A Vida Por Tras Da Vida Real
6 Festinha, só que não!
Notas iniciais
— Vem, vamos para a enfermaria. – disse Ino me puxando. O pessoal veio atrás.
— O que houve com ela? – perguntou a enfermeira.
— Cai. – disse.
— Mas como fez esses cortes apenas caindo? – disse ela desconfiada.
— Não interessa, eu cai e pronto. – disse sem paciência.
— Podem sair por favor? – pediu ela para os outros, eles resmungaram, mas saíram.
Ela cuidou dos meus machucados e ficava me olhando, parecia que a qualquer hora ela iria pular no meu pescoço. Eu não sei o que está acontecendo, será que eu acordei daquele pesadelo? Ou ainda estou nele?
Eu estava desconfortável com a enfermeira, ela estava me analisando.
— Poderia me deixar sozinha por favor? – pedi a ela.
Sem dizer nada, ela saiu, estranha? Sim!
Tenho que contar aos outros sobre isso, mas primeiro preciso saber o porque. Não posso contar uma coisa que nem eu entendi. Só sabia de uma coisa, havia muito mais envolvido nisso do que eu pudera imaginar. Estava tudo estranho demais. Preciso entender, preciso começar a agir, aquilo é muito pior do que apenas zumbis.
Os monstros estão aqui, disfarçados, eu não sei, não consigo entender isso, por trás de cada coisa, há algo disfarçado, é só ter olhos para enxergar além da realidade.
— Esta bem? – perguntou Ino entrando com os outros na sala, me tirando de meus devaneios.
— Sim. – respondi olhando para a janela.
— O que houve? – perguntou ela, os outros me olhavam com um ponto de interrogação na cabeça.
— Primeiro vou procurar entender, o que houve, o que está envolvido no meio disso tudo. Depois conto tudo a vocês. Tudo mesmo. – disse olhando para eles que ainda não sabiam ¼ da minha vida.
— Tudo bem, não vamos pressionar você. Vemos cortes aparecer em você do nada, há algo muito perigoso por trás disso, entendemos que queira nos proteger. Estamos com você Sakura. – disse Gaara.
— Obrigada. – disse.
Saímos de lá e fomos para meu quarto. Eles ficavam perguntando se eu estava bem mesmo, mas eu estava, só doía um pouco, mas não estava morrendo, eles que são exagerados. Já passei por coisas piores.
— Gente, eu... preciso sair daqui. – disse para eles.
— Tudo bem, vamos sair hoje a noite, balada, tomar sorvete, sei lá. – disse Temari.
— Não.. não, vocês não entenderam, quero sair agora, andar pelas ruas, sozinha. – eles me olharam.
— Porque? – perguntou Naruto.
— Preciso, quero ver pessoas, ver o mundo. – respondi.
— Tudo bem? – disse. – Vou sair agora tá, volto mais tarde, só vou dar uma volta mesmo. – disse.
Eles não protestaram, me arrumei e sai de lá, pulei o muro e comecei a caminhar pelas ruas. Sentei num banco e fiquei observando as pessoas na rua, umas discutiam com a outra, outros corriam com pressa para pegar o ônibus, outros estavam calmos, outros preocupados, uns felizes, mas não conseguiam esconder a tristeza, fiquei imaginando algum deles ser um monstro disfarçado, ou um monte de monstros andando no meio de nós humanos e não termos olhos apropriados para vê-los. Isso tudo era estranho. Estava ficando mais estranho a cada dia, a cada coisa inexplicável que me acontecia.
No começo, achei que os zumbis estavam nessa historia por causa de Orochimaru, achei que ele estivesse fazendo um experimento, mas deu errado e o vírus se espalhou, mas não é nada disso, pode haver um vírus, mas foi intencional sim, e sobre os monstros, tenho certeza que Orochimaru está envolvido. Será que eu vejo e sinto coisas estranhas pelo que Orochimaru colocou em mim? Ou porque fui escolhida para acabar com isso, e se houver alguma força do bem, é ela quem esta me ajudando? Não sei. Seria mais provável Orochimaru ter feito a cagada e agora quer alguém para entrar na batalha por ele, e acabar com o que ele criou. Me levantei do banco e comecei a caminhar. Vi as paisagens mudar, estava entrando em um cenário diferente. Não, não, não, de novo não! Sacudi minha cabeça e fechei os olhos, quando os abri, estava tudo normal. Corri para o colégio, eu sabia que não era um sonho aquilo, pois estava acontecendo de novo e dessa vez eu estava acordada. Pulei o muro de volta e fui para meu quarto. Abri a porta com certa força e entrei estava ofegante por ter corrido. As meninas estavam lá.
— Tudo bem Sakura? – perguntou Hinata, pelo meu estado.
— Sim. – respondi.
— Então porque esta assim? – perguntou Tenten.
— Por nada, só resolvi correr um pouco. Fazia tempo que não corria. – disse sorrindo.
— Entendi. Então Sakura, estávamos marcando uma festa hoje a noite naquele prédio abandonado. Foi legal aquele dia. Então resolvemos ir de novo, mas dessa vez, para fazer uma festinha privada. – disse Temari. – Mas não vamos mais, você esta mal então vamos ficar aqui com você.
— Quem disse que estou mal? – perguntei, elas não responderam. – Eu quero ir também. – disse, elas se entreolharam e sorriram.
— Tudo bem, mas e as bebidas? Como vamos comprar? – perguntou Ino.
— Eu dou um jeito, e você vai me ajudar Ino.
Mandamos mensagens para os meninos e para Konan e Karin, iriamos sair hoje a noite. Nós fomos até o pátio, conversamos com eles e acertamos as coisas, as bebidas iriam ficar por minha conta e de Ino. Ficamos por lá conversando e comendo, eles perguntavam se eu estava mesmo bem, pedi para que eles não tocassem mais no assunto, pois eu estava bem sim. A hora passou rápido, já estava de tarde, subimos para arrumar as coisas.
Separamos nossas roupas e decidimos quem iria tomar banho primeiro, fizemos uma fila e todas concordaram com a ordem, eu iria ser a ultima. Konan e Karin iriam tomar banho no quarto delas. Separei tudo o que eu iria usar. Comecei a ajudar minhas amigas com o cabelo e maquiagem. Chegou minha vez, fui tomar banho, liguei o chuveiro, o banheiro já estava úmido por conta da fumaça de todas elas, abri a janela para que a mesma saísse. Tomei meu banho e sai. Eu iria usar um supra branco, uma calca jeans de lycra preta e um cropped azul escuro. Arrumei meu cabelo e fiz a maquiagem, coloquei meu batom roxo matte no bolso de trás da calça, peguei uma jaqueta preta, fazia um pouquinho de frio, mas nem tanto, levei mesmo para a hora de voltarmos, iria estar bastante frio por conta da hora. Amarrei ela na cintura.
— Vamos? – perguntei para as meninas.
— Vamos. – responderam.
Descemos e os meninos já estavam lá, eles estavam rindo, logo fizeram uma cara de espanto e fizeram sinais para nós, ouvi barulho de sapatos e vozes, nos escondemos atrás da parede do banheiro masculino, eram Tsunade e Kunerai. Elas estavam rindo e conversando animadamente. Os meninos nos chamaram com a mão, em sinal que elas já haviam ido. Fomos correndo até eles, felizmente nenhuma de nós estávamos de salto. Começamos a rir, os meninos ajudariam nós a pular o muro, Gaara e Sai iriam me ajudar, até Sasuke me grudar por trás e me levantar, me agarrei ao muro e pulei. As meninas vieram logo atrás e depois os meninos. Fomos correndo para longe do colégio, quando já estava a uma certa distancia, paramos no meio da rua, que estava deserta, e colocamos as mãos no joelho, respirando com dificuldade, estávamos ofegantes e rindo. Ino começou a andar e a seguimos. Há frente havia um posto de conveniência, era lá, iriamos comprar as bebidas.
— Ino, vem comigo! – disse a puxando em direção ao posto. – Vocês fiquem aqui. – disse para o restante.
— Fale sobre sua vida de casada, seu carro, seus filhos e seu trabalho. – disse a ela que pareceu entender o recado.
Entramos no local rindo.
— Mas eu disse para Gaara que não precisava sabe Saky. – disse Ino sorrindo. – Mas ele insistiu, disse que já era hora de trocar de carro, me deu um audi R8. Quando cheguei no escritório, ficaram babando no meu carro.
— Ah, Sasuke é exatamente igual, me comprou um Supra de aniversario, disse que já estava na hora de trocar também, fui buscar Sarada no colégio dela e as amiguinhas dela ficaram olhando maravilhada para o carro, Sarada também gostou, amo ver minha filha feliz. – disse olhando as bebidas, o cara do caixa nos olhava.
— Sexta, Gaara quem foi buscar meu filho na escola, ele veio cheio de historias para contar. – disse Ino pegando copos descartáveis, nós fomos com as bebidas até o caixa.
— Sei bem como é, alias, Sasuke me chamou para sair amanha. – disse sorrindo maliciosa para Ino.
— Sair, aham sei, vocês vão é pecar. – disse Ino rindo.
— Vou ver se minha mãe fica com a Sarada para eu poder ir, senão vou ter que contratar uma baba. – disse revirando os olhos.
— Algo mais? – disse o cara do caixa, nos olhando desconfiado.
— Só isso moço, obrigada.
— Deu 351,00. – disse ele.
— Tudo bem. – peguei o dinheiro e paguei.
— Obrigada. Boa noite. – disse Ino a ele, me ajudando com as sacolas.
— Então Ino, meu aniversario de vinte e cinco anos, Sasuke quer me levar para Cancun de férias. – disse abrindo a porta de saída, o cara continuava a nos olhar.
Saímos de lá e fomos andando até a esquina, nós riamos como uma condenada.
— WOW, quanta bebida. Como conseguiram? – perguntou Neji.
— É só você começar a falar de como gostaria que fosse sua vida de casado! – disse e eu e Ino voltamos a rir.
— A proposito Sakura, Sarada é um nome bonito para sua filha com Sasuke. – dei um soco em seu braço. – Ai. – reclamou passando a mão no local.
— Sua vida também estava magnifica ao lado de Gaara, e ele fez uma ótima escolha em te dar um Audi R8, é um bom carro. – foi minha vez de ganhar um soco no braço. O pessoal riram conosco
— Vamos logo. – chamei.
Fomos, mas dessa vez, a porta principal estava trancada, e havia uma faixa dizendo: “NÃO ENTRE”. Mas é obvio que iriamos entrar, vasculhamos o local e Shikamaru encontrou uma janela quebrada, sim, terminamos de quebra-la e entramos. Corremos para o segundo andar e entramos no quarto em que eu estive com Sasuke. Abrimos a janela e a luz clareou um pouco, tiramos as bebidas da sacola e Kiba disse:
— Wow, Martini, Vodca, absinto, absolut, Smirnoff. – disse ele, abobado com as bebidas. – Foi caro não foi?
— Trezentos reais. – disse.
— Nossa. Mas, já que a absinto veio com o copinho, vamos jogar, ela é a pior daqui, um copinho tomba, então, o jogo vai ser o seguinte. – disse Naruto. – Vamos jogar verdade ou consequência, se não responder ou não fazer, vai ter que ir no “sete minutos no céu”, que você terá que ir num lugar com um garoto ou garota de nossa escolha e fazer o que quiser, se não for, vai ter que beber um copinho.
— Eu topo. – disse. – Quero sair daqui tropicando hoje, de tão bêbada.
— Diz isso por que nunca bebeu absinto, senão nem brincava. – disse Neji rindo.
— E você já? – perguntei.
— Já.
— Tem um detalhe. – disse Naruto.- cada um só tem três verdades para usar.
Começamos a brincadeira, Naruto tirou seu sapato e rodou, parou no Neji pergunta para Kiba.
— Verdade ou consequência Kiba? – perguntou Neji.
— Verdade. – respondeu.
— É verdade que você nos disse que gosta da Konan? – perguntou rindo diabólico.
— Não. – disse Kiba. Konan pareceu ficar triste. – Mas não quer dizer que eu não goste. Apenas não disse há ninguém. – ele disse a olhando, ela abriu um sorriso tímido.
Naruto rodou de novo e parou em eu pergunto para Ino.
— Ino, verdade ou consequência?
— Consequência. – disse ela, rindo maliciosa, sei muito bem que ela quer ir no “sete minutos no céu” com o Gaara.
— Quero que você tire a camiseta. – disse sabendo que ela não iria fazer.
— Não vou fazer isso. – disse ela.
— Então bebe. – disse.
— Não quero ser a primeira a beber. – se fez de coitada, que vaca.
— Então, sete minutos do céu. – disse rindo.
— Af, fazer o que né. – disse se fazendo de desentendida.
— Eu escolho Gaara. – disse a olhando, ela pareceu me agradecer apenas pelo olhar de cão molhando.
— Olha só o que vocês fazem, só vou porque não tenho escolha. – disse ela se fazendo de vitima.
Gaara se levantou e a seguiu para fora dali. Ficamos conversando e rindo sobre o que eles deveriamestar fazendo lá. Para eles deveria ser “vinte” minutos e não “sete”, pois foi exatamente o tempo que demoraram. Ino aparece com o cabelo bagunçado e Gaara rindo.
— Hmm. – disse eu.
— O que aprontaram lá? – perguntou Temari. — Vocês pecaram né maninho?! – disse ela a Gaara.
— Cala a boca Temari. – repreendeu Ino.
Continuamos a jogar, dessa vez, parou em Sasuke pergunta para mim.
— Verdade ou consequência?
— Verdade. – respondi.
— É verdade que você.... já beijou uma menina? – disse ele.
— Não. – respondi.
Parou no Sai e Konan.
— Verdade ou desafio?
— Desafio. – disse ela distraída. – NÃO, É VERDADE. EU ERREI. –gritou ela desesperada.
— A primeira é que vale. – disse Sai. – Quero que você beije Neji. – Konan arregalou os olhos, já Tenten parecia querer matar Sai.
— Eu não.- disse Konan.
— Então bebe. – Konan pegou o copinho e virou. Ela ficou pálida, parecia que estava com falta de ar. Ela se levantou e começou a tossir, estava vermelha.
— Não.. tomem essa.. – tossiu. – Essa porra. – disse ela com dificuldade.
— Você está bem? – perguntei.
Respirou fundo. – Sim, estou. – respondeu.
Voltamos a jogar, mas agora, ninguém queria tomar a bebida. Nós a trocamos, colocamos a Vodca. Parou no Naruto e Sasuke.
— Verdade ou desafio Sasuke? – perguntou.
— Desafio. – respondeu.
— Desafio você a tomar três copinhos de vodca. – disse Naruto.
— Tá louco? – respondeu.
— Então, vai para o sete minutos. – pediu Naruto.
— Tudo bem. – disse ele se levantando.
— Sakura, pode ir. – disse Naruto para mim. O olhei mortalmente.
— Você ainda me paga Uzumaki! – disse quando estava saindo já.
Fomos eu e Sasuke, para outro quarto, entramos e eu fui abrir a janela. Clareou um pouco, Sasuke me olhava. Sua expressão era indefinida, seu olhar neutro.
— Um milhão pelos seus pensamentos. – disse o olhando.
— Um milhão de que? Beijos? Tudo bem, estava vendo como você esta linda, e continua sendo irritante chiclete.
— Hm. Obrigada, mas garanto que você é muito mais irritante EMO! – provoquei.
Ele veio rapidamente para cima de mim, me prensou na parede e segurou meus braços acima da minha cabeça.
— Repete.
— Emo. Emo. Emo. – disse.
— Você me paga Haruno. – disse ele e começou a me beijar.
— Me solta seu emo da Síria. – ele continuou a me beijar.
— Cala a boca menina irritante. Não vou com a sua cara. – voltou a me beijar.
— Também te odeio Uchiha. – voltamos a nos beijar.
Sasuke me deu impulso e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura.
— Você beija muito mal. – disse ele, mas logo voltou a me beijar.
— Você deveria me ensinar já que é expert, mas acontece que seu beijo é tão ruim. – ele me beijou de novo com urgência. Estávamos ofegantes.
Sasuke me pressionava cada vez mais contra a parede. Ele estava tremendo. Parecia que estava se controlando. Ele colocou a mão por dentro da minha camiseta e foi subindo. Ouço uma batida na porta. Dou tapinhas na mão dele de leve e ele entende o recado soltando minhas pernas e bufando.
— Hey, era apenas sete minutos, vão pecar? – perguntou Karin.
— Vamos. – sussurrei.
— Como vou assim? – disse ele apontando para baixo.
— Ahn, então... hã... não sei, se vira! – disse saindo de lá, pude ouvir ele bufar.
Voltei para o outro quarto e todos me olhavam com caras maliciosas.
— Que foi? – disse me sentando , como se nada aconteceu.
— Cadê o Sasuke? – perguntou Hinata.
— Não sei. – dei de ombros.
Logo Sasuke entra, com uma cara nada boa.
Decidimos parar a brincadeira, Naruto tirou do bolso uma caixinha de musica, até que era bem altinha e dava para se divertir, pegamos os copinhos e misturamos as bebidas, eu fiz uma mistura muito louca, com todas as bebidas, o copinho era transparente, o que facilitou aparecer a cor colorida que ficou embaixo.
— Como conseguiu? – perguntou Ino. – Faz pra mim? – perguntou.
Fiz um para ela também, e para as meninas... e os meninos também, resumindo, eu fiz a bebida de todo mundo.
Eu já havia tomado uns três copos já, estava bêbada, mas sabia o que estava fazendo. Ino já estava vomitando. Na caixinha de som, tocava Linkin Park. Sasuke me agarrou e beijou, pude ouvir os gritinhos histéricos das meninas. Me separei dele e como canto do olho olhei rapidamente para a porta. Juro que vi uma coisa preta lá.
— O que foi Sakura? – perguntou Sasuke.
— Nada, não é nada, só achei que tivesse visto alguma coisa. É só a bebida. – disse rindo falso. Ele me deu um selinho.
Nos divertimos mais um pouco, mas eu não estava mais confortável como antes, parecia que alguma coisa nos observava. Comecei a ouvir barulhos estranhos. Mas no meio desse barulho conseguia ouvir uma voz de uma senhora sussurrando “ Sakura, Sakura, Sakura.”, a voz estava distante, mas amedrontadora. Me levantei rápido do chão e comecei a olhar por todos os lados, seguindo a voz que parecia ora estar na frente, ora do lado, ora atrás.
— Tudo bem Sakura? – disse Sasuke tocando em meus braços. Me virei de súbito lhe dando um tapa um tanto forte em sua mão. – Desculpe se te assustei.
— Vamos embora. – disse.
— O que? – perguntou.
— Vamos embora. – repeti. – Pessoal. – disse chamando a atenção de todos. – Vamos embora, agora.
— Por que?
— Ah, relaxa Sakura.
Começaram a protestar, comecei a entrar em pânico, parecia que a coisa ou o que quer que fosse estava cada vez mais perto, eu já senti aquela presença antes, mas não conseguia identificar o que era.
— Por favor, vamos embora, vamos embora agora. – disse um tanto quanto alto demais. A janela se quebrou do nada, eles me olharam e se levantaram. – Corram. – disse.
Nós começamos a correr, descemos as escadas quase caindo, fomos até a porta e estava trancada, aviamos nos esquecido disso, voltamos para a janela e pulamos de volta para a rua. Olhamos para o prédio, estava normal, mas a presença eu ainda sentia. Olhei para a esquina e lá estava a coisa. Parecia uma mulher, cheia de cabeças de bonecas que batiam a boca, varias pernas de bonecas, ela estava de quatro, parecia uma aranha. Mas essa não era nem de longe a presença que eu estava sentindo.
— CARALHO, O QUE É AQUILO NA ESQUINA? CORRE, CORRE, CORRE. – disse Neji.
Todos olharam para a esquina e gritaram, começaram a correr, inclusive eu, como ele conseguiu ver? Como conseguiram ver? Será que a coisa estava visível ou apenas nós conseguíamos ver? Ousei olhar para trás e ela estava mais perto do que parecia, mas havia mais um ao seu lado agora. Dessa vez estava com um cone na cabeça, tinha vários desenhos egípcios. Corri mais ainda. Então era dele a presença. Não pode ser.
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