.

—Pare. Eu te levo. Antonio terá orgulho de saber que criou um cavaleiro. – Ele diz e direciona um sorriso.

—É sério, não quero incomodar.

— Não é incomodo. Olhe só, meu carro já chegou, vamos? Sei onde fica seu hotel, Amanda me fez ir e voltar inúmeras vezes esse ano pelos eventos, juro não me perder – Ele diz enquanto vai em direção ao carro e abre a porta. – Por favor, vou ficar mais tranquilo de te levar, a cidade pode ser perigosa.

Fico em um dilema dentro de mim se aceito ou não o convite, mas não aceitar seria quase falta de educação certo?

—Ok, obrigada. – Digo e entro no carro.

Ele da a volta e senta do lado do motorista, liga o carro e aquecedor e fico meio perdida em meus próprios pensamentos quando o mesmo começa a dirigir.

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—Qual é, você não pode ter uma vida de morar no meio do mato se tem medo de ratos com esse desespero. – Steve dizia enquanto tentava parar de rir após o ataque que teve quando contei minhas histórias de desespero com animais durante os primeiros meses do projeto.

Sim, nós estávamos tomando café.

Após ele gentilmente me levar até o hotel, mais especificamente no momento que fui me despedir ele me chamou para nos vermos hoje antes que eu fosse embora. Então, combinamos um café.

—E olha que você me prometeu que não teria um ataque de riso. – Digo o olhando acusadoramente enquanto ele tenta controlar os risos ainda.

—Qual é, quem vai para o meio do nada achando que não vai ter o encontro com um rato em alguma hora? – Ele me retruca com os olhos arregalados como se me desafiando.

—Eu sabia ok? Mas eu não sou obrigada a estar pronta para o confronto, posso ter esperança de nunca acontecer. – Digo tentando manter minha defesa e vendo que não há muito o que dizer na verdade.

—Claro. Isso faz todo sentido. – Ele diz e então ficamos um momento em silencio enquanto eu tomo um gole do meu café.

Tínhamos vindo a um café aberto com um terraço que dava visão para a rua e fiquei contemplando as pessoas indo e vindo e lembrando de quando meu dia se tratava em horas e trabalhos e não sobre ver e apreciar tudo.

Voltei minha atenção e vejo que Steve estava debruçado na mesa com as mãos juntas e me observando.

—Ok, tem algo em mim ou eu posso ficar com mais medo ainda de você me encarar assim?- Digo o encarando desconfiada. Sempre tive um certo receio de pessoas me olhando por muito tempo. Afinal, isso não é normal certo?

—Eu gosto de você. – E é assim que meu corpo me trai e me deixa sem saber o que fazer enquanto ele entra em pane.

—Ok, acho que é recíproco? – Digo não entendendo bem o momento.

—É ótimo que talvez eu seja retribuído. – Ele diz fazendo graça e rindo – Me desculpe de te encarar, é que quando Antonio me falava de você, eu sabia que você deveria ser legal, mas, sei lá, você conseguiu superar minhas expectativas. – Ele diz e sorri.

—Bom, eu claramente esperava alguém mais queimado pelo Sol e a milhões de distancia daqui, mas, posso dizer que você me surpreendeu também senhor Ferraz. – Digo levantando uma das sobrancelhas e fazendo graça.

—Bom, podemos dizer que você obviamente deveria me convidar para o próximo encontro então, sou totalmente a favor do direto de igualdade entre os sexos. – Ele diz se aproximando um pouco mais sobre a mesa.

—E quem disse que isso é um encontro? – Digo me fazendo de surpresa. – Você nunca fez o convite citando isso, meu caro.

—Me desculpe claramente um erro que devo estar atento na próxima vez. – Ele diz fingindo estar arrependido. – Hoje a noite? Um encontro e na próxima é toda sua a iniciativa.

—Eu adoraria – Digo lentamente e vejo o sorriso dele- Mas...

—Eu detesto esses “mas”. – Ele diz e faz cara de apreensivo.

—Me desculpe Steve, juro que queria, mas, volto hoje para casa. – Digo abaixando os olhos.

—Ow. Ok, eu acho. Eu realmente não me atentei de quando eram as suas passagens. Sem problema. Na próxima vez que nos vermos terei isso em mente.

—Seria ótimo. – Digo e sorrimos enquanto tomo mais um gole para diminuir um pouco a obviedade de estar satisfeita com a observação.

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—Sabe o que eu acho bem estranho? – Diz Alex sentado ao meu lado

Estávamos aguardando nosso voô enquanto olhava meu celular e aguardava o momento que ele começaria com as perguntas.

—Você ter aguentado o caminho inteiro até aqui para começar? Eu achei que você estava até doente. – Digo sem dar atenção de verdade e vendo meus e-mails.

—Engraçada Hanrison. Muito engraçada. Mas, não. Eu acho engraçado que hoje fui no seu quarto e você não estava lá.

—Nem me fale, mas sabe o que eu acho engraçado também? Você não ter ido ao seu quarto ontem.

—Como você sabe? – Ele diz e vejo que ele se virou para mim pelo choque.

—Eu não fazia ideia. Mas pensando que você não me mandou mensagem para checar se eu estava viva assim que chegou e ainda ficou enrolando até aqui sem me dar nenhuma indireta e que claramente você se entregou agora, acho que sou uma boa detetive. – Digo abaixando o celular e o olhando com cara de vitória.

—Isso é ridículo. E no que importa? Eu posso ter chegado e dormido. – Ele diz e não me olha nos olhos.

—Alex, você acabou de se entregar novamente. E eu juro, só esta piorando.

—Eu encontrei com uma amiga ontem, e acabamos indo ver o nascer do Sol em um canto hippie. Mas adivinha? Voltei hoje e fui te ver no quarto e havia somente camareiras. – Ele diz e termina mexendo as sobrancelhas sugestivamente.

—Amiga? Uma amiga que vê o nascer do Sol? Me poupe, quero nomes querido. – Digo me virando para ele.

—A vida é uma estrada de mão dupla, querida.

Alex e eu começamos amigos no projeto, mas com o passar do tempo e com tudo que enfrentamos junto, ficamos cada vez mais próximos, até nos tornarmos melhores amigos.

—Ok, um nome por outro nome. – Digo estendendo minha mão.

— Claro minha querida, pode começar.

—Ok. – Digo e dou uma pausa pensando se é mesmo uma boa ideia- Então, ontem sai da festa para ir embora e o Steve me viu.

—Meu pai, você nem foi para o quarto. – Ele diz espantado.

—Cala boca, lógico que fui. – Digo surpresa pelas suspeitas dele- Eu conheci ele ontem, lembra? Ele só me deu carona e me chamou para tomar café hoje, e eu como uma boa pessoa aceitei. – Digo e ele da risada.

—Você é tão arcaica, deveria ter nascido no tempo que os casamentos eram arranjados, se bem que hoje em dia tem alguns que ainda são. – Ele diz e se perde nos pensamentos.

—Nomes querido, faltou o seu. – Digo chamando sua atenção.

—Ah, você sabe, nada demais, sai com a Amanda, ela estava estressada com o final da semana e nós só decidimos sair e ver algo para celebrar o sucesso do evento. – Ele diz e senta olhando para frente novamente.

—Ahan, e você como é tão fofo e prestativo simplesmente se ofereceu. Um lord realmente. – Digo cutucando seu braço.

—Cala boca e pega suas coisas, estão chamando. – Ele diz se levantando.

—Ok. Vamos – Digo com voz de preguiça mas me levanto.

Quando vou pegar minha bolsa sinto meu celular vibrar e olho para o desligar, mas, havia chego uma mensagem.

“Steve: Ei, só queria te desejar uma boa viagem. Não esquece, esta me devendo dois encontros, no mínimo.”

E então eu sorri e soube: nunca quis tanto ficar na cidade mais um dia.

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Quatro meses haviam se passado desde que tínhamos retornado da reunião na Deluxions.

Clara agora estava com quase 7 meses e o projeto seguia sem interferências dos investidores.

Ainda, não havíamos conseguido a nossa ampliação e estávamos dentro do possível na normalidade de que era antes.

—Alicia, precisamos ir hoje no mercado para as compras que a Bete tinha pedido ontem – Havia recebido uma mensagem da Alicia falando que me aguardava no escritório e entrei dando uma olhada nas cartas que tinha pego na caixa durante o percurso.

—So. Temos visitas- Ouço a voz preocupada de Alicia e olho para cima

—Steve? – Digo confusa – O que está fazendo aqui?